segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Francisco Simas, popular Chico Simas





Francisco Simas, popular Chico Simas



Futebol
O entrevistado desta semana é Francisco Simas, popular Chico Simas, filho de Miguel e Maria Rosinski Simas, nascido em Canelinha aos 23.09.46; cônjuge Ruth Moreira Silmas com a qual casou em 05.12.70; filhos: Alessandro e Francielle e, uma netinha: Kamile. Torce pelo Brusque (CACR), e C.R. Flamengo.






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Encontro dos ex atletas do Caxias e América – Caxias 2 x América 0.
Os gols foram anotados por Fontan e Edison. Na foto: Chico Simas, Norberto Hoppe e Edison Cardoso .
Clubes em que atuou?
Atuei pelo Botafoguinho do seu João (SAMDU), Fluminense, Ferroviário, Nacional, Carlos Renaux, Caxias (Joinville) e no Paysandu.
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Idos de 1972, a equipe do Renaux que derrotou o mais querido da Pedro Werner por 1 X 0
Em pé:Nelson Humberto, Assunção, Valdir Bels, Samuel, H´pelio
Agachados: Luizinho, Britinho, Chico Simas, Rodrigues, Zélis e Mário Vinotti


Profissionalmente em que equipes atuou?
Profissionalmente em 66, no Caxias e em 71, no Paysandu e em 72, no C.A. Carlos Renaux.



 Grandes atletas?
 Entre outros, destacaria: os saudosos Pereirinha, Edson Cardoso, Egon Petrusky e mais Ayone, Kussi, Mica Mattiolli e Reni Fuchs.


Gol inesquecível?
Foi um gol que marquei atuando pela Casa Avenida, no futebol suíço, contra a HM, com a redondinha chegou dei uma chicotada que o José Reinete nem esboçou reação.


Vitória memorável?
Foi nos idos de 1968, atuando pelo Caxias, contra o Comerciário de Criciúma, quando vencemos por 2 x 1, destaque-se que fomos com 10 jogadores, buscamos o Norberto Hoppe adoentado em casa, para completar os 1 e acabamos com tentos anotados pelo Hoppe, vencendo por 2 x 1.


Derrota que ficou atravessada?
Foi também atuando pelo Caxias, nos idos de 68, e também contra o Comerciário, quando fomos derrotados por 2 x 1, com o gol anotado pelo Norberto Hoppe. Com essa derrota ficamos com a Taça de Vice-Campeões da Primeira Divisão da FCF.

Grandes dirigentes?
Entre outros, destacaria: os saudosos Urbano Kistenmacher, Ademar V. Knihs, Nelson Gerhard Appel e dos atuais Walter W. Aichinger, popular Bilo, Heinz Ludin e Arnoldo Zimmermann.


Grandes Técnicos?
Citaria Lúcio Flexis da Rosa e o saudoso Mário Vinotti.


Árbitros?
Alvir Rensi e Dalmo Bozzano.


Grandes figuras humanas?
Antônio – Néco – Heil, Chico Heil, Ademir Pereira e o Padre João da Cruz Stupp, Rubens Moritz e a esposa Ione e minha família.

Uma palhinha da vida profissional
Trabalhei na Renaux de 1960 a 65, atuei no futebol profissional de 65 a 73, trabalhei no INSS de 73 a 75, Casa Avenida de 77 a 89 e a Francis Moda de 89 até os dias de hoje.


No cenário político, verificamos que seu filho foi eleito vereador. O que significa ser pai de um vereador?
Acho que é importante no contexto social a caminhada do Alessandro e sempre na expectativa de que trabalho com afinco pela comunidade brusquense.


Finalizando, gostaria de deixar alguma manifestação?
Sim, gostaria de sugerir que você editasse um livro com suas entrevistas, nos moldes do livro “Gente Nossa – Histórias que quem fez e faz a cidade”, do jornalista Salvador Neto.


Você tem o livro?
Sim, irei passá-lo para analisar a obra.


Daria para adiantar uma palhinha do livro?
O livro envolve histórias, quase 70 pessoas cheias de história d e Joinville ou que fizeram por Joinville.


Foto Caxias de Joinville:

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Meados da década de 60 (66/67), equipe do Caxias de Joinville:
Em pé: Jairo, Getúlio, Dinho, Luizinho, Chico Simas e J. Alves
Agachados: Edmar, Edison Cardoso, Hortz, Albino e Zezinho


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Edison Cardoso e Chico Simas


Publicado no Jornal EM FOCO aos 12 de dezembro de 2014

Valdir Appel - popular chiquinho -

Valdir Appel - Chiquinho




O entrevistado desta semana é o ex goleiro de grandes equipes do cenário nacional e autor dos livros: Na boca do Gol e Goleiro acorrentado, VALDIR APPEL. Popular Chiquinho: Filho de Herbert e Rosa Montibeller Appel, natural de Brusque, nascido aos 01.05.46; cônjuge Rosélis Slomsky Appel; dois filhos: Isadora e Eduardo Herbert. Torce pelo Paysandú e tem simpatias pelo Vasco da Gama, Sport Recife e Volta Redonda.  

Como surgiu Valdir Appel, o goleiro?
Já nasci goleiro por inspiração de meu pai e do tio Oswaldo. Quando garoto sempre fui presenteado ou com bola, ou com joelheira ou, ainda, com camisa de goleiro. Na prática esportiva formos descobertos por Pedro Werner: eu, Edson Cardoso, Ayone e outros.

