sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Dra Camila Coelho

Dra Camila Coelho

Juizado Especial


A entrevistada desta semana é a Dra Camila Coelho; nascida em Blumenau aos 28/03/1979. Estudou no Colégio Franciscano Santo Antônio, no Colégio de Aplicação da UNIVALI e no UNIFICADO, em Blumenau, Itajaí e Balneário Camboriú, respectivamente. Formada em Direito pela UFSC e mestranda em ciências jurídicas pela UNIVALI.
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Nossa entrevista a Dra Camila Coelho

Como surgiu a magistratura em sua carreira?
O interesse pela carreira da magistratura surgiu enquanto trabalhei como estagiária e assessora no Tribunal de Justiça e ao cursar a Escola da Magistratura do Estado de Santa Catarina – ESMESC.


Como preparou-se para o concurso à magistratura?
A preparação para o concurso da magistratura consistiu em muitas horas de estudo, antes e depois dos horários de trabalho e também nos fins de semana e feriados.

Além de Camboriú, quais as comarcas que já trabalhou?
Trabalhei como Juíza Substituta na Comarca de Joinville de 2003 a 2006. No final do ano de 2006, fui promovida para o cargo de Juíza de Direito da Comarca de Abelardo Luz, onde permaneci até 2009. Trabalhei na 2ª Vara da Comarca de Porto Belo e, na sequência, na 2ª Vara e na Vara Criminal de Camboriú, nesta até agosto de 2014. Atualmente, exerço a função de Juíza de Direito do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Brusque.

Como surgiu Brusque em sua trajetória? Já conhecia a cidade?
Conhecia muito pouco o município de Brusque, mas sempre tive excelentes referências sobre a comunidade e os serventuários da Justiça desta Comarca.

Quais as melhores obras que já leu? O que está lendo atualmente?
Tenho lido sobre sociedade de risco e sustentabilidade, por influência do curso de mestrado, tema que é bastante atual e preocupante, diante da crise ambiental mundial e da crise da democriacia representativa.

Doutora Camila, os juizados são apontados como uma grande solução para resolver parte do problema do judiciário brasileiro. Eles desafogaram a Justiça brasileira ou eles trouxeram para o judiciário conflitos que jamais chegariam e seriam solucionados de outra forma?
Por certo, assistimos no Brasil a um crescimento cada vez maior dos conflitos judicializados, o que considero como resultado da ineficiência das agências reguladoras, do descumprimento do Código de Defesa do Consumidor e do Código de Trânsito Brasileiro, do incentivo da cultura do litígio e, por outro lado, da falta de cultura de solução extrajudicial de conflitos.

O Sistema dos Juizados Especiais possibilitou resgatar para o ambiente da cidadania um universo de pequenos litígios que no sistema de justiça tradicional estava completamente inatingível? Como vê o Juizado Especial e ampliação do acesso à Justiça ?:
Os Juizados são parte da solução para resolver o elevado crescimento de litígios na sociedade. Através do Juizado Especial, pretende-se criar uma cultura de solução de litígios por acordo entre as partes. O Juizado Especial permite o acesso à Justiça a cidadãos e conflitos que não seriam alcançados pela Justiça Comum. Por outro lado, incentiva a solução desses conflitos através da conciliação e é capaz de fornecer uma resposta mais rápida e efetiva às causas de menor complexidade, mas que atingem diretamente a vida do cidadão.

A doutrina, de forma encorpada, tem se laçando contra a possibilidade do exercício da jurisdição pelo juiz leigo, delimitando sua atuação nos Juizados Especiais Criminais à figura do conciliador, intermediando a composição dos danos civis decorrentes das infrações penais de menor potencial ofensivo, com posterior homologação por Juiz togado, mas sem avançar na fase de transação penal. É uma desculpa insconsistente?.
Os conciliadores e os juízes leigos, diante do elevado e crescente número de processos, são essenciais para que se possa atender, com a maior agilidade possível, às partes. Todos os atos praticados são supervisionados e sujeitos à homologação pelo Juiz de Direito, não se verificando qualquer prejuízo decorrente da atuação desses colaboradores. A atuação dos juízes leigos, notadamente nas intruções de processos cíveis, está prevista em lei e deve ser incentivada, a fim de que se dê cumprimento aos princípios que regem o Juizado Especial, notadamente da economia processual e celeridade.

Como a Sra vê o juizado itinerante - sair em busca do povo, de sair do seu gabinete e ir atrás do problema ?
O Juizado Especial itinerante busca aproximar-se da comunidade e proporcionar uma solução quase que imediata das causas de menor complexidade, prevenindo que os conflitos e as lesões a direitos daí decorrentes agravem-se.

O consumidor que sentir-se lesado como deve proceder?
O consumidor que se sinta lesado e que não tenha conseguido resolver a questão através de contato com o fornecededor de produtos e/ou serviços ou do PROCON, pode realizar a sua reclamação junto ao Juizado Especial, sem a necessidade de representação por advogado, nas causas de valor inferior a 20 salários mínimos. A UNIFEBE, parceira do Juizado Especial de Brusque, através de seus professores e alunos/estagiários, realiza diariamente o atendimento e a orientação das partes e reduz a termo a reclamação perante o Juízo.

