terça-feira, 6 de outubro de 2020

Danilo Moriiz

 O entrevistado desta semana é o Professor e ex-Prefeito Danilo Moritz - nascido em Brusque aos 20 de dezembro de 1949. Clubes do coração: Guarani, C.E.Paysandu e para o C.R. Flamengo



Atuou como atleta?

Sim, atuei no infantil do Guarani e Guabirubense, no juvenil do Guarani, na posição de ponta esquerda. Fui um jogador apenas razoável.


Lembra de alguns dos atletas dos infanto-juvenil?

Sim Jogadores do Infanto Juvenil:-Hermes Reddiga, Ciro Fischer,  Wilson Cipriano, Márcio Reddiga, Braulio Hassmann, Arno Baron, Calim Matiolli, Ismar Hoffmann (Mazola), Jorge Bianchini, Chiquinho Haag


Como dirigente?

Atuei como dirigente no Guarani e no Paysandu. No Guarani participei da diretoria por mais de 20 anos, mas sempre voltado para a área social e depois na elaboração do Projeto Novo Guarani, após a destruição do patrimônio pela grande enchente de 1984.

Durante o período em que o Guarani disputava o campeonato da Liga, com a participação de equipes de Guabiruba, Nova Trento, Canelinha e São João Batista, sempre acompanhei o time. No entanto, é preciso ressaltar que o grande comandante do futebol do Guarani sempre foi o Jorge Bianchini e no Paisandu - Participei da diretoria do Paysandu por dois anos - idos de 90 e 91 - , quando o Ciro era o Presidente. Embora não fosse dirigente de futebol, quando havia jogos participava das atividades, inclusive trabalhando como bilheteiro.

Esta foi uma boa experiência, sobretudo para conhecer melhor como funcionava  o esquema de entrar sem pagar: sou filho do Dr....e estes são meus amigos; já fui isto......; sou o Dr...... Enquanto isto o torcedor de coração, com bandeira debaixo do braço, sem nenhum tostão no bolso, ficava ao lado da bilheteria implorando para que alguém comprasse um ingresso da geral.


Grandes dirigentes do Guarani
- É difícil citar nomes pois o grande segredo do sucesso do Guarani sempre foi a qualidade dos seus dirigentes, que dedicaram  grande parte de suas vidas ao Bugre. Porém dos dirigentes das diretoria que trabalhei posso citar: Ovídeo Hassmann, Ayres Diechmann, Célio Fischer, Jorge Bianchini, Lourival Bitelbrunn, Lourival Augusto  Wandrey, Inácio Schwartz. É preciso ressaltar o trabalho feito pela diretoria feminina, que teve um papel de fundamental importância na arrecadação de dinheiro
para as obras do Projeto Novo Guarani. Hoje a atual diretoria, formada por um grupo mais jovem, continua a realizar um grande e exemplar trabalho 

 

 Lembra de algum  fato ocorrido em que você participou?

Numa final do campeonato regional da Liga a final foi entre o Guarani e o segundo time do Carlos Renaux. O time do Carlos Renaux era muito bom, com jogadores jovens e que treinavam todos os dias. Já o Guarani tinha um time de veteranos, todos trabalhavam e não podiam treinar durante a semana. Por isso seria muito difícil para o Guarani ganhar o título.

Na época eu fazia parte da diretoria do Paisandu e o treinador era o Lauro Burigo.  Fui conversar com o Lauro e perguntei a ele o que poderia ser feito. Então ele me deu a fórmula mágica: no sábado a tarde, ferver um kilo de café em uma panela por trinta minutos e deixar descansar. No domingo, depois do meio dia acrescentar 3 potes de guaraná em pó e deixar ferver novamente por uns dez minutos. Depois coar e colocar numa garrafa térmica grande e levar para o vestiário. Dez minutos antes do jogo dar um copo para cada jogador.

Quando o jogo começou foi um espanto geral. Os veteranos jogadores do Guarani corriam como nunca e o Carlos Renaux não viu a cor da bola. Resultado 3 x 0 para o Guarani.


Que seleção escalaria da época?
Defesa: Bragança, Caracas, Nori Hassmann, Ari Hoffmann e  Moacir Hoffmann. Meio: Chiquinho Haag, Tales Moritz e Edson Cardoso. Ataque: Arno Pires, Dimas Borg e Mica.  Destaque: Miro Pires, o maior cobrador de pênaltis de todos os tempos.

