segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Ascânio Sedrez

  Ascânio Sedrez 

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Ascânio e Catarina.
Professor Ascânio Sedrez: Filho de Miguel e Rosalinia Sant’ Ana Sedrez, natural de Tijucas, nascido aos 08.0622; cônjuge: Catarina Zucco Sedrez, casados em 11.02.50; nove filhos: Maria Angélica, Miguel Angelo (in memoriam), Marli Terezinha, Marco Aurélio, Maria Helena, Maria de Lourdes, Ascânio João, Eunice Catarina e José Augusto. Vinte e cinco netos. Uma palhinha da descendência
Maria Angélica casou com Sérgio Roberto Mulher, filhos: Sérgio Filho, Eduardo Alexandre, Paulo Ricardo e Maria Eduarda; Miguel Angelo era casado com Maria Aparecida Comandolli, filhos: Miguel Júnior e Bruna Carolina; Marli Terezinha casou com Gilson Roberto Deichmann, filhos: Alfredo, André Fernando e Karine Paula; Marco Aurélio com Solange Hadlic, filhos: Sabrina Beatriz, Fernanda Manoela, Tahisa Helena e Marco Aurélio Filho; Maria Helena com Antônio Carlos Fagundes, filhos Daniel Ricardo, Débora Cristina e Marco Paulo; Maria de Lourdes com Hilton Carlos Correa, filhos Sarah Luiza, Luiz Henrique e Suzana Elisa; Ascânio João com Adriana Farias, filhos: João Gabriel e Ana Carolina; Eunice Catarina com José Luiz Paim Oliboni, filhos: Ricardo José, Maria Beatriz e José Augusto com Marinei Elisabet da Silva, filhos: Nathália e Júlia
Como foi sua infância e Juventude?
Minha mãe havia casado quando eu tinha quatro anos, com João Tavares de Oliveira Júnior. Vivi em Tijuca até aos nove anos, quando, no início de 1932, mudamos para Rio do Sul, onde permaneci até 1941. Nesse período estudei no Colégio das Imãs, até o quinto ano. Posteriormente, fiz os três nãos da Escola Normal Primária, quando em 1938, recebi o Diploma de Professor Primário. No período de 1938 a 1948, trabalhei na Fábrica de móveis, Fábrica de óleo de Sassafraz, em Itaquá, hoje, Presidente Nereu (3 anos). A partir de meados de 1945, passei a trabalhar com carroça puxada por quatro cavalos, às vezes, por cinco, dependendo da carga. Minha juventude a vivi como qualquer jovem daquela época.
Alguma curiosidade?
Um fato novo aconteceu quando os proprietários da Serraria, onde eu carregava madeira, me perguntaram se eu tinha Diploma de Professor. Respondi que sim. Ele me disse: vamos construir uma sala de aula onde irás ser Professor das crianças de nosso povoado. Não consegui pois, o político do Distrito de Itaquá, me ofereceu a oportunidade de vir trabalhar no Ribeirão do Ouro/Brusque, nas EERR Professora Maria Luiza da Silva Dias. Eu aceitei sua proposta e, em agosto de 1948, assumi meu primeiro magistério. Este fato me deu ocasião de conhecer a Catarina Zucco, também, Professora, nos finais de meses, nas reuniões feitas na cidade de Brusque, porém nunca conversei com ela. Em início de 1949, vim para Brusque, trabalhei na E.I Limeira I, só no dia 26.06.49, começamos o nosso namoro. Casamos no dia 11.02.50 e, no mesmo dia passamos a morar em Botuverá.
Formação escolar?
Em 1930, tive o ensino escolar particular, em 31, cursei o primeiro ano em Canelinha; de 32/35, cursei do segundo ao quinto ano, no Colégio SCJ, em Rio do Sul; de 36 a 38, freqüentei a Escola Normal Primária, anexa ao G.E. Paulo Zimermann, também em Rio do Sul, quando recebi o Diploma de Professor complementarista; em 49, concluí o Curso Normal Regional quarta série, em Brusque.
Primeira Professora?
Minha primeira professora foi Dona Terezinha
Vida profissional?
