sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Alessandro Fazzino -Vice-Reitor e Pró-Reitor de Administração

Alessandro Fazzino

Vice-Reitor e Pró-Reitor de Adminsitração e proprietário da empresa AF Contabiliade e Consultoria Empresarial


O entrevistado da seman é o Vice-Reitor e Pró-Reitor de Administração e proprietário da empresa AF Contabilidade e Consultoria Empresarial, Alessandro Fazzino; filho de Concetto Fazzino e Edla Galle Fazzino; nascido em São Paulo-SP em 23/09/1970; casado com Ana Claudia Jeske Fazzino. Duas filhas: Alyssa e Alexia. Torce para o São Paulo Futebol Clube

Nosso entrevistado Alessandro Fazzino

Sonho de criança?
Vencer na vida. E quando cresci, vi que a gente vence na vida todos os dias. Então, este é um sonho que sempre terei comigo.

Pessoas que influenciaram?
Deus, Meus pais, minhas tias (que pena que já se foram), meu primo, Santo Expedito (apesar de não ser católico, acredito na força dele) e alguns professores especiais.

Como conheceu a Ana Cláudia?
Na UNIFEBE.

Ana Cláudia, Alexia e Alyssa e Alessandro

Como surgiu Brusque em sua trajetória?
Minha mãe é natural de Brusque. Aos 14 anos meus pais decidiram sair de São Paulo e vir morar em um local mais tranquilo. Com os parentes em Brusque, decidimos vir morar aqui.

Histórico escolar ?
1ª a 3ª série - Colégio Piratininga em São Paulo; 4ª a 7ª Série - Lar Escola João XXIII em São Paulo; 8ª série e ensino médio - Colégio Cônsul Carlos Renaux em Brusque; Graduação: Ciências Contábeis na UNIVALI; Pós-Graduação: Contabilidade Gerencial e Finanças na UNIVALI; Mestrado: Administração: Gestão Moderna de Negócios na FURB.

Primeiro/a Professor/a?
Meus pais.

Grandes Professores?
A vida, meus pais. E também aqueles professores que sempre demonstraram que é com a educação que se faz um mundo melhor.

Grandes nomes na educação?
Todos aqueles professores que mesmo sabendo das dificuldades de ser educador no Brasil, acreditam que a Educação é fundamental para um município, estado e um país melhor.

Fale de sua trajetória pessoal e profissional?
Do nascimento até os 14 anos em São Paulo, morando com os meus pais, e em 1984 se mudando para Brusque. Passamos por necessidades em São Paulo. Com a vinda para Brusque, as necessidades diminuíram (nunca fomos ricos). Aos 16 anos iniciei a minha vida profissional no Escritório Contábil Heinig, na área contábil, onde rapidamente me identifiquei com a profissão. Em 1989 iniciei no ensino superior cursando Ciências Contábeis na UNIVALI, e no mesmo ano acabei indo trabalhar na empresa Ceval Alimentos, hoje grupo Bunge. Um ano após em 1990, querendo buscar maior aprofundamento na área contábil, retornei ao meu primeiro emprego. Em 1992, me formei Bacharel em contabilidade. Neste mesmo ano passei a trabalhar na empresa Willrich Ind. e Com. Têxtil Ltda., onde em 1998 passei a exercer a função de contador. Em 1996 iniciei como professor na UNIFEBE, lecionando as disciplinas de Laboratório Contábil e Gestão Estratégica de Custos. Em 1998, iniciei o namoro com a Ana, na UNIFEBE, onde em 2001 viemos a nos casar. Em 2000, montei meu próprio escritório de contabilidade e consultoria. Em 2003 fui nomeado para Coordenador de Curso de Ciências Contábeis, função esta que exerci por um ano. Em 2004 nasce minha primeira filha: Alyssa. Entre os anos de 2004 a 2008, além de ser titular das disciplinas de Contabilidade de Custos, Análise de Custos e Controladoria, o curso de Ciências Contábeis, trabalhei como colaborador para os cursos de Administração e Processos Gerenciais, todos na UNIFEBE. Entre 2006 a 2008 Coordenei duas turmas de Pós-Graduação em Gestão Contábil e Tributária na UNIFEBE, onde também lecionei. Lecionei também em cursos de Pós-graduação na UNIVALI, UNC em Mafra, SENAI e na própria UNIFEBE em outros cursos de Pós Graduação. Entre orientações de trabalhos de conclusão de curso (TCC) e estágios, nos dezessete anos de minha trajetória acadêmica orientei e participei de mais de 200 bancas. Em 2009 retornei à Coordenação do Curso de Ciências Contábeis onde fiquei até 2010. Uma das missões era recredenciar o curso e a outra tirar o curso do incomodo 2 do ENADE. Com ajuda do colegiado e acadêmicos, recredenciamos o curso para mais 4 anos, e por 0,14 décimos não atingimos o conceito 4. Em 2011 assumi a Vice-Reitoria e Pró-Reitoria de Administração da UNIFEBE. Cabe ressaltar também que entre 2000 e 2011 atuei como Perito Judicial em vários processos.

