quinta-feira, 24 de abril de 2014

José Carlos Padoani

José Carlos Padoani

incursão na história da imprensa escrita



O entrevistado da semana é José Carlos Padoani, nascido em Brusque aos 25/09/1952; filho de Arnoldo Padoani e Maria Paza Padoani; casado com Ivete Padoani, três filhos: Carine, Francine e Carlos Eduardo. Torce para o Palmeiras e Flamengo.
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Nosso entrevistado Padoani com Marcos Dias – na mudança do linotipo para a diagramação computadorizada

Quando criança - o que sonhava ser ?
Queria ser jogador de futebol profissional.

Como conheceu a Ivete?
Éramos vizinhos na infância, nos tornamos amigos e na juventude começamos a namorar. Nos casamos com 4 anos de relacionamento. E estamos convivendo há 37 anos.

Escolaridade?
Fiz até o 2º Grau

Em que período trabalhou no jornal?
Em setembro de 1965. Sai em outubro de 2003, totalizando 38 anos de trabalho dedicados ao Jornal.

Então você iniciou com que idade?
Comecei a trabalhar com 13 anos, fiquei trabalhando no Jornal por 38 anos ininterruptos. Sou aposentado por tempo de serviço desde 1993, mas nunca parei de trabalhar.

Quem foi seu Chefe de oficina na época?
Na época que iniciei, de 1965 até aproximadamente 1980, meu supervisor era Aírton Ferreira.

Como era composta a equipe de trabalho e o que cabia a cada um?
Jaime Mendes era o diretor, Aírton Ferreira era o supervisor, Sr. Wilson Santos como jornalista, e os funcionários, Renato, Tecla, Roseli Belli, Alvir Renzi, Beto Bertholdi e outros.
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Padoani com Carlos Alberto Bertóldi colocando páginas do jornal na impressora

Qual foi o proprietário do jornal mais companheiro?
Para mim todos foram excelentes, contribuíram para o meu crescimento profissional.

Um pouco da história, nestes 38 anos que trabalhaste no jornal
Quando comecei a trabalhar em 1965, a composição do jornal era feita manual, letra por letra. Por exemplo, tinha uma caixa mais ou menos de 1 metro de comprimento por 0,60 centímetros de largura onde era dividida em quadradinhos, nestes cada um tinha um tipo de letra de A a Z, inclusive o (ï) com trema e o (ñ) com til.
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Padoani com Agenor Martins na Linotipo

E o tamanho da fonte?
Essas fontes tinham tamanho de 6, 8, 10 e 12, sendo a fonte 10, a mais utilizada e as caixinhas que tinham mais letras era “e”, “a”, “o”. Essas letras eram juntadas dentro de um 'componidor,' e sendo colocadas na 'bulandeira' para montar a página juntamente com os títulos maiores. Quando formavam 4 páginas seguiam para máquina de impressão, onde eram passadas folha a folha manualmente e, terminada a impressão, as letras eram distribuídas novamente nas caixinhas para a composição de novas páginas. A máquina imprimia 1000 folhas por hora, se tudo corresse bem.

Onde estava localizado o jornal?
Antigamente, o jornal localizava-se nos fundos da Prefeitura e em cima da feira livre. Depois passou para o lado, na Fábrica Buettner. Em 1971 o Jornal mudou-se para o Bairro Santa Rita. Nesta época o diretor comprou uma linotipo, onde começou a facilitar o nosso serviço, eram montadas as letras “matrizes” em placas de chumbo em auto relevo pela linotipo. Essa máquina tinha que ser ligada 3 horas antes de começar a trabalhar para alcançar a temperatura de no mínimo 600º C, derretendo o chumbo, e o operador dessa máquina era Agenor Martins, depois Aloísio Wipel e mais tarde, Beto Bertholdi. Usava-se o chumbo que posteriormente era novamente derretido numa caldeira para retirar as impurezas e reutilizar.

Quem comandava o jornal?
De 1965 até 1986, o Jornal ficou sob responsabilidade e direção do Jornalista e
Exator Estadual, Sr. Jaime Mendes, sendo que em 86 veio a falecer. Após o inventário a família resolveu vender o Jornal para 10 sócios quotistas, sob a direção do Sr Cyro Gevaerd, ex-Prefeito.

Com quem aprendeu mais?
Com os jornalistas Jaime Mendes, Cyro Gevaerd e Wilson Santos aprendi muito, posso dizer que foi um dos aprendizados mais importantes que tive, tanto no quesito profissional como ser humano.
Meus maiores aprendizados versavam na área da escrita e diagramação, onde aprendi muito sobre a língua portuguesa, sendo que até ajudava fazer a revisão. Passado algum tempo, o Grupo Buettner, como quotista, adquiriu as demais participações e assumiu a direção sob o comando do Sr Herbert Pastor, ficando até 1994, quando o então empresário Jorge Colzani, adquiriu o Jornal, mudou a tecnologia para que todo processo fosse computadorizado, sendo que a impressão passou a ser terceirizada no Jornal A Notícia de Joinville. e após 3 meses, passou a ser impresso no Jornal de Santa Catarina onde permanece até hoje. Em 1998, a direção passou a ser exercida por Cláudio Schlindwein permanecendo até os dias atuais.

Houve algum fato marcante com grande repercussão jornalística?
A queda da ponte Irineu Bornhausen, e a enchente de 1984, ambos fatos tiveram uma grande repercussão e cobertura jornalística de âmbito nacional.

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A queda da ponte Irineu Bornhausen

Quem mais escrevia artigos e sobre que assuntos ?
Quem mais escrevia os artigos era o Srs. Jaime Mende e Vilson Santos. O que mais escreviam era sobre os fatos do dia a dia.

E dos que não eram da casa?
Os que não pertenciam ao jornal eram: Silveira Junior, Alvir Renzi (colunista social e esportista), José Carlos Natividade (reporter).

Como compara o trabalho na imprensa na época em que você trabalhou com a imprensa de hoje?

Antigamente as notícias chagavam ao jornal pelos colunistas fixos e alguns assuntos que aconteciam na cidade durante a semana, além disso o sr. Jaime Mendes recebia material de agências de publicidade do estado. Na época o jornal era feito artesanalmente, juntando as letra por letra, e as fotos eram chamadas de clichê, que eram gravadas em uma chapa de zinco. Hoje o jornal tem outra estrutura com noticias mais fáceis de buscar, mais jornalistas de plantão, mais tecnologias e mais facilidade de locomoção e ainda possui a facilidade da internet para se fazer noticias.






O trabalho com o jornal trouxe muitos conhecidos e muitas amizades?
Ao longo de todos os anos trabalhados no Jornal fiz muitos amigos e fiquei muito conhecido nos meios sociais e rodas esportivas brusquenses e catarinenses.