Em que equipes atuou?
Em Santa Catarina: Paysandú, Carlos Renaux e Palmeiras (Blumenau). No Carlos Renaux foi uma temporada só, em 1963, no ano em que o Paysandú não disputou o campeonato. Fora do Estado: Campo Grande, América, Vasco, Bonsucesso, Volta Redonda, Sport Recife, América de Natal e Alecrim, no extinto CEUB de Brasília, Goiânia, Atlético de Goiás, encerrando a carreira em 82 no Rio Verde, também de Goiás.

 
Onde teve as melhores fases de sua carreira esportiva?
No Vasco, durante 7 anos, ou fui titular ou primeiro suplente. Tive dois bons campeonatos cariocas, vestindo as camisas do Bonsucesso e do Volta Redonda e uma grande passagem pelo América de Natal (RN) em 75, quando ficamos classificados para as oitavas de finais, inclusive empatamos em 0 x 0 com o Inter, que levou o título brasileiro. O Inter foi campeão em 1975 pela primeira vez, em 1976 foi bi-campeão. O Inter foi campeão invicto em 1979, aliás a único campeão invicto brasileiro até hoje

Grandes craques que viu atuando a favor ou contra?
Além de Pelé: Rivelino, Silva (ex Flamengo e Corinthians Paulista), Andrada, atuei também contra dois excepcionais arqueiros: Yashin “O Aranha Negra” e Sepp Mayer.

Em Brusque?
Tive oportunidade de atuar com muitos jogadores bons, citaria alguns, entre outros: Di Bork (in memoriam), Julinho Hildebrandt, Pereirinha (in memoriam), Edison Cardoso (in memoriam), Nego Kühn, Egon Petrusky (in memoriam), Teixeirinha.

Lembra a escalação de uma das formações do “mais querido” em que você atuou?
Sim: Valdir, Di Bork (in memoriam), Valdir Montibeller, Ivo Borba, e Venturelli (Bijo), Wallace, Nelsinho Imhof, Nego Kühn, Julinho, Edison e Ayone.

Qual defesa - e em que equipe atuava - que não esqueceu?
Uma contra o Internacional RS, defendendo o América de Natal, no campeonato brasileiro de 1975.

Dois fatos marcantes?
No dia em que Andrada levou o milésimo gol de Pelé no Maracanã, eu era o reserva desse inigualável goleiro. Outro fato marcante ocorreu em 01.05.2001, quando reencontramos com a turma de 1976, em comemoração ao jubileu – 25 anos – do Volta Redonda, no Estádio Raulino de Oliveira.

Grandes treinadores?
Pedro Werner, o descobridor de novos talentos para o Paysandú, Zezé Moreira e Tim.

Grandes dirigentes?
Antônio Soares Calçada (Vasco),e Joilson Santana (América de Natal), os saudosos: Gerhard N. Appel, Walter W. Aichinger, popular Bilo e Arthur Appel

Quais os melhores livros que já leu? E na área esportiva?
Sempre devorei tudo na literatura, mas dedico grande parte aos livros com tema futebolístico, em função das pesquisas destinadas aos meus livros de crônicas.

O que está lendo atualmente?
O caçador das bolachas perdidas (Jorge Cravo). As bolachas em questão são os antigos discos de vinis, que eu coleciono.
Quais autores prefere ler?
Os autores de crônicas: Fernando Sabino, Rubem Braga, Nelson Rodrigues e outros.

Publicou “Na boca do Gol” e Goleiro Acorrentado e está pensando em escrever mais alguns? Já tem outro no prelo?
Sim foram os dois citados e brevemente “Onde ele pisa nascem histórias”
Como surgiram os títulos dos livros “Na boca do Gol” e Goleiro Acorrentado?
O primeiro titulo foi inspirado na posição que eu atuava, um goleiro sempre está dentro, ou próximo da boca do gol.
O Goleiro Acorrentado é o titulo de uma crônica de Roberto Vieira (escritor pernambucano), que ele me dedicou.

O que está levando o futebol carioca a bancarrota?
Planejamento, dinheiro, investimento na base, e pessoas competentes administrando os clubes. Aliás é um problema nacional.

O que faz, Valdir Appel, hoje?
Supervisor de vendas na Swedish Match do Brasil há 28 anos, sendo que primeiramente em Goiás por dois anos e, há 26 em Santa Catarina (fabricante dos fósforos Pinheiro e Fiat Lux).








Publicado no Jornal Em Foco aos 21 de novembro de 2014

Francisco Simas

Francisco Simas


FRANCISCO SIMAS, popular Chico Simas: Apresentação

Meu nome é Francisco Simas, meus pais: Miguel e Maria Rosinski Simas. Nasci em Canelinha, aos 23.09.46, casei com Ruth Moreira Silmas aos 05.12.70, tenho um casal de filhos: Alessandro e Francielle e, uma netinha: Kamile, sou torcedor do Brusque (CACR), e Flamengo.

Clubes em que atuou?

Botafoguinho do seu João (SAMDU), Fluminense, Ferroviário, Nacional, Carlos Renaux, Caxias (Joinville) e no Paysandu.

Profissionalmente em que equipes atuou?
Profissionalmente em 66, no Caxias e em 71, no Paysandu e em 72, no C.A. Carlos Renaux.

Grandes atletas?
Entre outros, destacaria: os saudosos Peireirinha, Edson Cardoso, Egon Petrusky e mais Ayone, Kussi, Mica Mattiolli e Reni Fuchs.

Gol inesquecível?
Foi um gol que marquei atuando pela Casa Avenida, no futebol suíço, contra a HM, com a redondinha chegou dei uma chicotada que o José Reinete nem esboçou reação.