Por que o Guarani acabou com o futebol?
A grande enchente de 1984 destruiu todo o patrimônio do Guarani. E a destruição nos levou refletir sobre o futuro.
Levei a ideia para a reunião mensal de construirmos um Novo Guarani, e transforma-lo num clube social. Na reunião alguns dirigentes 
me chamaram de louco e que estava delirando. Afinal, o patrimônio estava destruído, não havia dinheiro em caixa e o clube não tinha arrecadação.
Mesmo assim alguns dirigentes aceitaram a ideia e fomos a luta. E o sonho se tornou uma grande e belíssima realidade.

Por que o futebol amador perdeu a graça?
 A queda no futebol amador.
Na época a decadência começou quando alguns clubes começaram a pagar jogadores, coisa que o Guarani nunca fez.  No Guarani, depois dos jogos, a comemoração era a tradicional, ou seja, cerveja com linguicinha ou outro tira gosto. Outro ponto é que tudo vai mudando e se transformando, novos esportes, novas formas de lazer e diversão.
...
Fotos

Vlademir Appel

 

O entrevistado desta semana é VLADEMIR APPEL -filho de Gerhard Nelson Appel e Adelgundes Rau Appel; natural de Brusque, nascido aos 17.05.58. Casado com Letícia Hoffmann Appel. Filha: Thais. Presidente do Paysandu em 86.

 

                                                                 kéka, Vladi e Chiquinho

Presidiu o Paysandu? De quem recebeu e a entregou as chaves?

Presidi em 1986, recebi as chaves de Ivan Walendowsky e entreguei ao Ciro Marcial Roza.

Teve participações em outros cargos e Diretorias?

Antes de presidir o Clube, estive ligado ao Departamento Amador do Clube.

Como foi o ano de 1986, para o verde e branco?

Foi muito gratificante, levantamos o título da segunda divisão, levantamos o Clube novamente à primeira divisão da elite catarinense.

Em termos de Patrimônio , como transcorreu?

Prezamos, durante minha gestão, na manutenção de todo o patrimônio.

Quem destacaria de sua Diretoria?

Beto Staack e Tonho Maluche

Em termos de promoções sociais como foi 1986?

Uma das maiores promoções, que efetuamos foi a do Carnaval, a propósito desenrolou-se a contento e foi muito legal.

Financeiramente como conseguiu levar o clube?

Obtivemos patrocínio e como disputamos a segunda divisão, as despesas eram de menores montas.

Tem acompanhado os trabalhos da atual Diretoria?

Sim, por sinal está trabalhando devidamente, e no caminho certo, A equipe liderada pelo Ruy, tem conseguido resultados excelentes, considerando toda a conjuntura.

O que sabe da maledita fusão e o que achou desta fusão?

Aparentava ser o caminho, até votei a favor. Hoje, vejo quanto foi errado. O ideal é a luta que a atual Diretoria vem fazendo, retornas as duas equipes. A rivalidade é essencial. O prazer de um clássico é indescritível. Antigamente, antes de um clássico, comentava-se a semana toda. Os programas esportivos tinham alta audiência. Duas equipes até facilitaria obter patrocínio. Naqueles tempos, só para dar um exemplo: A empresa Santa Luzia transportava o Paysandu e a Santa Terezinha, o Renaux, tudo graciosamente. Outro exemplo, da validade do retorno das duas equipes: veja na grande Florianópolis, 85 % dos esportistas já usaram ou a camisa do Avaí ou a do Figueirense. Em Brusque, na época dos dois clubes, 80% dos esportistas já tinham usado ou a camisa do Renaux, ou a do mais querido. Em Brusque, hoje um programa esportivo não atinge 1% de audiência, já com a existência dos dois clubes atingiria, facilmente, 30% de audiência.

Atualmente a Diretoria deveria levar o futebol adiante?

Primeiramente, durante alguns anos preparar a juventude, depois, sim pensar em disputar o campeonato catarinense.

Teve algum fato interessante no ano em que você presidiu o Clube esmeraldino?

Teve sim. Quando disputávamos a segundona, apostei com o Ciro Marcial Roza, que levaria o Paysandú à elite do futebol catarinense – primeira divisão – como venci a aposta, o Ciro teve que assumir a Presidência do mais querido em 87.

Coração paysanduano, além de seu pai, o Gerhard Nelson Appel?

Ah, conheci muitos: Polaco, Arthur Appel, Armando Polli, Heinz Appel, Darcy Pruner, Danilo Resini, Beto Staack, Tonho Maluche, entre outros tantos!

Voltaria a dirigir o mais querido

É minha intenção. Gosto muito do Clube.

 

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Hélio da - no prelo


nasceu em Brusque aos 20 de janeiro de 1951



Em que equipes atuaste?
Atuei nos infantis e juvenis do C.A. Carlos Renaux, e no futebol amador vesti as jaquetas do Sete de setembro, Cedrense (74), Paquetá, Abresc e Juventude (Águas Claras).