Como surgiu a Vice-Reitoria em sua trajetória?
A vice-reitoria surgiu através de um convite feito pelo atual Reitor, Prof. Günther, alguns meses antes dele assumir. Foi um convite inesperado, mas que me trouxe novos desafios.

Quais as atribuições da Vice-Reitoria?
As atribuições da Vice-Reitoria estão principalmente em representar o Reitor em eventos, atos e outras atividades em que não é possível a sua presença, bem como, acumular a função de Reitor em sua ausência.

Qual o relacionamento com a Pró-Reitoria?
Hoje, pelo Estatuto da UNIFEBE, o Pró-Reitor de Administração acumula diretamente a função de Vice-Reitor. Esta regra se aplica principalmente pelo trabalho e estudo das questões administrativas, econômicas, financeiras e investimentos da Instituição.

Qual a sua maior aspiração?
Poder contribuir a cada dia para a formação de profissionais comprometidos com o mercado e a sociedade.

De que sente orgulho?
Das minhas convicções.

Na sua ótica o que é um bom profissional na área da educação?
É o profissional que se atualiza, que se dedica, se compromete e que sabe da importância da educação.

Algo que apostou e não deu certo?
Não me recordo de apostas erradas.

O que aplica no dia a dia dos grandes educadores, das experiências que teve?
Para responder a esta pergunta, usaria de duas frases do grande educador Paulo Freire: Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda. A humildade exprime, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém.

Alegrias? Tristezas?
Alegrias: minha esposa, minhas filhas, minha profissão, saber como é bom ser professor, os melhores amigos, os alunos (sou chato com e cobro deles, mas adoro-os). Tristezas: algumas pessoas que já se foram. Não acho justo que algumas pessoas tenham que sofrer tanto antes de partirem.

Salvo engano Cazuza desejo aos professores ou ao Professor “salário de deputado e reputação de um jogador de futebol”. A coisa passa por aí?
Sim. Acredito que os professores poderiam ser mais valorizados sim. Da mesma forma a sua reputação tem que ser maior do que um jogador de futebol. Pois, desde as séries iniciais até a sua formação plena em uma profissão, ninguém consegue ser alguém sem antes ter passado por um professor. Um país melhor se faz com educadores dedicados, bem remunerados e acima de tudo respeitados. Ainda falta muito para o Brasil chegar a este patamar. Mas acredito que chegaremos lá.

Quais os pontos positivos da administração Paulo R. Eccel/Evandro de Farias?
Não sou político ou filiado a qualquer partido político por opção própria. Penso que Brusque evoluiu com a administração atual, sem querer criticar outras. Aqui pela UNIFEBE vejo que há uma preocupação com a educação no Município. Um fato a ser citado está em um convenio firmado entre a Prefeitura e a UNIFEBE em formais mais pedagogos em Brusque. A formação de educadores qualificados demonstra uma preocupação e interesse com o futuro de nossa cidade.