De 1939 a 1948, diversas ocupações: de 39 a 41, Fábrica de móveis em Rio do Sul; fábrica de óleo de sassafraz de 42/45, em Itaquá; Serraria Theodoro Werner, em Itaquá, de 45/46 e de 46 a 48, carroceiro em Itaquá. Em 48, Professor diarista, durante quatro meses, em Ribeirão do Ouro; em 49, Professor Municipal, Limeira (Brusque), ao mesmo tempo em que cursei a Escola Normal no C.C. Carlos Renaux; de 50/54, Professor Regionalista em Botuverá, responsável pela E.E.R.R Professora Maria Luiza da Silva Dias; de 56 a58, Sesi de Brusque, início de 59, Professor Normalista, no G.E. Padre J. Stolte, em Botuverá; de 60 a 63, Professor Normalista no G.E. Feliciano Pires; em 64, Diretor de Grupo Escolar – concursado – na Escola Padre J.Stolfe, Botuverá; em 65, Diretor do G.E. Dom João Becker, Brusque; em julho de 68, Inspetor Escolar Estadual em Presidente Getúlio; em julho de 69, Inspetor Escolar em Camboriú; em 70, Inspetor em Indaial; de novembro de 1970 até 1980, Inspetor em Brusque e Botuverá; de 81/83, Chefe da Divisão de Apoio Administrativo –DIVAD – na décima sexta UCRE, sendo que em março de 83, obtive o benefício previdenciário, como chefe da DIVAD, encerrando minhas atividades como funcionário do Estado.
Atuou em outras áreas?
De 1964 a 85 lecionei no turno vespertino no Colégio Honório Miranda, em seguida de 85 a 92, prestei serviços administrativos no Colégio São Luiz e por seis anos e meio fui colaborador voluntário, principalmente nos setor financeiro, na Paróquia São Luiz Gonzaga, na época do Padre Ely Lobato dos Santos.
Como foi o período no Honório Miranda?
De 1964 a maio de 1985, fui professor, no período noturno no Colégio Cenecista Honório Miranda, onde nos últimos anos lecionei matemática para as sétima e oitava séries, oportunidade em que construí muitas amizades, que até hoje, me reconhecem como amigo e Professor.
Quando deixou o Honório Miranda foi para o Colégio São Luiz?
Deixei o Honório a pedido do Provincial dos PSCJ, Padre Murilo, hoje Arcebispo Dom Murilo Krieger, tendo naquele estabelecimento de ensino, prestado serviços administrativos, tais como: Secretaria, tesouraria..., neste período colaborei com os Diretores do Colégio, Padre Edésio (três anos), Padre Nestor (dois anos) e Padre Sérgio Heckemeir (três anos).
O casamento ainda é válido?
O casamento ainda é válido, sim. Entre dois seres vivos que se amam, e vivenciam de acordo com o desejo de Deus, que os quer ver felizes, formando uma família verdadeira, dando-lhes as bênçãos, para que cada um aceite o outro como ele é, não há nada que separe o casal. Catarina e eu somos felizes por termos vivido nossa união matrimonial, segundo o querer nosso em consonância com o querer de Deus, que abençoou nossa união, dando-nos nove filhos, vinte e cinco netos, cinco genros e quatro noras, todos maravilhosos e unidos. Obrigado Senhor!
Grandes nomes na educação?
Elpídio Barbosa, Francisco Brazinha Dias, José Vieira Corte e Laudelino José Novaes.
Se não fosse professor?
Nunca pensei em ser professor, mas, Deus me deu esta vocação e me realizei plenamente.
Torce por algum clube?
Gosto de esporte, sem opção por clube algum. Torço pelo Brasil.
O Brasil tem acerto?
Sim, mas é preciso mudarmos muitas coisas a iniciar pela Educação, visando a formação integral do educando e, não só cultura intelectual, mas também formação interior, moral, ética...,para torná-lo indivíduo útil à Pátria e a seu semelhante, vendo neles alguém que merece amor, vida descente e humana. Hoje, dos nossos governantes de todos os poderes e esferas poucos mereceriam continuar nos postos que ocupam. Devemos todos nós, que aspiramos um Brasil melhor, mais humano, mais justo, tomar atitudes corajosas na hora do voto.
O que faz Ascânio Sedrez, hoje?
Além de gostar de assistir alguns programas de TV, gosto de trabalhar no jardim, também sou síndico do Edifício Vicente Só I e, colaboro com a Paróquia São Luiz Gonzaga.

Referências

  • Jornal A VOZ DE BRUSQUE. Entrevista publicada em 11 de fevereiro de 2006.

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