segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Saulo Adami











Saulo Adami
70 livros em 40 anos de carreira
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            Domingo, 16 de março de 1975, 15 horas. Em uma casa do Arraial dos Cunhas, foi encenada a peça teatral "Show do riso" com elenco predominantemente jovem. Eram estudantes na faixa dos 10 aos 16 anos, moradores da comunidade rural de Itajaí, que montaram uma comédia inspirada nos programas humorísticos que estavam no ar na televisão brasileira, a exemplo de "Chico City". Um destes estudantes era Saulo Adami, de 10 anos de idade, que escreveu o texto da peça e já havia escrito as primeiras crônicas e os primeiros contos de sua carreira.
            Quarta-feira, 17 de dezembro de 2014, 19 horas. No auditório do Sintrivest (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque), do qual Adami foi o primeiro assessor de imprensa contratado em 1992, foi lançado o livro "Personalidades em Foco", que ele organizou reunindo trechos pinçados das entrevistas que realizei para o jornal "Em Foco", a partir de 2010.
            Nestes 40 anos que separam os dois eventos, Saulo Adami escreveu, produziu e dirigiu 30 peças de teatro; escreveu roteiros para documentários para vídeo e cinema; escreveu e publicou 70 livros nas áreas de literatura, biografia e história; editou outras 90 obras de autores locais e regionais. Em 1978, iniciou as pesquisas que o transformaram em referência mundial quando o assunto é a história das produções e dos bastidores das séries de cinema e televisão "O Planeta dos Macacos" (1968-2014).
            Nascido em Brusque em 21 de fevereiro de 1965, filho dos comerciantes Teresa Conte e Luís Avaní Adami. Casado com a psicóloga paranaense Jeanine Wandratsch Adami, divide seu tempo entre o Paraná e Santa Catarina, atendendo a interessados em desenvolver projetos editoriais. Em 2015, está trabalhando em um livro que conta a história da família Bissoni, oriunda da Itália, que fez história em Botuverá e Brusque, Santa Catarina, e em Rondonópolis, Mato Grosso.

            De quem partiu o convite para você preparar o livro “Personalidades em Foco”? Deu muito trabalho para preparar os originais?
            Gianesini, para mim foi uma dupla satisfação ser convidado para organizar o livro. Primeiro, porque conheço seu trabalho há muito tempo, desde as primeiras entrevistas publicadas em outros jornais de circulação local e regional. Segundo, porque livro é o meu veículo de comunicação preferido. Quando fui convidado pela editora do jornal "Em Foco", Adriana Moraes Horst, aceitei na hora! E, para minha alegria, o livro foi bem recebido pelos leitores, também. Dar trabalho é normal, mas a experiência ajuda bastante. O volume de informações era grande, mas depois que encontrei a fórmula tudo ficou mais fácil. Se fôssemos reproduzir cada uma das entrevistas na íntegra, teríamos um livro com mais de 2 mil páginas, o que se tornaria economicamente inviável. Assim, pincei algumas das frases mais importantes no depoimento de cada entrevistado. Considero este um bom livro.

            Há mais alguns títulos a caminho, encomendados pela direção do jornal “Em Foco”?
            Estamos avaliando sugestões e ao mesmo tempo propondo outras. O tempo irá dizer, mas já avisei que estarei sempre pronto e disposto a colaborar com o que for necessário. Escrever livros sob encomenda é um dos meus desafios preferidos!




 Exibindo Maurice Evans (Dr. Zaius) brinca com o maquiador John Chambers, em 1967.jpg

            Quando começou seu interesse pelo "Planeta dos Macacos"?
            Desde os meus dez anos de idade, acompanho os filmes e as demais produções relativas ao tema. De fã, passei a pesquisador, e em 1978 fiz as primeiras anotações que resultaram no livro "O único humano bom é aquele que está morto!" (Editora Aleph/S&T Produções, 1996). Depois, vieram mais dois livros: "Diários de Hollywood: Um brasileiro no Planeta dos Macacos" (S&T Editores, 2008) e "Perdidos no Planeta dos Macacos" (Clube de Autores, 2013), este com Angelo Junior.
           
            Desde quando você está trabalhando no novo livro “Homem não entende nada! Arquivos secretos do Planeta dos Macacos”? E o que diferencia este dos demais livros que você já lançou sobre o tema?
            Considerando que este é o quarto livro que escrevo sobre o assunto, e que ele reúne os conteúdos dos três livros anteriores e mais de 200 páginas inéditas, posso afirmar que ele começou a ser escrito em 1978. Portanto, é o resultado de 36 anos de pesquisas. Os principais diferenciais são as entrevistas exclusivas com astros, estrelas e técnicos que participaram desta produções e que tive o privilégio de entrevistar pessoalmente ou através de amigos nos Estados Unidos e na Inglaterra. Ao submeter os originais do livro ao meu amigo e autor do livro "Quando os macacos dominavam a Terra" (Ópera Graphica, 2000), Eduardo Torelli, ele me disse que com este quarto livro eu esgotei o tema. Então, acredito que fará sucesso. Espero em breve ter oportunidade para lançar uma versão em língua inglesa, para poder atender aos reclames dos correspondentes e colaboradores que tenho em outros países.
           
            Como surgiu o convite para editar o livro no Paraná?  O que está sendo preparado para o lançamento do livro? Brusque também está no seu roteiro de autógrafos?
            Participando como convidado da "Gibicon Curitiba", em setembro do ano passado, reencontrei o professor Carlos Alberto Machado que, sabendo que eu tinha um novo livro sobre "O Planeta dos Macacos", sugeriu que fizesse contato com a Editora Estronho, de São José dos Pinhais. Os editores Marcelo Amado e Celly Borges ficaram interessados pela obra, e agora teremos o seu lançamento em junho de 2015. O livro será lançado durante o evento "Mondo Estronho", promovido anualmente pela editora, em Curitiba. Teremos alguns itens da minha coleção expostos naquele dia, certamente. E a partir de julho estaremos participando de sessões de autógrafos em outras cidades e estados (Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul...). Brusque está no roteiro, fiz contato com a Fundação Cultural, gostaria de integrar o calendário de aniversário da cidade, em agosto. Estamos aguardando a resposta.
           