Se fosse para recomeçar – faria todo o percurso novamente?
Somente se tivesse a cabeça que tenho hoje, somente neste caso retroagiria no tempo. Talvez mudasse alguma coisa, mas não sei como seria.

O que fazes hoje no SAMAE?
Quando sai do Jornal trabalhei no Parque Zoobotânico de 2004 até janeiro de 2009. Nessa época fiz um processo seletivo pela SAMAE ingressando como jardineiro. Em novembro de 2009, quando saiu o concurso para provimento de cargos no SAMAE, eu participei e fui aprovado, assumindo efetivamente o cargo de servidor público.

Finalizando, Uma palhinha sobre a Associação Samae?
Para mim, a diretoria da Associação do Samae busca fazer sempre o melhor para seus associados, integrando sempre em ações recreativas todos os participantes. Participo sempre da Copa Samae que é um tipo de integração de todos os membros catarinenses, como forma recreativa e social em diversas modalidades. Neste ano, este evento vai ser realizado em Gaspar.A Associação também organiza viagens e festas, por exemplo, Festa dos Trabalhadores, Festa Junina, Jantar Dançante no final do ano, Torneios de Canastra, Dominó e Sinuca e todas as sextas realizam um encontro entre os amigos associados.

Publicado no Jornal EM FOCO aos 26 de julho de 2013.

Evandro de Mello Amaral


Evandro de Mello Amaral

Defesa Civil


O entrevistado da semana é o Diretor Geral da Defesa Civil de Brusque Evandro de Mello do Amaral, nascido na cidade de Itaqui-RS em 26 de março de 1969; filho dos saudosos José Moraes Pereira do Amaral e de Anália de Mello do Amaral. Filhos: Luiz Fernando Nunes do Amaral, Luiz Gustavo Nunes do Amaral e José Moraes Pereira do Amaral Neto. Torce para Internacional de Porto Alegre
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Nosso entrevistado o Diretor Geral da Defesa Civil de Brusque Evandro de Mello do Amaral

Quais são as lembranças que você tem da sua infância?
A minha infância foi muito trabalhada, tinha que ajudar os pais, desde os 09 anos eu vendia picolé, vendia pão que a minha mãe fazia, pasteis entre outras coisas. Ajudava meu pai no trabalho dele, alimentava os animais (vacas, cavalos, ovelhas e galinhas). Ajudava tirar leite, cortar lenha no mato...Mas também brinquei muito e sempre me dediquei aos estudos, de onde tenho muitas boas lembranças.

Você tem amigos da infância ainda?
Meus amigos ficaram no Rio Grande do Sul, quando vim para Santa Catarina com 14 anos. Mas sempre volte a minha cidade natal e revejo meus amigos e amigas, principalmente do tempo da escola.
O que sente falta da infância?
Principalmente do meu pai e minha mãe, da casa onde morávamos e dos tempos da escola, vivi momentos muito especiais naquele lugar que ajudaram a forjar o homem que sou hoje.

Quando você era criança queria ser adulto?
Sempre sonhei ser adulto e quando ouvia o som do motor dos carros que passavam na rodovia próximo a minha casa, imagina morando em grandes centros e sonhava em um dia vencer na vida e ser alguém importante.

Sonho de criança?
Exatamente em conhecer o mundo, estudar, ser alguém.

Como foi sua juventude? O que você mais gostava de fazer para se divertir?
Na minha juventude eu era meio atleta, jogava futebol amador, gostava de correr, participei de vários eventos de corridas rústicas, meia maratona. Meu principal foco era mesmo o esporte e a continuidade nos meus estudos, pouco saia pra baladas, vivi muito intensamente os anos 80 e tenho muitas lembranças boas daquela época.

Quais eventos mundiais tiveram o maior impacto em sua vida durante a sua infância e juventude?
Acho que minha geração foi privilegiada, pois assistimos a vários eventos e mudanças no mundo e no Brasil. Lembro pouca coisa nesse sentido na minha infância, porém, entre a minha juventude e já adulto assisti a queda do muro de Berlim, Impeachment do presidente Fernando Collor de Mello; Guerra do Iraque e captura e morte de Sadam Hussein, I Rock in Rio, Ataque as Torres Gêmeas nos EUA. A única coisa que lembro da minha infância foi a conquista em 1979 do Tri Campeonato Brasileiro pelo Internacional de forma invicta, com aquele timaço que até hoje dá saudades...rssss.

Pessoas que influenciaram ?
Meu pai, com ele aprendi a respeitar, a ser humilde, a trabalhar, a ser homem e acima de tudo ser honesto! Ele na verdade não era meu pai biológico, eram meus avós que me adotaram, me registraram e me criaram como se filho fosse.

-Como era a escola quando você era criança? Quais eram suas melhores e piores matérias? De que atividades escolares e esportes você participava?
Sempre fui muito ativo na escola. Eu era um verdadeiro CAPETA quando saía para o recreio, mas bastava uma olhada de uma professora que eu imediatamente parava o que estava aprontando, pois sempre fui muito disciplinado. A escola era maravilhosa, eu era participativo, gostava de todas as matérias e sempre fui muito bem em todas elas, nunca peguei exame e sempre passei “por média” como diziam lá no RS. Eu me destacava na escola a ponto de representar minha escola no projeto “Vereador Mirim” onde os melhores alunos das escolas do município assumiam  a Câmara de Vereadores por um dia e os projetos apresentados eram aceitos e executados pelo poder executivo. Lembro que pedi a ampliação da minha escola e ainda hoje quando vou lá tem um quadro com meu nome em agradecimento.

Formação escolar ?
Fiz o ensino fundamental até a 4ª série na Escola Municipal Aníbal Loureiro, depois passei para o Colégio São Patrício, onde estudei a 5ª Série, ambos na cidade de Itaqui-RS, depois eu vim para Santa Catarina onde retomei meus estudos na 6ª série na Escola Estadual Nereu Ramos em Itajaí, onde terminei o Ensino Médio (2º Grau) com o Curso Técnico em Contabilidade. Já no Ensino Superior foi na Unifebe, meu primeiro contato com Brusque. Depois fiz Especialização em Gestão Pública pela IFSC e estou matriculado para uma nova especialização em Defesa Civil pela Unisul.

Primeira professora?
Não lembro o nome da minha primeira professora, mas lembro do seu rosto, de seu jeito e de seu carinho com todos os alunos.

Grandes professores?
Meu pai avô, que mesmo analfabeto me ensinou a base para a construção do caráter de um homem....ser justo!