Principais ocorrências no Juizado Especial?
Nota-se que as principais ocorrências verificadas no Juizado Especial Cível são decorrentes de relações de consumo, cobrança de débitos e acidentes de trânsito. Já no Juizado Especial Criminal são aquelas decorrentes de posse de entorpecentes para consumo próprio.

Quadro funcional do JE é suficiente para atender a demanda?
O quadro funcional do Juizado Especial tem se mostrado suficiente diante da dedicação e competência dos servidores e estagiários que o compõem. No entanto, a ampliação seria importante para maior agilidade dos processos. Há necessidade maior, atualmente, de ampliação do quadro de conciliadores e juízes leigos.



Dra Camila em ação no Juizado Especial



Publicado no Jornal EM FOCO aos 12 de setembro de 2014

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Eduardo H. Gohr - Jogos Olímpicos da Juventude na China (Nanjing)


Eduardo H. Gohr

Jogos Olímpicos da Juventude na China (Nanjing)

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Como foi a ida até chegar a China? (inclusive as paradas e as esperas para conexões)
O tempo total de viajem foi de 46 horas, contando desde a saída de Navegantes até a chegada na Vila Olímpica. O voo com a duração mais longa foi de São Paulo ao Qatar - 14 horas dentro de um avião. O maior tempo de espera entre uma conexão e outra foi de 7 horas. Na primeira parada, no Qatar, as vestimentas das pessoas no Aeroporto já começaram a chamar a atenção. Parecia que eu estava conhecendo o Sadan Husseim pessoalmente. O tamanho e estrutura dos Aeroportos também chamou a atenção. Utilizávamos Trens para se deslocar entre uma estação e outra.


Como é a cidade de Nanjing – China – onde realizaram-se os jogos olímpicos da Juventude de 2014?
Chamou a atenção pela limpeza e organização. Todos os dias as ruas asfaltadas, que já estavam totalmente limpas, eram varridas por uns caminhões com aqueles escovões que se encontram na parte de baixo do caminhão, e, em seguida, lavadas com caminhões pipa. Na parte central da cidade, o comportamento é como o de qualquer outra metrópole, com uma particularidade com relação a grande utilização de bicicletas e motocicletas (quase todas de baixa cilindradas) e ninguém utiliza capacete. Muitas ciclovias. Muitas árvores e céu cinzento praticamente todos os dias (típico de uma cidade grande com muita poluição). A construção civil é direcionada para a verticalização, com muitos arranha-céus. Um em particular, nos chamou bastante a atenção. Localizava-se ao lado da Vila Olímpica com uma arquitetura modernista e iluminação externa muito bonita.
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A delegação brasileira era composta por quantos atletas? (De Santa Catarina?)
No total foram 97 atletas com uma delegação de 143 pessoas no total. De Santa Catarina tinham atletas do Handebol Masculino, Tênis de Campo e Ciclismo. O Técnico do Handebol Masculino também é catarinense.

Como surgiu a participação de Eduardo e o filho na Olímpiada?
O André foi convocado diante dos excelentes resultados conquistados nos últimos 2 anos, e, principalmente, pela medalha de ouro conquistada no ano passado nos Jogos Sul Americanos da Juventude no Peru. A minha indicação eu acredito que tenha sido pelo trabalho que estamos desenvolvendo aqui em nossa cidade de Brusque com as categorias de base, onde os resultados conquistados nas últimas temporadas comprovam a eficiência da metodologia aplicada.

Em locais foram disputadas as competições?
As provas de Mountain Bike, de Estrada e de Contra-Relógio foram realizadas todas no mesmo local, uma localidade chamada de LAO SHAN. Os trajetos que eram diferentes. Todas com uma estrutura impecável. Coisa de primeiro mundo. A prova de BMX foi realizada dentro um Complexo Esportivo, onde existiam várias praças esportivas de diversas modalidades. Uma Pista Padrão Internacional de Super Croos.

André ficou apenas a 6 segundos da medalha de ouro, que foi conquistada pelo dinamarquês Mikkel Froelich Honore. Também participou da prova de estrada, outra especialidade sua, qual foi o seu desempenho? Teve outras participações?
Sim. Na prova que é a sua especialidade, o André terminou com a 6ª colocação a apenas 6 segundos do vencedor. Teve um problema inexperado no momento da sua largada, onde o seu pé esquerdo desencaixou do pedal, fazendo com que perdesse alguns segundos preciosos. Acredito que teria condições de terminar entre os 3 primeiros caso não tivesse tido este inconveniente. Com relação a sua participação na prova de estrada, terminou na 37ª colocação, fazendo uma prova estrategicamente voltada para contribuir com o seu companheiro, Rodrigo Quirino, que reunia melhores condições para o trajeto da prova. Rodrigo conquistou um excelente e inédito 3º lugar.
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Como era a vila olímpica?O dia a dia dentro da Vila Olímpica é algo inimaginável. Cruzávamos com atletas de todos os cantos do Mundo, pois todos tínhamos que caminhar desde a área residencial até a Praça de Alimentação. Isto dava uns 10 minutos a pé. Uniformes coloridos, estranhos, convencionais, burcas .... enfim. Uma coisa muito louca. Nunca imaginei ter uma experiência como esta. Na televisão é uma coisa, mas pessoalmente não dá para descrever. Parece uma Arca de Noé.