Em que posição?
Sempre atuei como ponta direita

Algum título?
Sim, atuando pelo Sete de Setembro 

Há 5 décadas - equipe do 7 de Setembro - Zantão
Em pé: saudoso Hilário Bernardi, Pedróca,  Tonho, Zéca, Valdemar Ristow, popular Baga, Formigão, Norival e Dante;
Agachados: Hélinho, Lamin, saudoso Nene Ristow, Tonico, Nica, Laurindo e Paulo

Juventude - Águas Claras - há aproximadamente 5 décadas e meia

Em pé: Osvaldo Schwartz (treinador), Urso, Lando, Chico, Calinho, saudoso Caracas, Aldo Rocha e Vale
Agachados: Duda, Hélinho, Sapo, Japonês, Raul e Xeleléco



Primeiro time no campo do Hélinho
Em pé: Luiz Amaral, Paulo, Tatu, Célio Bruns, Alemão e Paulo II
Agachados:Álvaro, Almir, Dionei e Hélinho

                                                        Primeiro time que surgiu no Zantão
                                             o primeiro em é de chapéu é João Machewsky


                                                                           Paquetá
Em pé: Nene, Nino, ? , Jonas, Carmelo, Clébinho, Beto Galassini e Dorvo (fisgadinha);
Agachados: Jacinto, Pepi, Helinho, Moacir, saudoso Valdir Rensi (Bigorrilho), Coador e Bunn 

Delmar Alberto Tôndolo

 

O entrevistado desta semana é o ex-Superintendente da Fundação de Esportes ,Delmar Alberto Tôndolo, nascido em 27 de novembro de 1955, em Santa Maria RS, cônjuge: Simone Sestari Tôndolo; filhos:  Rafaela  e André Vinícius. 




Como foi sua infância?

Típica de família humilde, simples, mas bem aproveitada, com muito espaço para brincadeiras, espaço para jogar bola, amizades sinceras, sem as armadilhas de hoje em dia.

Sonho de criança?

Ser uma pessoa respeitada, constituir família e não deixar passar pelas dificuldades que minha família passava.

Como foi sua juventude?

Também de forma bem simples, não haviam grandes alternativas de lazer (nesta época morava em Cachoeira do Sul, cidade mais de interior)

Pessoas que o influenciaram?

Em primeiro lugar e mais importante meus pais, que apesar de pouco estudo, demonstravam sempre o valor da honestidade, do trabalho e do respeito.

Como surgiu Brusque em sua trajetória 

Eu estava trabalhando na cidade de Concórdia, como Técnico de handebol e obtivemos um resultado muito positivo com a equipe feminina na época nos Jasc em Jaraguá do Sul no ano de 1980. Recebi o convite para trabalhar em Brusque. Na oportunidade agradeci e disse que iria pensar, mas era meu primeiro ano em Concórdia, e gostaria de ver como ficaria na sequencia. Em 1981 nos Jasc em Lages, novamente fui convidado pelo Sr. Orlando Muller (popular Pipoca) para trabalhar em Brusque. Como a estrutura de Brusque se apresentava mais satisfatória e a proposta de investimentos eram melhores, juntamente com um projeto de renovação, resolvi aceitar o desafio, e assim em abril de 1982, fiz minha mudança para cá, e desde então procurei desenvolver os trabalhos da melhor maneira possível. E aconteceu dentro do nosso planejamento com o apoio principalmente da Prefeitura, conseguimos superar as metas, alcançando resultados excelentes, levando Brusque a representação e conhecimento Nacional. Em 1993, fui convidado a assumir a coordenação do esporte escolar na Secretaria de Educação, no Departamento de Educação Física, e no segundo semestre do mesmo ano o então Secretario de Educação Pe. Nestor Adolfo Eckert, juntamente com o Prefeito Danilo Moritz, convidaram para assumir a Diretoria de Esportes, e desde então permaneci na parte administrativa do esporte desta que hoje considero minha cidade.

Que acontecimentos esportivos mais marcaram?

O que mais marcou com certeza foi a organização dos Jasc 2000, quando a maioria das pessoas em Brusque apostavam no fracasso ( e muitos trabalharam para isso por questões políticas ), nosso pequeno grupo de trabalho conseguiu dar a volta por cima e realizar os Jogos mais bem organizados até hoje, e a melhor classificação geral também com um honroso 4° lugar.

Que acontecimentos esportivos o marcaram de forma negativa?