Vitória memorável?
Foi nos idos de 1968, atuando pelo Caxias, contra o Comerciário de Criciúma, quando vencemos por 2 x 1, destaque-se que fomos com 10 jogadores, buscamos o Norberto Hoppe adoentado em casa, para completar os 1 e acabamos com tentos anotados pelo Hoppe, vencendo por 2 x 1.

Derrota atravessada?
Foi também atuando pelo Caxias, nos idos de 68, e também contra o Comerciário, quando fomos derrotados por 2 x 1, com o gol anotado pelo Norberto Hoppe. Com essa derrota ficamos com a Taça de Vice-Campeões da Primeira Divisão da FCF.

Dirigentes?
Entre outros, destacaria: os saudosos Urbano Kistenmacher, Ademar V. Knihs, Nelson Gerhard Appel e dos atuais Walter W. Aichinger, popular Bilo, Heinz Ludin e Arnoldo Zimmermann.

Técnicos?
Lúcio Flexis da Rosa e o saudoso Mário Vinotti.

Árbitros?
Alvir Rensi e Dalmo Bozzano.

Grandes figuras humanas?
Antônio – Néco – Heil, Chico Heil, Ademir Pereira e o Padre João da Cruz Stupp, Rubens Moritz e a esposa Ione e minha família.

Uma palhinha da vida profissional
Trabalhei na Renaux de 1960 a 65, atuei no futebol profissional de 65 a 73, trabalhei no INSS de 73 a 75, Casa Avenida de 77 a 89 e a Francis Moda de 89 até os dias de hoje.

No cenário político, verificamos que seu filho foi eleito vereador. O que significa ser pai de um vereador?
Acho que é importante no contexto social a caminhada do Alessandro e sempre na expectativa de que trabalho com afinco pela comunidade brusquense.



Referências

  • Entrevista publicada em “TRIBUNA” em 20.03.09.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dr Antônio Custódio de Oliveira Filho

Dr Antônio Custódio de Oliveira Filho

Especialista em Ortopedia, Traumatologia e Perícia Médica

O entrevistado desta semana é o Dr Antônio Custódio de Oliveira Filho,  Especialista em Ortopedia, Traumatologia e Perícia Médica,  natural de Itapetininga, São Paulo, aos 03.06.1956, filho de Maria de Jesus Carvalho Oliveira e Antônio Custódio de Oliveira;  três filhos: Diego, Adriano e Lucas. Pós graduado em perícia médica.

 
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Nosso entrevistado Dr Antônio Custódio de Oliveira Filho

Qual a especialidade em que o Sr atua?
Sou especialista em Ortopedia e Traumatologia e Perícia Médica.  Também sou membro da Associação brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, que é uma subespecialidade, e membro da Sociedade Brasileira de Terapia por Ondas de Choque, que é outra subespecialidade.

Que equipamentos existem de última geração que facilitam seus diagnósticos?
A Ressonância Nuclear Magnética é o equipamento, dentro da Ortopedia, que mais facilitou os diagnósticos.Mas não podemos deixar de falar de equipamentos que facilitam os tratamentos e dentre eles destacamos:A videoartroscopia que facilitou em muito as cirurgias articulares, O arco cirúrgico (aparelho de Rx acoplado a um monitor) que reduziu, em muito, o tempo cirúrgico e a morbidade das cirurgias.

Quais deles o Sr está implantando no consultório?
Estou iniciando, em meu consultório, o tratamento por ondas de choque.É um tratamento indicado nas inflamações crônicas dos tendões e calcificações no ponto de inserção dos músculos ou tendões e no retardo de consolidação óssea.  As ondas de choque são ondas acústicas de baixa, média ou alta energia que se propagam através do tecido até a região da dor.  São administradas em centro de tratamento por médico habilitado.As principais indicações são as tendinites do ombro, quadril, joelho, cotovelo (epicondilite), tornozelo (tendinopatia do Aquiles) e pé (esporão e fascite plantar). Esse tratamento já é usado, na Europa há 25 anos e no Brasil há 15 anos.  Esta se ampliando o uso das ondas de choque e atualmente também esta sendo usado para dores lombar, cervical, feridas crônicas, ulcera de pele e celulite.

A globalização auxilia o dia a dia do profissional da saúde?
Auxilia e em muito.  Hoje podemos fazer consulta com outros colegas e trocar informações em questão de minutos, tantos com colegas nacionais como internacionais.  Também temos, através das sociedades que participamos uma grande quantidade de aulas online.A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia nos fornece uma grande biblioteca para consulta.

E a internet é útil aos médicos?
Além do relatado anteriormente também temos programas de gerenciamento de clinicas que nos permite acessar o prontuário do paciente em qualquer lugar do mundo e fornecer as informações que o paciente necessita.As pessoas estão usando a internet para tirar suas duvidas. 

Ela contribui para a interação médico - paciente?
 Acho um grande meio de interação, nem sempre é possível responder as dúvidas de um paciente num mesmo momento, mas procuro responder o mais rápido possível.


Como poderíamos diferenciar a Ortopedia da Traumatologia?
A Ortopedia trata das doenças do aparelho locomotor e a traumatologia, como o próprio nome diz, trata dos traumas relativos ao aparelho locomotor.

Quais as implicações do stresse nas fraturas?
A fratura por si só já é um grande trauma.  Uma pessoa hígida que está trabalhando, ou em seu laser, que em segundos se torna incapaz e algumas vezes dependente, passa por um grande stress.  Se está passando por outros stresses pode haver uma descompensação e necessitar de um tratamento psiquiátrico.  

Como está Brusque equipada para enfrentar os problemas ortopédicos e traumatológicos em relação aos grandes centros?
Trabalho no hospital de Azambuja, que tem toda a estrutura para absorver essa grande quantidade de trauma, principalmente do transito, que ocorre em nossa cidade.  

