quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Antônio Luiz da Sila - no prelo

Antônio Luiz da Silva


Natural de Ingá --> Paraíba, tendo nascido aos 26.12.1925.
Foi admitido na municipalidade em 01.02.83

Na Prefeitura integrou a:
Comissão Especial para Avaliação de Imóveis adquiridos, permutados e/ou alienados – Decreto 1337/83 e Portaria 298/83

Comissão Especial de Tomada de Contas - Decreto 1281/83;
Comissão de Licitação – TP 10/85Portaria 356/85 –
Comissão para avaliar imóveis a serem desapropriados na Beira Rio e Terminal Rodoviário - Portaria 357/85
Comissão para avaliar o imóvel – rua Blumenau - doado para Cerâmica de Produtos Artísticos Ltda – CEPASA- Portaria 360/85

Assessor Jurídico do município na gestão de José Celso Bonatelli/Zeo Heinig - 83/88 (nome dado ao responsável jurídico do Município antes do advento da Lei 1675/91)

Foi reintegrado ao quadro de pessoal da municipalidade na função de Advogado pela Portaria 995/92
Vereador
Na legislatura 63/66 foi vereador em Brusque


C. E. PAYSANDU
Integrou a Diretoria do CE Paysandu, tendo em 1976 presidido o mais querido da Pedro Werner terminando o mandato de Adalberto Appel


Faleceu aos 11 de fevereiro de 1996






















ADALBERTO APPEL, popular Beto Appel: Filho de Walter Appel e Georgina Zimermann Appel, natural de Brusque, nascido aos 19.08.44. Cônjuge: Ivani – Nica – Krieger. Um casal de filhos: Elisiane e Fabiano – arqueiro do Atlético de Ibirama. Foi presidente do CEUB – Clube dos Estudantes e Diretor Social na Presidência de Gerhard Nelson Appel. Presidente do Paysandu em 1976.
Foi Presidente do Paysandu? De quem recebeu o cargo e a quem passou?

Fui Presidente em 1976. Recebi a presidência de Gerhard Nelson Appel e passei ao Dr Antônio Luiz da Silva, meu Vice, pouco tempo ante do término do mandato





1963 a 1966

Antônio Heil, José Germano Schaeffer, Artur Jachowicz, Ingo Arlindo Renaux, Arno Ristow, Kurt Schlosser, Orlando Munch, Alexandre Mercio, Carlos Moritz, Germano Hoffmann, Antônio Luiz da Silva, João Batista Martins (suplente), Arnoldo Ristow (suplente), Armando Pedro Maestri (suplente), João B. Knihs (suplente), Alberto E. Zimermann (suplente), Felix Valle (suplente), Dercy S. Zimermann (suplente)


Assessoria Jurídica
Após o Centenário de Brusque, ocorrido em 1960, o Município de Brusque teve Assessoria Jurídica de 1961 a 1991, tendo sido assessores: Na gestão do Prefeito Cyro Gevaerd (61/66), Dr Eunildo Rebelo. Nas administrações dos Prefeitos Antônio- Néco -Heil (66/70), José Germano Schaefer/Alexandre Merico (70/73) e, Alexandre Merico/Antôno Waldemar Moser (77/83), Dr Ivo Szpoganicz (in memoriam). No governo de César Moritz/Antônio Abelardo Bado (73/77), Dr Hermes Hermes Morsch. Na gestão de José Celso Bonatelli/Zeno Heinig (83/88), o Dr Antônio Luiz da Silva (in memoriam) e, finalmente, na gestão de Ciro Marcial Roza/Heraldo J. Santos, a assessoria foi ocupada pelo Dr João Celso Schöning, nomeado pela Portaria 2007/89 ocupando o cargo como Diretor Jurídico, até 1991, quando foi criada a Procuradoria-Geral.

Norival Floriani

NORIVAL FLORIANI
Programa Eco Turismo & Lazer
O entrevistado desta semana é o apresentador e  produtor do Programa Eco Turismo & Lazer exibido no Canal 6, TV via cabo Tv , Norival Floriani, nascido em Brusque, aos 22 de abril de 1957;  viúvo de Arlete Floriani com a qual teve duas filhas Patrícia e Franciane; simpatizante pelo Botofogo ( diz que torcer para qualquer time nos dias de hoje onde rola muita grana sem amor à camisa, não vale a pena, pois muitas vezes ficamos de mal com amigos por causa do futebol que virou somente um balcão de interesses, não vale a pena hoje torcer e para mim pelada não é homens atrás de bola não kkk mas, eu torço para que o nosso Brusque FC se destaque no estado e quem sabe no nosso Brasil).


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Como foi sua infância? Ainda mantém amigos daquela época?
Passei minha infância no bairro Santa Terezinha, quando brincávamos de mocinho e bandido  kkk e ainda tenho muitos amigos da minha infância, deixando de mencionar nomes para não incorrer em esquecimento de algum nome.

Fale da juventude e faça um comparativo com a juventude atual?
A nossa juventude vive outro momento, aquele era o nosso momento, este é o deles com toda a tecnologia à disposição. Sempre deixei a vida me levar – como diz a música - não tinha pretensão para ser alguém e sim levava para o que a vida me dava. Minha juventude foi embalada pelas tardes dançantes que promovíamos: eu tinha os discos e o Beto Staak tinha o toca disco, aí  reuníamos numa garagem do pai dele promover as tardes dançantes e, vale registrar  curtir sem bebidas alcoólicas, apenas com água.


José Fiescher((Fischer) (in memoriam).
O que lembra daquela época?
Jamais esquecerei... não éramos ricos, mas tínhamos o pouco para sobreviver; minha mãe era operária na Iresa, saia todos os dias para trabalhar e me chamava as 4,30 horas – da manhã – fazia um pão com margarina e mussi, pois era o que tínhamos na época, depois fechava a porta para ela pois não tinha fechadura só tramela.

Um dos momentos marcantes?
Um dos momentos mais marcantes de minha juventude aconteceu num comício em que havia a soltura de foguetes e, num dado momento, um amigo – que tinha o apelido de Quinha - foi pegar o resto de um dos foguetes e ele sofreu um acidente grave... perdeu a perna.

Histórico escolar?
Estudei na Escola Henriqueta Medeiros – a escola ficava na Santa Terezinha ao lado da Loja Minela - onde meu professor Arthur Sedrez, Dona Áurea Dalago e não podemos esquecer da merendeira Dona Maria, todos com tão pouco se dedicavam com carinho por aquilo que fazem até a requada na mão kkk

Pessoas que influenciaram?
Não houve pessoas que me influenciaram, mas sim o amor a natureza, as coisa boas da vida que me impulsionaram para fazer meu Programa.