Como surgiu Brusque em sua trajetória?
Inicialmente quando vim pra cá para estudar Educação Física na Unifebe, depois com o convite para assumir a Defesa Civil que me fez mudar definitivamente para esta cidade que a cada dia descubro coisas novas e aprendo a gostar cada vez mais.

Como está formada a equipe da Defesa Civil?
A nossa equipe está formado por um quadro de profissionais excelentes, tenho agentes de defesa civil, tenho engenheiro, assistente social e outras pessoas comprometidas, que não medem esforços para ajudar a comunidade. Aqui conseguimos construir uma família que ninguém diz “não” pra nada e graças ao exemplo, todos incorporam esse espírito de atender bem a todas as pessoas e com a maior agilidade possível.

Como o senhor vê a Defesa Civil nos municípios e como melhorar suas atividades preventivas evitando perdas de vidas e de patrimônios no período chuvoso?
Defesa Civil não se faz somente com boa vontade. Precisamos de investimentos. Mas considero que estamos no caminho certo, muitas coisas estão acontecendo, creio que em pouco tempo teremos uma bela estrutura tanto no estado quanto em nosso município. Se comparado a outros municípios, Brusque está muito bem obrigado.

Em sua opinião como se faz uma Defesa Civil de excelência?
Com investimento, dedicação, com muita atenção às pessoas, especialmente aos mais velhos, pois estes detém o verdadeiro conhecimento. Mas não se faz Defesa Civil de excelência sem o comprometimento de TODAS as pessoas, entidades, poder público e sociedade civil organizada.

O que é um Plano de Contingência? Esse Plano de Contingência abrange somente o município?
Um plano de contingências nada mais é do que você escrever num documento aquilo que você faria numa situação adversa. Dando funções e responsabilidades a todos os envolvidos. Plano de contingência pode ser a nível federal, estadual, municipal, pode ser dentro de uma empresa, comunidade e até mesmo pode haver um Plano de Contingência Familiar, aqui na Defesa Civil temos um modelinho familiar. O que fazer no caso de uma emergência, é muito interessante.

Como acontece o monitoramento, prevenção e apoio ao socorro e recuperação quando os desastres acontecem?
A Defesa Civil tem a missão de articular e preparar, especialmente em épocas de normalidade. As pessoas imaginam a Defesa Civil salvando, resgatando. Esse papel não é nosso, nosso papel é de gerenciamento e coordenação. Defesa Civil somo todos nós e o papel da resposta é de todos, especialmente do Corpo de Bombeiros que é o braço operacional da Defesa Civil.
Na fase de recuperação a Defesa Civil entra com o apoio técnico, documentação, decretação de Situação de Emergência e/ou Estado de Calamidade Pública que é o documento básico e necessário para a liberação de recursos para a reconstrução.

Além das ações realizadas quando os desastres acontecem, a Defesa Civil também tem a missão de orientar os cidadãos, a sociedade civil e os governos locais sobre como evitar e se proteger de situações de risco.?
A partir da promulgação da Lei Federal nº 12.608, essa passou a ser a principal missão da Defesa Civil, hoje além das demandas diárias, trabalhamos no planejamento, identificação de áreas de risco, mapeamento das áreas inundáveis, preparação da comunidade através dos Núcleos Comunitários de Defesa Civil – NUPDECs, projeto Escola: Território Seguro em parceria com a secretaria de Educação, além da participação nas entidades e empresas com palestras de cunho preventivo e preparatório.

Algo cômico que aconteceu na sua vida?
Uma vez fomos acionados para fazer um salvamento na praia de Ubatuba em São Francisco do Sul, chegando na praia verificamos muitas pessoas olhando pro mar e todos apontavam uma silhueta que em determinado momento erguia uma das mãos como se tivesse pedindo socorro. Imediatamente organizamos os materiais e acionei o Helicóptero Águia I que fazia o apoio para nós e como o mar estava muito grande (as ondas) e agitado resolvi chamar reforço antes de entrar no mar. Entramos nágua e nadamos muito até o suposto afogado e nada do Águia I, nadamos mais um pouco e quando já estávamos chegando na vítima ouvidos o barulho da aeronave. Aí ao chegar na “vítima” verificamos que se tratava de uma galhada de árvore que boiava mar afora e cada vez que virava, um galho dava a impressão que acenava. Diante da situação resolvemos trazer o galho pra praia e explicar a situação pra população que a essa hora já era uma multidão, inclusive a imprensa...Diante da minha falta de experiência na época, nós entramos na água, quando na verdade deveríamos ter avaliado melhor a situação antes de colocar a guarnição em risco. No final tentamos explicar a todos, mas ficou um ar de “deboche” pra cima de nós....até hoje quando encontro algum antigo tripulante do Águia I eles gozam da nossa cara.


Um resumo de sua trajetória profissional?
Sempre tive vontade de ser militar, na verdade meu sonho era ser SARGENTO do Exército Brasileiro. Mas, quando chegou a época de servir, como eu sabia que quem morava em Itajaí não era escolhido pra servir em Blumenau, eu resolvi voltar pra minha cidade natal, pois é um Batalhão de Fronteira e lá dificilmente alguém era dispensado. Lembro que fiquei um mês fazendo “cri-cri” (limpando mato no meio das lajotas) e finalmente eu lembro que fui dispensado. Diante disso eu insisti inicialmente com o tenente que era o Sub Comandante da minha Companhia e ele me autorizou a falar com o Capitão que era o Comandante. Não fui aceito pra servir porque tinha uma cicatriz na cabeça, que foi adquirida num incêndio na minha casa quando tinha 03 anos. Segundo o capitão, aquela cicatriz iria deixar minha cabeça muito feia e os colegas iriam rir de mim, que eu serviria de chacota para os demais, assim fui dispensado. Por ironia do destino eu passei num concurso pra Bombeiro já aqui em SC em 1991 e quatro meses depois de formado, eu passei pra sargento e hoje já estou na iminência de ser promovido a Sub Tenente. Na minha vida profissional desempenhei várias funções, entre as mais importantes foram os trabalhos de Guarda-vidas que realizei em várias praias do estado, onde além de atuar como guarda-vidas ainda formava as novas turmas e treinava os bombeiros que vinham do interior, se destaca também minha estadia na Centro de Ensino do Corpo de Bombeiros em Florianópolis, onde atuei como instrutor nas novas turmas de bombeiros profissionais. Também inaugurei e fui o primeiro comandante do Bombeiro de Gaspar.

O que você mudaria se pudesse na profissão que exerce ?
Transformaria a Defesa Civil num órgão totalmente independente, pois ainda existe a influência política e econômica que muito atrapalha para a realização do trabalho. A cultura prevencionista precisa ser trabalhada nos bancos escolares para que as futuras gerações não confundam a boa política com falcatruas e troca-troca, principalmente em épocas eleitoreiras.