Com a produção científica da área médica tem se ampliado intensamente nas últimas décadas, torna-se necessário a atualização permanente do conhecimento?.
Além de ser necessária a atualização permanente, o médico dentro de sua especialidade, deve filtrar o que quer ler, pois a quantidade de produção científica, atualmente, é enorme.  

Quais os melhores livros que  já leu?
Gosto de ler sobre relacionamento interpessoal e intergrupal e um dos melhores livros é “A Arte da Guerra”, escrito a dois mil anos antes de Cristo e que pode ser transportado para o dia a dia de hoje. Tanto no relacionamento pessoal como comercial. Também apreciei muito “Quem mexeu no meu queijo” e “Você”.

O que  está lendo atualmente?
A Carícia Essencial” de Roberto Shinyashiki.

Nunca pensou em candidatar-se?
Já fui convidado, porém não tenho perfil político e penso que a pessoa que se entrega a política, de maneira consciente e para produzir algo útil para a sociedade, tem que deixar de lado a sua vida profissional.  Isto quer dizer ou você é médico ou é político.

Ainda participa ativamente do Rotary Clube?
Estou no Rotary há 30 anos onde tive a oportunidade de fazer muitas amizades e participar ativamente na nossa comunidade.  Já participei de projetos comunitários locais, distritais e internacionais. O maior programa que participo é o intercambio internacional de jovens, que poderemos falar e divulgar em uma data futura.

Grandes alegrias e tristezas que viveu?
Não gosto de citar fatos isolados, mas posso dizer que todos têm grandes alegrias quando têm filhos e tristeza maior é quando perdemos entes queridos.

E a cavalgada?
O meu grupo de cavalgada já tem 24 anos e continuamos sempre unidos.  Infelizmente estou com um problema no quadril e não posso mais cavalgar, porém continuo participando e fazendo o apoio nas viagens que realizamos.

O que aplica dos grandes pensadores e das experiências que viveu?
Que não devemos deixar para amanhã o que se pode fazer hoje e devemos sempre fazer tudo com dedicação e da melhor maneira possível, dentro da ética e da moral.  Quando partimos para a outra vida o que permanece não é uma lápide e sim a memória do que fizemos, ou deixamos de fazer.  Aproveite o máximo o dia de hoje. 
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A família: Diego, Lucas, Dr Custodio e Adriano

Para finalizar, em que locais o Sr atende?
Atendo todos os dias na Ortocentro, anexa ao Hospital de Azambuja.

Publicado no Jornal EM FOCO aos 31 de outubro de 2014

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Dr André Alexandre Happke


Dr André Alexandre Happke

Gabinete da Presidência - Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina

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Apresentando o Dr André Alexandre Happke
Bacharel em Direito pela Universidade Regional de Blumenau (1999), tendo registrado a maior nota no Exame do MEC para as Faculdades de Direito do Estado de SC (1999). Especialista em Gestão do Meio Ambiente (Universidade do Oeste de Santa Catarina, 2003) e Mestre em Ciência Jurídica (Universidade do Vale do Itajaí, 2008, dissertação avaliada com nota 9,8 e distinção), Aluno Especial do Curso de Doutorado em Ciência Jurídica (Universidade do Vale do Itajaí, 2012).

É Juiz de Direito no Poder Judiciário de Santa Catarina (aprovado em 1º lugar no concurso de ingresso em 2002); Juiz Auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (2012-2013 e 2014-2016). Atua na área do Direito, com ênfase em Direito Constitucional, principalmente nos seguintes temas: Direito do Consumidor, Contratos, Direitos Fundamentais, Juizados Especiais e Métodos Consensuais de Resolução de Conflitos, Precatórios, Orçamento Público.

Exerceu, em substituição, o cargo de Juiz Agrário do Estado de Santa Catarina. Foi membro titular da 3ª e da 5ª Turmas de Recursos dos Juizados Especiais de Santa Catarina (Chapecó e Joinville). Também já exerceu o cargo de Juiz Eleitoral de diversas Zonas do Estado. Atualmente é titular da 6ª Vara Cível da Comarca da Capital.

Também é Docente de pós-graduação do quadro da Academia Judicial do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina e Docente e Diretor de Ensino da Escola Superior da Magistratura do Estado de Santa Catarina.

Como surgiu a carreira na magistratura?
Anteriormente à inserção no “mundo do Direito”, desenvolvia programação e análise de sistemas informatizados, por conta da formação em Processamento de Dados. Em um desvio de rota, a Graduação foi em Direito, para prestar concurso para o Instituto Rio Branco (Carreira Diplomática). Logo de início na faculdade, estimulado por colegas e Professores, passei a fazer voluntariado no Fórum da Comarca de Pomerode, depois, no Fórum da Comarca de Gaspar, isso concomitante ao trabalho com informática. Esse período de voluntariado levou à decisão de que a escolha de futuro era a Magistratura.