Sempre procuro tirar uma lição de cada evento, e aperfeiçoar para o próximo. Então nada é negativo no evento e sim um aprendizado. Negativo é quando misturam política partidária no trato do esporte ou de sua administração.

Grandes nomes no esporte brusquense?

Citaria: Arthur Schlosser, Rubens Facchini, Orlando Muller, Simone Stom, Carlão Schwanke, Heloisa Wichem, Helena Inocente, Maria Lucélia Joenck, Murilo Fischer, Gilmar Bork; e dos atuais esportistas destacaria: André Gohr - seleção brasileira de ciclismo, Soelito Gohr - já participou de olimpíada, Matheus Reinert,,  Matheus - seleção brasileira natação deficiente visual,  Rogério Branco recordistas de medalhas nos Jasc

Torce para que equipes?

Sou Gremista, mas nada de fanatismo.

Por que o esporte amador, notadamente o futebol, perdeu a graça?

Acredito que a falta de respeito entre atletas e dirigentes, além dos muitos mercenários,hoje e num jogo de futebol o que mais você ouve são palavrões, ofensas além de não assistir futebol, e sim anti-jogo, o que interessa é parar e intimidar o adversário, esqueceram da bola. Como vamos levar a família para assistir, ou incentivar um filho a jogar, se estão como na velha Roma, se degladiando dentro do campo.

Como foi a experiência no comando da Fundação de Esportes?

 Ao assumir a Fundação Municipal de Esportes em 2015, foi gratificante e ao mesmo tempo muito desafiadora pelo momento delicado, um momento político sem precedentes na nossa história, onde você não sabia que aconteceria no dia seguinte.

Procuramos tratar todos os assuntos e eventos esportivos da maneira mais técnica possível, buscando o equilíbrio das ações com os recursos disponíveis.

Criar algo novo, dentro das ideias e propostas que possuo, seria de certa forma inconsequente, então buscamos aprimorar os trabalhos realizados, resgatar ações, dar mais qualidade na execução dos eventos, e melhorar as condições em nossas participações, principalmente nos eventos da Fesporte.

 Conseguimos implantar o Plano Municipal de Esportes, através de Lei, onde constam todas as diretrizes para o desenvolvimento do esporte em todas as suas representações e categorias.

Propusemos alterações na Lei do Bolsa Atleta e a criação do Bolsa Técnico, assim como a matriz administrativa da Arena Brusque, mas infelizmente, por questões do momento político não seguiu em frente.

Outras proposições como a proposta da área de lazer e esportes em frente a Arena Brusque, assim como as adequações na Área hoje chamada Parque Chico Wemuth, não foram seguidas pela insegurança política do momento.

Ideias, propostas e sonhos não me faltaram à época, nem tampouco disposição, mas o momento político, a insegurança do amanhã, nos obrigava a ponderar, sob a risco do fracasso nos resultados.

Mas não deixamos em nenhum momento de atender a todos, dentro das condições do momento, e possibilidades legais.

Potencial nossa cidade tem. Basta saber explorar, destinar recursos e principalmente administrar de forma técnica e consciente, para termos resultados positivos em um determinado espaço de tempo.

Não se faz um atleta ou uma equipe de um ano para outro, valorizando atletas de base, e da própria cidade.

  Uma palhinha do livro sobre arbitragem?

Quanto ao livro Arbitragem uma Nova Visão " Além das regras o que mais um árbitro deveria saber", partiu da necessidade de conhecimento das pessoas e daqueles que  entram na carreira de árbitros, que não basta saber apenas as regras da modalidade, pois além das regras, temos todo um contexto de preparação. Desde preparação física, preparação psicológica, apresentação, entendimento do que gera um jogo (Técnicos, atletas, dirigentes, patrocinadores, público), comportamento, ações, julgamento dos lances, cuidados com alimentação, cuidados no antes e após jogo. Arbitragem, não é apenas pegar um apito e sair apitando, é uma atividade complexa e de muita responsabilidade. O livro veio nesta linha e foco, do que mais deve ser e ter conhecimento além das regras. Pois sua atuação influencia um mundo mais complexo do esporte. O melhor árbitro é aquele que não é lembrado no jogo. Tem que passar desapercebido. Árbitro conduz o show. As estrelas devem ser os atletas e técnicos.

Para finalizar: como poderia ser melhor aproveitada as dependências - área esportiva - da Arena?