Em que dia e hora é apresentado o Programa Eco Turismo & Lazer e qual a duração?
O Programa é apresentado diariamente no canal 6, TV Cidade, via cabo TV com uma hora de duração . Sempre um lugar para meu público passear, sair com a família, conhecer lugares aconchegantes e diferentes e dentro em breve todos poderão ir junto com o Programa … estaremos fazendo turismo nos lugares que vamos gravar … é uma opção para quem gosta do nosso Programa participar das suas gravações e ver de perto que não é fácil gravar um Programa desta natureza … muitas dificuldades, uns mai,s outros menos


Falei sobre o início na TV e com o Luciano dos Santos
Meu saudoso pai exercia a profissão de eletricista e encanador, e eu por por mais de 20 anos prestando serviço para inúmeras pessoas, sendo uma delas era Luciano dos Santos, proprietário da TV Brusque e, registre-se, sempre em nossas conversas dizia a ele que seu canal precisava fazer um Programa de turismo regional, pois uma por mês, eu saia com minha família para algum lugar e ficava imaginando aquele pedaço da natureza deveria ser apreciado por muitas pessoas e ao conversar com o Luciano, ele sempre me dizia que eu poderia fazer, mas eu desconversava comentando ”estás doido eu um eletricista encanador como que pode ?“. Com tempo passou
e um dia o estúdio onde ele grava o Programa no Ponto estava sem água e fui consertar e depois do conserto pedi a ele que alguém tirasse o carro de traz do meu para eu poder sair, ele disse pode ficar por ali! Como e conhecia todos já aceitava e ai já jantava e tomava algo. Durante a gravação, acompanhava o desenrolar - como nunca tinha visto como se gravava um programa de TV – certa feita comentei que era fácil fazer um Programa e ele me disse então você vai fazer a 'vaca atolada” que eu estava prometendo para ele e assim ficou marcado para o dia 8 de outubro.

E na continuidade?
Ao chegar em casa comentei com a minha esposa – hoje falecida - o que tinha acontecido e ela - como muito parceira – retrucou “se você dá jeito faz” , tendo eu dito “só que vou precisar de sua ajuda”. Ela de pronto disse que ia ajudar mas que só não ia falar na TV, tendo eu concordado. Assim fui me programando para o dia – no dia marcado fomos lá e fizemos a “vaca atolada e um bolo de aipim”. Desnecessário dizer – pelo que observamos - que ficou uma delícia e ela que não queria falar acabou falando sobre o que é ser uma costureira em nossa cidade.

E depois?
Comentei com ela que tinha vontade de fazer o programa de Turismo e e ela como sempre prestativa disse “se você dar jeito faça sempre irei te apoiar!” e foi o que aconteceu ... no dia 10 de janeiro fui lá conversei com o Luciano dos Santos que ia fazer o Programa e que ia se chamar Pesca & Lazer, mostrando a pesca e o turismo. E, assim no final de semana seguinte gravamos o primeiro Programa no Pesque Pague de José Fischer (in memoriam).

Como foi o primeirinho?
Foi divertido fazer o primeiro Programa. Depois gravamos outros e outros até que um dia diante das dificuldades em marca pesca mudei o nome do Programa para Eco Turismo & Lazer,
Programa que englobava tudo da mesma forma, pois o público me cobrava muito programa de pesca.

E a esposa continuou colaborando?
Depois de dez anos no ar tive a perda lamentável do meu bração direito... minha esposa... foi um baque para minha estrutura, mais com ela sempre gostava do que eu fazia nunca deixei de fazer o que mais amo o Eco Turismo & Lazer, um Programa em que mostro lugares indescritíveis levando as pessoas a saírem e dar um bom passeio e sempre lembro de um ditado que diz que ” Deus é brasileiro... só que Ele passava as férias em Santa e Bela Catarina”. E com orgulho, hoje com pareceria da TV Cidade Canal 6, exibo meu programa lá

O que significa fazer TV em Brusque?
Fazer TV em Brusque é um tanto difícil, correr atrás de patrocínio, mesmo considerando que meu Programa só leva coisa boa para os lares. Nunca esqueço de um certo dia eu estando muito chateado e ia ao centro para acabar com meu Programa e antes passei uma  loja  para pagar uma conta para minha filha, na saída encontrei um senhor já com uma certa idade que comentou:: “Sr Floriani quero parabenizá-lo pelo seu programa, eu adoro assistir os lugares que você mostra; eu e minha velhinha não podemos mais dirigir ai vamos passear com o senhor “. Confesso que balancei... fui para casa e continuo com meu Programa até hoje, mesmo enfrentandoa todas as dificuldades e, tendo parceria com a TV : eu faço serviços para eles e em troca exibo meu Programa..

 Quais os comerciais que colaboram com seu programa? 
Os apoiadores foram muitos até este momento. Tenho preocupação em esquecer de um e não gosto disto, então agradeço a todos que até agora apoiaram minha ideia e aos que ainda irão acreditar no meu trabalho e em especial ao meu público fiel que sempre me prestigiou ao longo desde 16 anos que iremos comemorar em 23 de fevereiro. São 16 anos na estrada, mostrando o muito desta santa e bela Santa Catarina e claro materiais fora do estado e até fora do nosso pais, como Argentina, Paraguai e Itália


Medo?
Nunca tive medo de nada, sempre segui em frente com Deus, mas aprendi a ter medo da perda... quando perdi minha  esposa – dia 08 de julho de 2009 – foi uma perda muito grande não só para mim, mas para toda minha família e tive a certeza que pra nossos amigos que a amavam muito ... até hoje não me recuperei.

Programação da TV?
Atualmente não assisto mais nada que me traz tristeza, por exemplo jornais, novelas etc, assisto os canais locais e um bom filme de ação no final do dia para abaixar a poeira – kkk - do final do dia

Qual foi o maior desafio que enfrentou?
Meu maior desafio é superar a perda de minha esposa e continuar fazendo aquilo que amo fazer que é o Eco Turismo & Lazer, o resto Deus me mostra o caminho.

Em que apostou e não deu certo?
Na vida apostamos em muitas coisas que não dão certo, mas Deus nos dá todos os dias a oportunidade de recomeçarmos e nunca desistir.

Decepção?
Minha maior decepção é com muitos dos políticos de nosso país, pois um país rico em tudo e o povo passando necessidades básicas como saúde. Minha esposa ficou o dia todo no hospital de Azambuja com dores no abdômen e nenhum exame foi feito para diagnosticar a origem da dor, não vou dizer que ela estaria viva hoje, mas seria uma esperança não só para o caso dela mas de todos que passam por situação idêntica.Outrossim, educação e transporte, sendo que no que diz respeito ao  transporte... nossas estradas poderiam estar bem melhores para rodarmos a trabalho ou a lazer - , que é o que meu programa mostra.

O que faz atualmente Norival Floriani ?
Hoje continuo com meu Programa Eco Turismo & Lazer na TV Cidade com o apoio da diretoria da TV, pois é uma troca por ser uma TV Comunitária.


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Entrevista publicada no Jornal Em Foco aos 27 de fevereiro de 1915Exibindo DSC03096.JPG

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Oli Rodrigues Jr - no prelo

OLI RODRIGUES JUNIOR

Publicitário e Professor Universitário

O entrevistado desta semana é com o publicitário- É publicitário e tem minha própria agência - e professor universitário Oli Rodrigues Jr, filho de Oli Rodrigues e de Alaís Peixoto Rodrigues, nascido em Brusque aos 25 de fevereiro de 1974; cônjuge Melissa Haag Rodrigues; filhos: Clara e Alice.

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O que sonhava ser quando criança?
Nunca pensei muito no que queria ser quando crescesse. Eu não era uma criança preocupada com o future, mas adorava pintar e desenhar. Meus brinquedos favoritos sempre foram brinquedos de montar.