            Dos seus 70 livros publicados, qual foi o primeiro? E qual será o próximo?
            O primeiro foi "Cicatrizes" (1982), reunindo obras em poesia, conto e crônica. De vez em quando, bate a saudade e releio algumas páginas. Para alguns autores, o primeiro livro nem sempre traz boas memórias. Eu sempre gostei do meu. O próximo livro está sempre a caminho. No meu caso, para 2015 há mais de um a ser publicado. Uma biografia do médico e político José Celso Bonatelli está em fase de conclusão, e já iniciei as entrevistas para um livro conta a história da família Bissoni, oriunda da Itália, que chegou a Botuverá na década de 1870. Mas, há outros livros, em áreas diferentes, como "O voo da ema", que assim como "Cicatrizes" reúne mais de um gênero literário: poesia, conto, crônica e novela. Alguns deles nascem de encomendas ou sugestões, outros da observação e da inspiração. Para mim, tudo dá um livro; e todo livro tem sua importância e sua razão de existir. Que nunca me faltem livros e nem espiração!

            Em 2015, você completa 50 anos de vida em fevereiro e 40 de carreira literária em março. Está sendo preparada alguma comemoração?
            Primeiro quero atravessar 2015, se possível com alguns pares de obras nas livrarias brasileiras. "Homem não entende nada!" é um livro com potencial, principalmente agora que os novos filmes "Planeta dos Macacos" estão sendo produzidos e têm agitado fãs no mundo inteiro. Espero ter oportunidade de lançar edições revistas e ampliadas, por muito tempo ainda! Com Jeanine, estou desenvolvendo projetos de livros e promovendo oficinas literárias. Espero continuar sendo convidado para eventos nacionais e internacionais ligados a cinema e literatura. Estou vivendo o melhor momento da minha carreira como escritor, e isso me estimula a projetar não apenas novos livros, mas também filmes. Pretendo fazer de cada lançamento de livro ou de filme um momento de comemoração! Além disso, tenho procurado incluir exemplares dos meus livros em projetos comunitários, como "Pegaí Leitura Grátis", de Ponta Grossa, Paraná, coordenado pelo professor universitário Idomar Augusto Cerutti; e em bibliotecas comunitárias de outros estados. Pretendo continuar contribuindo com bibliotecas públicas das cidades que são temas ou persoangens dos livros que escrevo ou edito, o que faço desde 1982.

            Você está trabalhando em um novo filme sobre Brusque e região?
            Escrevi no ano passado o roteiro do documentário "Vozes do Meu Vale", produção da Prime Filmes com direção de Darlan Serafini. O filme mostra a preservação dos dialetos falados pelos imigrantes que vieram da Europa no século 19 e ajudaram a construir a história do Vale do Itajaí Mirim. Acredito que fará tanto sucesso quanto "Expedições à Cidade Schneeburg" (2013), que foi exibido no Cine Gracher e distribuído às escolas de Brusque e região. A produção teve início em fevereiro, em uma aldeia indígena. E outras histórias estão a caminho, esperando apenas o sinal verde para a sua produção. Este 2015 promete

Exibindo Saulo Adami maquiado como Cornélius por Bill Blake. Los Angeles, California, setembro de 1999. Fotografia de Jeff Krueger..jpg





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Entrevista publicada no Jornal Em Foco aos 20 de fevereiro de 2015






domingo, 15 de fevereiro de 2015

Sérgio Sebold -



SÉRGIO SEBOLD

 Economista, Especialista em Economia Política e Professor (Mestrado) de Pós Graduação em Engenharia de Produção 

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O entrevistado desta semana é o  Economista, Especialista em Economia Política e Professor (Mestrado) de Pós Graduação em Engenharia de Produção  Sergio Sebold, nascido em Porto Alegre aos 11 de dezembro de /1940; filho de Virgilio Frederico Sebold e Helga Valesca Sebold ; companheira Noralva Regis Tensini Sebold – Casado civilmente em segunda união; filhos Sergio, Luciara Fabiane, Cristiane e Tais e Joao Paulo Tensini – enteado

Quais são as lembranças que você tem da sua infância?
A grande lembrança é que vivíamos em plena segurança, numa família numerosa de oito irmãos morando numa casa confortável. Quando jovem adolescente, voltava para casa,a qualquer hora da noite sem a mínima preocupação de ser assaltado.
Sonhávamos, com o nosso futuro do sucesso profissional com um bom emprego; com nossos amores jovens; e sonhos de formar uma família.

Você tem amigos da infância ainda?
Diretamente de infância não me recordo, mas do período de adolescente e de colégios sim tenho muitos. Mesmo aqui de Brusque tenho boas lembranças do Zeca e do Urbano Zendron. 

O que sente falta da infância?
São momentos tão distante, que não me vem a mente qualquer falta. Talvez um psicólogo ou psiquiatra com suas habilidades arrancariam alguma coisa ou mágoa. Mas neste momento não me recordo. Apesar das dificuldades familiares, perseguições de meus pais durante a guerra e outros riscos de vida, tive uma infância feliz. Comecei ver o mundo como todos os mortais, em Braço do Norte onde morei até os sete anos.

Quando você era criança queria ser adulto?
Ah sim. Toda a criança normal sonha com este momento. Aquela sensação de libertação dos pais com suas regras e disciplinas.  

 Sonho de criança? Em que você sonhava ser quando era pequena?
A educação dos pais na época sempre indicava o caminho para uma boa profissão, de futuro. Meus pais sempre incutiram e estimulavam para os estudos, “sem estudos meu filho você não será nada na vida”. Sempre tive  certa queda para matemática. Então a Engenharia foi meu primeiro sonho. Mas a época só havia curso em Porto Alegre. Como morador de Novo Hamburgo, se tornou muito difícil pelas condições da minha família. Como era o primeiro da ninhada, teria logo começar a trabalhar e se preocupar com o futuro. Fiz na época Contabilidade, e em continuação o superior na UNISINOS (que estava começando, fiz parte da primeira turma de formandos) onde fiz Economia. Em seguida fiz uma especialidade em Economia Política na PUC/RS. É necessário dizer que fiz todo o curso primário e médio com bolsa da Prefeitura. Na época já havia também estas facilidades. Na época era fundamental para se conseguir uma boa profissão era saber ou dominar datilografia, como hoje seria o computador.

Como era a escola quando você era criança?
Havia o espírito de disciplina e o pleno respeito aos professores. Os pais recomendavam aos professores o pleno rigor pela disciplina em aula. O professor sempre tinha razão e os pais não questionavam. Talvez isso não permitiu me tornar um bandido, alcoólatra, etc. Havia mais respeito e dignidade nas instituições. Circunstancialmente tive toda minha formação em colégios religiosos, em diversas congregações católicas, principalmente Maristas ( Santo Marcelino Champagnat) e Jesuitas (Santo Inácio de Loyola).

Quais eram suas melhores e piores matérias?
Como dito anteriormente, tive logo sabor pela matemática, por extensão ciências, física, química e desenho. Entretanto o português era meu calcanhar de Aquiles.