E a experiência no Corpo de Bombeiros?
Entrei através de um concurso público por acaso, hoje não me vejo fazendo outra coisa. Tudo o que tenho e que sou devo ao Corpo de Bombeiros que é uma instituição fantástica onde me dedico de corpo e alma pra defender seus interesses e trabalho muito pra que seja sempre muito respeitada.

Quais medos você tem ou teve? maior medo é o de envelhecer ou o de entristecer. ?
Medos temos muitos, acho que tenho medo de perder meus filhos, seja pro mundo, seja pra vida e o pior...pra morte.

Qual foi o maior desafio até agora?
Minha vida sempre foi pautada por desafios, pois desde pequeno, devido as dificuldades da família era tudo muito difícil, mas considero meu maior desafio o de estudar e graças a Deus e a minha persistência, consegui atingir meus objetivos.

Você se arrependeu de alguma coisa que disse ou que fez ?
De várias, hipócrita é o homem que diz não se arrepender de nada, embora eu pense muito antes de tomar uma atitude ou de fazer alguma coisa, ainda assim errei muito e se pudesse voltar atrás certamente corregeria meus erros.

Algo que você apostou e não deu certo?
Meu casamento

O que faria se estivesse no inicio da carreira e não teve coragem de fazer?
Concurso pra ir além.

O que você aplica dos grandes educadores, das aprendizagens que teve, no seu dia a dia?
Tudo que é bom é e deve ser aplicado. Sou muito atento e costumo filtrar as informações pra usar somente aquilo que é bom, tanto pra mim quanto pras pessoas que me cercam.

Quais as maiores decepções e alegrias que teve?
Alegrias foram várias, filhos, profissão, sucesso nos projetos, admiração das pessoas pelo meu trabalho e seriedade. Decepções foram poucas, acho que minha maior decepção ainda é não ter transformado a Defesa Civil num modelo para o estado, mas aí não depende só de mim. Acredito que ainda chegamos lá, pois existe a vontade por parte do governo, o que falta é o momento certo para fazer esse investimento.

Qual é a sua maior ambição?
Não tenho grandes ambições, só queria ser lembrado pelas coisas boas que fiz, talvez essa seja a minha maior ambição, deixar um legado.

O que mais incomoda?
A morosidade com que as coisas acontecem no meio público.

De que sente orgulho?
De ser honesto, de NUNCA haver me metido em nenhum tipo de falcatrua e de tratar bem TODAS as pessoas. Esse dom eu herdei de meu pai e minha mãe.

Em quem tem fé?
Em um ser que todos chamam de DEUS e nas pessoas.

Quais são as suas considerações finais?
Expressar meu desejo em transformar a Defesa Civil de Brusque num órgão de excelência e modernidade com ênfase para o uso da tecnologia. Queremos ser modelo para o resto do estado e quem sabe do país. Quero ainda deixar uma frase minha para reflexão: “Não salvamos vidas, quem salva é Deus, somos apenas instrumentos em Suas mãos” (Sgt E
Publicado no Jornal EM FOCO aos 19 de julho de 2013.

Dr Arnoni Ulisses Caldart

Dr Arnoni Ulisses Caldart


Arnoni Ulisses Caldart.
Natural de Joaçaba/SC, nascido aos 01.02.52; casado com Marlice; dois filhos: Adriano e Aloísio.
Como surgiu  Brusque em sua trajetória?
Tendo nascido em Joaçaba, vim para Brusque, por intermédio do conhecidos.

Uma lembrança da juventude?
A Universidade.

Estudos?
Meus estudos foram realizados no Rio Grande do Sul, mais precisamente em Porto Alegre.

Como conheceu Marlice?
Tudo começou quando ela era enfermeira no Hospital em Porto Alegre.

Qual sua especialização?
Otorrinolaringologia que realiza atendimento clínico e cirúrgico de problemas relacionados ao nariz, ouvido e garganta.

A importância da audição?
A audição é um dos sentidos mais importantes e tem função primordial na comunicação e preservação da espécie, já que está ligada a função de alerta. A função vem sendo estudada há muitos anos e sua compreensão ainda não é completa.

Qual o mecanismo da audição?
O mecanismo da audição é bastante complexo, mas podemos resumi-la assim: o som entra pelo conduto auditivo externo, entra em contato com a membrana timpânica e é transmitida para a cadeia Ossicular – martelo, bigorna e estribo. Então o estímulo sonoro é transmitido para o interior da cóclea. A cóclea tem a função de transformar este estímulo em eletricidade – o que é feito pelas células ciliadas do ouvido. Este impulso elétrico é então transmitido para o nervo auditivo e deste ponto para o cérebro.

Sendo o corpo humano uno, a especialização dos ramos da medicina não é uma contradição?
Não.

Quais as diferenças básicas entre os remédios de marca e os genéricos?
A maior diferença é que os genéricos são mais baratos.

A globalização e a medicina?
A globalização contribuiu muito para a medicina.

A internet e a medicina?
A internet também ajudou muito a medicina

Grande nome na medicina?
Em Brusque citaria o Saudoso Dr Carlos Moritz

Se não fosse médico?
Talvez fosse advogado.

O ensino de Medicina, atualmente segue o esperado?
Não segue o esperado.

O que é uma sexta feira perfeita?
Aquela que termina bem a semana.

Lazer preferido?
Tênis.

A administração municipal está no caminho certo?
Não posso opinar, não acompanho.

O Brasil tem acerto?
Tem sim.

Costuma ler jornais?
Sim, diariamente.

Referências

  • Jornal A VOZ DE BRUSQUE. Entrevista publicada em 18 de abril de 2008.

Erich Hoffmann - 2014





Erich Hoffmann






O entrevistado desta semana é ERICH HOFFMANN: filho de Moritz Germano e Ida Willrich Hoffmann, natural de Brusque, nascido aos 30.09.32; são em três irmãos: Maud (falecida com aproximadamente 8 meses de idade), Germano e Erich. Cônjuge: Edith da Silva Hoffmann, casados aos 28.03.57. Cinco filhos: Newton Maurício, Letícia, Morgana, Karina e Janaína; oito netos: Monique, Mariana, Maria Luiza, Isadora Edith, Maria Antônia, Thaís, Leonardo e Frederico Augusto e três bisnetos: Marina, Marthina e Enrico .Marina e Marthina, filhas de Monique - Monique filha do Neuton ). Enrico, filho de Thaís Hoffmann Appel Hering (Thaís filha da Letícia)
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Erich e Edith

Uma palhinha sobre a descendência
Newton Maurício casou com Marisa Amorim, filhos: Monique, Mariana e Maíra; Letícia com Wlademir Appel, filha: Thaís; Morgana com Sérgio Luiz Knihs, filhos: Isadora Edith e Maria Antônia; Janaína com Edison J. Bertão jr, filhos: Leonardo e Frederico Augusto e a Karina .