Pessoas que influenciaram?
Influências em minha vida foram muitas e mudaram ao longo do tempo. A arte sempre ficou entranhada em meus pensamentos. Durante a infância, no colégio, eu gostava muito de Salvador Dali e Picasso. Sentia neles uma força imagetica. Durante minha pré adolescência eu fui perdendo a inocência e descobrindo as revistas em quadrinhos underground, então acabei sofrendo influências dos cartunistas Laerte, angeli e Luiz Gê. Conforme ia me aprofundando nos quadrinhos minhas referências foram mudando. Os quadrinhos franceses, espanhóis e italianos entraram com força: Moebius, Liberatore, Manara, Jaime Martin. Do cinema, eu via Fellini, Jarmusch, Kurosawa e Kubrick. Mas tudo isso de informação visual e visão crítica eu aprendi com 3 professores: Vania Gevaerd, o Paulo Stocker e Ricardo José Engel.

Histórico escolar ?
Estudei minha vida inteira no São Luiz. Dali fui pra FURB fazer Direito e acabei desistindo. Então fiz faculdade de Comunicação Social na mesma instituição e pós em Design na Univali.

De que atividades  gostava de participar?
Eu era muito introspectivo e nunca fui afeito a atividades em grupo. Era cordial com meus colegas e amigos de turma, mas eu era descoordenado e sempre acabava por ultimo na escolha das pessoas pro time de futebol. Eu sempre gostei de pintar e desenhar. E lia. Lia muito. Devorava livros do Julio Verne. Na adolescência eu fui capturado pelo rock e os quadrinhos independentes. Lia muita contracultura: Kerouak, Burroughs e Allen Ginsberg. Também fui arrebatado pelo grande cinema. Filmes de arte e principalmente Kubrick, cujo trabalho amo de paixão. Nesta época eu adorava desenhar a mão. No início da minha faculdade descobri a computação gráfica e o design. Descobri que estava perdido, era o que eu seria no future: designer gráfico.

Primeiro/a professor/a?
Minha primeira professora foi a pessoa de quem eu mais pego no pé. A Tia Vânia. Ela fica muito brava quando falo isso. No antigo pré-escolar foi a dona Miriam Colzani e na escola foi a Dona Miriam Belli.

Grandes professores?
Já citei todos? Não… Meu pai, indiretamente, pois sei que ele estudava muito e sabia de muita coisa. Um grande professor que perdi muito cedo. Outros professores importantes na faculdade foram a Ana Maria Kovaks e a Ana Simões. Tive aula com o Professor Vasco Moretto, que é físico e é genial. O Cortella, o Clóvis de Barros, o Evaldo Moresco, o Ivo Mattioli. Esse assunto está até ficando repetitivo pois são muitos que sabem e me mostram até hoje que tenho ainda muito o que melhorar nas minhas atividades em sala de aula.

Que matérias mais gostava e as que mais detestava?
Gostava de História, Educação artística e Língua Portuguesa. Detestava Matemática e Física.

Fale de sua trajetória:
Sou tão prolixo, mas vamos lá. Eu me formei publicitário por influência da minha esposa, que conheci na faculdade. Atuei em diversas empresas e agências de publicidade da região. Passei um bom tempo trabalhando na GD Arte, saí e fui trabalhar no studio fotográfico do Thiago Bellini antes de abrir minha agência: Magna Comunicação. Entre a GD Arte e a Magna, eu acabei descobrindo minha segunda atividade: docência. Entrei no SENAC e comecei minhas aulas. Me tornei docente na faculdade e daí viciei em aulas. Aprendo muito com meus alunos e eles comigo.
Acho que escrevi de forma confuse e falei pouco sobre minha trajetória, mas as outras perguntas supreme essas informações.

E a Pós em design?
Minha pós em design foi um momento muito importante, pois não havia curso de graduação em Design Gráfico. Fiz muitos contatos e aprendi muita coisa. Também confirmei na teoria muito do que na minha prática eu já utilizava. Foi lá que reencontrei minha amiga de faculdade que acabou se tornando minha sócia na Magna Comunicação, minha agência de publicidade, a Meliza.

Apresente a Magna
A Magna é uma agência de publicidade enxuta e com muita experiência. Todos que trabalham lá tem mais de 15 anos de experiência em suas áreas de atuação. Temos um olhar crítico e apurado para a comunicação. Nosso atendimento é bastante diferenciado e temos uma excelente estrutura física, somos dinâmicos e cheios de fôlego, sem perder o foco no mercado. Nosso portfolio você pode encontrar no site www.magna.art.br e em nossa fanpage https://www.facebook.com/magnacom


Algo que você apostou e não deu certo?
Muitas coisas. Apostei que seria médico e nem tentei vestibular. Apostei que seria advogado e não terminei a faculdade. Apostei em pessoas que nunca me deram sequer uma decepção, pois os negócios morreram bem antes de chegar a tal ponto. Apostamos todo dia em coisas que acabam dando em nada.

O que aplica dos grandes educadores, das aprendizagens que teve, no seu dia a dia?
Eu nunca consigo aplicar plenamente tudo que aprendi. Isto é fato. Mas isso não quer dizer que eu não possa ao menos tentar. Grandes mestres sempre tem algo do dia-a-dia para nos ensinar. Acho que são as posturas diante da vida e da sociedade que tento aplicar: estoicismo diante das agruras, as visões aristotélica e de Cristo do amor, etc... Acho que isso que os professores nos legam. Infelizmente hoje os professores tem sido frustrados nesse intento. Seja por nossas atitudes ou pelo momento histórico que vivemos.

O que faria se estivesse no início da carreira e não teve coragem de fazer?
Com certeza teria aberto mais cedo o meu próprio negócio. Não tinha tino e muito menos coragem para isso. Foi total falta de iniciativa mesmo, confesso. Era jovem e medroso.

Quais as maiores decepções e alegrias que teve?
Alegrias tive muitas. A maior foi a família que constituí. Minhas filhas são meu maior legado. Não penso muito nas decepções, afinal se pensarmos nelas o tempo todo acabamos escravos de arrependimentos, presos a um passado morto e enterrado. Devemos observar nossas decepções sem sentimento, de forma analítica, para que possamos aprender com estes erros e não repeti-los no futuro.

Qual o maior desafio que já enfrentou?
Meu maior desafio foi ter aberto minha empresa. Sempre brinco que abri minha empresa para poder trabalhar de Bermuda, pois nunca podia trabalhar de bermuda onde fui funcionário. Abrir o próprio negócio é o grande desafio de qualquer pessoa, pois precisa aprender com suas limitações e dar asas as suas qualidades. Muitas vezes fazemos o contrário.

Quais as suas aspirações?
Sem dúvida é ter mais tempo para minha segunda atividade: a arte da caligrafia. Adoro pintar e desenhar. Gostaria de ter mais dias livres com minhas filhas, que crescem rápido e me cobram a presença em casa. Mas elas irão compreender no futuro que fiz tudo para que elas fossem bem criadas e preparadas para a vida.

Quais os melhores livros que leu?
Nossa que pergunta longa de se responder. Posso pular essa? Não né? Eu tenho autores favoritos, dos quais li muita coisa. Vamos lá: Ítalo Calvino, Jorge Luiz Borges, H.P. Lovecraft, Fustel de Coulanges, Donis A. Dondis, Julio Verne, Ernest Hemingway, Clive Barker, Orwell, Neil Gaiman, Tolkien, Enciclopédias e compêndios sobre a Segunda Guerra. História da arte, qualquer coisa sobre Roma, Homero, Dante Alighieri, Teogonia, Gilgamesh. Marco Luchesi, Melville, Bernard Cornwell. Livros de tipografia e caligrafia. Nossa, citei demais.