O presidente chinês, Xi Jinping prestigiou o evento?
Sim. Esteve presente na cerimônia de abertura e encerramento. Além disto, o ciclismo teve o privilégio de contar com a presença do presidente assistindo a prova de BMX. A sua presença foi o centro das atenções nas arquibancadas da pista internacional de Nanjim.

Em que lugar ficaram hospedados?
Todas as delegações ficaram no mesmo local, a Vila Olímpica, onde a infraestrutura realmente não deixou margens para reclamações. Um complexo residencial com 10 Torres de Edifícios com 20 andares cada e interligados. Foram construídos exclusivamente para o Evento. Dentro deste complexo, além dos edifícios residenciais, existiam várias tendas, onde eram realizadas atividades culturais de diversos continentes. Também estava localizado a Praça de alimentação, igualmente localizada em um Prédio construído para os Jogos, onde o destaque ficou para uma escada rolante que interligava 7 andares - muito grande. As alimentações eram com cardápios variados, onde a identificação dizia de qual continente era o buffet. As alimentações estavam a disposição 24 horas por dia, com direito a sorvete, refrigerante, água, café e frutas liberadas. Também estava localizada dentro da Vila, um M'c Café, que tem a mesma estrutura de um M'c Donalds, porém, servia somente tortas e bolos com diversos tipos de café. Tudo isto liberado para todos os moradores da Vila.

Já tem previsão para a destinação do alojamento após a Olimpíadas?
A informação que tive é de que será um Condomínio Residencial de Alto Padrão.

No Alojamento cruzavam com jovens de inúmeros lugares, presenciando diversas culturas. Presenciaram também o “hijab” ou véu islâmico que cobre todo o corpo da mulher com exceção do rosto e das mãos e também o «chador» que é uma espécie de grande lenço preto e que as cobre da cabeça aos pés ?
Isto mesmo. Algumas situações chamavam a atenção, como estas mencionadas acima. A cultura africana também era destaque, onde algumas modalidades cantavam e dançavam músicas típicas no momento que caminhavam dentro da Vila Olímpica. Os nossos vizinhos portenhos igualmente faziam barulho, com as canções já conhecidas da copa do mundo.

Conseguiu observar como vive o chinês no dia a dia? é absorto? Extrovertido? Não larga o maledito do celular como o brasileiro?
Então .... o celular é um instrumento que está inserido mundialmente como algo indispensável para o ser humano. Principalmente nos grandes centros. Os países asiáticos tem uma tradição de serem atraídos pela tecnologia e isto eu pude confirmar. Acho que eles são mais dependentes do que nós com relação ao uso do celular. Afinal de contas os celulares modernos fazem até ligações KKKKKKKK
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Algo despertou a atenção em especial?
Uma coisa que me chamou a atenção é com relação a obesidade. Não vi nenhum chinês obeso. Alguns poucos com uma barriguinha, nada mais do que isto. Conversei com um voluntário chinês que falava português que me informou que 20.000 universitários chineses estavam a disposição dos Jogos. Todos eram jovens, com idade entre 18 e 21 anos, que foram preparados para receberem e atenderem os visitantes.

O André conseguiu muito cartaz por lá?
O André chamava a atenção dos chineses, principalmente das chinesas, que pediam para tirar fotos com ele. A imagem de um loiro com quase 1,90 de altura impressionou as jovens, pois é um estereótipo totalmente diferente do perfil chinês.

Como foi o retorno ao Brasil? (inclusive as paradas e as conexões)
O retorno foi mais cansativo do que a viajem de ida. Provavelmente pelo cansaço acumulado nos dias que permanecemos em Nanjim. Afinal de contas não fomos a Passeio. Tínhamos uma programação de treinos e competições que durou todo o nosso período de permanência na China. Como existiam muitas dificuldades de locomoção para os treinamentos, o stresse foi grande. Foram 47 horas no total, entre voos e conexões. A pior parte foi a espera para a conexão do Qatar à São Paulo, 8 horas de espera. O itinerário foi Nanjim - Hong Kong, Hong Kong - Qatar, Qatar - São Paulo e São Paulo - Navegantes.

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publicado no Jornal  EM FOCO aos 17 de outubro de 2014

Padre GIORGIO PEDEMONTE

Padre GIORGIO PEDEMONTE

Orientação espiritual


O entrevistado desta semana é o Padre GIORGIO PEDEMONTE nascido em Gênova (Itália) aos 21/08/1939. Conheceu e entrou no PIME (Pontifício Instituto das Missões para o Exterior), onde frequentou o ensino médio, filosofia e teologia, tendo sido ordenado Sacerdote aos 26/06/1965: 49 anos de sacerdócio.