Como foi sua vida Profissional?
Comecei na Panificadora Hoffmann de meu pai e ao obter o grau de técnico em contabilidade abri o Escritório Contábil- registre-se primeiro Escritório Contábil de Brusque – o qual mantive por uns 8 anos, ou seja, até os idos de 62. Em seguida integrei o Escritório da Cia. Schlosser até 1969 e, em 1970, fui para a tecelagem Santa Luzia, permanecendo até o encerramento das atividades daquela empresa, nos idos de 1962.
Como esportista?
Gostava de acampar e dar umas caçadas.

Três grandes atletas do Renaux?
Entre outros citaria: Pilolo, Isnel e Mosimann.

E do Paysandu?
Wilimar Ristow, Péquinha e Osvaldo Appel.

Como vê o retorno do Renaux e Paysandu?
Ficou difícil em virtude da infelicidade dos próprios dirigentes, que deixaram de investir na ‘prata da casa’.

Quem presida o mais querido da Pedro Werner na época em que o Sr integrava a Diretoria?
O mais querido era presidido por Arthur Appel e o clube da colina , no período 1958 até 1961 foi presidido por Ary Wehmuth e no biênio 61/64, foi o pai dos Jogos Abertos de Santa Catarina, Arthur Schlosser que presidiu a entidade vermelha e branca.

Quais as principais contribuições de Ary Wehmuth?
Na sua gestão foram lançados os JASC, inaugurada a piscina , a sede aquática e duas quadras de tênsi.

Integrou alguma diretoria de Clubes, associações?
Sim, no Clube Esportivo Paysandu, como tesoureiro em 59/60 – ano de Centenário de Brusque - na S.E. Bandeirane, também como tesoureiro de 60 a 65 e na Comissão Organizadora dos Primeiros Jogos Abertos de Santa Catarina, em 1960.

Como foi a criação do JASC?
Trabalhávamos na Cia. Schlosser. Em 57, Rubens Fachini foi a São Paulo para acompanhar os Jogos Abertos do Interior. Em 58, o saudoso Manfredo Hoffmann e eu fomos a Piracicaba, também acompanhar àqueles jogos. Em 1959, também foi o Pipóca. Assim, com as observações feitas foi criado os JASC. Registre-se que o Bruno Appel, popular China, sempre acompanhava, até por ser treinador da equipe de vôlei feminino que participava dos Jogos Abertos do Interior de São Paulo.

Jogos Abertos de São Paulo
A cidade de Brusque foi convidada oficialmente a participar dos jogos abertos de São Paulo, e prontamente as equipes do SEB partiram para o desafio e com uma comitiva para o intercambio com intuito de buscar informações para concretizar os JASC (Jogos Abertos de Santa Catarina), segue os anos de participação. Em 1957 em São Carlos, 1958 em Piracicaba e 1959 em Santo André.

JASC (Jogos Abertos de Santa Catarina)
Em 1960 através de seu principal fundador Arthur Schlosser o JASC nasce no estado de SC nas dependências do SEB. Considerada a segunda maior competição poliesportiva do país, atrás somente dos jogos abertos do Interior de SP. Considerada o principal evento do desporto amador catarinense.
A competição ainda retornaria para a cidade de Brusque em 1965, 1985, 2000 e 2010.

Brusque participava em São Paulo?
Sim, eram convidados duas a três equipes em destaque para participar daqueles jogos, entre elas Brusque/Bandeirante.

Um fato curioso?
O emblema olímpico – na portaria da Sociedade Esportiva Bandeirante - estava de cabeça para baixo. Interessante que ninguém observou a não ser o saudoso Arthur Schlosser que viu depois.

Nunca pensou em ser candidato a vereador ou outro cargo?
Não, política nunca fez minha cabeça. Apenas trabalhei nas eleições por determinação da Justiça eleitoral.

Como compara a proteção ambiental, ontem e hoje?
Hoje está um pouco mais protegido, houve uma redução dos furtos de palmito e na caça predatória, apesar do problema não estar resolvido.

Os órgãos governamentais estão preparados para proteger o meio ambiente?
Com certeza, ainda não.

Alguns nomes na proteção ambiental?
Ernesto Guilherme Hoffmann e Vilson Morelli.

Fatos marcantes?
Ter participado da Comissão Organizadora dos JASC – 60 e 65 – juntamente com o saudoso Arthur Schlosser, Ari Wemuth, Alfredo Kohler (in memoriam), Rubens Fachini, Manfredo Hoffmann (in memoriam), Pipóca, entre outros. A participação do filho Niltinho, na equipe do Paysandu em 86, quando retornamos à primeirona. O fato de ter integrado as diretorias do Paysandu e Sociedade Esportiva Bandeirantes.

O que faz Erich Hoffmann, hoje?
Estou aposentado, administro - como contador – os bens da família.


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A família: Janaina, Neuton Maurício, Erich, Edith ,Letícia, Morgana e Karina