Publicado no EM FOCO aos 15.11.2013

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Dra. Sílvia Maria Ferreira

Entrevista Silvia Maria Ferreira


A advogada Silvia Maria Ferreira.

A entrevistada da semana é a advogada, SILVIA MARIA FERREIRA, filha de Júlio Ferreira e da saudosa  Alayde Paoli Ferreira; natural de Brusque, nascida aos 26.10.62. São em cinco irmãos: Vera Lúcia, Silvana, Júlio Filho, o popular Juca, Rosana (advogada) e Sílvia Maria (advogada). Integra o quadro de procuradores do Município de Brusque, estando lotada na Assistência Social do Município. Torce pelo C.E. Paysandu e C R Flamengo.

Exibindo ff9.jpg


Dra. Silvia com Roberta Roza.

Como foi sua infância e juventude?
Minha infância e juventude foi como o da maioria das meninas de minha idade; naquela época, brincadeiras simples e sadias, também, cursei o Primário no Dom João Becker e o Ginasial e o Secundário nos Colégios São Luiz e no Honório Miranda, minha juventude, também foram ocupados, na maioria do tempo com a formação: cursei a Faculdade de Direito, tendo iniciado na Faculdade, no Rio de Janeiro e terminei na Univali. Posteriormente iniciei a Faculdade de Economia, e depois mudei para Estudos Sociais na Univali; posteriormente fiz Pós em Direito Comercial e em Direito Processual Civil e, ainda, cursei a Escola de Magistratura na Furb.  





Heloísa Harle, Dorcas Schlindwein, Ilca Mallossi, Denise M. Roza, Dra. Silvia 
Maria Ferreira, Roseli Martins, popular Mana e Gladis Carneiro.

Primeiro/a Professor/a?
Minha primeira professora foi Maria Angelina Martins Bohn.


Muitas ações? Quais as mais acentuadas?
Sim, muitas ações, sendo que a maior procura é na área de família.

Grandes nomes Assistência Social, Religião, Educação Saúde?
Entre outros, citaria, na Assistência Social: Denise Machado Roza; na Religião: Padre Léo, Padre Silvino , Rabinos; na Educação: Padre Nestor, Padre Orlando M.Murphy (in memoriam), Celso Westrupp, Norma Archer, Marlene Petrusky, Ana Leal; na Saúde: Dr Mário, Dra. Marília, Dr Celso Carlos E. da Silva, Dr Nica, Dr Márcio C. Schaefer, Dr Antônio Pucci, Dr Jonas Oscar Paegle, Dr Bastos, Dra Brigitte e Dr Carlos Moritz

O pessoal pede muito?
Muitos pedem por costume, todavia, ressalte-se que muitos pedem por necessidade.

A mulher hoje não está confundindo liberdade responsável com libertinagem?
Não diria como regra geral, o que acontece é que pelo conteúdo das programações das TVs, que deveria ser instrumento de socialização da juventude, pelo contrário vulgariza a mulher como objeto de consumo, invertendo os papéis da mulher que sempre lutou para deixar de ser apenas um objeto.

A exposição da mulher visa ser objeto de satisfação sexual do homem?
A exposição da mulher como um objeto de satisfação sexual masculina, será que parte apenas da mulher? Ambos estão envolvidos neste caminho tomado pela dificuldade em se adaptar a uma liberdade sem a responsabilidade e maturidade espiritual. Se, por um lado a mulher permitiu-se a exposição vulgarizada, tudo que ela fez ou faz deriva de um comportamento onde, por milênios aceitou-se a exploração feminina, só que antes era por força, e hoje é por uma pretensa liberdade de ação... pretensa...

A mulher não está se despindo e vendendo o corpo apenas por dinheiro?
Acho que o que é bonito é para ser mostrado. Todavia, vê-se que por qualquer motivo a mulher está se despindo, para receber uma grana, contribuindo para a vulgarização da mulher.