O que está lendo agora?
Estou lendo 2 livros e relendo 1. Estou lendo “Os Sonâmbulos” e “Primeira Guerra Mundial” de Lawrence Sondhaus. Releio um pequeno livro que guardo no coracão chamado Gilgamesh, Rei de Uruk. Este livro é importante por ser o texto mais antigo encontrado até agora. Ele trata da história do Rei Gilgamesh da cidade de Uruk, na suméria. Suas aventuras em busca de glória, depois em busca da imortalidade. Leio este livro às vezes ao mesmo tempo que escuto através de um site a declamação dos escritos na língua original: http://www.soas.ac.uk/baplar/recordings/
Quando descobri este site fiquei muito emocionado, pois escutar as palavras na língua original, há muito tempo morta, faz minha imaginação voar e acabo voltando ao periodo.

Costuma ler jornais
Ah sim, costumo ler jornais. Gosto de lê-los de trás para a frente e pulo a página de esportes.

Ruy Carlos Queluz

Ruy Carlos Queluz   - faleceu aos 11.0320

Jornalista, representante comercial.


O entrevistado desta semana é o jornalista e representante comercial Ruy Carlos Queluz, nascido em Joinville aos 15/05/1944 (tendo vindo para Brusque com 8 meses de idade); filho de Ivo e Amélia Knihs Queluz; casado com Waltrudes Rau Queluz; filhos: Carlos, Cidia e Ruy Filho; netos: Carlos Arnoldo Queluz Filho (Calinho Luminoso) e Samuel Queluz Oriques. Torce pelo Paysandu e Botafogo (RJ)
.


                                                                   Ruy Carlos Queluz

 O que  sonhava ser quando era criança?
Sonhava sonhos de criança.

Pessoas que influenciaram?
Para seguir a carreira: Silveira Jr., Abdoh Foés e Ivo Probst

Espelha-se em alguém?
Silveira Jr.

Por quanto tempo e que assuntos o Sr. escrevia ao Município?
Seis anos. Escrevia, com destaque político.

Como surgiu A Voz de Brusque?
Foi por iniciativa própria, com nome inicial de “O Popular”.

Quem foram os primeiros colaboradores de A Voz de Brusque?
Laércio Knihs, Cidia Nara, Jaime Leite, Fernando Lauritzen.

Nestes 16 anos de existência quais foram os colaboradores do jornal que mais tempo escreveram?
Mario Eugênio Saturno, Cesar Diegoli, Eder Varella, Quirino Ribeiro.

Como Diretor o Sr. acompanha os reflexos que as matérias provocam nos leitores. A Coluna 10 (inicialmente denominada Coluna dois), escrita semanalmente de 2000 a 2009, teve boa recepção entre eles?
Acompanhar os reflexos das matérias faz parte. A Coluna 10, que nasceu no jornal, era bem recepcionada.

 Como  sentiu-se ao presidir o mais querido da Pedro Werner?
Foram 5 anos de intensa batalha para que o patrimônio construído pelos nossos antecessores não desaparecesse em definitivo. No final, conseguimos.

Grandes dirigentes da equipe esmeraldina?
Arthur Jachowicz, Ingo Renaux, Armando Poli, Gerhard Nelson Appel, Arthur Kistenmacher, Bilo, Machadinho, Bruno e Oscar Maluche, Arthur Appel, Wilson Santos, Ayres Gevaerd, Darci Pruner, Ciro Roza, Ivo Moritz, João C. Schöning, Ademar Knihs, Carlos Cid Renaux e tantos outros.

Não pensa em retornar a dirigir o verde e branco?
Quem sabe.

Grandes atletas do mais querido da Pedro Werner?
Júlio, Vilaci, Bolomini, Nego Kühn, Heinz, Godeberto, Di Bork, Mima, Nilo, Walace, Wilimar Ristow, Valdir Montibeller, Zezé, Pécinha, Pereirinha, Mica, Dino, Cartola e tantos outros.

E do tricolor brusquense?
Mosimann, Ivo, Teixerinha, Petrusky, Bolomini, Esnel, Agenor.

Como você escalaria a seleção brusquense de todos os tempos?
Mosimannn, Bianchini, Di, Bolomini e Ivo. Teixerinha, Heinz, Nilo e  Petrusky, Julio e Godeberto.

Grandes árbitros?
Otávio Bolognini.

Grandes dirigentes do CACR?
Érico Bianchini, Lelo Bauer, Arthur Jacintho, Cidinho Bauer.

O que falta para a equipe da estrela solitária – Botafogo - deslanchar?
Diretoria. 








Referências: matéria publicada no Jornal Em Foco aos 13 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Silvino de Souza





Silvino de Souza
Astrônomo
O entrevistado desta semana é o Astrônomo Silvino de Souza, nascido em Canelinha/ SC aos 02\03\1968; filho de Hermínio Florêncio de Souza e de Ilda Cassaniga; companheira:Márcia Werner; filhos: Juciele, Christine, William Herschel, Carl Sagan e Christian Huygens . Não torce para nenhuma equipe. É servidor efetivo no cargo de Fiscal de Obras e Postura. Ocupa atualmente o cargo de Diretor do Observatório Astronômico.

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O que sonhava ser quando era criança?
Ser Astrônomo, tanto que quando. garoto dedicava-se à observação da esfera celeste. Minha dedicação foi tamanha em prol da Ciência Astronômica , que em 1980, ingressei como auxiliar de Astronomia no Observatório Astronômico . Já em 1983, praticamente coordenava todas as atividades do referido Observatório, com o auxílio do Prof. Tadeu Cristóvam Mikowski.

Pessoas que influenciaram?
Tive influência do Professor Tadeu Cristovam Mikowski

Como conheceu o Professor Tadeu Cristovam?
Conheci o Professor Tadeu Cristovam numa visita que fiz ao Convento SCJ quando frequentava a Catequese

Como surgiu a integração de Silvino de Souza com o Observatório?
Desde garoto, quando tomei conhecimento do observatório, e com a amizade com o Prof. Tadeu Cristovam Mikowski e com o saudoso Pe. Canísio Raubere nos idos de 1980.

Como conheceu a Márcia?
Bem conheci Marcia numa agência bancária, enquanto aguardava minha vez ao atendimento

Formação escolar?
Escola Minervina Laus Canelinha até a 3 série, quando minha família mudou para Brusque, quando então continuei a estudar no Colégio  Feliciano Pires até a 8º série. Estagiei no Observatório Nacional do Rio de Janeiro e no Observatório Municipal de Campinas.

Grandes professores?
Tive vários professores que eu admirava e dos quais guardo ótimas lembranças.

Quais as matérias que mais gostava e as que detestava?
As matérias que eu não gostava era moral e civismo, que naquela época era ensinada nos bancos escolares. Eu gostava de todas as demais, principalmente, Geografia, Ciências, História, principalmente história antiga do Brasil, até a república. Adoro Mitologia, e Ciências da Natureza.