Como se preparou para enfrentar o concurso?
Quando ainda Voluntário nos Fóruns, começou a preparação para concursos públicos de Servidores, de nível médio e superior, passando a desenvolver rotina de estudos focada nas matérias que seriam relevantes para o certame que viria depois. Os concursos da Magistratura do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a certo tempo, correram simultaneamente e em ambos estava classificado para a prova oral (última fase então). Ao passar na prova em Santa Catarina, um mês antes da prova oral em Porto Alegre, a opção foi ficar no Estado em que vivia desde a infância. A rotina de estudo vai evoluindo conforme o estágio que se alcança, aumentando o número de horas, mudando a fonte (de resumos a manuais; destes a cursos completos e a tratados – onde é necessário aprofundar). Cada etapa de cada concurso tem um material mais adequado. O que é certo é que a prática do dia a dia do Voluntariado foi determinante para preencher os espaços do estudo teórico, melhorando o aproveitamento. Obtive aquela nota máxima para o provão do MEC (entre todos os estudantes de Direito de SC naquele ano), depois, 1º lugar no concurso para Técnico Judiciário do TJSC (Comarca de Gaspar), 3º lugar para Escrivão Judicial (Balneário Camboriú), 28º para Técnico Judiciário do TRF4, 1º lugar no certame de ingresso para a Escola da Magistratura de SC, 1º lugar no concurso da Magistratura de SC e estava classificado entre os 5 primeiros no concurso da Magistratura do RS (antes da prova oral).

Pessoas que influenciaram?
Os Juízes de Direito que lecionavam na FURB, ativos e inativos, foram um grande incentivo, pela identificação com o perfil de atuação possível, considerando o contexto do candidato/aluno. O Juiz de Direito e Professor Vitoraldo Bridi foi o grande incentivador e a grande fonte de prática e teoria para o resultado positivo que veio depois. No tempo que estava na Escola da Magistratura, já Servidor Público efetivo do TJSC (desde Gaspar), as atividades no Gabinete do Desembargador Pedro Manoel Abreu prosseguiram para união da prática e dos estudos. Também na convivência com outros colegas que igualmente pretendiam fazer concurso e tinham os mesmos objetivos (no TJ e na ESMESC) há o estímulo por contaminação, muito importante a quem se dedica a concursos. Da mesma turma da ESMESC pela qual foi prestado o Curso Preparatório para o Concurso da Magistratura são só dali dezesseis (16) Magistrados (Juízes Estaduais, Juiz Federal, Promotores de Justiça e Procurador da República), demonstrando que a união no estudo gera resultados positivos ampliados.

Qual foi o reflexo da convocação do desembargador Newton Trisotto ao Tribunal da Cidadania - STJ no Tribunal de Justiça de Santa Catarina?
O reconhecimento dos Magistrados de carreira, como o Desembargador Trisotto, é um grande motivador para os Juízes de 1ª Instância, que têm muito a contribuir na formação da jurisprudência das cortes superiores.

Qual o impacto da implantação do processo digital em cidades como Brusque?
Potencialmente é possível diminuir o tempo de tramitação dos processos em 70% (já aferido em outros Estados). Algumas rotinas tiveram diminuição de tempo em 97%. A celeridade é um dos grandes benefícios para a população. Outro é a transparência (poder acompanhar seu processo de casa). Para os Advogados também são inúmeras as vantagens. Como novidade às vezes até romper o paradigma anterior (papel) há alguma resistência (interna e externa), mas logo se percebe que o impacto na qualidade de vida do Advogado e, ainda, na liberdade e maior tempo no próprio Escritório, por exemplo, potencializarão o bom atendimento da clientela.

Lemos que pretende otimizar os fluxos ? Poderia antecipar como pretende proceder para atingir a otimização dos fluxos?
Alguns procedimentos (fluxos de trabalho) passam a ser automaticamente obsoletos, desnecessários ou podem sobreviver apenas por costume. Com a otimização de fluxos o que se pretende é “limpar” o procedimento ao que é realmente necessário. É uma nova onda de desburocratização, impulsionada pelas novidades que a ferramenta do processo digital implementam. É nessa otimização que o tempo vai ser reduzido ao mínimo necessário, em atividades mecânicas, burocráticas, e o tempo que se dedicará ao processo é o de estudo e atenção à causa das pessoas. É a re-humanização do processo.

Que sugestão daria àqueles que pretendem iniciar seus estudos dirigidos à Magistratura Catarinense?
Tem que estar bem conectado com a informática, uma das principais ferramentas de trabalho de hoje. Também deve estar preparado para lidar com as dificuldades e relacionamentos feridos dos cidadãos, entender que se trabalha para o povo e não apesar dele. O processo deve ser para resolver a (partes da) vida das pessoas e não para correr paralelo à existência e ao tempo da vida. Se compreender seu contexto e inserção nisso, e querer muito, muito mesmo, vai passar. Não há concorrência entre candidatos; aprovado será empossado. Os cargos sempre estão sobrando à espera de candidatos que atinjam a nota para passar. O “querer muito” é que vai fazer estudar “o suficiente”. Sem o desejo ardente de se entregar à carreira, dificilmente logrará aprovação.

Observa-se que no recente resultado de concurso de provimento para a magistratura (agosto/2014), apesar de milhares de inscritos, figurou um reduzido número de aprovados, a que se deve tal fato? Existe alguma relação com o nível de formação acadêmica nas universidades Brasil a fora?
O tanto que se estuda, a dedicação necessária, para os concursos jurídicos (Magistratura, Ministério Público, Procuradorias etc) é crescente. Se exige cada vez mais conhecimentos, mais interdisciplinariedade, contextualização social. As Universidades têm entregue parte desse conhecimento sim, pate deve ser buscada pelo candidato também, de outras fontes. Há Juízes de faculdades renomadas e também de outras desconhecidas. Conforme a base que se tem o empenho terá de ser proporcionalmente maior. O maior diferencial, todavia, é a dedicação que seja possível dar ao estudo. Não quer dizer que tenha de passar o dia estudando o tempo todo. Algumas atividades (jurídicas) são no desempenho do trabalho já uma maneira de estudar. Um exemplo é o programa de Residência Judicial da Escola da Magistratura.