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Nosso entrevistado, Padre Giorgio Pedemonte

O que o sr sonhava em ser quando era criança?
Eu nasci quando estourou a segunda Guerra Mundial. Isto influenciou muito nossa vida e nossos sonhos: meu irmão mais velho pensava ser militar, o do meio queria ser médico e eu me tornar padre.

Como foi a educação recebida de seus pais?
Meus pais eram católicos fervorosos e praticantes: isto ajudou muito a enfrentar aquelas situações de perigos e de medo. Nunca me pediram se quisesse ser padre, mas o clima que se respirava em casa ajudou a amadurecer o meu sonho.

Pessoas que influenciaram?
Os meus pais, o Pároco e um missionário do PIME que de vez em quando nos visitava, contando de sua vida missionária na Birmânia. O meu pároco era pe. Gaetano Canepa e o missionário era pe. Rizieri Badiali.

Como amadureceu a vocação sacerdotal e missionária?
Dentro deste clima favorável foi lendo revistas e livros de missionários que com alegria doavam a vida pelos pobres e necessitados em outros continentes. O convite de Jesus “Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a todas as criaturas” ressoava constantemente no meu coração. Até que um dia, lendo um livro do missionário Raoul Follereau encontrei duas frases que abriram o sentido e o futuro da minha vida: “O maior desastre que pode acontecer na tua vida é não ser útil a ninguém e que tua vida não sirva a nada”. E mais: “Deixo uma herança para você jovem, o bem que deveria ter feito e que não tive tempo de fazer”.

Como foi sua vinda para o Brasil?
O Instituto missionário PIME trabalha nos cinco continentes e seus membros estão disponíveis para trabalhar onde for necessário, logo fui destinado ao Brasil, tendo chegado de navio cargueiro em Santana-Macapá aos 31/10/1965 e lá permaneci até o ano 1983. Naquela época toda a Prelazia de Macapá era confiada ao PIME.

Que lembranças têm do trabalho missionário em Amapá?
As lembranças mais bonitas daqueles 18 anos de trabalho missionário no Amapá (então Território Federal) se referem aos primeiros sete anos na grande paróquia de Mazagão, que compreendia também muitas ilhas da foz do rio Amazonas pertencentes ao estado do Pará. A convivência fraterna com o pe. Ângelo Bubani fazia esquecer o cansaço e os perigos daquelas longas e continuas “desobrigas” (viagens missionárias) para visitar as populações ribeirinhas, enfrentando, num pequeno barco, as maresias nas ilhas do Rio Amazonas.

Em que Paróquias já serviu?
Trabalhei em várias paróquias: Mazagão, Santana, São Benedito... e na administração da Prelazia.

Para entender “ Prelazia de Macapá” precisamos lembrar que naquela época (1965) Macapá era a capital do então Território Federal do Amapá que hoje é o estado do Amapá. Também para a Igreja o TFA ainda não era Diocese mas Prelazia (= diocese em formação)

Quando foi transferido para Santa Catarina?
Em 1983 fui transferido para Santa Catarina, como diretor espiritual no seminário colegial do Pime em Palhoça e em 1989 passei, sempre como diretor espiritual, no seminário filosófico de Brusque.

O sr esteve na terra do sol nascente. Como foi a designação para pregar a assistência humana e espiritual na terra aos japoneses?
Tendo surgido o problema dos “Dekaseguis” (descendentes de japoneses, nascidos no Brasil ou em outros países latino-americanos) que migravam para o Japão a fim de fazer seu “pé de meia”, em 1993 fui ao Japão para dar assistência humano - espiritual a estes migrantes temporários que, não conhecendo a língua japonesa, não podiam ser atendidos pelos missionários do Pime ou de outras congregações. Lá fiquei até o fim do ano 2000.

E o retorno ao Brasil e ao berço da fiação catarinense?
Voltando ao Brasil fui destinado a trabalhar na paróquia - basílica de Vila Xavier em Assis – SP. Em seguida - em junho 2004 – segui o caminho de Ibiporã – PR, na paróquia N.S.da Paz. Aos 04/09/2005, o Bispo Dom Albano Cavallin dividiu a paróquia N.S. da Paz e criou a nova paróquia São Rafael: pe. Giorgio foi o primeiro pároco. Em seguida, de agosto de 2011 a agosto de 2013 fui reitor do conjunto Pime em Ibiporã e em setembro 2013, fui escalado para trabalhar na paróquia São Judas Tadeu em Águas Claras onde me encontra até hoje.
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Padre Giorgio com crianças japonesas em YOKOHAMA-shi (Kanagawa-ken (uma província do Japão localizada na região de Kanto, ilha de Honshu. Tem a cidade de Yokohama como capital.