Em que data e em que local ocorreu a inauguração do Observatório Astronômico?
Em 03 de Novembro de 1979, junto ao convento dos Padres do Sagrado Coração de jesus, no centro de Brusque

A quem atribui-se a iniciativa?
Ao Prof. Tadeu Cristovam Mikowski e ao saudoso Pe. Canísio Rauber

Fale-nos do aparelhamento do Observatório ?
São Telescópios de pequeno e médio porte

E quanto a capacitação técnica?
Entre outras capacitações destaco: Cursei o Técnico no Clube de Astronomia do Rio de Janeiro-CARJ; Estagiei no Observatório Nacional ON-CNPq –RJ ( utilizando em suas pesquisas, o Telescópio Refrator de 406 mm o maior telescópio refrator do Brasil); participei da 2ª Semana de Astronomia em Americana/SP; participei da 5ª Semana de Astronomia de Campinas e Região; cursei Observação Fotográfica e Espectrometria (utilizando o maior Astrógrafo da América Latina, instalado junto ao Observatório Municipal de Campinas/SP); cursei Astronomia e Ciências Espaciais junto ao Observatório Municipal de Piracicaba/SP; estagiei na Universidade Nacional Autônoma do México. Tem proferido palestras, cursos, seminários no Brasil: Rio de Janeiro , São Paulo, e nas mais diversas cidades. No exterior: México. França (Paris) e Uruguai. Tem recebido muitos convites para proferir em muitas instituições de ensino dos mais diversos níveis, feiras de Ciências etc.

Tem proferido palestras?
Sim, cito algumas participações: Palestra no Clube de Astronomia do Rio de Janeiro-CARJ, onde realizei conferência na Academia Brasileira de Ciências; em 1994, a convite da Prefeitura Municipal de Siderópolis, proferiu palestra para mais de 2.000 mil pessoas, num extenso trabalho junto a unidades de ensino daquele município; na Universidade Nacional Autônoma do México, proferi palestra no Museu Universum, aberto ao público em geral e estudantes; em Nancy, e realizou um ciclo de palestras aberto ao público e estudantes, nos Planetários de Paris e Noyon – França .Em 2010 ministrei curso de introdução à Astronomia para prefessores da rede municipal de ensino de Blumenau.
Tem escrito e publicado sobre a astronomia?.
Sim, escrevi vários artigos de cunho científico e educacional, com mais de 500 artigos publicados nos mais diversos órgãos da imprensa. Vale a pena destacar, artigos publicado na revista “MANCHETE, edição de 1ª de outubro de 1988, Jornal do Brasil- RJ, Jornal O Globo –RJ. Ministrou Cursos de introdução à Astronomia , em fevereiro de 1997 e em julho de 2000 e 2001 junto ao Observatório Astronômico de Brusque

Destacaria algum trabalho com reflexo na área ambiental?
Sim, desenvolvi no período de março de 1993 a setembro de 1997, “O PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL”, junto à Fundação Ecológica e Zoobotânica de Brusque, tendo sido elogiado por órgãos competentes desta área, inclusive fui convidado para integrar o GRUPO DE TRABALHO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, do Governo do Estado de Santa Catarina, como representante desta Fundação, com portaria, decretada pela Secretaria Estadual de Educação e Desportos..
Algum reconhecimento ?
Sim, em 1993, foi eleito “Jovem Talento” pelo Clube das SOROPTIMISTAS, A NIVEL NACIONAL. Recebi, também, o 1º PRÊMIO BRAZILICIO DE ASTRONOMIA, em julho de 2012, no I SIMPOSSIO CATARINENSE DE ASTRONOMIA, realizado em Floraópolis, em julho do mesmo ano.

A passagem do cometa Halley nos idos de1986 despertou mais interesse?
Sim, a passagem do Halley em 1985\86 foi um alavanca para que astronomia ganhasse mais força e interesse entre os jovens em pricipalmente.
Em 2009 o Observatório integrou a campanha de divulgação do Programa IYA2009 – conte-nos como foi?
Vários trabalhos foram realizados em 2009, Ano Internacional da Astronomia da IAU-UNESCO, observatório astronômico de brusque participou ativamente, atendendo mais de 10 mil pessoas. 
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Vale a penas visitar o Observatório?
Sim, pois é um local único, nosso maior objetivo hoje é a divulgação da Astronomia e Ciências afins junto aos nossos estudantes e a comunidade de um modo geral. Vale lembrar que temos desde 2012, uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação, e temos vários projetos. um deles é  o Astronomia volta à Escola, que atende estudantes da rede municipal de ensino (outrossim com o  EJA), tambem daremos este ano início a mais um projeto que é Astronomia na Praça, com inicio previsto para a última semana de março, e duas vezes ao mês colocaremos telescopios na praça Sesquicentenário  para observação gratuita pelo público interessado, ficando, apenas, dependendo das condições climáticas.

Em que data comemora-se o dia da Astronomia?
Dia 02 de Dezembro, dia de aniversário de nosso imperado D.Pedro II
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Quais os melhores livros/artigos que leu?
Bem eu adoro ler, tenho uma pequena biblioteca na minha casa, O Primeiro livro que li foi sobre astronomia, com Titulo OS Planetas, de autoria de Anne Terry Wite, Ed molhoramentos 1963, e tenho ele até hoje. Os melhores livros que ja li … bem muitos ... mas para citar alguns, Cosmos, Murmuros da Terra, Cometas, Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan

O que está lendo atualmente?
Atualmente estou lendo muito sobre matéria, antimatéria, fisica quântica, e cosmologia.

Quais as atividades escolares e esportes você participava?
Na escola eu gostava muito de jogar futebol, todavia o que me fascinava eram as aulas de biblioteca … minha preferida.

Quais medos você tem ou teve? maior medo é o de envelhecer ou o de entristecer. ?
Medos? Acho que meu maior medo é adoecer na velhice, e depender da familia para cuidar de mim, isso sim.

Arrependimentos?
Arrependimentos; Sei la, tem tantas coisas que eu poderia ter me arriscado mais...

Algo que você apostou e não deu certo?.
Não lembro de nada que apostei e não deu certo.

O que faria se estivesse no inicio da carreira e não teve coragem de fazer?
Viajaria mais (conheceria o mundo) e me arriscava mais.

O que você aplica dos grandes educadores, das aprendizagens que teve, no seu dia a dia?
Persistência, amor, ensinamentos e a formação de caráter

Qual a sua maior decepção?
Bem ainda está em tempo... a instalação do prometido observatório - tenho muita esperança de que se tornará uma realidade para toda a comunidade, pois é um luta, um sonho de mais de 25 anos … tenho esperança, mas se não der certo, não se tornar realidade, aí sim será a maior decepção de minha vida

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Exibindo 534816_265429623558209_1254814402_n.jpgO O entrevistado com  Sueli S. de Souza neta de José Brazilício de Souza (música do hino de Santa Catarina e astrônomo amador)


Entrevista publicada no Jornal Em Foco aos 20 de março de 2015

Sérgio Antônio Ulber

Sergio Antonio Ulber

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Redator e atua também em restaurações e colorizações fotográficas

O entrevistado desta semana é Sergio Antonio Ulber nascido em Brusque (Maternidade Cônsul Carlos Renaux) aos 05/03/1988; filho de Sergio Ulber e Vanildes Kohler; companheira: Beliza Loos; ocupa-se, atualmente e principalmente, como Redator, desenvolvendo também: restaurações e. colorizações fotográficas. Não torce para nenhum equipe



O que sonhava ser quando era criança?
Sonhava ser Astronauta. 