Um resumo da vida profissional
Iniciei aos 14 anos no escritório da Administração dos Supermercados Archer, trabalhando com Érico Contesini, Ivo Moritz, o saudoso Gentil B. Archer e Juarez Pivaa; trabalhei na Loja Três Gerações – de propriedade de minha mãe; ingressei na Prefeitura na administração do saudoso José Celso Bonatelli, iniciando no setor de administração, num período e no outro lecionando na Escola Georgina Carvalho da Luz, depois fui responsável pelo Procon, em seguida, integrei o quadro de procuradores da Procuradoria-Geral do Município, e a partir de 2001, assumi na Assistência Social, mais precisamente na área jurídica.
Exibindo f5.jpg
Dra. Neusa Viera -da  Capital, juntamente com a Dra Silvia Maria 

Se não fosse advogada?
Com certeza, seria arquiteta.

O Brasil tem acerto?
Depende da consciência do eleitor no pleito de outubro/2006; a mídia tem revelado inúmeros casos em que o eleitor poderá pensar na hora de digitar o seu voto.
Exibindo f3.jpg

Referências

  • Matéria publicada em A VOZ DE BRUSQUE, na semana de 14 a 21 de 2006.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Dr Edemar Leopoldo Schlosser - novembro 2013

Dr Edemar Leopoldo Schlosser


Reflexões sobre diversos aspectos que perfilam no Judiciário


O entrevistado da Semana é o Dr Edemar Leopoldo Schlosser Juiz da Vara Criminal e Diretor do Foro da comarca de Brusque.

Como entrância Especial, a Comarca passa a ter algumas vantagens, como mais assessores. Também serão contratados mais servidores e estagiários, fazendo aumentar a produtividade” ?
As vantagens para a comarca de Brusque são de ordem indireta, já que o fato da elevação da comarca para a condição de entrância Especial não importa em criação de novas Varas ou cargos. Contudo, importante destacar, já tramita no Tribunal de Justiça de Santa Catarina um pedido para a criação de mais duas Varas, com competências a serem definidas, mas provavelmente, na área cível e penal, ou seja, mais uma Vara Cível e outra Vara Criminal, ou de Execução Penal e processos da Lei Maria da Penha.


Haverá redução na rotatividade de juizes? Por ser Comarca de última entrância, os magistrados só podem ser promovidos a desembargadores, motivo para aumentar o tempo de permanência deles em Brusque, que “deixa de ser uma comarca de passagem” ?
Atualmente a classificação das entrâncias de primeiro grau são: Inicial, Final e Especial. Para que o magistrado possa chegar ao Tribunal de Justiça, na condição de desembargador, independente da vaga ser por antiguidade ou merecimento, deve ter sido promovido à juiz de entrância Especial. Antes, somente Florianópolis tinha essa condição. Depois, foram elevadas à condição de Especial as comarcas de Blumenau, Joinville, Criciúma, Itajaí, Chapecó, Lages e Tubarão. Mais tarde, as comarcas de São José e Balneário Camboriu, e agora, as comarcas de Brusque, Jaraguá do Sul, Palhoça e Rio do Sul. A partir do momento em que nossa comarca passou a condição de entrância Especial, é certo que a rotatividade dos juizes de direito será menor, já que poderão concorrer a uma vaga ao Tribunal de Justiça em igualdade de condições com os juizes que estão em outras comarcas de entrância Especial. Antes, como a comarca era de entrância Final, o juiz tinha que se promover para entrância Especial, para somente depois poder se inscrever a uma vaga ao Tribunal de Justiça.

A mudança de status também deve resolver outro problema enfrentado na Comarca – em certas oportunidades - a falta de juizes titulares?.
Como já mencionado, a carreira da Magistratura é classificada por entrâncias, e para que se chegue ao Tribunal de Justiça é necessário que o juiz esteja no alto da pirâmide, ou seja, em entrância Especial, por isso, com certeza, as vagas de juizes que irão surgir na comarca serão rapidamente preenchidas.