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-Administrando batismo em FUJYOSHIDA-shi (Yamanashi-ken) (Fujiyoshida é uma cidade japonesa localizada na província de Yamanashi )

O que acha dos jovens de hoje?
Eu nunca fui pessimista na vida. Aprecio e admiro tantos jovens que conheço e entendo que para eles, nesta época, é mais difícil do que nos meus tempos de juventude porque hoje em dia o mundo nos ilude com muitas coisas que nos fazem esquecer os verdadeiros valores que dão sentido à vida.

Quais as parábolas que mais gosta?
São muitas, mas aquela que mais gosto e me consola a encontramos no evangelho de Marcos 4,26-28: “O Reino de Deus é como um homem que espalha a semente na terra. Depois ele dorme e acorda, noite e dia, e a semente vai brotando e crescendo, mas o homem não sabe como isto acontece”.
Em todos estes anos de sacerdócio - missionário, quando vou dormir digo a Jesus: “também hoje fiz o que eu pude, agora enquanto durmo, faça o resto que eu não consegui fazer”.


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“amizade com as famílias, prioridade de sempre”. 
Publicado no Jornal EM FOCO aos 1o de outubro de 2014

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Gilberto Zimmermann no prelo

Gilberto Zimmermann
nascido na cidade de Alegria, na região das Missões (RS); cônjuge: Maiza e filha Aline

Sonho de criança?
Como foi a sua infância?
E a juventude?

Fale de Alegria, sua cidade natal

Como conheceu a Maiza?

Como sugiu Brusque em sua trajetória?

Quais as melhores obras que já leu?

O que está lendo atualmente?

Algo que você apostou e não deu certo?

O que faria se estivesse no inícia da carreira e que não teve coragem de enfrentar?

O que você aplica das aprendizagens, da experiência no dia a dia?

Grandes alegrias e decepções?

Qual o maior desfio que enfrentou?
Costuma ler jornais? Já leu a coluna Entrevistas no Jornal EM FOCO?

Uma poesia para encerrar?

Seu trabalho como garçom no restaurante do Hotel Monthez ?.
Há 8 anos trabalho como garçom no Monthez – fale sobre os patrões e a clientela …...................................................

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Paulo Roberto Eccel - agosto de 2014



PAULO ROBERTO ECCEL

Conversando com o Prefeito



Brusque está comemorando 154 anos, dentre as obras realizadas qual destacaria?
R) Sem sombra de dúvidas, destaco as obras de macrodrenagem como uma das mais importantes, seja para resolver problemas e dramas históricos em diversos pontos de Brusque, seja para preparar o município para uma nova fase de seu desenvolvimento. Mas no aspecto subjetivo, penso que o início da mudança cultural que um governo planejado estrategicamente, transparente e com forte participação popular promove, também precisa ser destacado.







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Com as inúmeras unidades de saúde construídas e em construção como fica o mobiliário?
R) Além de todas as novas unidades construídas ou reformadas e ampliadas, nesse instante temos 3 novas, em vias de serem entregues à população, e iniciaremos a construção de mais 5 até o final deste ano; também caminha bem a construção da Unidade de Pronto Atendimento 24 horas, na Santa Terezinha. Tudo isso com recursos do governo federal. E onde tem prédio novo, toda a mobília também é nova.

Como fica a política, com vistas às eleições, diante do aumento do lixo, água, energia, planos de saúde – todos acima da inflação oficial?
R) O lixo aumentou de acordo com a inflação. A água teve seu aumento autorizado pela Agência Reguladora, pois o Samae comprovou que precisa investir na ampliação da sua capacidade de produção, distribuição e reservação de água e, mesmo assim, continua com uma das tarifas mais baixas de SC. A energia elétrica teve aumento em função da forte estiagem, que reduziu a produção de energia pelas hidrelétricas, forçando o acionamento das termelétricas, que têm custo mais alto. E todos estes preços, inclusive dos planos de saúde, são autorizados pelas agências reguladoras das áreas específicas. É lógico que a oposição utilizará isso como argumento.

As agências reguladoras prestando um desserviço ao país, não deveriam ser banidas? (Se o governo tem meta inflacionária, as agências colocam tudo a perder).
R) As agências reguladoras tiraram das mãos dos governos o direito de decidirem os percentuais de aumentos ou reajustes, ao contrário do que afirmam as oposições. Por terem uma composição eminentemente técnica, as Agências garantem que esses aumentos aconteçam com base em critérios técnicos e não de acordo com os interesses dos respectivos governos.

Não caberia uma fiscalização apurada na Celesc, antes da Agência Reguladora autorizar aumentos abusivos?
R) As Agências reguladoras também tem essa obrigação, a de fiscalizar.

Como o Colombo lidera a preferência dos eleitores catarinenses se não sabemos de nenhuma obra dele?
R) Não posso julgar a opção de voto dos catarinenses, mas posso afirmar que nosso município não vem sendo tratado pelo governo do estado como mereceria.