Formação escolar?
O Jardim e pré no Sesi. Primário, ginásio e Ensino Médio: C. C. Honório Miranda. Graduação: Bacharelado em Design Gráfico (UNIVALI, 2008) Pós-Graduação: Especialização em Fotografia (UNIVALI, 2012). 

Primeira professora?
Foi a minha mãe. 

Grandes professores?
Destaco os professores Mário Mafra e Ricardo Gallarza 

Pessoas que influenciaram?
A querer ser astronauta? Ninguém. 

Quais as matérias que mais gostava e as que detestava?
Nunca odiei nenhuma, tudo dependia do assunto da vez. Apesar de não ter muita facilidade para as exatas, eu era um aluno regular. 

Quais as atividades escolares e esportes você participava?
Praticava praticamente todos os esportes que tinham no colégio, mas sempre gostei mais de basquete, futebol e tênis de mesa. Cheguei a fazer teatro por um tempo também.  

Como conheceu a Beliza?
Por meio de amigos em comum. 


Um resumo de sua trajetória profissional?
De formação sou Designer Gráfico com Especialização em Fotografia. Cheguei a cursar Jornalismo também, mas não terminei. Já atuei como estagiário fazendo fotos em lojas da FIP para uma empresa de Blumenau e também como estagiário para um estúdio de design em Brusque. Em 2009 entrei para a LAPIS Editora, atuando principalmente como Coordenador de Equipe, Diretor de Redação, Revisor e Ilustrador da Revista digital Foto Grafia (produzida até 2012, mas está online até hoje: www.revistafotografia.com.br). Entre 2009 e 2010 também atuei como cartunista articulando o projeto VerdeTiras. Hoje continuo trabalhando na LAPIS, porém em outros projetos, e também sou Redator no GGeDESIGN, um estúdio gráfico localizado em Balneário Camboriú. As duas empresas são parceiras. Em paralelo, e contando com o apoio da LAPIS e do GGeDESIGN, desenvolvo restaurações e colorizações fotográficas digitais. Vou lançar um livro esse ano com Fotografias Antigas de Balneário Camboriú através da Lei de Incentivo Municipal

O que faz um Designer Gráfico
Um designer gráfico trabalha com comunicação visual. Ele transmite informações e conceitos através de textos e imagens em diferentes suportes, como, por exemplo, cartazes, banners, flyers, encartes, revistas, sites, jogos, etc. Utilizando variadas metodologias, o designer gráfico apresenta soluções à uma empresa ou profissional. As soluções podem ser práticas, conceituais ou estratégicas. A solução prática seria, por exemplo, criar uma peça gráfica, como um cartaz para divulgar determinado produto. A conceitual seria idealizar este produto junto com a empresa, ou seja, criar um nome, a marca, definir as cores, o estilo e desenvolver toda a comunicação visual deste produto para fazer ele conversar diretamente com seu público-alvo. Já a estratégica seria auxiliar o dono da empresa a posicionar cada vez melhor o seu produto no mercado, prestando constante consultoria. Eu utilizei produto como exemplo, mas isto também se aplica à serviços e eventos. Como é um ramo bastante amplo, muitos designers se especializam em áreas específicas, como ilustração, diagramação, web, etc. Um designer gráfico pode trabalhar em estúdios de criação gráfica, editoras, agências de publicidade e marketing, produtoras de vídeo, estúdios de fotografia, birôs de impressão, gráficas, indústria da moda ou dentro de qualquer empresa desenvolvendo projetos exclusivos para ela. Outros preferem trabalhar de forma autônoma e são mais conhecidos como freelancers. 


Quais trabalhos destacaria como cartunista?
Eu sempre gostei de desenhar. Como cartunista criei e articulei o projeto VerdeTiras, que desenvolvi por cerca de um ano. Eram tirinhas de quadrinhos que abordavam a alimentação vegetariana como tema principal. Eu utilizava quatro personagens com personalidades bem definidas para abordar o assunto de forma consciente e descontraída. Também trabalhava temas paralelos, como fatos que estavam rolando na mídia. Todo conteúdo era publicado em um blog que não está mais online. Em parceria com uma produtora e uma editora estamos desenvolvendo um livro do VerdeTiras com a compilação do material produzido entre 2009 e 2010. Deve ser lançado ainda em 2015. 

Fale sobre as restaurações e colorizações?
Comecei a trabalhar com restauração e colorização fotográfica em 2012, durante o curso de especialização em fotografia. Desenvolvi um projeto chamado “Ao Vale, as cores”, a fim de resgatar, preservar e reinterpretar fotografias que conservam aspectos da colonização em Brusque. Este trabalho ficou exposto por um tempo na Unifebe e na Assevim. Desde então trabalho com isto, não parei mais. É algo que eu tenho muito prazer em fazer. Em breve vou lançar um livro pela editora LAPIS, com patrocínio da Prefeitura e Fundação Cultural de Balneário Camboriú, chamado “Fotografias Antigas de Balneário Camboriú”. São imagens restauradas e colorizadas, acompanhadas de textos e legendas desenvolvidos por Saulo Adami. Um grande colaborador deste projeto foi o genial Sr. Erico Zendron, de Brusque, fotógrafo e dono de um dos acervos fotográficos mais ricos e interessantes que eu já tive a oportunidade de conhecer. Uma exposição em praça pública vai acompanhar o lançamento deste livro, que deve acontecer agora entre fevereiro e março. Os principais trabalhos desenvolvidos eu publico no meu Instagram (instagram.com/serjaress), lá estão algumas fotografias de Brusque e também do livro sobre Balneário Camboriú. Vou aproveitar para dizer que também presto este tipo de serviço à acervos particulares, trabalhando com fotografias de família. Interessados podem entrar em contato.   
Quais os melhores livros/artigos que leu?
Ah.. isso aí dá pano pra manga. Depende do assunto e da fase da minha vida. Já li muita coisa boa, é complicado citar somente alguns. Mas um livro que marcou bastante foi Assim Falou Zaratustra, do Nietzsche, acho que foi a primeira obra complexa que eu resolvi encarar. Acabei utilizando o livro no projeto de conclusão da Faculdade. Gosto muito de literatura nacional, já li bastante clássicos, mas hoje tenho mais interesse em obras atuais, autores da nova geração. 

O que está lendo atualmente? 
Costumo ler mais de um livro por vez e nem sempre acabo todos. Li recentemente na íntegra três obras do Daniel Galera, gostei muito do trabalho dele. Simultaneamente estou lendo a coleção Boca Santa, com livros de diversos autores, e Memória da Bananeira, da Isadora Krieger, ambos lançados pela Carniceria Livros em parceria com A Oficina do Santo. Outro que tá na cabeceira é O Jogo da Amarelinha, do Júlio Cortázar, que ganhei de presente de um grande amigo meu.  

Qual foi o maior desafio até agora?
Não sei, não fico mensurando, só enfrento. 

Algo que você apostou e não deu certo?.
Ser astronauta (risos). 

O que faria se estivesse no inicio da carreira e não teve coragem de fazer?
Considero que ainda estou nessa fase. 