De que atividades escolares e esportes você participava?
Havia duas opções nas escolas, basquete ou futebol. Como era pequeno para o basquete, gostava de fazer minhas incursões no futebol.

 Formação escolar desde o início dos bancos escolares?
A trajetória, depois do primário foi ser Técnico em Contabilidade no secundário. No nível superior, Economista, Especialização em Economia Política e Mestrado em Engenharia de Produção, no eixo da Pesquisa Operacional. Tive mais de vinte trabalhos científicos publicados em revistas especializadas.

 Primeira professora
Delci Locks Sebold, minha tia,  no colégio Dom Joaquim de Braço do Norte

Grandes professores?
Alem do Padre acima, outro de boa lembrança foi Ary Burger economista da elite política gaúcha.

Quais eventos mundiais tiveram o maior impacto em sua vida durante a sua infância e juventude?
A guerra fria entre EEUU e URSS, eram as maiores angústias, por estar sempre acompanhando pela minha curiosidade nata. Evidentemente os fatos positivos como a chegada do homem a lua. O movimento social de 1968 iniciado na França. O fenômeno dos Beatles, Elvis Presley, etc.

Como foi sua juventude? O que você mais gostava de fazer para se divertir?
Tão bela como toda a vida. Meu pai só se separou com a morte de minha mãe. Isto deu dignidade de viver a mim e a todos os irmãos. Esta era a única forma de separação daqueles bons tempos. Tínhamos também a nossa “turma” onde fazia nossas peripécias. Incomodamos.  Somente havia cinema e rádio  para se divertir. TV nem se imaginava. O rock on roll estava estourando as parada e nós entravamos na onda. Para os jovens tudo que fosse novidade atraia. Assim como é até hoje. Quando estudava, (matemática para variar), o fazia na mesa da cozinha, porque outra não havia, ouvindo o rádio, que na época só divulgavam músicas clássicas (que ainda continua sendo lindas).. A noite ficava navegando pelo rádio através das ondas curtas,  noticias do mundo,  a BBC (Inglaterra), Voz da América(EUA), Rádio Moscou (Rússia), Rádio Canadá, Noticiário de Mao (da China) com muita chiadeira de interferências eletromagnética. Embora fossem recheadas de propaganda político/ideológica havia boas programações musicais.   Quando um amiguinho ou amiguinha fazia aniversário era comemorada em casa de um deles com danças e “cuba libre”. De onde se formaram famílias mais tarde.  Não havia baladas monumentais em clubes finíssimos. Éramos felizes.

Pessoas que influenciaram?
Tive muitas pessoas que me influenciaram na vida. Na minha formação profissional uma pessoa que deixou marca foi o Pe. Pedro Calderão Beltrão (Jesuíta), pela sua disciplina “Sociologia” no curso de Economia particularmente sobre demografia, que já fazia parte da análise e preocupação  populacional nos idos ano de 1960. Ele era considerado um dos cinco melhores demógrafos e estudiosos da família na época. É o que me faz mais presente na mente, nesse momento.

Torce para que equipes?
Por ter praticado muitos anos tênis, não estabeleci preferência por qualquer time de futebol. É evidente quando temos uma disputa nacional, tenho preferência pelo Figueirense.

Como conheceu a Noralva:
Desde que me divorciei com 55 anos, estabeleci a expectativa de uma pessoa ideal, diante da experiência anterior. Nas minhas orações desejava: Que fosse viúva, (não divorciada/desquitada), de idade entre 40 e 50 anos, católica de fé, de classe média, educada no trato com as pessoas, oriunda de família grande como a minha, que já tivesse filhos criados, pois não desejava ter mais filhos; já tinha dado minha contribuição a humanidade com 4 filhos. Por intermédio de um irmão meu, que veio a Brusque (eu estava morando no Balneário Camboriú), fui apresentado a uma senhora, esposa de um amigo dele, que sabendo da minha disposição como divorciado, disse que conhecia uma viúva, e que iria fazer nossa aproximação. Foi que ocorreu. Mais tarde vim aperceber, que esta viúva era uma que passeava na praia de Balneário sozinha (como viúva), como eu também o fazia. Vi-a varias vezes, mas na época ficou por isso ai, pois achava ela muita areia para meu caminhão. Na época 1996, quando nos foi dado a conhecer por aquela amiga, ela encarnava exatamente a pessoa que tinha idealizado. Casamos e até hoje, 18 anos, estamos juntos.

Qual o artigo que escreveu e teve maior repercussão positiva?
Não conheço estatística sobre as avaliações ou repercussões. Mas pelo que saiu e comentado em outros ambientes como o GRUPIA, Câmara Municipal em nosso município, foram alguns polêmicos sobre ideologia de gênero, aborto,  homossexualismo, desestruturação familiar; especificamente: “Tirania de gênero: Genitor um, Genitor dois... - Município 7-04-14;  Aborto: Rompimento do dique moral – Município  11-11-13; “O aborto invisível” -  Município 09-09-13; Família sem fé desmorona” – Município 18-08-14
Alguns artigos por manifestação pessoal “Relativismo Moral 13/01/14”. 
Pelo Site “Católicos On-line” houve um artigo que teve mais de 800 acessos, “Retorno às catacumbas”; no Município publicado em 02/09/2013. Neste site há 37 artigos publicados.
Um artigo que teve repercussão pelo efeito polêmico, publicado no Jornal do Brasil foi “Ciência não avança com romantismo”, (no Município 04-11-13) com referência a invasão de um laboratório de pesquisa em São Paulo usando cachorros como cobaias. Tive três contestações rancorosas sobre o tema, todos fruto do relativismo cultural que estamos vivendo, ou seja, se dá mais valor aos animais do que o ser humano.

Qual o artigo que publicou e não escreveria jamais?
Não me vem a mente algum que tenha esta condição. Mesmo aqueles que tiveram contestações, não me abalaram minhas convicções. É evidente que o tempo fez melhorar a qualidade de argumentação e literatura.
Quais os melhores livros que já leu?
Na minha lembrança, dos mais recentes posso referir:
- “A economia do hidrogênio” – Jeremy Rifkin;  
- “Pela mão de Alice – O social e o político no pós-modernidade” -  Boaventura de Souza Santos;
- “O colapso da modernização – da derrocada do socialismo de caserna à crise da economia mundial” – Robert Kurz;
- “O império do efêmero – a moda e seu destino nas sociedades modernas” Gilles Lipovetsky;
- “Crítica da modernidade” – Alain Touraine.
Entre livros técnicos (de economia e sociologia), filosóficos, profissionais, romances e outros do gênero, acredito ter lido mais de 500 obras.