Arena Brusque é um espaço maravilhoso, como poucos no Brasil. Mas tem um custo de manutenção muito elevado, para servir apenas para treinos. No meu entender necessita de um plano de negócios, para que a mesma se torne auto sustentável. Elaboramos uma proposta de construção nos fundos da Arena um galpão com 3 quadras esportivas, divididas por redes de proteção, onde haveria possibilidade de 3 equipes treinarem ao mesmo tempo, e mais um espaço para artes marciais, Tênis de mesa ou outra modalidade que não requeira grandes espaços. Assim a Arena ficaria para realização de eventos, que poderiam gerar recursos para sua manutenção. Aproveitar o tamanho do telhado e colocar placas para energia solar, fazer sistema de captação de água das chuvas, trocar sua iluminação por led. Se estes investimentos fossem realizados, sobrariam mais recursos para serem aplicados nas modalidades esportivas. Readequar os espaços físicos internos para atender as modalidades esportivas que não possuem sedes. A Arena é pública e deve atender aos anseios das modalidades e da população, mas tem que ser administrada como se fosse privada, para ter seus custos amenizados, e os recursos que hoje são usados para sua manutenção, possam reverter as modalidades esportivas.



O que é uma sexta-feira perfeita?

Aquela que você olha para trás, sente-se realizado com todo o bem que se fez, que temos um final de semana para carregar as energias, e reiniciar o ciclo das coisas bem feitas.


sábado, 3 de outubro de 2020

Adilson Antônio Schmitz - no prelo

 

ADILSON ANTÔNIO SCHMITZ: Filho de Leonardo Schmitz e Ruth P. da Rosa Schmitz; natural de Armazém/SC, nascido aos 12.08.52. Cônjuge: Inês Sueli Frutuoso Schmitz; três filhos: Marcelo, Ivo Leonardo e Ruth Inês; uma netinha: Maria Eduarda. Torce pelo Flamengo. É funcionário Público e, atualmente, presidi a Liga Desportiva Brusquense –LDB.


Está muito tempo ligado ao esporte? De que forma?

Desde 1988, como auxiliar do Departamento de Árbitros da LDB.

Desde quando preside a Liga? Ocupou outros cargos?

Estou presidindo a Liga desde 1991, antes já tinha ocupado o cargo de auxiliar do Departamento de Árbitros e Diretor Técnico.

Quando foi fundada a Liga?

A Liga foi fundada em 13.03.59.

Quem já presidiu a Liga?

Arnoldo Schaefer de 08.04.59 a 20.04.61; Oscar Gustavo Krieger de 20.04.61 a 30.04.65; Ivo Groh de 30.04.65 a 08.05.68; Manfredo Hoffmann de 08.05.68 a 10.04.69; Ivo Groh de 10.04.69 a 20.04.73; Valdemar Jota Duarte de 26.04.73 a 17.05.75; Osni Ramos de 17.05.75 a 28.05.77; Ciro Clóvis Krieger de 28.05.77 a 25.03.82; Vilimar Schwanke de 25.03.82 a 22.03.85; Nelson Klabunde de 22.03.85 a 22.03.91; Adilson Antônio Schmitz de 22.03.91 até os dias de hoje.

Quais foram os campeões da Liga?

Após levantamentos feitos, não conseguimos levantar todos os campeões, inclusive, aproveitamos a oportunidade para solicitar as pessoas e desportistas que nos auxiliem a completar o quadro com os campeões:

De 59 a 73, não encontramos os registros; 74, Cedrense; 75 a 77, não encontramos os registros; 78, Cedrense; 79 a 84, não encontramos os registros; 85, Schlosser; 86, não encontramos os registros;87, C.A.Carlos Renaux; 88, 10 de Junho; 89, Guarani; 90, 10 de Junho; 91, 10 de Junho; 92, Cedrense; 93, A.A. Bilú; 94, 10 de Junho; 95; 10 de Junho; 96, 10 de junho; 97, Santos Dumont, 98, Cruzeiro, 99, Angelina, 2000, Cedrense; 2001, Angelina.

Mais algum evento merece ser destacado?

Sim, a partir de 1986, foi instituída a Copa Rádio Cidade, sendo disputada até os dias de hoje. Exceto em 1992, quando não houve a realização.

Quais os clubes que sagraram-se campeões da Copa Rádio Cidade?

Foram os seguintes campeões: 1986, Carlos Renaux; 1987, Guarani; 1988, Guarani; 1989, Brusque F.C; 1990, Santos Dumont; 1991, Santa Cruz; 1992, Não foi disputada; 1993, Cedrense; 1994, Cedrense; 1995, A.A. Bilú; 1996, A.A. Bilú; 1997, Santos Dumont; 1998, Abresc; 1999, Cedrense; 2000, Angelina; 2001, Angelina.

Como pode sobreviver um clube hoje?