O que você aplica dos grandes educadores, das aprendizagens que teve, no seu dia a dia?
Acho que os melhores educadores nos ensinam a questionar e ter opinião própria, mesmo que seja diferente da deles. Assim, nos ensinam a ouvir e respeitar também. E é isso que levo.  

Quais medos você tem ou teve? maior medo é o de envelhecer ou o de entristecer. ?
Ainda não identifiquei meus medos atuais. Os que eu tive foram vencidos e eram coisas de criança. Não sei o que te dizer. Envelhecer é natural, tristeza é passageira.. não considero medos.

Arrependimentos?
Não que eu lembre. 

Quais as maiores decepções e alegrias que teve?
Um amigo uma vez me disse que a vida é uma onda senoidal, ora estamos na crista, ora no vale. E assim a vida segue. O Vinicius de Moraes também disse que o sofrimento é só um intervalo entre duas alegrias. O conceito é o mesmo. E eu acho que é isso. Tenho momentos de alegria e de tristeza, altos e baixos, como todo mundo. Só sei que, independente do tamanho, os dois passam e eu aprendo a me tornar alguém melhor, mais forte para lidar com decepções e euforias. 

Quais as suas aspirações?

Quero continuar meus estudos, produzir cada vez mais conciliando projetos autorais, profissionais e pessoais, manter sempre um bom relacionamento com a família e amigos… enfim, viver aprendendo, produzindo, compartilhando experiências e em paz. 



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Publicado no Jornal Em Foco aos 06 de fevereiro de 2015

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Kátia Maria Costa


Kátia Maria Costa

 
A entrevistada desta semana é a Bibliotecária Kátia Maria Costa


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Uma apresentação
Nasci em Florianópolis em uma primavera de 1971, filha de Tomaz Manoel Costa e Maria Alaide Costa, “adotada” aos 6 anos por Valdir Cordeiro pai de coração, tenho duas lindas filhas Ingrid (22) e Marina (13), casada a 20 anos com Marcelo Bombeiro Militar na grande Florianópolis, reside em São José cidade localizada a 90 km de Brusque. Formada em Biblioteconomia – com Habilitação em Gestão da Informação pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC e pós graduanda em Gestão de Bibliotecas Escolares na Universidade Federal Santa Catarina. Ocupo o cargo de Bibliotecária na Fundação Cultural de Brusque no setor Biblioteca Pública Municipal Ary Cabral. Atualmente é presidente da Associação Catarinense de Biblioteconomia – ACB, com sede em São José.
Estou muito contente com a profissão, escolhi Biblioteconomia em um momento que precisava voltar a estudar e acreditei que seria bom, venho de família simples, pai e mãe servidores estaduais e queria seguir o serviço público, acredito que trabalhamos para servir a população e assim segui o caminho para isso, estudei para concursos públicos e um ano após formada passei para Brusque.
Tenho um dia a dia corrido, nas idas e vindas pelas estradas com o itinerário São José – Brusque – São José, alguns dias fico em Brusque para poder ocupar o tempo de estrada, o trabalho na biblioteca é de oito horas e a noite aproveito quando estou aqui para estudar e ler, nos dias que estou em casa aproveito o rotineiro de uma casa, dar carinho para as filhas, colocar conversa em dia com o marido, estudar, no verão muita praia.


Fale de sua trajetória profissional até hoje
Trabalho desde muito cedo, comecei com 15 anos como estagiária e depois busquei o comércio, antes da faculdade trabalhei oito anos em uma famosa joalheria de Florianópolis, quando resolvi voltar aos estudos trabalhei na Biblioteca do Tribunal de Justiça de SC como contratado durante quatro anos, após formada fui chamada para a Escola Técnica Geração como bibliotecária, fiz alguns concursos incluindo o de Brusque realizado em 2009, em março do ano seguinte fui chamada para começar a trabalhar e aqui estou desde então.

Quais são as atividades de um(a) bibliotecário(a)?
O bibliotecário é um profissional da informação pode planejar, implementar, coordenar, controlar e dirigir unidades de informação/bibliotecas e unidades de serviços, escritórios de advocacia, centros de informação, arquivos, centros médicos, empresas e todo espaço que tenha necessidade de organização, controle e recuperação da informação, empresas públicas ou privadas. Em caso específico de bibliotecas podemos trabalhar em bibliotecas particulares, universitárias, públicas e escolares estas últimas com um público bem diversificado onde também trabalhamos ações educativas de incentivo leitura e a pesquisa além de ações culturais que pode proporcional ao público em geral lazer. A profissão é reconhecida desde 1962 e conta com Conselho Federal, Estaduais, Associações e Sindicatos que regulam, fiscalizam e integram os profissionais da área. Em Santa Catarina temos duas universidades que mantêm o curso graduação, especialização, mestrado e doutorado na UFSC e UDESC.

Falando um pouco da Biblioteca Pública Municipal Ary Cabral, que tem este nome segundo histórias ainda não registradas, em homenagem a Oswaldo Rodrigues Cabral, historiador e médico, como este ainda era vivo na época da criação da biblioteca 1963/64 foi colocado o nome do pai do homenageado. São 51 anos de histórias e muitas andanças desde a chegada na Praça da Cidadania.
Como está dividida a biblioteca?
Hoje a Biblioteca é subordinada a Fundação Cultural, com subsetores onde temos o espaço em Braille, a Biblioteca Infanto juvenil, Acervo Geral, Processamento Técnico e de Referência.
Que faixas etárias costumam visitar e requisitar os livros?
Atendemos todos os públicos a partir de 2 anos, bebês são bem vindos também, mas tem mãe que não lembra de levá-los (risos), adolescentes, jovens, adultos, idosos, na verdade a biblioteca é de todos, as pessoas tem que aprender a se apropriar do que é seu, é aberta a toda a comunidade de Brusque e região, porque também atendemos escolas e usuários que vem de Guabiruba e Botuverá.

Quantos funcionários existem e que funções desempenham nesta biblioteca?
Estamos com uma bibliotecária, um servidor responsável pelo setor Braille e que também nos ajuda no atendimento da recepção e telefone, três estagiários de nível médio e um contratado no setor de atendimento.

Que livros são mais requisitados pelos leitores ?
Nosso público é diversificado, crianças são exigentes, não se engane elas tem um gosto apurado e sabem o que é bom, adolescentes estão nas sagas, trilogias o que está na “moda”, jovens e adultos procuram literatura, livros técnicos também são procurados, e idosos gostam muito de clássicos. Alguns já vem com listas preparadas outros, os chamados ratos de biblioteca, gostam de ficar entre as estantes vasculhando para ver se tem novidade, abrir o livro, degustá-lo. A biblioteca é muito frequentada atualmente por conta da localização e outros atrativos como wi-fi, ar condicionado, computadores para pesquis, as pessoas adentram ainda com “medo”, mas aos poucos vão verificando que é um espaço público que tem que usar e cuidar, por isso nosso público está cada vez mais variado.