Uma palhinha sobre sua trajetória e como conheceu a Edith?
Era o início da década de 50 e Brusque vivia seus anos dourados: época das primeiras geladeiras à querosene, a indústria têxtil a pleno vapor. Na movimentada rodoviária da cidade, a rotina incansável e incessante de ir e vir só contrastava com a doce visão da moça chamada Edith, funcionária do local. Quem a observava, logo ali ao lado, em meio ao trabalho da confeitaria vizinha, era o jovem, vivaz de nome Erich. E foi ali, imersos no afã do dia a dia que surgiram os olhares, que surgiram as palavras, que surgiram as conversas de vizinhos, que surgiu a amizade, que surgiu o deseja de estar junto... e o desejo se realizou. Nos cincos anos seguintes, Erich e Edith aprenderam um sobre o outro e, ainda que inconsequentemente, fizeram um pacto: o de crescer juntos. Entao, os dois formaram uma equipe. Edith começou a auxiliar na confeitaria. Erich perseverou nos estudos e graduou-se Técnico Contábeil em 1955. Como consequência abriu, no ano seguinte, seu escritório de contabilidade, o primeiro de Brusque, juntamente com Rubens Fachini e Euclides Visconti. O tempo passou. A parceria se fortaleceu. E os sentimentos que os dois já conheciam há tempos veio oficializar-se no dia 28 de março de 1957 (quinta feira, dia anterior ao aniversário da noiva), ante o Pastor Lindolfo Weingartner, as testemunhas e apenas 4 convidados. O sim que pronunciaram selava o exemplo mais sincero de altruísmo: doar-se um ao outro por todos os dias de suas vidas; doar o melhor de si, sem esperar recompensas, mas pelo bem de uma família. Os três anos seguintes podem ser definidos em uma palavra: alegria. Não faltaram bailes, festas, os carnavais no Paysandu. A estratégia da equipe continuava dando certo. Havia tempo para o trabalho (foi nessa época que Erich tornou-se tesoureiro da Sociedade Esportiva Laranjeiras e do Clube Esportivo Paysandu. Também envolveu-se na história pioneira que criou o JASC, juntamente com os colegas Manfredo Hoffmann, Rubens José Fachini, Orlano F. Muller, China coma equipe de vôlei feminino que foram a São Paulo em 57,58 e 59, por conta de Arthur Schlosser). Também havia tempo para os hobbys como jipes (trouxe o primeito Pampa tração 4 rodas, o primeiro jipe da Engesa e o primeiro Gurgerl), como o mato, como o sítio. A partir de 1960, o foco da diversão do casal teve uma ligeira mudança: chegava o primeiro filho, Niltinho. E a diversão só aumentou com a chegada de Letícia ( em 1961) e Morgana (em 1962). Em 1967, Karina trouxe o “cheirinho de bebê” de volta à casa da família. E quando se pensava que a prole estava completa, surge a pequena Janaina, em 1975. O casal aperfeiçoava a estratégia da equipe: agora, além de viver um para o outro, apredem a viver também para os filhos. Esta estratégia levou o jovem pai Erich a mudanças profissionais. Em 1962, trabalhava para a Companhia Industrial Schlosser, que fez dele, em 1968, seu procurador. Em 1970, dividia seu tempo entre Cortume Brusquense e Tecelagem Santa Luzia, onde se aposentou em 1992. A estratégia funcionou. Os filhos criados com todo o zelo cresceram e também formaram suas vidas. Povas vivas disso são os netos Thaís, Monique, Mariana, Maíra, Isadora, Maria Antônia, Leonardo, Frederico e o mais novo membro da família que inicia uma nova geração: a pequena Marina, Enrico e Marthina. A este ponto, a curiosidade apura: qual o segredo para tanto tempo de casamento? Um simples “é muito fácil conviver com ela. Sempre nos demos bem...” sai instantaneamente como resposta de Erich. E Edith complementa: “nem parece que passou tanto tempo”. O bem mais valioso que poderão deixar para os descendetnes é o exemplo do que viveram, que, para eles, se resume num simples conselho: “a gente tem que viver e deixar viver “, concorda o casal! (texto de Patrícia H. Giraldi).


50 anos de Bandeirante
Dentre tudo o que foi passado era vários os motivos para comemorar cinco dezenas de vida esportiva e social. Para tal a diretoria resolveu promover um mega evento que seriam realizados nos dias 9,10 e 11 de junho, evento que foi um sucesso e parou a cidade de Brusque por três dias.
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Em paralelo a isso, a Sociedade Esportiva Bandeirante anunciou o lançamento do Hino oficial do clube.
Hino Oficial do Clube
Vem ginasta, leal companheiro,
Nas fileiras gloriosas formar!
Bem unidos, coesos e fortes,
Nossos hinos irão cantar. Hip-Hip!
Altaneiros Bandeirantes
Fonte erguida, alma leal,
Eia! Avante a marchar triunfantes
Em conquista d`um nobre ideal!
Os fanais que acesos na Olímpia
Iluminam com eterno fulgor
O caminho as nossas falanges
Dedicados ao esporte com amor! Hip  hip
Sem Inveja, cobiça e ódio
Formaremos nos campos a lutar
Um troféu tão somente, o louro
Da vitória nos há de hornar, hip hip.
Letra: Leopaldo Germer / Música: Aldo Krieger

Publicado no Jornal EM FOCO aos 31 de janeiro de 2014.

Erich Hoffmann 2003

Erich Hoffmann


A família: Letícia, Morgana, Edith, Janaína, Erich, Karina e Newton.

.ERICH HOFFMANN: Filho de Moritz Germano e Ida Willrich Hoffmann, natural de Brusque, nascido aos 30.09.32; são em três irmãos: Maud (falecida com aproximadamente 8 meses de idade), Germano e Erich. Cônjuge: Edith da Silva Hoffmann, casados aos 28.03.57. Cinco filhos: Newton Maurício, Letícia, Morgana, Karina e Janaína; oito netos: Monique, Mariana, Maria Luiza, Isadora Edith, Maria Antônia, Thaís, Leonardo e Frederico Augusto.

Travessa do rio para Serraria do Sabiá, em Ribeirão do Ouro, em 04/05/52.

Uma palhinha sobre a descendência
Newton Maurício (Marisa Amorim): Monique, Mariana e Maíra; Letícia (Wlademir Appel): Thaís; Morgana (Sérgio Luiz Knihs): Isadora Edith e Maria Antônia; Janaína (Edison J. Bertão jr): Leonardo e Frederico Augusto e a Karina é solteira.

Estádio Augusto Bauer, enchento de 84.

Como foi sua vida Profissional?
Comecei na Panificadora Hoffmann de meu pai e ao obter o grau de técnico em contabilidade abri o Escritório Contábil, onde permaneci por uns 8 anos, ou seja, até os idos de 62. Em seguida integrei o Escritório da Cia. Schlosser até 69 e, em 70, fui para a tecelagem Santa Luzia, permanecendo até no encerramento das atividades daquela empresa.

Equipe do Paysandu, idos de 85. Em pé: Guto, Luiz Carlos, Claudecir, Da Silva, Viana e Lúcio. Agachados: Mauro Veraldi, Gums, Angioletti, Marco Antônio e Niltinho.

Como esportista?
Gostava de acampar e dar umas caçadas.

Três grandes atletas do Renaux?
Entre outros citaria: Pilolo, Isnel e Mosimann.

E do Paysandu?
Wilimar Ristow, Péquinha e Osvaldo Appel.

Como vê o retorno do Renaux e Paysandu?
Ficou difícil em virtude da infelicidade dos próprios dirigentes, que deixaram de investir na ‘ prata da casa’.

Integrou alguma diretoria de Clubes, associações?
Sim, no Clube Esportivo Paysandu, como tesoureiro em 59/60 – ano de Centenário de B rusque - na S.E. Bandeirane, também como tesoureiro de 60 a 65 e na Comissão Organizadora dos Primeiros Jogos Abertos de Santa Catarina.

Como foi a criação do JASC?
Trabalhávamos na Cia. Schlosser, em 56, Rubens Fachini foi a São Paulo para acompanhar os Jogos Abertos do Interior. Em 57, o saudoso Manfredo Hoffmann e eu fomos a Piracicaba, também acompanhar àqueles jogos e logo depois, também foi lá, o Pipóca. Assim, com as observações feitas foi criado os JASC. Registre-se que o Bruno Appel, popular China, sempre acompanhava, até por ser treinador da equipe de vôlei feminino que participava dos Jogos Abertos do Interior de São Paulo.