Por quê os políticos não têm cautelas? Agora surge que Requião usou a PM para cuidar dos cavalos dele?
R) Qualquer utilização de recursos ou estrutura pública para interesses privados precisa ser combatida. Quanto a ausência de cautelas, os políticos precisam se convencer de que são tal qual peixes em aquários: todos os seus movimentos são observados. Por outro lado, não podemos generalizar e entrar na onda da demonização da política e dos políticos.

Muitos indagam o porquê da não continuidade da beira-rio até Dom Joaquim e até a Ponte São Dumont na margem esquerda (lado da rua Blumenau) ?
R) A velocidade dos nossos sonhos é muito maior do que as possibilidades de sua realização. Os projetos citados são importantíssimos. Nosso compromisso, escrito no plano de governo, é a continuidade da beira rio Santa Terezinha e ao Maluche. Quanto à Santa Terezinha, estamos buscando a viabilização de financiamento junto ao BADESC, pois os recursos próprios não comportam tal investimento.


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E a revitalização da Rua Azambuja, quando será concluída?
R) Após a conclusão das obras de macrodrenagem e da pavimentação com asfalto da nossa querida e histórica Rua Azambuja, vamos partir para a construção de calçadas padronizadas em toda a sua extensão. Faremos uma nova sinalização e instalaremos uma sinaleira na esquina com a Rua Tiradentes. Recentemente refizemos os canteiros no complexo de Azambuja e estamos licitando a empresa que construirá a Praça de Azambuja, nas imediações do Mercado Barateiro. A Rua Azambuja vai ficar um brinco !!!

Qual será o efeito Marina, como substituta de Eduardo Campos no processo eleitoral deste ano?
R) No princípio o efeito será de euforia, com aumento dos seus percentuais de intenção de voto; na sequência, quando vir à tona a face não romântica de Marina, penso que haverá forte refluxo nos seus índices. Acredito que sua candidatura não se viabilizará por falta de estrutura partidária, pelo pouco tempo de TV e rádio no horário eleitoral e também pela falta de um projeto concreto para o Brasil. Na dúvida, o eleitor não muda de voto.

Com o crescimento de Brusque, acumulam-se os problemas sociais. Qual o entrave da Administração Paulo Roberto Eccel/Evandro de Farias?
R) Acredito que estamos conseguindo dar respostas concretas às demandas provocadas pelo forte desenvolvimento de nosso município. O que vem trazendo grandes transtornos para todos nós é a decisão judicial que cassou a legislação municipal sobre recuos de ribeirões, exigindo um afastamento de 30 metros, inviabilizando o desenvolvimento de nossa cidade que, por ter sido construída em um vale, é totalmente cortada por nascentes, cursos d'água e ribeirões.
O relacionamento com o Vice-Prefeito continua salutar?
R) Com certeza, o Farinha continua contando com minha fidelidade.

Alguma mensagem para a população brusquense pela passagem dos 154 anos ?
R) Nosso município está recebendo e vai receber até 2016 uma infinidade de obras públicas que o deixarão ainda mais bonito e com mais qualidade de vida. E esse trabalho que estamos conseguindo fazer, com a indispensável parceria do governo federal, a quem serei eternamente grato, fica completo quando nosso povo também faz a sua parte.

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Publicado no Jornal EM FOCO aos 29 de agosto de 2014

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Álvaro Castro

Álvaro Castro

Escritor, editor chefe da revista Sopa de Siri, advogado, membro da Academia Itajaiense de Letras  e Corretor de Imóveis


O entrevistado desta semana é o escritor, editor chefe  da revista Sopa de Siri, Álvaro Castro, nascido em Itajaí SC, 02.02.1950; filiação: José Castro e Jacy Mafra Castro; cônjuge: Sueli Teresinha Beling Castro (Casamento: 25.09.2010); filhos: Elisabete, Elisângela, Elissandra e Álisson; netos: André Leonardo, Júlia Francisquini, Victor Hugo, Pedro Moreno e Artur. Torce para o mengo.
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Nosso entrevistado, Álvaro Castro (nos fundos o genro Bem Queizi - Elisabete Graciane)


Sonho de criança?
ser advogado.

Como foi sua infância e juventude?
Razoável, estudando e trabalhando.

O que lembra com carinho da infância e da juventude?
De meus avós e minha mãe.

Pessoas que influenciaram?
As que foram bons exemplos.

Histórico escolar ?
Grupo Escolar Floriano Peixoto – até concluir o Curso Primário (hoje, fundamental); Curso Ginasial: Colégio Salesiano (Itajaí) Colégio Americano (Curitiba) Colégio Fayal (Itajaí); Segundo Grau: Técnico de Contabilidade, Colégio Fayal (Itajaí) e Terceiro Grau: Bel. em Direito, UNIVALI (Itajaí)

 Grandes professores que teve?
Cacildo Romagnoni, Pedro Ghislandi, Paulo Maes, Pedro Baron, José Luiz Moreira Cacciari, Rosa de Lourdes Vieira e Silva e Aquiles Garcia.