Trabalhando como bibliotecária você já deve ter presenciado diversas transformações em pessoas através da educação. Como você define a importância de uma boa biblioteca em escolas, faculdades ou outros centros de estudo?
As bibliotecas são indiscutivelmente importantes na educação de uma pessoa, o convívio com o mundo das letras é importante para a formação do indivíduo como cidadão, você já viu alguém (que não seja autodidata) evoluir, financeiramente, intelectualmente que não seja através do estudo? A pessoa que insere a leitura em sua vida consegue não só ler e escrever melhor, ela consegue pensar, questionar , dialogar melhor. É gratificante você ver uma pessoa que passou tardes estudando na biblioteca, nos informar que passou em um concursos ou um aluno que passou no vestibular após ler todos os títulos sugeridos pela universidade que estão disponíveis para empréstimos, ou aquele pesquisador que concluiu sua pesquisa agradecer pois o material encontrado foi muito relevante, os pequenos que veem a biblioteca com “um lugar mágico” ou “um lugar digno de um rei”, sim ouço isso e fico maravilhada, ver adolescentes vibrando quando àquele livro que ele esperava chegou ou quando àquele livro que só tem um exemplar e tem um fila de espera enorme está disponível para o empréstimo e os idosos então, quando informamos que o título novo do autor que eles já leram toda a coleção foi comprado, isso é mágico.
É preciso que os gestores públicos vejam esta importância também, falo como um todo e não só para Brusque, as bibliotecas universitárias são regularmente fiscalizadas pelo MEC e tem critérios rígidos para que estes espaços atendam bem a demanda de alunos. Mas as Bibliotecas Escolares ainda tem um fiscalização tímida, para não dizer quase nula, estes espaços tem uma função importante no processo de ensino-aprendizagem dos alunos, uma biblioteca escolar bem estruturada com profissional especializado faz toda a diferença neste processo, os professores e coordenadores devem exigir que estes espaços façam parte da vida diária da escola, assim como os pais e alunos devem exigir a existência da biblioteca ativa, não aquela do “faz de conta”, tem no “cantinho” aquela “salinha” que está fechada no horário da entrada, no recreio e na saída e o aluno só pode ficar ali se o professor levar. Temos que pensar que para o indivíduo conhecer outros tipos de bibliotecas: jurídicas, especializadas, públicas será uma consequência do que foi apresentado na escola, com a evasão escolar que ainda temos no Brasil, provavelmente a biblioteca escolar seja a única biblioteca que o aluno conheça no passar de sua vida, se o aluno for apresentado a um espaço fechado, sem acervo, sem profissional, não vai querer saber de bibliotecas, nem de leitura, nem de pesquisa, será tudo um ciclo.

Dia 12 de março em que se comemora o profissional bibliotecário. Você acha que o bibliotecário é devidamente reconhecido?
Ainda somos vistos como guardadores de livros, muitas pessoas pensam que todos que estão trabalhando em uma biblioteca são bibliotecários e esquecem que assim como outros profissionais tem que ter uma graduação em biblioteconomia. Foi o tempo em que os bibliotecários estavam somente em bibliotecas, trabalhamos como gestores e disseminadores de informação e há muitas empresas, escritórios de advocacia, imobiliárias, hospitais nos vendo com outros olhos, procurando bibliotecários para trabalhar na gestão de documentos. Com o advento das novas tecnologias e da globalização que tanto se fala, as pessoas tem pressa, querem a informação cada vez mais rápida, precisa, confiável e o bibliotecário é o profissional que pode ajudar em todo este caos. O livro não chega até uma estante sozinho, você o encontrar se tiver somente uma estante de livros, mas e se você tem cinquenta estantes, como achar? Assim acontece com a informação, as pessoas tem que saber que o profissional bibliotecário é um profissional da informação em qualquer suporte que ela esteja.
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O que você acha que é mais legal no seu trabalho?
Posso dizer que gosto de tudo? Passei por vários setores quando trabalhei no TJSC e aprendi muito com as bibliotecárias de lá, eram nove, cada uma com um perfil, uma tarefa específica, hoje utilizo o que aprendi, no atendimento, no processamento técnico, nos projetos culturais, nas parcerias que fechamos, até porque, como ainda não temos outro bibliotecário para dividir responsabilidades, acabo respondendo por todas.

Para além da leitura que outras atividades podemos encontrar?
Em uma Biblioteca Pública existe muito potencial de projetos, o que não falta é vontade, o que falta são outras coisas, mas esta é uma conversa longa. Hoje temos o empréstimo de livros e gibis, o Vamos à Biblioteca, voltado as escolas municipais, estaduais e particulares, auxiliamos no projeto do Ponto de Leitura, mantemos a Estante Saudável na Policlínica, atendemos cegos e baixa visão e pretendemos mais em 2015.

Por ser bibliotecária, você conhece muitos livros?
Há um estigma que bibliotecário lê muito, na verdade todo mundo deveria ler muito. Quando trabalhamos em uma biblioteca o que menos se faz é ler, a leitura por prazer é somente após o trabalho, nós bibliotecários não conhecemos muitos livros, mas muitos assuntos, através do livro que lemos, do usuário que nos fala sobre o livro que leu e principalmente no processamento técnico, onde o livro deve ser investigado – o autor, o título, o assunto - e outras informações que são relevantes para sabermos como recuperá-lo, na verdade é um aprendizado constante. Sempre aparece usuários com assunto ou termo diverso para pesquisar e na pesquisa acabamos aprendendo sempre.



Você acha que livros impressos serão sempre valorizados ou já sofrem com a era da internet?
Há uma discussão entres estudiosos, autores e até o senso comum de que o livro impresso vai acabar e tal, mas pelo que tenho lido e pesquisado há uma tendência muito grande da retomada do livro impresso, até mesmo entre adolescentes que tem um perfil mais tecnológico, estão preferindo os livros impressos para poder trocar com os amigos, levar para qualquer lugar sem ter que pensar que acabou a bateria, a internet é muito mais para os textos curtos, informações instantâneas, rede de comunicações, material técnico do tipo artigos científicos em grandes bases de dados, mas o livro impresso ainda vai persistir por muito tempo, pode-se perceber até pelos muitos livros que são publicados anualmente, alguns são disponibilizados digitalmente, mas em sua maioria não deixa de ser impresso.
O que você acha dos livros on-line (
e-books e audiolivros)?
Os E-books estão ai, os conheci faz algum tempo, achei incrível aqueles aparelhos que tu compra/baixa os livros e se quiser e tiver dinheiro, tem uma biblioteca inteira ao seu dispor. Tem a vantagem da portabilidade e alguns já são acessíveis no mercado e os valores dos livros são muito menores que os impressos pelo baixo custo de produção , outros podem ser baixados pela internet, aqueles que são domínio público ou disponibilizados pelos autores com licença aberta. Algumas bibliotecas no Brasil, principalmente as universitárias já estão com uso de e-books em seu acervo, mas ainda não é uma realidade totalitária, no Brasil temos ainda um percentual de pessoas que mal leem e se leem mal sabem interpretar, a tal falta de letramento informacional, como então terão e-books se nem o impresso tem a capacidade de ler e entender? São questões preocupantes em nossa área, sim, digo nossa por ser de todos que estão ligados a educação e todos as pessoas engajadas em um país melhor deveriam estar ligados a educação. Quanto ao audiolivro vejo como uma necessidade para cegos e baixa visão já que nem todas as pessoas com estas deficiências conseguem aprender o Braille por diversos motivos e até porque a impressão deste tipo de suporte tem ainda um valor elevado.




Entrevista publicada no Jornal Em Foco  aos 30 de janeiro de 2015Exibindo 1472038_10201929470014046_5213617088358315067_n.jpg