Em São Paulo?
Sim, ela convidado duas a três equipes em destaque para participar daqueles jogos, entre elas Brusque/Bandeirante.

Um fato curioso?
O emblema olímpico – na portaria - estava de cabeça para baixo. Interessante que ninguém observou a não ser o saudoso Arthur Schlosser que viu depois.

Nunca pensou em ser candidato a vereador ou outro cargo?
Não, política nunca fez minha cabeça. Apenas trabalhei nas eleições por determinação da Justiça eleitoral.

Como compara a proteção ambiental, ontem e hoje?
Hoje, está um pouco mais protegido, houve uma redução bis furtos de palmito e na caça predatória, apesar do problema não estar resolvido.

Os órgãos governamentais estão preparados para proteger o meio ambiente?
Com certeza, ainda não.

Alguns nomes na proteção ambiental?
Ernesto Guilherme Hoffamann e Vilson Morelli.

Fatos marcantes?
Ter participado da Comissão Organizadora dos JASC – 60 e 65 – juntamente com o saudoso Arthur Schlosser, Ari Wemuth, Alfredo Kohler (in memoriam), Rubens Fachini, Manfredo Hoffmann (in memoriam), Pipóca, entre outros. A participação do filho Niltinho, na equipe do Paysandu em 86, quando retornamos à primeirona. O fato de ter integrado as diretorias do Paysandu e Sociedade Esportiva Bandeirantes.

O que faz Erich Hoffmann, hoje?
Estou aposentado, administro - como contador – os bens da família.

Referências

  • Jornal Em Foco. Entrevista publicada em 15 de fevereiro de 2003.

Hermes Morsch - Assessoria Jurídica

Hermes Morsch


HERMES MORSCH: Filho de Oscar Morsch e Edla Muller Morsch; natural de Brusque, nascido aos 16.07.49. São em dois irmãos: Marlene e Hermes; dois filhos: Allan e Michele. Torce para o C. A. Carlos Renaux. Foi Assessor Jurídico – a Procuradoria-Geral foi criada em 1991, mediante a Lei 1675/91 - na Administração César Moritz/Antônio Abelardo Bado, hoje é empresário
Como foi sua vida profissional até aqui?
Aos 17 anos ingressei no Banco Agrícola Mercantil, que depois passou ao Unibanco, permanecendo por 5 anos; depois fui para a Desentex – fazia desenhos têxteis para a Cia Schlosser – em 73, já formado passei a ser o Assessor Jurídico da Administração César Moriz/Antônio Abelardo Bado, popular Badinho e, atualmente, como empresário, tenho a Metalúrgica Mohaza, desde abril de 1977.

Como era ser Assessor Jurídico do Município?
A Assessoria Jurídica era um órgão de assessoramento direto ao Prefeito, juntamente com a Chefia de Gabinete. Em seguida, vinham os Diretores de áreas – o que hoje denomina-se Secretarias Municipal. Nos primeiros meses não recebíamos remuneração, vez que o Projeto de Lei da Reforma Administrativa estava em tramitação. Muitas vezes saíamos da Prefeitura, por volta das 22 horas ou até mesmo pela madrugada, devido os trabalhos junto ao Chefe do Poder Executivo.

Os Projetos de Leis, Decretos e Portarias, eram da competência da Assessoria Jurídica ou da Chefia de Gabinete?
Na Assessoria Jurídica predominava matérias atinentes ao patrimônio, tais como: desapropriações, indenizações, e também a elaboração de Pareceres e a revisão dos Projetos de Leis a serem encaminhados ao Legislativo, bem como, revisar os Decretos e Portarias.

O Assessor Jurídico assinava os atos administrativos?
No início não, mas na sequência, sim. O Assessor Jurídico assinava, juntamente, com o Prefeito César Moritz – nas suas ausências com o Vice, Antônio Abelardo Bado – e com o Responsável pela área a que se referia o ato: matérias de cunho geral, como denominações de ruas, era com o Chefe de Gabinete, Roberto Hartke Filho; se financeiro, como dotações orçamentárias, era com o Abrão Colzani; se administrativo, com Carlos Henrique Jacobs.

Com qual dos Prefeitos daria para comparar o governo de César Moritz/Badinho?
O César Moritz era muito ativo, inovador e empreendedor, enfrentou o conservadorismo da cidade, programou o Município para 20 anos adiante: Sistema de esgoto, abertura e alargamento de ruas, calçamento e implantação de empresas. Contratou o IBAM, para elaborar a reforma administrativa e o Estatuto do Servidor. Determinou a elaboração do levantamento aerofotogramétrico da cidade, no sentido de implantar o Cadastro Urbano. No início pode deslanchar, vez que o Pilolo deixou as finanças em dia. Compararia com o Ciro Marcial Roza, pelo espírito ativo, inovador e fortemente empreendedor.

Algumas realizações da Administração César Moritz/Badinho?
Em Obras e Serviços Públicos: Abertura de ruas, Calçamentos de ruas à paralelepípedos, incentivos à instalação de várias empresas: Metalúrgica Bomasi, Tecelagem Santo Antônio; Malhas e Conf. Saragon, Serras Piranhas, Industrial Appel, Irmãos Zen; terrenos para a construção do trevo do Steffen, de um Posto de Ambulatório e Igreja Santa Luzia às Escolas; Foi criado o Cadastro Urbano e o serviço agropecuário e o terreno para a Agência do Besc. Na área jurídica: Regulamentação de concurso; de Incentivos Econômicos e estímulos fiscais, do código tributário, da promoção e acesso do servidor, a organização da defesa civil, o estatuto da Febe, o quadro de pessoal do Município e o Regime Jurídico dos Servidores Públicos.

Lembra dos integrantes do primeiro e segundo escalão?
Entre outros: Roberto Hartke Filho –Chefia de Gabinete; Carlos Henrique Jacobs- administração; Abrão Colzani – Finanças; Moacir de Souza – Obras e Serviços Públicos; Walmir Wagner –Educação e Cultura; Agenor dos Santos –Contabilidade; José Laércio Gonzaga- Receita; Hilário Cervi – Tesouraria; Valmor Fidélis –Pessoal e, Sílvio Zucco – Expansão Econômica.

Pelos atos administrativos da época houve alternância de chefia? O Sílvio antes era finanças e o Colzani, Obras e Serviços Urbanos e também, Expansão Econômica?
O Prefeito César, conforme as necessidades de agilização, procedia permuta dos Diretores, de conformidade com o problema que surgia, aproveitando melhor a competência de cada Diretor. Como empreendedor, visualizava uma situação e adequava a equipe, segundo a competência dos integrantes.