Como foi o exercício da vereança?
Fui eleito Vereador, em 1988, com 561 votos, em Itaituba PA

Algum cargo na mesa diretiva da Casa Legislativa?
Presidimos a mesa que elaborou a Lei Orgânica dos Municípios, e a promulgamos em 1989. Fizemos o que gostaríamos que os políticos fizessem, ou seja, legislamos para o povo, com lei que acabaram com mordomias (como aposentadoria de vereadores com dois mandatos) etc. Imprimimos a obrigatoriedade da eleição para o cargo de diretor de escola, etc.

Retornou a Itajaí por ser o berço?
Sim. Saí por um propósito, com a intenção de retornar. 

Atuou na área do Direito?
Sim. Advogamos em Itajaí (1977 a 1979), em Criciúma (1980) e em Itaituba PA (1981 a 1990). A retornar a Santa Catarina em 1991 decidimos não mais advogar.

 Em que área atuou como advogado?
Em Itajaí (Civel, Crime e Trabalhista) Em Criciúma (Cível) no Pará (Criminal)

Trabalha sozinho ou em sociedade?
Atualmente trabalho com minha esposa e um funcionário

Como você consegue inspiração para seus escritos?
Não preciso de inspiração, mas de imaginação.

A imaginação, em parte, resulta da inspiração?
Não sinto assim. Inspiração eu sinto na construção de poemas. Costumo dizer que poema a gente ganha – nunca me sinto autor de poemas. 

A boa escrita é o único atributo indispensável para ser um bom escritor?
É um atributo indispensável, mas não o único. Sempre um leitor precede a um escritor. Não há escritor que não tenha sido ou que seja leitor assíduo. Portanto, para ser um bom escritor é necessário, antes, ser um bom leitor; depois, ter muita imaginação e experiência de vida, muita sensibilidade para as nuances, percepção do comportamento das pessoas, tribos, raças, civilizações nas mais diversas atividades e faixas etárias.

Quais os assuntos que tem mais facilidade para escrever?
Existencialismo, filosofia.
  
Como surgiu o norte do país em sua trajetória?
Quando ainda estudante de Direito/UNIVALI (1974) fui para um estágio de 30 dias, com o Projeto Rondon, para Itaituba PA. Fiquei encantado com a pequena cidade. Após formado fui advogar em Itaituba (1981) e aproveitar para conviver com garimpeiros de ouro a fim de conseguir subsídios para escrever um livro.

Como surgiu “Blefo e Bamburro”?
Blefo e Bamburro surgiu da experiência e vivência com garimpeiros e garimpos de ouro do Brasil (Amazônia Legal), mais precisamente no Amazonas, Pará e Mato Grosso.

E o “Jogo da Verdade”?
O “O jogo da Verdade” surgiu de uma ideia que me veio, sobre como seria um casal jogando o jogo da verdade, suas implicações e suas eventuais complicações.

Alguma obra no prelo?
Não

E a Sopa de Siri?
A Sopa de Siri, revista no segmento de arte e cultura, com uma dose generosa de humor sadio, circula há 13 anos, divulgando obras e autores, e seus eventos, e registrando famílias itajaienses. O seu slogan é: Todo mundo quer uma. Nós vemos arte e cultura com um bem para a vida. Pena, que são tão poucos que as veem assim.

 Como surgiu a Sopa de Siri?
Surgiu de um evento artístico-cultural que criei: Itajaí Musical Bar, um festival de música que se realizava mensalmente em grandes bares da cidade. Havia a necessidade de atender pessoas que solicitavam as letras de poemas declamados e das canções concorrentes. Assim, criamos uma "Folha de Mesa de Bar", que se chamou "Sopa de Siri". Com o tempo passou a ser Jornal de Bar Sopa de Siri, depois Revista de Bar Sopa de Siri, e finalmente apenas Sopa de Siri, que circula com periodicidade mensal na região há 13 anos.Iniciou com duas páginas (frente e verso da “Folha de Bar”) e atualmente está com 56 páginas.

Quais as melhores obras que leu?
A bíblia (embora não seja religioso, mas agnóstico), O perfume, romance do escritor alemão Patrick Süskind; O maior vendedor do mundo, de Og Mandino, Lisa Biblioteca de Comunicação, do Professor Admir Ramos e outras centenas de bons livros.

O que está lendo atualmente?
Atualmente concluí a leitura dos livros da família Laus, de Tijucas: A Décima Carta, Relações, Presença de Thalia e Viagem ao Desencontro, de Ruth Laus, e Os papéis do Coronel, de Harri Laus.
 Grandes nomes na Cultura ?
Silveira Júnior e Juventino Linhares (In memorian) em Itajaí, Dr. Lauro Junckes (In memorian) em Santa Catarina e Jorge Amado (In memorian), em termos nacionais.

Tem lido jornais?
Sim.

De que sente orgulho?
De ter, na medida certa, a compreensão de que nada sou, de que a vida é menos do que um sopro; e de saber que a inteligência é a ironia da vida.