Nota-se que muitas cidades catarinenses já estão usufruindo do Processo Digital, entre elas, Brusque. No entanto, é certo que se vive no momento ainda uma fase incipiente, como de modo geral se passa nos demais Tribunais do País. Nesse contexto, em relação a outros Estados, bem como em comparação com os Tribunais da esfera Federal, em que ponto de avanço o Tribunal Catarinense encontra-se no que tange à implementação do Processo Digital?
Mesmo os tribunais que propagam estar 100% digitais não estão bem ali. Alguns não levaram processo digital (ainda) a Varas Criminais por exemplo. No primeiro grau nosso Tribunal, agora em outubro, terá levado processo digital a todas as comarcas e em todas as competências. Qualquer processo novo de 1º Grau será digital a partir de outubro de 2014. Já estávamos entre os primeiros do país em informatização de resultado. Com essa implantação total, despontaremos por certo. Ano que vem será a instalação no Tribunal de Justiça. Vivemos um novo momento. Nos próximos anos a população conviverá com um novo Poder Judiciário de Santa Catarina.

A Presidência do Tribunal de Justiça já possui alguma previsão contida em seu planejamento estratégico de quando poderemos ter varas 100% digitais? Em outras palavras, quando poderemos de fato presenciar processos tramitando em primeira e segunda instância sem qualquer elemento físico (papel)?
Algumas Unidades estão tendo seus acervos de processos em papel digitalizados, mas a maioria está trabalhando com processos novos digitais. Já são 6 (seis) Varas 100% digitais, neste momento. Considerando a capacidade de digitalização e a renovação natural do acervo (processos acabando e novos começando digitais), é provável que em cinco anos tenhamos apenas um resíduo de processos físicos. É possível acompanhar essa evolução aqui: http://portal.tjsc.jus.br/web/processo-eletronico/unidades-implantadas. E, ainda, é importante observar que se quebra um mito de que é tudo devagar no Poder Judiciário. Veja-se ali na evolução que em pouco tempo, várias Unidades tem acervos bastante renovados (30% em um ano em Varas Cíveis, 60% em dois, em Juizados, isso se dá em meses). Isso demonstra que o núcleo de processos demorados (que demoram mais de três anos para se resolver) é próximo de 30% do total.

O Processo Digital quando implementado em sua totalidade poderá diminuir expressivamente o orçamento do Tribunal? Caso positivo, já há estudos da Presidência para um investimento específico em algum setor do Tribunal? Como por exemplo, mais Magistrados para contribuir na célere prestação jurisdicional tão almejada? 
Com a automação decorrente do processo digital, que é uma fase concomitante e que segue à implantação total em todo o Estado, será necessário muito menos gente para atividades burocráticas e haverá mais concentração de pessoal em estudo e pesquisa de soluções para os processos, naturalmente. Isso vai moldar de outra forma a equipe direta do Magistrado, mas também deve também fazer com que haja mais Magistrados.

O Senhor é altamente reconhecido por seu trabalho e competência, se houve falar extremamente bem do seu desempenho como Magistrado. A nomeação para integrar a Gestão da Presidência da Corte (2012-2016) também reafirma isso. O que significa para sua carreira essa ascensão profissional?
A ascensão profissional dos Magistrados se dá apenas nas entrâncias (Juiz Substituto, Juiz de Direito de Entrância Inicial, de Entrância Final e de Entrância Especial, e então, Desembargador). A participação em atividades administrativas em nada influi para esse andar. Por outro lado, ela serve de formação para gestão pública, para enxergar a instituição como um todo e num contexto político dentro do Estado. Normalmente vemos a partir de nossa Comarca, ou de nossa Vara. Daqui vemos como funciona o conjunto de Comarcas do Estado, 1º e 2º Graus, como uma grande engrenagem. Ao voltar para a Vara, após encerrada a atividade na Assessoria da Presidência, volta-se com uma experiência institucional interessante e útil.

Sabemos da sua capacidade e seu notório conhecimento jurídico e que sem dúvidas preenche os requisitos necessários para tanto, por isso ouso perguntar se tem pretensões de alcançar, quem sabe um dia, a Corte Máxima, o STF?
Talvez o sonho mesmo fosse voltar  para uma Comarca menor, à vida relativamente pacata, bucólica, e acolhedora das cidades maravilhosas que temos no interior de Santa Catarina. No desenho atual da carreira do Magistrado, não é possível. Já as cortes superiores não pertencem à nossa carreira. A ascensão a elas é eventual e ocasional. Depende de um conjunto de fatores que foge a qualquer controle ou planejamento. Nosso Estado já provou que pode suprir algumas vagas nesses tribunais de Brasília com excelentes Juízes, alguns que desejam isso de verdade. Nunca se deve descartar oportunidades de contribuir de outra forma para o contexto jurídico, mas não é algo que pudesse dizer ser um sonho acalentado ou perseguido. Viver em Santa Catarina já é o paraíso.

Como ficará o Supremo com os ministros oriundos do PT encabeçando os maiores cargos? (Presidente, Vice, TSE? O Judiciário perderá credibilidade?
Já vimos que há desprendimento de ligações partidárias (que deve ser a regra entre Magistrados, ainda que não concursados) em alguns perfis, de maneira evidente. Sempre se torce para que essa desvinculação seja total e irrestrita, e abrangente a todos. É a tradição do que se viu até hoje lá também, na sua maioria.

Alguma ascendência no judiciário ? (familiares)
Fui a primeira pessoa da família a fazer Direito e, até o momento, a única. Venho de família de agricultores, servidores públicos, pequenos empresários. A atividade jurídica não é tradicional em nossa casa.