Em Brusque e região, os clubes de futebol, tornaram-se, quase todas as agremiações, em diversos bairros, sendo que todas possuem um quadro de associados que pagam mensalidades e rendem dividendos para que as mesmas possam fazer a manutenção de sua sede social e campo de futebol. Para disputar os campeonatos os dirigentes saem atrás de patrocínios, junto ás empresas de seus bairros, as quais nunca deixaram de dar o patrocínio para a disputa do campeonato.

Que pessoas destacaria no futebol amador brusquense, na época em que está ligado com o futebol?

Existem muitas pessoas que estão ligadas ao futebol amador de Brusque e região, mas gostaríamos de não mencionar nenhum nome, pois, talvez, omitiríamos algum nome, que não poderia ser esquecido.

Quais os Clubes atualmente ligados à Liga?

Brusque F.C., S. E.R. Angelina, S.E.R. Cedrense, S.E.R. Poço Fundo, S.E.R. Águas Claras, S.B.R. Santos Dumont, América F.C., Vila Nova E.C., Mercado Limoeiro e S.E.R. Limeira.

Qual o calendário para o segundo semestre de 2002?

A LDB realizou no primeiro semestre o primeiro campeonato inter-bairros, tendo o S.E.R. Poço Fundo se sagrado campeão e o América F.C, como vice. Para o segundo semestre já estamos em fase de reuniões, com vistas a começar o Campeonato Regional, com a previsão para o início do mês de setembro e, com término previsto para meados de dezembro de 2002.

 

                                                       Adilson - presidente da LDB

 

                                                  um jogo final do campeonato da LDB
 

                                                Angelina  recebendo o prêmio - campeão da LDB:  

                                            Rildo,  Neilor, e o Presidente Amarildo do Angelina
 

                                            Reunião da LDB com os dirigentes dos clubes

 Pedro das Couves - Portuguesa,, Eduardo Bjo - 10 de junho, Guinho-, Brusque FC, Zecão-  Santos Dumont, Taico - hoje presidente do CACR,Renaux e Poço Fundo

                                                      Eduardo Groh

 

                                            Seleçao da LDB numa partida contsra o Brusque F.C.

Em pe: técnico José Aurino, Adilson A. Schmitz, Lenon, Amarildo, Vagner, Du, Leco, Binho e taíco 

Agachados: Marciano, Rubens Schulemburg, Leandro, Peixinho, Nei, Clodoaldo e Claercio 



                                               Árbitro Margarida - num jogo final
 

 

 

 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Maurino Casagrande, popular Cazão

 O entrevistado desta semana é Maurino Casagrande, conhecido como Cazão  - filho de Ivo Casagrande e Alice Pacheco Casagrande; nascido em Brusque aos 27.01.56, vive em união estável com Rosana Heil; cinco filhos: Rodrigo, Andreize, Filipe, Mateus e Ivo Casagrande Neto. Ex- Diretor Administrativo e Financeiro da Fundação Municipal de Esportes. Torce para o Brusque, Palmeiras e Vasco da Gama.


                                                             Zico e Cazão
 

Antes do Brusque torcias para o tricolor ou para o mais querido da Pedro Werner?
Antes eu era Paysanduano até embaixo d’água.

Como surgiu o apelido de Cazão?
Foi já na infância, os amigos começaram a chamar  de Cazão e ficou até hoje.


O que sonhavas ser quando criança?
Nasci no Maluche e vivi uns quatro anos na rua da Sociedade Beneficente, depois minha família mudou-se para a rua Nova Trento, onde vivi até aos 40 anos de idade e, naquela época de criança, qualquer lugar era bom para jogar uma bolinha, mas o meu sonho era ser motorista de caminhão.

Pessoas que te influenciaram?
Moram ainda na rua Nova Trento, alguns membros da família Sartori, que era uma família grande e tinha um genro da família que tinha um caminhão alfa-romeo; quando ele manobrava e estacionava eu achava aquilo o máximo, talvez essa influência que tive.

Primeiro/a professor/a?
Minha primeira professora foi Salete da Silva

Grandes professores?
Rocy da Luz (in memoriam), Benta Vanolli (in memoriam) e Dona Ivani ( Padre Lux)

Fale sobre sua atuação no esporte
Na juventude sempre joguei futebol. Atuei – em quase todas as equipes amadoras de Brusque – Cedrense, Floresta, Santa Luzia, Sete de Setembro (Zantão), São Paulo, Carlos Renaux, Brilhante, Boa Parada. Participei de inúmeros campeonatos na S.E. Bandeirante.Joquei por uns dez anos no veterano do Brusque e estou há 17 anos na Diretoria do Brusque F.C, aonde tive a satisfação de presidi-lo e 2002.