Poder-se-ia afirmar - com segurança - que com a elevação da Comarca todos saem ganhando: juízes, promotores, advogados, servidores e os jurisdicionados, os principais interessados na prestação de serviços de qualidade?
Não há dúvida de que o maior beneficiado com a publicação da Resolução TJ n. 28, de 2 de outubro de 2013, que elevou nossa comarca a condição de entrância Especial, será o próprio jurisdicionado, aquele que muitas vezes aguarda ansiosamente pela solução do seu litígio. Com a elevação da entrância, é novamente possível que juizes sejam promovidos à comarca de Brusque e aqui permaneçam até alcançarem uma vaga ao Tribunal de Justiça, como já ocorreu com juizes que hoje são desembargadores e judicaram por vários anos em nossa comarca quando essa era classificada em 4ª entrância (antes a classificação era: 1ª, 2ª, 3ª e 4ª entrância; depois passou a ser entrância Inicial, Intermediária, Final e Especial; e agora é Inicial, Final e Especial).

Daria para configurar como sendo um ato histórico para o Berço da Fiação Catarinense?
Com certeza a elevação para a entrância Especial foi muito importante para a comarca, mas classifico a aprovação como uma reconquista, posto que, restabeleceu a condição da comarca ao topo da carreira da Magistratura de 1º Grau, condição que jamais deveria ter perdido, especialmente pela importância social, econômica e pujança de nosso povo ordeiro e trabalhador. A direção do foro e todos os magistrados que atuam na comarca de Brusque tem um reconhecimento muito especial por todos aqueles que se enganjaram no processo de elevação da comarca de entrância Final para Especial, porque sem essa união das forças vivas da sociedade, isso não teria sido possível. Assim, merece destaque o empenho da OAB de Brusque, do Ministério Público, da Administração Pública Municipal, da Câmara de Vereadores, da Unifebe, da ACIRB, entre tantas outras entidades e instituições que apoiaram o referido projeto.

A mudança de status com a elevação da comarca pelo TJSC vai contribuir na celeridade no andamento dos processos?
Sim, a medida em que há a perspectiva de que os juizes que pretendem galgar degraus na carreira já não precisam mais sair da nossa comarca e aqui permanecerão por mais tempo, o que certamente refletirá na produção, e consequentemente, na celeridade da entrega da prestação jurisdicional.

Qual a sua reflexão, na condição de juiz da Vara Criminal de Brusque, após cada sentença do Júri, sabendo que apenas está aplicando a Lei?
O instituto do Júri Popular previsto em nossa Constituição Federal (art. 5º, XXXVIII) é importante a medida em que permite que a própria sociedade, representada pelo Conselho de Sentença, formado pelos sete jurados sorteados, julguem a conduta de seus pares que cometem crimes contra a vida (art. 74, § 1º do CPP), cabendo ao Juiz Presidente do Tribunal do Júri tão somente aplicar a pena, em caso de condenação, ou declarar a absolvição. Merece destaque negativo o fato do aumento dos crimes contra à vida em nossa comarca, onde tramitam 33 processos da competência do Tribunal do Júri, sendo que somente nesse ano foram realizados 15 sessões do Tribunal do Júri.

A 3ª Câmara Criminal do TJ acolheu recurso do Ministério Público para manter válida medida socioeducativa aplicada a um jovem que, ao completar 18 anos, teve extinta sua obrigação por decisão de 1º grau, com o fundamento de que "É cediço que as medidas socioeducativas podem ser impostas e cumpridas até que o representado complete 21 anos". O Sr acredita que poderia ser uma saída para minimizar o ingresso dos jovens na criminalidade?
A recente Lei 12.594/2012, que regula a execução das Medidas Socioeducativas, criou novas regras para o cumprimento das medidas impostas ao adolescente infrator, entre elas, a possibilidade de extinguir a medida quando o menor completar 18 anos e vir a ser preso em decorrência da prática de outro crime, em regime fechado ou semiaberto, em execução provisória ou definitiva (art. 46, II), ou quando o menor que estiver cumprindo medida socioeducativa vier a responder processo crime, cabendo a juiz da Vara da Infância e Juventude decidir pela extinção ou não da medida, comunicando o juízo criminal (art. 46, § 1º). No caso enunciado, sem pretender questionar a decisão da 3ª Câmara Criminal do TJ, é possível que a situação processual que envolvia o referido adolescente infrator recomendava a necessidade de cumprimento integral da medida socioeducativa que lhe havia sido imposta, até porque o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que o menor poderá cumprir as medidas estabelecidas, até completar 21 anos de idade.