O que está lendo atualmente?
Terminei de ler  a “Vida secreta de Fidel” de  Juan Reinaldo Sanchez  

Quais medos você tem ou teve? maior medo é o de envelhecer ou o de entristecer?
Nunca tive preocupação com o envelhecer. O jeito é encara-lo com tranquilidade e paz de espírito. O morrer é o único conflito que jamais será resolvido, então porque se preocupar. A única coisa que espero que eu tenha uma morte santa bem assistida e obviamente com o mínimo sofrimento pela passagem.

Arrependimentos?
Como cristão católico sempre temos nossos pecados a se arrepender. Não existe um dia de nossas vidas em que não falhamos e pecamos em pequenas coisas, necessitando da renovada misericórdia de Deus. Ao longo da vida vai se convivendo com os erros e acertos, sendo estes um excelente aprendizado da vida. Arrependimento com força de mágoas ou frustrações, graças a Deus não tenho. Não guardo rancores mesmo de alguns desafetos, antes perdoo e rezo por eles. Se perguntar por algum deles, terei dificuldades de lembrar, pois a deslembrança confirma meu perdão. Não somos perfeitos, espero que eu seja perdoado, por algum deslize cometido para alguns.  

O que você acha da programação da televisão de hoje?
Salvo algumas honrosas exceções dos canais abertos, péssimo sob todos os pontos de vista. Alguns canais ou programas deixa claro suas características ideológicas, ligadas ao homossexualismo, aborto, apostasia, vícios, apologia para o sexo etc. Não educa, e pior, deseduca, destrói todos os valores que são pregados na família pela tradição. Quem tem lido meus artigos deverá ver minha posição contra uma mídia permissiva, dirigida com forte apelos ideológicos e imorais,  que destrói os valores fundamentais da família. Os temas novelescos, só incitam a vingança, ganância, dissolução da família como o objetivo moral maior. A encenação é feita em clima de gritarias e continua discórdia entre as pessoas das famílias entre pai, mãe e irmãos. As palavras que mais se houve “eu te odeio”, “eu vou me vingar”; “eu vou de destruir”; “nosso casamento acabou”;  temas de continuas trapaças entremeados com mansões luxuosas, carrões, iates, aviões, donos de empresas, crimes, violências e outras mazelas da sociedade. Não se vê algum tema se dirigindo para uma moral de dignidade entre os personagens. Tudo é encenado como se a sociedade fosse totalmente podre em seus valores, levando os jovens a um ceticismo e uma desilusão da vida. Para agradar setores católico/cristãos são encenados casamentos fajutos, onde demonstra uma caricatura do ato sagrado, deixando claro que é somente um evento, que o casamento  será eterno enquanto dura. A encenação de separações divórcios é representado como um fato normal na vida das pessoas, sem a mínima preocupação para as consequências sobre os filhos. A representação cênica é de uma pobreza escancarada. Tudo leva o merchandising de algum produto do momento,

Qual foi o maior desafio até agora?
Embora já tenha publicado um livro com meus próprios recursos, sobre economia nas famílias (“Economizar e prosperar e so começar”), tenho dois prontos para publicação. Entretanto não estou encontrando patrocinadores. Um é romance temático (“Amar e recomeçar”, titulo provisório) sobre os conceitos de aborto e da fidelidade conjugal; outro uma compilação de todos meus artigos até o ano de 2013. Estes são os próximos desafios.

Você se arrependeu de alguma coisa que disse ou que fez ?
Tive muitas iniciativas que não tiveram sucesso, como uma fábrica de sapatos, lavoura de trigo e algumas outras, fruto da inexperiência da vida. Mas nada me arrependo, ou me abalaram minha psique; fazem parte da saga da vida; foram belas experiências que ficarão como pegadas da história nessa passagem pelo mundo.

Fale um pouco de sua trajetória profissional e da sua história de vida?
Comecei como auxiliar de escritório, com curso profissional de Técnico em Contabilidade (1960). Em seguida como contador em diversas empresas (10 anos). Tive escritório  próprio de Contabilidade e de Investimentos pela venda de títulos do mercado de capitais. Posteriormente, me mudei para Belém do Pará, iniciando minhas atividades em empresa de sacaria de Juta  (fabrica localizada em Parintins/AM). Logo me surgiu uma boa oportunidade no setor de telecomunicações na empresa TELEPARA; concomitantemente, dava aulas a noite na Universidade Federal do Pará. Neste ramo (telecomunicações) atuei até minha aposentadoria, trabalhando ainda na CRT (Rio Grande do Sul), Brasília TELEBRAS e finalmente na TELESC (Florianópolis). Por convite, vim ainda dar aulas na UNIVALI, FURB, UNIASSELVI, IBES e UNIFEBE todas ligadas a minha formação em economia.  

 Algo que você apostou e não deu certo?.
Já respondido anteriormente, tive algumas iniciativas que não deram certo.

 O que faria se estivesse no inicio da carreira e não teve coragem de fazer?
Sempre fui um corajoso, audaz, tudo que fiz o foram com bons propósitos: progredir. Por isso não tenho nada em me arrepender Mas nem tudo na vida dá certo. A vida é sempre um risco. Quem não arrisca não tem sucesso, não marca ponto. 

 O que você aplica dos grandes educadores, das aprendizagens que teve, no seu dia a dia?
Toda a herança cultural, moral e de fé cristã que adquiri primeiro de meus pais e depois de meus mestres ao longo da vida. O espírito de garra. O meu maior aprendizado foi através da intensa leitura que tenho até hoje.

 Quais as maiores decepções e alegrias que teve?
Prefiro ver pelo lado positivo, as alegrias de ter uma prole de 4 lindos filhos (um varão e três mulheres), todos com suas dificuldades naturais da vida , mas todos cidadãos honrados; mais seis lindos netos e uma neta adotada. Nem mesmo da Ex levo qualquer mágoa, pois ela me deu aqueles lindos milhos Entre tantas alegrias uma que me vem a mente foi minha formatura e a conquista do titulo de Mestre em Engenharia pelo desafio que me obrigou. Também a compra de uma casa, dentro do gosto e sonho que alimentava, em São Jose na grande Florianópolis.

Quais as suas aspirações?
Ainda sonho, apreender um instrumento musical como piano (hoje teclado), e estudar (terminar) o curso de filosofia iniciado na Faculdade São Luiz de Brusque, continuar escrevendo minhas reflexões. Continuar sonhando, sonhando, sonhando... com um mundo melhor de mais fraternidade e solidariedade.