Em que Comarcas atuou como substituto e quais como titular?
Juiz Substituto em Joaçaba, Tangará, Catanduvas, Capinzal e Campos Novos. Juiz de Direito titular em Correia Pinto, Catanduvas, Anchieta, Canoinhas, Chapecó, Joinville e Florianópolis.

O Sr está bem próximo dos Desembargdores, inclusive na Assessoria do Presidente do egrégio TJSC. Qual a diferença no atuar no 1º e no 2º grau?
Aqui atuação não é de 2º Grau e sim administrativa. Os Magistrados que atuam em 2º Grau estão revisando as decisões dos Juízes de 1º Grau. A atividade na Assessoria da Presidência é de gestão, organização, planejamento, execução de projetos, pareceres e estudos. É semelhante à atividade administrativa que os Juízes de 1º Grau têm quando atuam como Diretores de Foro, só que em escala estadual.

Como surgiu a Assessoria da Presidência em sua trajetória?
Desde 2006, com breve período de afastamento, me dediquei a auxiliar as Administrações compondo como membro o Conselho Gestor de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça. Quando vim removido de Joinville para a Capital, o Desembargador Cláudio Barreto Dutra, então Presidente do TJSC, me chamou e fez o convite para compor sua equipe. O colega que me antecedeu havia sido convidado para desempenhar a mesma atividade na Presidência do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, surgindo a vaga. Mais uma mostra que temos muito a contribuir.


O que está lendo atualmente?
O futuro chegou” (Domenico de Mais); Sherlock Holmes (edição comentada e ilustrada, Arthur Conan Doyle); além disso, textos sobre pedagogia e andragogia (ensino a adultos) e ensino à distância, além dos informativos de jurisprudência do TJSC e tribunais superiores; por fim, materiais sobre processo eletrônico, o novo processo civil, mediação e conciliação de disputas.

Costuma ler jornais?
Desde 2001, geralmente a leitura de jornais é online, nos sites dos jornais impressos tradicionais e em órgãos de imprensa já 100% virtuais, de temas gerais e específicos. As atualidades são um estudo constante para quem presta concursos e, mesmo, para quem lida com a vida em sociedade e seus problemas.

Finalizando, como vê o movimento de Endireita Brasil?
Os movimentos sociais legítimos que lutam pela sedimentação da democracia, liberdade, transparência, eficiência e outros valores muito caros à sociedade contemporânea, brasileira e de outras paragens, são vetor de mudanças mais ou menos amplas, na medida que ecoem a voz dos demais membros da sociedade. A composição das ONG e OCIP não é por votação (democracia direta), mas na medida em que ela represente os segmentos sociais interessados e afetados por suas ideias, vão encontrar apoio e conseguir resultados. É uma excelente forma de exercer a democracia na prática, fazer parte.


 1ª reunião com os diretores na nova gestão
Exibindo IMG_0800.JPGPublicado no Jornal EM FOCO aos 26 de setembro de 2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Ana Lúcia Rodrigues Marques



Ana Lúcia Rodrigues Marques

DIRETORA DE INCLUSÃO E DIVERSIDADE


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A entrevistada desta semana é a Diretora de Inclusão e Diversidade e Professora de Libras, Ana Lúcia Rodrigues Marques, nascida em  Vicente Dutra RS aos  01/08/1967; filha de Armindo Rodrigues e Natália Camargo Rodrigues; cônjuge: José Antônio Marques; filhos: Iuri, José Antonio Junior e Júlia

Nossa entrevistada Ana Lúcia Rodrigues Marques

O que lembra com carinho da infância?
 Do convívio com meus pais e irmãos, dos tempos de escola.

O que marcou sua infância e juventude?
 Os amigos, eternos amigos.

Ainda mantém amizades com pessoas que conviveram com você em sua infância? 
 Com certeza. Sempre que vou para minha cidade procuro por todos. Felizmente hoje temos as mídias que entre suas vantagens é aproximar distâncias e possibilitar reencontros. O faceboock foi uma ferramente importante para que eu pudesse reencontrar velhos amigos.

Pessoas que influenciaram?
 Meu pai, alguns professores; minha irmã Salete,

Histórico escolar?
 Escola de Primeiro e Segundo Grau "14 de Maio", e curso superior:  Minha formação inicial é geografia, mas como fui trabalhar na educação especial acabei cursando Pedagogia e Educação Especial e pós graduada em Psicopedagogia. 


Primeiro/a professor/a?
Maria de Lurdes Braga da Silva

Grandes professores?
Edson Tietz, Nelson Konflans, Bento..., Elias Mengarda, este último foi da pós graduação.

Como conheceu o José Antônio?
 Na Pastoral da Juventude.

O que a levou em trabalhar com a inclusão?
 Penso que, como muitas coisas acontecem em nossa vida por acaso, para mim foi um bom acaso que aconteceu e fui trabalhar na instituição. Mas se foi o acaso que me levou, não foi por acaso que permaneci lá por muitos anos. Foi sem dúvida o período da minha vida que mais aprendi, não só como profissional mas como pessoa também.

Em que está se dedicando atualmente?
Atualmente trabalho na Secretaria Municipal de Educação na diretoria de Inclusão e Diversidade onde coordeno a Educação Especial na Rede. Este ano, por sentir saudade do chão da escola, achei uma brecha no meu tempo e também sou professora no curso de LIBRAS no Instituto Federal de Santa Catarina, trabalho este que tem me trazido muito aprendizado e realização. 


O que está sendo planejado com vistas a semana da inclusão? 
 A cada ano inovamos na nossa programação, para este ano temos a parceria da Unifebe, importante instituição educacional que sabe da importância desse tema para a sociedade e para a formação de seus acadêmicos. Dessa forma elaboramos a  seguinte programação:

 
Observações: Durante todo a semana as escolas promoverão atividades, envolvendo toda a comunidade escolar, a saber: palestras, relatos de experiências, jogos, recreações, contação de histórias.