O sistema prisional poderia ser aperfeiçoado, com separação de presos, segundo a gravidade da infração?
É o que prevê a Lei de Execução Penal, entretanto, a desestrutura do sistema Penitenciário e a falta de vagas contribuem para o caos em que se encontra o sistema. Como exemplo, citamos a Unidade Prisional Avançada – UPA – de Brusque, construída para 72 vagas e já chegou a ter 149 presos. Atualmente conta com 127 presos, entre eles muitos com condenação definitiva, aguardando vaga no sistema penitenciário, já que a UPA é somente para presos provisórios.

 A principal conclusão do Encontro de Juízes de Execução Criminal do Rio Grande do Sul foi de que “Para não piorar a superlotação e enquanto não houver vagas no sistema prisional, mandados de prisão definitiva contra os réus que responderam ao processo em liberdade somente serão expedidos em casos de crimes hediondos ou considerados equiparados ou naqueles em que houver risco de prescrição da pena”. Tal conclusão não fomenta o aumento dos crimes de menor poder ofensivo? Essa medida não trará problemas de segurança para a sociedade, uma vez que criminosos permanecerão soltos?  
Todo descumprimento da Lei de Execução Penal gera sensação de impunidade. O problema de falta de vagas no sistema prisional é responsabilidade do Estado, de modo que não me parece correto e legal a prisão somente pela prática de crimes hediondos ou para aqueles processos cuja pena esteja prestes a prescrever. Claro que ao referida conclusão do Encontro de Juízes de Execução Criminal do RS serve de orientação aos magistrados que atuam na área criminal, o que não vincula os juízes a decidirem daquele modo. A medida em que se propagar a sensação de impunidade, aumentarão os índices de criminalidade, tanto para os crimes de menor potencial ofensivo, quanto os crimes mais graves.


 É muito comentado que as pessoas comuns entregam as armas, mas os bandidos continuam com elas. No final, os mocinhos da história entregam as armas e os bandidos continuam com elas. O senhor acredita que essa é uma visão do que realmente acontece? Na sua opinião, a campanha do desarmamento está funcionando?
A restrição imposta ao direito de acesso, uso e emprego de arma de fogo é importante para a própria segurança do ser humano, família e sociedade. Não há dúvida de que é totalmente equivocada a idéia de que a posse de arma de fogo protege o cidadão, principalmente pelo fato de que, na grande maioria das vezes, quem possui arma de fogo não tem o preparo técnico e habilidade exigida para seu manuseio, o que lhe poderá acarretar consequências trágicas quando vier a usá-la em situações de adversidade. Importante destacar, muitas armas de fogo que hoje estão na mãos dos bandidos, foram obtidas através de ações criminosas, por meio de furtos e roubos, resultando na inversão da posse, e que depois passam a serem utilizadas na prática de novos crimes. Também não se pode esquecer que a posse de arma de fogo em casa, por muitas vezes contribui para a desgraça de famílias pelo fato de crianças e adolescentes terem acesso ao referido instrumento bélico, e com seu manuseio inadequado, acabam ocasionando acidentes que resultam em vítimas fatais. Nesse aspecto, podemos perceber que após o desarmamento, acidentes dessa natureza, com armas de fogo, em nossa comarca, caíram para índices de quase zero.