Em 76, Roberto Hartke Filho, licenciou-se para concorrer nas eleições, e você acumulou o cargo de Chefe de Gabinete?
Sim, naquele período.

Lembra que Conselhos e Comissões existiam ou foram criadas?
Lembro do Conselho Municipal de Engenharia Sanitária, Conselho Municipal de Desenvolvimento de Brusque, Conselho Municipal de Cultura, da Comissão Municipal de Turismo, Comissão Municipal de Defesa Civil –COMDEC e, a Comissão de Promoção e Acesso.

A comissão de Promoção e Acesso, formada por você – Assessor Jurídico, Carlos Henrique Jacobs – Administração, Abrão Colzani – Finanças, apurava o merecimento e habilitação dos servidores, obteve resultados positivos?
Com certeza, foi levado muito a sério, inclusive acabamos com alguns privilégios e, efetivamente o servidor passou a ter a possibilidade de crescer no quadro do município.

No apagar das luzes do governo Pilolo, foram alterados os feriados municipais, passando a ser: Sexta feira santa, Ascensão do Senhor, 4 de agosto e 15 de agosto, posteriormente, com a extinção do feriado de 15 de agostos, contribuiu para o enfraquecimento da tradicional festa de Azambuja?
Se o evento já contava com menor frequencia de romeiros, a extinção do feriado, certamente, enfraqueceu sensivelmente o evento.

Quando o saudoso Antônio Luiz da Silva presidia a OAB de Brusque, você era um assíduo participante das reuniões e eventos, continua firme na participação?
Nos últimos dois anos, em virtude dos compromissos com a atividade profissional, reduzi minha participação.

Politicamente, nunca pensou em envolver-se – em sair como candidato?
Na última eleição, quase sai candidato a vereador pelo PMDB. Na última convenção, para facilitar o comando político desisti, vez que tínhamos dois candidatos a mais do que o permitido.

O que faz Hermes Morsch, hoje?
Sou empresário –Metalúrgica Mohaza – e como hobby, pratico o motociclismo.


Referências

  • Jornal Em Foco. Entrevista publicada em 25 de julho de 2003.

Jacó Crespi - Kuka Fresca

Jacó Crespi

Jacó Crespi, iniciou sua trajetória profissional aos 12 anos, ajudando a carregar madeira na madeireira de João Crespi, seu tio, no bairro Santa Terezinha. Aos 14 anos, em 1968, começou a trabalhar na Fábrica de Tecidos Renaux como mascate e depois passou a tecelão. Em 1972 serviu o exército em Brasília no 1° Regimento da Cavalaria Dragões da Independência. Até o ano de 1991 permaneceu na Renaux, após este período em sociedade com o sogro Modesto Eccel, deu início a um negócio próprio, a Lanchonete Kuka Fresca, situada no Bairro Souza Cruz tendo permanecido lá até 2010. Agora aposentado presta serviços para a Imobiliária Smaniotto.
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Onde e quando nasceu?
Nasci em Brusque em 14 de julho de 1953.

A esposa, como a conheceu?
É a Maria Albertina Crespi, a conheci quando ela passava em frente à minha casa. Ela passava com um Chevette amarelo de vez em quando e ficava me paquerando. Um dia tomei coragem e pedi para que ela parasse o carro, convidando-a para Jantar, Um pouco depois disso começamos a namorar.

Nome das filhas?
Danubia Carina Crespi e Luana Elisa Crespi.

Fale sobre seus pais?
Minha mãe Ana Marguardt Crespi trabalhava na Fábrica de Tecidos Renaux na 1º de Maio e meu pai Antônio Gentil Crespi trabalhava como Marceneiro. Ele faleceu em 1963 quando eu tinha 10 anos. Eu era o irmão mais velho e ajudava a cuidar das minhas irmãs Vera Lúcia e Maria de Lourdes pois a nossa mãe trabalhava quase o dia todo.

Como foi a educação recebida de seus pais?
Era uma educação bastante rígida em relação a disciplina em casa. Com relação a escola não era muito cobrado pelos meus pais, já que naquela época eles não compreendiam a importância do estudo. Ainda assim completei o ensino fundamental.

Lembra de alguns professores?
Lembro da professora da primeira série Dona Odete Borba ela era muito querida e atenciosa. Também gostava muito do professor Mario Maia que se não me engano lecionava matemática, Ele sabia ensinar muito bem. Outros que eu gostava bastante foram Clarisse Zucco, Sonia Zucco, Dirce Rau entre outros.

Um Sonho?
Sonhava em servir o exército em Brasília.
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Um lugar e uma lembrança?
Lugar: a Praia de Cabeçudas, lá passei os melhores momentos da juventude e é um dos lugares mais bonitos de que eu lembro, me sentia muito bem naquele lugar. Uma lembrança é do meu 1º dia de trabalho na Fábrica de Tecidos Renaux, fiquei muito impressionado com a grandiosidade do lugar e fiquei muito emocionado de ter conseguido o emprego. Outra lembrança importante é de quando servi o exército em Brasília no 1º Regimento da Cavalaria “Dragões da Independência” no ano de 1972 a 1973.

Pessoas que o influenciaram?
Minha mãe.

Como foi sua infância? O que você mais gostava de fazer para se divertir?
Minha infância foi muito proveitosa, gostava de jogar futebol, pescar, tomar banho de rio, jogar bola de gude. Brincava com meus primos, Caco, Luis Carlos, Valdir, Beto e Arnaldo. Todos os domingos ia para a matinê para trocar gibis.

Qual foi sua maior alegria na vida?
Ser pai, o nascimento das minhas filhas foi muito importante.

Torce para que equipes?
Vasco e Corinthians.

Como você se lembra dos tempos da Renaux? Como era no dia a dia?
Muito trabalho. Me sentia num ambiente bom de trabalho, com muitos amigos. Acordava às 3h da manhã, e ia até a loja Renaux de bicicleta; lá pegava o caminhão (mais tarde o ônibus) e ia até a tecelagem; o turno iniciavam às 5h finalizando às 13h30min, quando retornava até a loja e de lá para casa.

Os 19 anos da Lanchonete Kuka Fresca como foram?
Foi um tempo muito divertido, fiz muitas amizades, festas e brincadeiras. Financeiramente sempre deu retorno mesmo em épocas de pouco movimento. Por outro lado, chegou um momento que se tornou muito cansativo e optei por parar, sinto muita saudade.

Quais são suas expectativas agora?
Trabalhar menos, ter uma boa saúde e cuidar dos netos.

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Referências

  • Entrevista publicada no "EM FOCO" em 07 de junho de 2013.