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Referências: Públicado no Jornal Em Foco aos 08 de maio de 2015

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Antônio Luiz da Sila - no prelo

Antônio Luiz da Silva


Natural de Ingá --> Paraíba, tendo nascido aos 26.12.1925.
Foi admitido na municipalidade em 01.02.83

Na Prefeitura integrou a:
Comissão Especial para Avaliação de Imóveis adquiridos, permutados e/ou alienados – Decreto 1337/83 e Portaria 298/83

Comissão Especial de Tomada de Contas - Decreto 1281/83;
Comissão de Licitação – TP 10/85Portaria 356/85 –
Comissão para avaliar imóveis a serem desapropriados na Beira Rio e Terminal Rodoviário - Portaria 357/85
Comissão para avaliar o imóvel – rua Blumenau - doado para Cerâmica de Produtos Artísticos Ltda – CEPASA- Portaria 360/85

Assessor Jurídico do município na gestão de José Celso Bonatelli/Zeo Heinig - 83/88 (nome dado ao responsável jurídico do Município antes do advento da Lei 1675/91)

Foi reintegrado ao quadro de pessoal da municipalidade na função de Advogado pela Portaria 995/92
Vereador
Na legislatura 63/66 foi vereador em Brusque


C. E. PAYSANDU
Integrou a Diretoria do CE Paysandu, tendo em 1976 presidido o mais querido da Pedro Werner terminando o mandato de Adalberto Appel


Faleceu aos 11 de fevereiro de 1996






















ADALBERTO APPEL, popular Beto Appel: Filho de Walter Appel e Georgina Zimermann Appel, natural de Brusque, nascido aos 19.08.44. Cônjuge: Ivani – Nica – Krieger. Um casal de filhos: Elisiane e Fabiano – arqueiro do Atlético de Ibirama. Foi presidente do CEUB – Clube dos Estudantes e Diretor Social na Presidência de Gerhard Nelson Appel. Presidente do Paysandu em 1976.
Foi Presidente do Paysandu? De quem recebeu o cargo e a quem passou?

Fui Presidente em 1976. Recebi a presidência de Gerhard Nelson Appel e passei ao Dr Antônio Luiz da Silva, meu Vice, pouco tempo ante do término do mandato





1963 a 1966

Antônio Heil, José Germano Schaeffer, Artur Jachowicz, Ingo Arlindo Renaux, Arno Ristow, Kurt Schlosser, Orlando Munch, Alexandre Mercio, Carlos Moritz, Germano Hoffmann, Antônio Luiz da Silva, João Batista Martins (suplente), Arnoldo Ristow (suplente), Armando Pedro Maestri (suplente), João B. Knihs (suplente), Alberto E. Zimermann (suplente), Felix Valle (suplente), Dercy S. Zimermann (suplente)


Assessoria Jurídica
Após o Centenário de Brusque, ocorrido em 1960, o Município de Brusque teve Assessoria Jurídica de 1961 a 1991, tendo sido assessores: Na gestão do Prefeito Cyro Gevaerd (61/66), Dr Eunildo Rebelo. Nas administrações dos Prefeitos Antônio- Néco -Heil (66/70), José Germano Schaefer/Alexandre Merico (70/73) e, Alexandre Merico/Antôno Waldemar Moser (77/83), Dr Ivo Szpoganicz (in memoriam). No governo de César Moritz/Antônio Abelardo Bado (73/77), Dr Hermes Hermes Morsch. Na gestão de José Celso Bonatelli/Zeno Heinig (83/88), o Dr Antônio Luiz da Silva (in memoriam) e, finalmente, na gestão de Ciro Marcial Roza/Heraldo J. Santos, a assessoria foi ocupada pelo Dr João Celso Schöning, nomeado pela Portaria 2007/89 ocupando o cargo como Diretor Jurídico, até 1991, quando foi criada a Procuradoria-Geral.

Norival Floriani

NORIVAL FLORIANI
Programa Eco Turismo & Lazer
O entrevistado desta semana é o apresentador e  produtor do Programa Eco Turismo & Lazer exibido no Canal 6, TV via cabo Tv , Norival Floriani, nascido em Brusque, aos 22 de abril de 1957;  viúvo de Arlete Floriani com a qual teve duas filhas Patrícia e Franciane; simpatizante pelo Botofogo ( diz que torcer para qualquer time nos dias de hoje onde rola muita grana sem amor à camisa, não vale a pena, pois muitas vezes ficamos de mal com amigos por causa do futebol que virou somente um balcão de interesses, não vale a pena hoje torcer e para mim pelada não é homens atrás de bola não kkk mas, eu torço para que o nosso Brusque FC se destaque no estado e quem sabe no nosso Brasil).


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Como foi sua infância? Ainda mantém amigos daquela época?
Passei minha infância no bairro Santa Terezinha, quando brincávamos de mocinho e bandido  kkk e ainda tenho muitos amigos da minha infância, deixando de mencionar nomes para não incorrer em esquecimento de algum nome.

Fale da juventude e faça um comparativo com a juventude atual?
A nossa juventude vive outro momento, aquele era o nosso momento, este é o deles com toda a tecnologia à disposição. Sempre deixei a vida me levar – como diz a música - não tinha pretensão para ser alguém e sim levava para o que a vida me dava. Minha juventude foi embalada pelas tardes dançantes que promovíamos: eu tinha os discos e o Beto Staak tinha o toca disco, aí  reuníamos numa garagem do pai dele promover as tardes dançantes e, vale registrar  curtir sem bebidas alcoólicas, apenas com água.


José Fiescher((Fischer) (in memoriam).
O que lembra daquela época?
Jamais esquecerei... não éramos ricos, mas tínhamos o pouco para sobreviver; minha mãe era operária na Iresa, saia todos os dias para trabalhar e me chamava as 4,30 horas – da manhã – fazia um pão com margarina e mussi, pois era o que tínhamos na época, depois fechava a porta para ela pois não tinha fechadura só tramela.

Um dos momentos marcantes?
Um dos momentos mais marcantes de minha juventude aconteceu num comício em que havia a soltura de foguetes e, num dado momento, um amigo – que tinha o apelido de Quinha - foi pegar o resto de um dos foguetes e ele sofreu um acidente grave... perdeu a perna.

Histórico escolar?
Estudei na Escola Henriqueta Medeiros – a escola ficava na Santa Terezinha ao lado da Loja Minela - onde meu professor Arthur Sedrez, Dona Áurea Dalago e não podemos esquecer da merendeira Dona Maria, todos com tão pouco se dedicavam com carinho por aquilo que fazem até a requada na mão kkk

Pessoas que influenciaram?
Não houve pessoas que me influenciaram, mas sim o amor a natureza, as coisa boas da vida que me impulsionaram para fazer meu Programa.