Grandes alegrias e tristezas?
Minhas alegrias são minha mulher Sueli, meus filhos e meus netos; minha tristeza é a constatação do limite de meu cérebro animal, que não me permite pensar senão a partir da ideia de INÍCIO e FIM. O que havia antes do INÍCIO de tudo? Não poder desvendar o mistério da criação do cosmo... 

O que você aplica no dia a dia dos grandes pensadores, das experiências que teve?
Aplico no convívio diário. Em resumo, aplico no meu comportamento, com maior abrangência de compreensão da vida e da personalidade racional.

O que faria hoje, que não teve coragem de fazer?
Nada, que me lembre.

Soube que o você também torce para o Estiva e o Almirante Barrroso?
 Fale um pouco sobre os dois.
ESTIVA - Sociedade dos Estivadores Esporte Clube. Data de Fundação, 30/06/1946. Tem sua sede em Navegantes. BARROSO - O Clube Náutico Almirante Barroso, fundado em 1919, tem sua sede na Rua Almirante Barroso, em Itajaí. O Barroso foi vice-campeão catarinense de futebol em 1963, perdendo a final justamente para o arqui-rival Marcílio Dias. Desde sua fundação até 1940, a atividade principal da entidade era o remo, que teve uma trajetória brilhante, obtendo expressivas conquistas como os campeonatos estaduais de 1920,1921,1927e 1928.

Finalizando, se fosse traçar o  próximo passo para a sua jornada, como seria?
Antes da minha cremação, gostaria de poder escrever mais alguns livros, ler e viajar muito. Por enquanto, meu projeto que acabo de iniciar está ligado ao ramo imobiliário; fiz curso de corretor de imóveis e acrescentei oito páginas na revista e criei o Caderno de Imóveis. Na área artística e cultural, por enquanto, fico na divulgação.





Exibindo Casal autografando livro Hist de Itajaí para Nelson Abrão.JPG
Álvaro e Sueli autografando livro História de Itajaí para Nelson Abrão
Lançamento no dia 19 de setembro/2013, no Castelo MonteMar, altos do Morro da Cruz, o livro Histórias de Itajaí – REGISTRO DE FAMÍLIAS. Na foto Álvaro e  Sueli estão autografando.


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 Álvaro e Sueli  na residência - na expectativa de saborear àquele bolo


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Álvaro e Sueli  em Ponta Grossa -PR

Publicado no Jornal EM FOCO aos 03 de outubro de 2014.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Aníbal Heil - No Prelo

ANÍBAL HEIL


Sítio dois rios


O entrevistado desta semana é Anibal Heil – Sítio dois rios - nascido em Brusque aos 12 de janeiro de 1945; filho de Antônio Heil e Antônia Zabel Heil; cônjuge: Florentina Mafra Heil; filhos: Erasmo (in memoriam), Ivanir (Saléssio Buss) e Sílvio (Karina Voss). Torcia pelo tricolor das laranjeiras. Aposentado e curte a vida com o Sítio Dois Rios.

FOTO A


Nosso entrevistado, Aníbal Heil

Sonho de criança?
Na verdade só tive sonho mesmo aos quinze anos. Sonho este que consistia em ter uma lambreta.

Conseguiu realizar o sonho?
Sim, consegui, mas só quando tinha 22 anos

Histórico escolar?
Fui à escola até o terceiro ano primário, na escola localizada nas imediações de Lula Tabarelli:

A escola ficava nas proximidades de sua casa?
Ficava localizada há uns dois e meio quilômetros. Distância que fazíamos à pé.

Lembra de suas professoras?
Sim, foram minhas professoras as donas: Jovelina Zabel (Hercílio) e Dilma Pistola (Anselmo)


Pessoas que influenciaram?

Como conheceu a Florentina?


Um resumo de sua trajetória profissional?
Com dez anos iniciei na lavoura com meus pais até aos vinte e um anos; casei e trabalhei por seis anos como autônomo; em seguida, na lavoura novamente no cultivo de batata, tomate e fumo, onde permaneci por vinte e dois anos; na continuidade fui trabalhar como pedreiro e carpinteiro (autônomo).

Fale de sua participação no Sindicato Rural de Brusque
Participei do Sindicato Rural por 21 anos, em diversos cargos, desde suplente, conselho fiscal, vice-presidente e secretário.

Em que época ocupou a vice-presidência e quem era o presidente?
Foi na gestão de Francisco Schlindwein.

E secretariou qual presidente?
Foi na adminstração de Valdemiro Penhk.

Na comunidade teve participação?
Sim, tanto na Escola de Tomaz Coelho (APP), como na Diretoria da Igreja, também de Tomaz Coelho.

Participação no esporte?

Participação política?

Bons políticos de Brusque e região?

Grandes nomes em Tomaz Coeho, Cedro e Dom Joaquim?

Como é o comércio de seu filho Sílvio em Dom Joaquim?


O que faz atualmente?
Estou aposentado e curto meu sítio. Sítio dois rios – que pode ser apreciado no sitiodoisriosbrusque.youtube