Em que posição atuavas?
Iniciei como zagueiro central e, no fina de carreira passei a atuar como centroavante.

Grandes dirigentes?
Zunino (Avai), Prisco Paraíso (Figueirense), Gerard Nelson Appel (Paysandu), João Paulo  Carlos Renaux).

Grandes treinadores?
A nível nacional: Muricy Ramalho, Felipão, Tele Santana (in memoriam), Vanderlei Luxemburgo e a nível local: Ernani Bela Cruz (Floresta) e Tekinha – o alfaiate (São Paulo-Rua Azambuja)

Grandes nomes no esporte em geral?
Zurico no basquetebol, Ricardo Vianna Hoffmann (dirigente do Brusque),  Danilo Rezini e o Boing no bolão –bola 16.

Grandes árbitros?
Oscar Roberto Godói e Arnaldo Cézar Coelho

O maior atleta que viste atuar?
Jairzinho, furacão da Copa de 70. Registre-se que tive oportunidade de atuar contra ele, no futebol soçaite, no Rio de Janeiro.

 Grandes atletas que viste atuar?
A nível nacional e internacional:  Edson Arantes do Nascimento, popular Pelé, Ademir da Guia, Messi, Kaka, Neyma; a nível local: Ziza, Toninho Sestren, Ayone, Beto Casagrande entre outros.

 Qual a melhor partida que assististe, indo ao campo ?
Foi a final do Catarinense entre Avai e Chapecoense em Florianópolis.

Teria lugar para o C. A. Carlos Renaux e para o C.E. Paysandu?
O futebol profissional, hoje, ficou muito caro. Para montar uma estrutura com alojamento, alimentação, documentação de atletas, viagens, arbitragens, cozinheiras, plantel, comissão técnica e outros, no mínimo importa num montante de cinqüenta mil reais mensais. Agora, vejam minha opinião, deveria sim haver uma união saudável entre as diretorias, aí sim. Um faz o social, o outro, a base e o outro o profissional. Com certeza, seríamos fortes para poder pensar num campeonato brasileiro, já que o nosso Prefeito Paulo Roberto Eccel está certo de que vai sair a Vila Olímpica.]

O que está faltando para o Brusque deslanchar?
O Brusque precisa de uma gestão que pense em estruturar o clube financeiramente. Vejo nós ganharmos títulos, vejo nós cairmos para a segunda divisão e isso acontece porque, um ano tem patrocínio e outro ano não tem. Isso ocorre porque quem patrocina são quase sempre as mesmas empresas, às vezes, nem é foco delas, mas patrocinam para ajudar. O time da cidade, o Brusque, necessita de uma receita mensal garantida para termos futebol durante o ano inteiro. Então, no meu ponto de vista, precisamos motivar o torcedor, que é nosso patrimônio maior, e ressalte-se é uma torcida apaixonada e, então, como fonte de renda,   fazer  uma carteira de uns dois a três mil sócios-torcedores para poder, pelo menos, manter o clube em evidência e tocando as categorias de base, que hoje é essencial  para um time profissional

Uma palhinha sobre a vida profissional
Quando pequeno, entre nove a dez anos de idade, vendia picolé, laranja, abacaxi, nas casas para auxiliar meu pai, depois comecei a bater tapete; aos catorze anos fui registrado na Tapeçaria do Beto Rosin; aos dezesseis, ingressei na Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, como carregador de espulas; aos dezoito fui servir à Pátria, no 23 BI, Blumenau, lá, como premiação, fiz um curso de torneiro e retornei, após terminar o compromisso com o exército, retornei à Renaux. Nessa oportunidade, já na função de torneiro. Trabalhei em duas oportunidades na Renaux, fui para a Buettner, Fundição Hércules. Em 1984, fundamos a Metalúrgica Wilke (quando fui sócio), permanecendo até 1993; depois entrei em sociedade com meu irmão no ramo de comércio. Em 1997, entrei no Brusque F.C. – na época com o Ricardo Vianna Hoffmann; , também ocupei uma Diretoria da Fundação Municipal de Brusque.

Ex -Presidente da FCF e Cazão



                                  Delfin Peixoto Filho (ex- Presidente da FC) , Cazão e J.N. Zunino (Avaí)


  



Roberto Schwarz

O entrevistado desta semana é Roberto Schwarz, nascido em Brusque aos 04 de março de 1952, filho dos saudosos Adolfo Schwarz e Hildegard Correa Schwarz (Kati). Torce para  Brusque Futebol Clube e para o Vasco da Gama - RJ








 VÔLEI

Em que equipes atuou?

 Sempre joguei pela Sociedade Esportiva Bandeirante e pela CME defendendo as cores de Brusque nos jogos abertos de Santa Catarina.