Em que dia e hora é apresentado o Programa Eco Turismo & Lazer e qual a duração?
O Programa é apresentado diariamente no canal 6, TV Cidade, via cabo TV com uma hora de duração . Sempre um lugar para meu público passear, sair com a família, conhecer lugares aconchegantes e diferentes e dentro em breve todos poderão ir junto com o Programa … estaremos fazendo turismo nos lugares que vamos gravar … é uma opção para quem gosta do nosso Programa participar das suas gravações e ver de perto que não é fácil gravar um Programa desta natureza … muitas dificuldades, uns mai,s outros menos


Falei sobre o início na TV e com o Luciano dos Santos
Meu saudoso pai exercia a profissão de eletricista e encanador, e eu por por mais de 20 anos prestando serviço para inúmeras pessoas, sendo uma delas era Luciano dos Santos, proprietário da TV Brusque e, registre-se, sempre em nossas conversas dizia a ele que seu canal precisava fazer um Programa de turismo regional, pois uma por mês, eu saia com minha família para algum lugar e ficava imaginando aquele pedaço da natureza deveria ser apreciado por muitas pessoas e ao conversar com o Luciano, ele sempre me dizia que eu poderia fazer, mas eu desconversava comentando ”estás doido eu um eletricista encanador como que pode ?“. Com tempo passou
e um dia o estúdio onde ele grava o Programa no Ponto estava sem água e fui consertar e depois do conserto pedi a ele que alguém tirasse o carro de traz do meu para eu poder sair, ele disse pode ficar por ali! Como e conhecia todos já aceitava e ai já jantava e tomava algo. Durante a gravação, acompanhava o desenrolar - como nunca tinha visto como se gravava um programa de TV – certa feita comentei que era fácil fazer um Programa e ele me disse então você vai fazer a 'vaca atolada” que eu estava prometendo para ele e assim ficou marcado para o dia 8 de outubro.

E na continuidade?
Ao chegar em casa comentei com a minha esposa – hoje falecida - o que tinha acontecido e ela - como muito parceira – retrucou “se você dá jeito faz” , tendo eu dito “só que vou precisar de sua ajuda”. Ela de pronto disse que ia ajudar mas que só não ia falar na TV, tendo eu concordado. Assim fui me programando para o dia – no dia marcado fomos lá e fizemos a “vaca atolada e um bolo de aipim”. Desnecessário dizer – pelo que observamos - que ficou uma delícia e ela que não queria falar acabou falando sobre o que é ser uma costureira em nossa cidade.

E depois?
Comentei com ela que tinha vontade de fazer o programa de Turismo e e ela como sempre prestativa disse “se você dar jeito faça sempre irei te apoiar!” e foi o que aconteceu ... no dia 10 de janeiro fui lá conversei com o Luciano dos Santos que ia fazer o Programa e que ia se chamar Pesca & Lazer, mostrando a pesca e o turismo. E, assim no final de semana seguinte gravamos o primeiro Programa no Pesque Pague de José Fischer (in memoriam).

Como foi o primeirinho?
Foi divertido fazer o primeiro Programa. Depois gravamos outros e outros até que um dia diante das dificuldades em marca pesca mudei o nome do Programa para Eco Turismo & Lazer,
Programa que englobava tudo da mesma forma, pois o público me cobrava muito programa de pesca.

E a esposa continuou colaborando?
Depois de dez anos no ar tive a perda lamentável do meu bração direito... minha esposa... foi um baque para minha estrutura, mais com ela sempre gostava do que eu fazia nunca deixei de fazer o que mais amo o Eco Turismo & Lazer, um Programa em que mostro lugares indescritíveis levando as pessoas a saírem e dar um bom passeio e sempre lembro de um ditado que diz que ” Deus é brasileiro... só que Ele passava as férias em Santa e Bela Catarina”. E com orgulho, hoje com pareceria da TV Cidade Canal 6, exibo meu programa lá

O que significa fazer TV em Brusque?
Fazer TV em Brusque é um tanto difícil, correr atrás de patrocínio, mesmo considerando que meu Programa só leva coisa boa para os lares. Nunca esqueço de um certo dia eu estando muito chateado e ia ao centro para acabar com meu Programa e antes passei uma  loja  para pagar uma conta para minha filha, na saída encontrei um senhor já com uma certa idade que comentou:: “Sr Floriani quero parabenizá-lo pelo seu programa, eu adoro assistir os lugares que você mostra; eu e minha velhinha não podemos mais dirigir ai vamos passear com o senhor “. Confesso que balancei... fui para casa e continuo com meu Programa até hoje, mesmo enfrentandoa todas as dificuldades e, tendo parceria com a TV : eu faço serviços para eles e em troca exibo meu Programa..

 Quais os comerciais que colaboram com seu programa? 
Os apoiadores foram muitos até este momento. Tenho preocupação em esquecer de um e não gosto disto, então agradeço a todos que até agora apoiaram minha ideia e aos que ainda irão acreditar no meu trabalho e em especial ao meu público fiel que sempre me prestigiou ao longo desde 16 anos que iremos comemorar em 23 de fevereiro. São 16 anos na estrada, mostrando o muito desta santa e bela Santa Catarina e claro materiais fora do estado e até fora do nosso pais, como Argentina, Paraguai e Itália


Medo?
Nunca tive medo de nada, sempre segui em frente com Deus, mas aprendi a ter medo da perda... quando perdi minha  esposa – dia 08 de julho de 2009 – foi uma perda muito grande não só para mim, mas para toda minha família e tive a certeza que pra nossos amigos que a amavam muito ... até hoje não me recuperei.

Programação da TV?
Atualmente não assisto mais nada que me traz tristeza, por exemplo jornais, novelas etc, assisto os canais locais e um bom filme de ação no final do dia para abaixar a poeira – kkk - do final do dia

Qual foi o maior desafio que enfrentou?
Meu maior desafio é superar a perda de minha esposa e continuar fazendo aquilo que amo fazer que é o Eco Turismo & Lazer, o resto Deus me mostra o caminho.

Em que apostou e não deu certo?
Na vida apostamos em muitas coisas que não dão certo, mas Deus nos dá todos os dias a oportunidade de recomeçarmos e nunca desistir.

Decepção?
Minha maior decepção é com muitos dos políticos de nosso país, pois um país rico em tudo e o povo passando necessidades básicas como saúde. Minha esposa ficou o dia todo no hospital de Azambuja com dores no abdômen e nenhum exame foi feito para diagnosticar a origem da dor, não vou dizer que ela estaria viva hoje, mas seria uma esperança não só para o caso dela mas de todos que passam por situação idêntica.Outrossim, educação e transporte, sendo que no que diz respeito ao  transporte... nossas estradas poderiam estar bem melhores para rodarmos a trabalho ou a lazer - , que é o que meu programa mostra.