O senhor acha que a prescrição de pena, como no caso do ex-jogador Edmundo, é resultado de uma falha na legislação ou na falta de estrutura do Poder Judiciário? É comum acontecer essa prescrição de pena aqui na cidade?
Nossa legislação prevê a possibilidade de inúmeros recursos, que aliados a falta de uma melhor estrutura do Poder Judiciário, infelizmente contribui para a impunidade, fazendo com que condenações criminais acabem abrangidas pelo instituto da prescrição. A Lei n. 12.234/2010 alterou o prazo prescricional mínimo de dois para três anos, entretanto, tal modificação, por si só não impede que muitos processos criminais acabem sendo abrangidos pela prescrição. Na comarca de Brusque são poucos os processos abrangidos pelo manto da prescrição, face a celeridade que se busca dar na apuração dos crimes e instrução criminal. Entretanto, necessário consignar que muitas vezes a complexidade do processo crime, com grande numero de denunciados, testemunhas e outras provas a serem produzidas, contribuem para que a entrega da prestação jurisdicional demore mais do que deveria, e por vezes acaba sendo abrangida pela prescrição. E depois, não se pode olvidar que o art. 115 do Código Penal reduz os prazos prescricionais pela metade quando o agente for menor de 21 anos tempo do crime, ou na data da sentença, maior de 70 anos.

Qual a situação processual da comarca de Brusque?
Atualmente tramitam 37.962 processos na comarca de Brusque, que é constituída de seis Varas: Vara Cível, Vara Comercial, Vara da Família, Infância e Juventude, Vara da Fazenda Pública, Vara Criminal e Vara do Juizado Especial Cível e Comercial. Somente no ano de 2013 já tivemos o ingresso de 13.589 novas ações judiciais, o que corresponde a uma média de 1.235 processos ao mês, sendo que foram julgados e arquivados no mesmo período, 10.959 processos.

Finalizando, desejamos um feliz aniversário - dia 13 -  muitos anos de vida e que tenha por muito tempo esta qualidade de temperança no atuar junto à Comarca ou, talvez, no futuro junto ao  Tribunal de Justiça.

Publicado no EM FOCO aos 08.11.2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

OS 30 CIDADÃOS HONORÁRIOS DE BRUSQUE

Transferir lg.jpg (216,5 KB)
Cidadãos honorários de Brusque

Na Administração Carlos Moritz
  • Osvaldo Rodrigues Cabral – Escritor e Historiador - em 1958
  • Dom Afonso Niehus – Reitor do Seminário Menor de Azambuja – em 1959
  • Mário Pinotti - Ministro da Saúde – em 1959
  • Dom Joaquim Domingues de Oliveira – Arcebispo Metropolitano – em 1959
  • Jorge Edgar Ritzmann – Promotor Público da Comarca – em 1960
  • João da Cruz Steep – Padre – em 1960
  • Antônio Teixeira Dias - em prol das boas e justas causas da coletividade brusquense – em 1960
  • Raulino Reitz – Padre - pelos relevantes serviços prestados à coletividade municipal – em 1960
  • Wilson Santos - pelos relevantes serviços prestados à coletividade municipal – idem 2m 1960
  • Irmã Ludgera Thauren – idem – em 1960
  • Júlio Reinoldo Hildebrand – idem – em 1960
  • Leopoldo Germer – Professor – idem – em 1960
  • Walter P. Piazza - idem em 1960
  • Horáclito Brusque – Representante da família Brusquense - em 1960
Na Administração Cyro Gevaerd:
  • Guilherme Kleine - Cônego – em 1962
  • João Batista Martins – Presidente da Câmara – em 1962
  • Antônio Carlos Konder Reis - em 1964
  • Erich Walter Bueckmann – em 1965
  • Francisco Roberto Dall'Igna – em 1966
Na Adminsitração Antônio – Néco – Heil:
  • Paulo Konder Bornhausen – em 1967
  • Ivan Mattos – em 1969
  • Orlando Gabriel Zancaner – em 1969
Pela Câmara de Vereadores – na Presidência de Osmar Ristow:
  • Dorvalino Eloy Koch – Padre – em 1998
  • Laudelino José Novaes – em 1998
  • Celso Westrupp - em 1998
  • Mário Vinotti – em 1998
  • João José Leal – em 1998
  • Evaldo Moresco – em 1998
Pela Câmara de Vereadores na Presidência de Valdir Baumgartner:
  • José Celso Bonatelli – em 1999
  • Regina Schlosser – em 2000
  • Publicado em A VOZ DE BRUSQUE - 10.02.2001
Agraciados com o título de Cidadão Honorário por DL = Decreto legislativo:

2001
DL 3 – Nildo Teixeira de Melo
DL 4 – Monsenhor Valentim Kock

2004
DL 1 – Lindolfo Weingartner – Pastor
DL 2 – Nélio Roberto Schwanke
DL 3 – Jorge Romeu Dadam

2005
DL 8 – Antônio W. Moser, Ascânio Sedrez, Eloy M. de Souza, Heraldo J. dos Santos, Euclides J. Lopes, Juarez Piva, Libetrau Paulo Eccel, Maria de Lourdes Busnardo Tridapalli, Paulino M.Coelho, Norma H. Archer, Edmeé Novaes Vidotto, Walter de Oliveira, Antônio A. Bado, Vinícius J. Bado, Waldemar J. Duarte, Marco Antônio Pizarro Silveira, Sidney Marin, Luiz Carlos Ferraz, Lauro de Marchi, Vanderlei Rogério Limas e Nivaldo Carvalho

2008
DL 1 – Luiz Henrique da Silveira
DL 2 – Ciro Marcial Roza
DL 3 – Dagomar A. Carneiro
DL 5 – Severino F. Fialho
DL 6 – Mário Pessoalmente
DL 7 – Walfredo M. Vale
DL 8 – Aurinho Silveira de Souza

2009
DL 2 – Francisco Simas
DL 4 – José Mauro de Goes Lima

2010
DL 1 – Alonso Moro Torres
DL 2 – Winiton Maluche
DL 3- Antônio W. Mariani
DL 4 – Luiz Elias Valle
DL 5 – José Carlos Loos

2011
DL 6 – Edemar Leopoldo Schlosser
DL 7 – Antônio Ogliari
DL 9 – Odóreo Martins

2012
DL 4 – José Gamba Júnior
DL 5 – Alvino Introvini Milani
DL 7 – Edson Manoel da Silva
DL 8 – Nelson Cadore
DL 9 - Tiraju Trindade

2013
DL 4 – Antônio Prim
DL 6 – Cláudio S. Schaefer
DL 7 – Souvenir Gracioso Silvestre
DL 8 – José Luiz Cunha





Em meio as comemorações dos 153 anos de Brusque - entrega de títulos de Cidadão Honorário.
Na ocasião, os brusquenses de coração Antônio Prim, Pastor Claudio Schefer, Elizete de Souza Félix, Helena Dias e Souvenir Silvestre

o cidadão José Luiz Cunha (Bóca Cunha), receberá a homenagem no próximo ano, pois não poderá participar da solenidade, em decorrência de uma viagem pré agendada para a mesma data.

 
Comemorações do Aniversário do Município que completa 152 anos
Seis membros da comunidade serão agraciados este ano com o Título de Cidadão Honorário. A empresária, Terezinha Heiderscheidt Tholl, o médico, Edson Manoel da Silva, Padre Alvino Introvini Milani, os empresários Nelson Cadore e Tiaraju Trindade e o Capitão José Gamba Júnior, do Corpo de Bombeiros de Brusque.

2014 - sessão de 15.07.2014
3) projeto de decreto legislativo nº 02/2014, que “concede título de cidadão honorário” – senhor Izaias Otaviano.
4) projeto de decreto legislativo nº 04/2014, que “concede título de cidadão honorário” – senhor Edemar Luiz Aléssio.
5) projeto de decreto legislativo nº 06/2014, que “concede título de cidadão honorário” – senhor Jonas Oscar Paegle.
6) projeto de decreto legislativo nº 07/2014, que “concede título de cidadão honorário” – senhor Ademar Aureliano Duarte.
7) projeto de decreto legislativo nº 05/2014, que “concede título de cidadão honorário” – senhor Nelson Zen Filho.
8) projeto de decreto legislativo nº 08 /2014, que “concede título de cidadão honorário” – senhor Wolney Carlos Loeff.
9) projeto de decreto legislativo nº 09/2014, que “concede título de cidadão honorário” – senhor José Antonio Gonçalves Rios