Posição?

 Sempre fui atacante, jogava na entrada de rede. No vôlei pelo seu dinamismo joga-se em todas as posições.

Vitória memorável?

Houve muitas: como a vitória que tivemos no Ginásio do Bandeirante na final do estadual juvenil que nos consagramos campeões sobre a equipe do Ginástico de Joinville, mas, a mais emocionante e vibrante foi nos jogos aberto de Criciúma, quando derrotamos a poderosíssima equipe de Chapecó, que tinha seu elenco jogadores recrutados no Rio Grande do Sul, e dois deles eram jogadores da seleção brasileira de vôlei na época.

Derrota que ficou atravessada?

 Contra essa mesma equipe de Chapecó, que por ironia do destino caiu em nossa chave já em seguida, aí lutamos muito, mas perdemos de 3 a 2.

Grandes atletas com atuou a favor e contra?

Destacaria a favor - É difícil nominar, pois todos eram muito bons, mas, deixo alguns nomes: Badão, Pipa, Édio Sens, Valmir Venturelli, Gilmar Appel, Arno Eberle, Nilton Rossini, Mauro Maffezzolli, Ingo Lauritzen.

Contra: Badeco, Romeu e muitos outros. O Romeu era o mais alto jogador da época, não era fácil jogar contra ele.

Títulos?

Campeão estadual juvenil e medalha de bronze nos JASC de Joinville

 Bons técnicos? 

Bruno Appel (China), Borbinha, Ricardo, Ivo Ribeiro.

Um bom  dirigente?

 Nelson Spoganicz,

Bons árbitros? 

Tiveram muitos, mas, entre todos o melhor era o DIAS, ele tinha muita personalidade ao apitar    

FUTEBOL E FUTEBOL DE SALÃO

No futebol, atuou no Brucutu?

Sim, por mais de 15 anos vesti a camisa 9 do BRUCUTU.

 O que lembras com carinho do Brucutu?

O BRUCUTU era um grupo eclético no esporte, tinha Bolão, futebol, futsal e bocha. Do BRUCUTU ficaram boas lembras, grandes e duradouras amizades. Hoje sinto saudades daquele tempo, quase todo final final de semana tinha algum evento.

 Em que lugar ficava o Brucutu?

Quando entrei na equipe a reunião ocorria no Caça e Tiro Araújo Brusque, depois migrou ara a Sociedade Beneficente na Avenida Primeiro de Maio 

 Quem integrava a equipe?

Jorge Bianchini,Euclides Boing, popular Quidinho, Lindolfo Klabunde, Antônio Hartke, Guido Ristow, Toninho Scharf, Dapi Maffezzolli, Lourival Augusto Wandrei, Vilson Bruns (que revezava no gol com o Zéca Petermann) e outros.

Quais eram os tradicionais adversários?

Não existiu tradicionais adversários, cada um marcava um jogo com alguma equipe conhecida da época e lá íamos nós para os enfrentamentos. Alguns clubes contra os quais chegamos a jogar: Guarani, Guabirubense e as associações das empresas, alguns nos bairros, tinha o time dos Frateres do convento que enfrentamos. Um dia  fomos convidados para jogar com o  Tupi de Gaspar 



                                                              S. E. Bandeirante
                Mazinho Morelli, Márcio Belli, Pereirinha, Norberto Rosin, Valmir Vanturelli, Borbinha e Roberto Schwartz.



                                                                       
                                                      Brucutu - Futebol de Salão:
Lourival A.Wandrey, Zeca Petermann, Guido Ristow, Quidinho, Dapi Maffezzolli,  Roberto Schwarz, Jorge Bianchini


Borbinha, Édio Sens, Badão, Edgar Pastor, Silvio Tormena, Valmir Vanturelli e  ?.

Agachados: Pereira, Ingo Lauritzen, Zink, Pipa, Roberto Schwarz, Jarbas. O massagista  ?,





                                                  
Idos de 1990 - Brucutu
Em pé: Quidinho, Heleno Gamba, Wlson Bruns, Lourival A. Wandrey, Zéca Petermann,  Adalberto Becker e Guido Ristow;
Agachados: Fernando, Dapi, Jorge Bianchini, Beto Schwartz e Tico Costódio 



                                                Brucutu:
 ? , Euclides Boing, conhecido como Quidinho, Zeca Petermann, Heleno Gamba, Isaias Dalago, Toninho Scharf, Dapi Maffezzolli, Jorge Bianchini, Roberto Schwarz, José Manoel Francisco (Zequinha) e Lourival A. Wandrey






com o filho Rafael Albani Schwarz