O que faz atualmente Norival Floriani ?
Hoje continuo com meu Programa Eco Turismo & Lazer na TV Cidade com o apoio da diretoria da TV, pois é uma troca por ser uma TV Comunitária.


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Entrevista publicada no Jornal Em Foco aos 27 de fevereiro de 1915Exibindo DSC03096.JPG

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Oli Rodrigues Jr - no prelo

OLI RODRIGUES JUNIOR

Publicitário e Professor Universitário

O entrevistado desta semana é com o publicitário- É publicitário e tem minha própria agência - e professor universitário Oli Rodrigues Jr, filho de Oli Rodrigues e de Alaís Peixoto Rodrigues, nascido em Brusque aos 25 de fevereiro de 1974; cônjuge Melissa Haag Rodrigues; filhos: Clara e Alice.

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O que sonhava ser quando criança?
Nunca pensei muito no que queria ser quando crescesse. Eu não era uma criança preocupada com o future, mas adorava pintar e desenhar. Meus brinquedos favoritos sempre foram brinquedos de montar.

Pessoas que influenciaram?
Influências em minha vida foram muitas e mudaram ao longo do tempo. A arte sempre ficou entranhada em meus pensamentos. Durante a infância, no colégio, eu gostava muito de Salvador Dali e Picasso. Sentia neles uma força imagetica. Durante minha pré adolescência eu fui perdendo a inocência e descobrindo as revistas em quadrinhos underground, então acabei sofrendo influências dos cartunistas Laerte, angeli e Luiz Gê. Conforme ia me aprofundando nos quadrinhos minhas referências foram mudando. Os quadrinhos franceses, espanhóis e italianos entraram com força: Moebius, Liberatore, Manara, Jaime Martin. Do cinema, eu via Fellini, Jarmusch, Kurosawa e Kubrick. Mas tudo isso de informação visual e visão crítica eu aprendi com 3 professores: Vania Gevaerd, o Paulo Stocker e Ricardo José Engel.

Histórico escolar ?
Estudei minha vida inteira no São Luiz. Dali fui pra FURB fazer Direito e acabei desistindo. Então fiz faculdade de Comunicação Social na mesma instituição e pós em Design na Univali.

De que atividades  gostava de participar?
Eu era muito introspectivo e nunca fui afeito a atividades em grupo. Era cordial com meus colegas e amigos de turma, mas eu era descoordenado e sempre acabava por ultimo na escolha das pessoas pro time de futebol. Eu sempre gostei de pintar e desenhar. E lia. Lia muito. Devorava livros do Julio Verne. Na adolescência eu fui capturado pelo rock e os quadrinhos independentes. Lia muita contracultura: Kerouak, Burroughs e Allen Ginsberg. Também fui arrebatado pelo grande cinema. Filmes de arte e principalmente Kubrick, cujo trabalho amo de paixão. Nesta época eu adorava desenhar a mão. No início da minha faculdade descobri a computação gráfica e o design. Descobri que estava perdido, era o que eu seria no future: designer gráfico.

Primeiro/a professor/a?
Minha primeira professora foi a pessoa de quem eu mais pego no pé. A Tia Vânia. Ela fica muito brava quando falo isso. No antigo pré-escolar foi a dona Miriam Colzani e na escola foi a Dona Miriam Belli.

Grandes professores?
Já citei todos? Não… Meu pai, indiretamente, pois sei que ele estudava muito e sabia de muita coisa. Um grande professor que perdi muito cedo. Outros professores importantes na faculdade foram a Ana Maria Kovaks e a Ana Simões. Tive aula com o Professor Vasco Moretto, que é físico e é genial. O Cortella, o Clóvis de Barros, o Evaldo Moresco, o Ivo Mattioli. Esse assunto está até ficando repetitivo pois são muitos que sabem e me mostram até hoje que tenho ainda muito o que melhorar nas minhas atividades em sala de aula.

Que matérias mais gostava e as que mais detestava?
Gostava de História, Educação artística e Língua Portuguesa. Detestava Matemática e Física.

Fale de sua trajetória:
Sou tão prolixo, mas vamos lá. Eu me formei publicitário por influência da minha esposa, que conheci na faculdade. Atuei em diversas empresas e agências de publicidade da região. Passei um bom tempo trabalhando na GD Arte, saí e fui trabalhar no studio fotográfico do Thiago Bellini antes de abrir minha agência: Magna Comunicação. Entre a GD Arte e a Magna, eu acabei descobrindo minha segunda atividade: docência. Entrei no SENAC e comecei minhas aulas. Me tornei docente na faculdade e daí viciei em aulas. Aprendo muito com meus alunos e eles comigo.
Acho que escrevi de forma confuse e falei pouco sobre minha trajetória, mas as outras perguntas supreme essas informações.

E a Pós em design?
Minha pós em design foi um momento muito importante, pois não havia curso de graduação em Design Gráfico. Fiz muitos contatos e aprendi muita coisa. Também confirmei na teoria muito do que na minha prática eu já utilizava. Foi lá que reencontrei minha amiga de faculdade que acabou se tornando minha sócia na Magna Comunicação, minha agência de publicidade, a Meliza.

Apresente a Magna
A Magna é uma agência de publicidade enxuta e com muita experiência. Todos que trabalham lá tem mais de 15 anos de experiência em suas áreas de atuação. Temos um olhar crítico e apurado para a comunicação. Nosso atendimento é bastante diferenciado e temos uma excelente estrutura física, somos dinâmicos e cheios de fôlego, sem perder o foco no mercado. Nosso portfolio você pode encontrar no site www.magna.art.br e em nossa fanpage https://www.facebook.com/magnacom


Algo que você apostou e não deu certo?
Muitas coisas. Apostei que seria médico e nem tentei vestibular. Apostei que seria advogado e não terminei a faculdade. Apostei em pessoas que nunca me deram sequer uma decepção, pois os negócios morreram bem antes de chegar a tal ponto. Apostamos todo dia em coisas que acabam dando em nada.

O que aplica dos grandes educadores, das aprendizagens que teve, no seu dia a dia?
Eu nunca consigo aplicar plenamente tudo que aprendi. Isto é fato. Mas isso não quer dizer que eu não possa ao menos tentar. Grandes mestres sempre tem algo do dia-a-dia para nos ensinar. Acho que são as posturas diante da vida e da sociedade que tento aplicar: estoicismo diante das agruras, as visões aristotélica e de Cristo do amor, etc... Acho que isso que os professores nos legam. Infelizmente hoje os professores tem sido frustrados nesse intento. Seja por nossas atitudes ou pelo momento histórico que vivemos.

O que faria se estivesse no início da carreira e não teve coragem de fazer?
Com certeza teria aberto mais cedo o meu próprio negócio. Não tinha tino e muito menos coragem para isso. Foi total falta de iniciativa mesmo, confesso. Era jovem e medroso.