Mês/Dia
C/H
Atividades
22/09
04
IX Semana Acadêmica do Curso de Educação Física e II Semana da Inclusão:
Abertura - Palestra: Psicomotricidade Relacional: Inclusão na Educação Formal e Não Formal.
Palestrante: Prof. José Leopoldo Vieira
Local: Auditório
Horário: 19h
Público-alvo: professores da inclusão e acadêmicos
23/09





04

Evento “Um Dia na Praça”. Atividades esportivas e culturais.
Responsáveis: Secretaria Municipal de Educação.
Horário: 8h30min às 11h e das 13h30min às 16h30min
Local: Praça Sesquicentenário
Público-alvo: alunos, professores, pais e responsáveis e entidades que trabalham com pessoas com deficiência.
Oficina: Depoimento de Superação para Pais de alunos com deficiência – Prof. Ademir Bernardino do Curso de Psicologia
Horário: 19h
Local: sala de aula da UNIFEBE
Público alvo: pais e professores da inclusão
24/09
04
Oficina: Resiliência com os alunos de deficiência – Prof. Ademir Bernardino do Curso de Psicologia
Horário: 19h
Local: sala de aula da UNIFEBE
Público-alvo: alunos e professores da inclusão
25/09
04
Apresentação dos resultados do Projeto Acadêmico Interdisciplinar – Disciplina: Fundamentos da Educação Especial e Educação Inclusiva - da 5ª fase de 2014.1
Horário: 19h
Local: sala de aula da UNIFEBE
Público-alvo: professores da inclusão e acadêmicos
26/09
04
Práticas Educacionais Inclusivas: Relato de experiências entre professores da Rede Municipal sobre práticas bem-sucedidas com alunos com deficiência;
Horário: 19h
Local: Auditório
Circuito de Experimento de deficiência;
Horário: 20h30min
Local: Átrio
Professores(as): Tamily Roedel - Disciplina Genética Humana - Curso de Psicologia
Augusto César Freitas do Carmo - Disciplina Educação Física Adaptada – Curso de Educação Física
Exposição de Banners: Acadêmicos(as) do curso de Psicologia;
Acadêmicos(as) do curso de Pedagogia;
Acadêmicos(as) do curso de Educação Física
Professores da Rede Municipal
Público-alvo: professores da inclusão e acadêmicos

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Grandes nomes na inclusão em Brusque e na Região? 
Gostaria de citar instituições que trabalham com pessoas com deficiência, pois acredito que, para que a inclusão aconteça é imprescindível a participação de todos, visto que alguém exclui, não há inclusão. Nesse sentido cito o trabalho da instituição APAE de Brusque, instituição esta pioneira em Santa Catarina e no Brasil, no atendimento de pessoas com deficiência e a qual tenho muito orgulho de ter feito parte, muito do meu conhecimento de educação especial, foi lá que adquiri.

Quais os melhores livros que já leu?
 Ensaio sobre a Cegueira, Educação inclusiva: com os pingos nos is",  Inclusão Escolar: O Que É? Por Quê? Como Fazer?

O que está lendo atualmente?
 Inclusão não rima com Solidão (José Pacheco).

Grandes nomes na educação?
Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Rubem Alves.

Qual o maior desafio que já enfrentou?
Sair da minha terra natal.

Qual é a sua aspiração?
Na vida profissional/pessoal, cursar um mestrado.

De que sente orgulho?

 Em relação ao trabalho, foi a possibilidade de implantar o atendimento Educacional Especializado nas escolas da Rede Municipal de Brusque e, a partir desse trabalho contribuir para uma educação Melhor e para Todos.

O que você aplica no dia a dia dos grandes pensadores e das experiências que teve? Muito do que aprendi com certeza, serviu e serve como base para o trabalho. Na área da educação especial numa perspectiva inclusiva, por ser algo ainda novo, tem muita literatura sendo publicada e que precisamos ter  conhecimento, inclusive no que se refere a legislação como é o caso da Lei 12.764/2012 a lei do Autismo. Quanto as experiências, elas são fundamentais na formação de qualquer profissional, mas para um educador é o chão que nos sustenta, afirma e reafirma o nosso fazer pedagógico.

O que faria hoje, que não teve coragem de fazer ?
Acredito que faria tudo do mesmo jeito, ou mudaria poucas coisas. A profissão de educador tem muitos  desafios, porém gosto muito do meu trabalho e temos colhido grandes realizações.

Costuma ler jornais?
 Sim. Embora não todos os dias, a correria do dia a dia as vezes não me permite isso.

Finalizando, uma mensagem final aos leitores - com vistas as inclusões?
 Conforme diz o ditado, as pessoas não amam/não gostam do que não conhecem. É verdade também, que o desconhecido nos causa receio e insegurança. Por isso e muito mais, precisamos nos permitir conhecer as pessoas. Antes de ter uma deficiência ela é um ser que faz parte da nossa espécie e isso já é um indicativo da diversidade que aí reside, ninguém é igual a ninguém. Quanto a ter ou não uma deficiência é algo que vem em segundo plano pois tal como os demais, as pessoas com deficiência tem possibilidade de aprender, amar, ser felizes... E a inclusão quando acontece   verdadeiramente tem nos mostrado que é bom para todos. Conforme diz Mantoan. “A Educação Inclusiva é o privilégio de conviver com as diferenças.”

Publicada no Jornal EM FOCO aos 19 de setembro de 2014