Quais as maiores decepções e alegrias que teve?
Alegrias tive muitas. A maior foi a família que constituí. Minhas filhas são meu maior legado. Não penso muito nas decepções, afinal se pensarmos nelas o tempo todo acabamos escravos de arrependimentos, presos a um passado morto e enterrado. Devemos observar nossas decepções sem sentimento, de forma analítica, para que possamos aprender com estes erros e não repeti-los no futuro.

Qual o maior desafio que já enfrentou?
Meu maior desafio foi ter aberto minha empresa. Sempre brinco que abri minha empresa para poder trabalhar de Bermuda, pois nunca podia trabalhar de bermuda onde fui funcionário. Abrir o próprio negócio é o grande desafio de qualquer pessoa, pois precisa aprender com suas limitações e dar asas as suas qualidades. Muitas vezes fazemos o contrário.

Quais as suas aspirações?
Sem dúvida é ter mais tempo para minha segunda atividade: a arte da caligrafia. Adoro pintar e desenhar. Gostaria de ter mais dias livres com minhas filhas, que crescem rápido e me cobram a presença em casa. Mas elas irão compreender no futuro que fiz tudo para que elas fossem bem criadas e preparadas para a vida.

Quais os melhores livros que leu?
Nossa que pergunta longa de se responder. Posso pular essa? Não né? Eu tenho autores favoritos, dos quais li muita coisa. Vamos lá: Ítalo Calvino, Jorge Luiz Borges, H.P. Lovecraft, Fustel de Coulanges, Donis A. Dondis, Julio Verne, Ernest Hemingway, Clive Barker, Orwell, Neil Gaiman, Tolkien, Enciclopédias e compêndios sobre a Segunda Guerra. História da arte, qualquer coisa sobre Roma, Homero, Dante Alighieri, Teogonia, Gilgamesh. Marco Luchesi, Melville, Bernard Cornwell. Livros de tipografia e caligrafia. Nossa, citei demais.

O que está lendo agora?
Estou lendo 2 livros e relendo 1. Estou lendo “Os Sonâmbulos” e “Primeira Guerra Mundial” de Lawrence Sondhaus. Releio um pequeno livro que guardo no coracão chamado Gilgamesh, Rei de Uruk. Este livro é importante por ser o texto mais antigo encontrado até agora. Ele trata da história do Rei Gilgamesh da cidade de Uruk, na suméria. Suas aventuras em busca de glória, depois em busca da imortalidade. Leio este livro às vezes ao mesmo tempo que escuto através de um site a declamação dos escritos na língua original: http://www.soas.ac.uk/baplar/recordings/
Quando descobri este site fiquei muito emocionado, pois escutar as palavras na língua original, há muito tempo morta, faz minha imaginação voar e acabo voltando ao periodo.

Costuma ler jornais
Ah sim, costumo ler jornais. Gosto de lê-los de trás para a frente e pulo a página de esportes.

Ruy Carlos Queluz

Ruy Carlos Queluz   - faleceu aos 11.0320

Jornalista, representante comercial.


O entrevistado desta semana é o jornalista e representante comercial Ruy Carlos Queluz, nascido em Joinville aos 15/05/1944 (tendo vindo para Brusque com 8 meses de idade); filho de Ivo e Amélia Knihs Queluz; casado com Waltrudes Rau Queluz; filhos: Carlos, Cidia e Ruy Filho; netos: Carlos Arnoldo Queluz Filho (Calinho Luminoso) e Samuel Queluz Oriques. Torce pelo Paysandu e Botafogo (RJ)
.


                                                                   Ruy Carlos Queluz

 O que  sonhava ser quando era criança?
Sonhava sonhos de criança.

Pessoas que influenciaram?
Para seguir a carreira: Silveira Jr., Abdoh Foés e Ivo Probst

Espelha-se em alguém?
Silveira Jr.

Por quanto tempo e que assuntos o Sr. escrevia ao Município?
Seis anos. Escrevia, com destaque político.

Como surgiu A Voz de Brusque?
Foi por iniciativa própria, com nome inicial de “O Popular”.

Quem foram os primeiros colaboradores de A Voz de Brusque?
Laércio Knihs, Cidia Nara, Jaime Leite, Fernando Lauritzen.

Nestes 16 anos de existência quais foram os colaboradores do jornal que mais tempo escreveram?
Mario Eugênio Saturno, Cesar Diegoli, Eder Varella, Quirino Ribeiro.

Como Diretor o Sr. acompanha os reflexos que as matérias provocam nos leitores. A Coluna 10 (inicialmente denominada Coluna dois), escrita semanalmente de 2000 a 2009, teve boa recepção entre eles?
Acompanhar os reflexos das matérias faz parte. A Coluna 10, que nasceu no jornal, era bem recepcionada.

 Como  sentiu-se ao presidir o mais querido da Pedro Werner?
Foram 5 anos de intensa batalha para que o patrimônio construído pelos nossos antecessores não desaparecesse em definitivo. No final, conseguimos.

Grandes dirigentes da equipe esmeraldina?
Arthur Jachowicz, Ingo Renaux, Armando Poli, Gerhard Nelson Appel, Arthur Kistenmacher, Bilo, Machadinho, Bruno e Oscar Maluche, Arthur Appel, Wilson Santos, Ayres Gevaerd, Darci Pruner, Ciro Roza, Ivo Moritz, João C. Schöning, Ademar Knihs, Carlos Cid Renaux e tantos outros.

Não pensa em retornar a dirigir o verde e branco?
Quem sabe.

Grandes atletas do mais querido da Pedro Werner?
Júlio, Vilaci, Bolomini, Nego Kühn, Heinz, Godeberto, Di Bork, Mima, Nilo, Walace, Wilimar Ristow, Valdir Montibeller, Zezé, Pécinha, Pereirinha, Mica, Dino, Cartola e tantos outros.

E do tricolor brusquense?
Mosimann, Ivo, Teixerinha, Petrusky, Bolomini, Esnel, Agenor.

Como você escalaria a seleção brusquense de todos os tempos?
Mosimannn, Bianchini, Di, Bolomini e Ivo. Teixerinha, Heinz, Nilo e  Petrusky, Julio e Godeberto.

Grandes árbitros?
Otávio Bolognini.

Grandes dirigentes do CACR?
Érico Bianchini, Lelo Bauer, Arthur Jacintho, Cidinho Bauer.

O que falta para a equipe da estrela solitária – Botafogo - deslanchar?
Diretoria. 








Referências: matéria publicada no Jornal Em Foco aos 13 de fevereiro de 2015