quinta-feira, 13 de julho de 2017

sitio da prosperidade -pedacinho do céu



Projeto Turismo Rural 


/SÍTIO DA PROSPERIDADE - PEDACINHO DO CÉU 


Equipe administrativa do Sítio da Prosperidade: Arno, Maria Bernadete e Bruno F. Misch

Onde está situado o Sítio?
Está situado na rua Dorvalino Fumagalli, 573, Bairro Indaiá, em Nova Trento, entre Claraíba e São João Batista.

Como foi o início?
Desde a aquisição do imóvel, ocorrida em 1997, a mãe já sentiu que havia potencial para desenvolver algo para receber o público. A cada nova obra desenvolvida, as inspirações iam fluindo, sempre sob a direção divina. Já criávamos aves ornamentais no município de Brusque. Em Julho de 2003 nos mudamos em definitivo para o sítio, sendo a partir dali intensificadas as obras. A construção da atual residência, em estilo enxaimel, iniciou-se em 2006, sendo concluída no ano de 2008.

Como ficou consolidado o projeto de Turismo Rural?
A consolidação deu-se da seguinte forma, em novembro de 2015: Otto Schmiedt - Consultor independente trabalhando em um projeto de parceria entre Sebrae e Prefeitura Municipal de Nova Trento para fortalecimento do Turismo Rural no município - visitou nossa propriedade e percebeu o potencial, "plantando a semente". E em fevereiro de 2017: Victor Alisson Gomes (Secretário de Agricultura e Meio Ambiente) e Salvio Osmar Tonini (Secretário de Cultura e Turismo) estiveram na propriedade para uma reunião, na qual foi decidida a data de inauguração (16/04/2017) e o nome comercial do estabelecimento (Sítio da Prosperidade - Pedacinho do Céu)

Quando foi inaugurado o Sítio da Prosperidade?
A inauguração deu-se aos 16 de abril, data do  aniversário da mãe – Maria Bernadete Misch

Como surgiu o nome Sítio da Prosperidade ‘Pedacinho do Céu’?
O nome do sítio veio por inspiração divina.  A mãe queria colocar um nome no sítio e vinha orando a Deus. Em resposta, durante vários dias o nome "Sítio da Prosperidade" persistia em sua mente. De igual forma, quando solicitado pelo Secretário de Turismo a necessidade de um nome comercial, a mãe olhou para o céu, perguntou para Deus e respondeu: Pedacinho do Céu! Desde então temos divulgado o local como "Sítio da Prosperidade - Pedacinho do Céu"

O que o Sítio oferece aos visitantes?
O sítio possui: 1) Casa em estilo enxaimel verdadeiro, com toda a estrutura portante em madeira e apenas o preenchimento das paredes em tijolos maciços; 2) Área de Festas, com estrutura para aproximadamente 80 pessoas, com forno a lenha, fogão a lenha, churrasqueira, cozinha fechada e 2 banheiros; 3) 5 (cinco) Lagoas; 4) Ponte em Arco sobre uma das lagoas; 5) Peças centenárias de engenhos de Cana de Açúcar e Farinha de Mandioca; 6) Atafona pequena (Moenda de pedra para fazer fubá de milho); 7) Roda d´Água; 8) Pomar com diversas espécies de frutas, todas com cultivo orgânico; 9) Plantação de uva orgânica; 10) Plantação de Cana de Açúcar para preparo de Caldo de Cana (Garapa);  11) Bambuzeiros (Bambú-Açú); 12) Trilha Ecológica, e ainda os Animais:
- Galinhas Ornamentais das raças Brahma, Cochin, Orpington, Polonesa, Phoenix, Espanhola, Mini Cochin e Sebright
- Faisão Coleira, Versicolor e Prateado
- Pavão Azul, Ombros Negros e Arlequim
- Pato Comum, Canela (Chocolate) e Preto
- Marreco Rouen, Mandarim, Carolina, Tadorna Ferrugínea
- Ganso Toulouse
- Ovelhas
- Gado de corte e Vacas leiteiras
- Casal de Jegue
- Coelhos Mini Angorá
- Cachorra Border Collie (Luna)
- Gato Siamês

Família:
Maria Bernadete (Kons) Misch, casada com Arno Misch em 31 de março de 1979.
Cleiton Misch (filho, nascido em 27/09/1979), casado com Jandercléia Licinio Misch, pai de Taynara Licinio Misch e Mayara Licinio Misch.
Bruno Fernando Misch (filho, nascido em 03/10/1983), solteiro, namorando com Juliete Sebold


Horários de abertura?
Abrimos para o público em geral aos domingos, no período da tarde, sendo oferecido a visitação ao sítio a partir das 14:00, e servido um delicioso café com produtos artesanais/coloniais a partir das 15:00
Atendemos também grupos/excursões, a partir de 15 pessoas, nos demais dias da semana, com prévio agendamento. Neste caso também podemos servir almoço caseiro caso seja de interesse do grupo.
Nosso espaço de festas comporta aproximadamente 80 pessoas.

Como funciona o ingresso no Sítio?
O ingresso compreende a visitação ao sítio e a participação no café com produtos coloniais.

O que é servido no café?
Em nosso café servimos:
- Torta de queijinho
- Torta de pudim
- Cuca caseira alemã com pudim de fruta e farofa (massa de pão)
- Cuca caseira com farofa (massa de bolo, com manteiga)
- Pão trançado doce
- Pão de Fubá com Cará e Batata Doce
- Pãozinho de trigo com queijo e temperos
- Pão fatiado com patê de frango/palmito
- Orelha de gato
- Melado, Geléia de frutas, Nata, Queijinho
- Café e Leite de Vaca

A Roda d’Água

E para a criançada?
Dispomos de amplo espaço ao ar livre, além do convívio com os animais.
Para grupos agendados nos demais dias da semana, as crianças podem dar mamadeira para a ovelha e bezerros. Em breve teremos também passeio com Jegue.

Uma palavrinha da administradora:  Maria Bernadete (Kons) Misch
Nasci em Arataca – São João Batista, casada com Arno Misch  aos 31/03/1979, filhos Cleiton, casado com Jandercleia Licínio e Bruno Fernando, solteiro.

Como conheceu o Arno?
Aos 13 anos, no casamento de prata de meu tio Dionísio. Mais tarde no casamento do filho de Dionísio, Olegário, nos reencontramos. Namoramos e em oito meses subimos ao altar.







a criatividade

As belas orquídeas

O marrequinho da espécie Carolina



Comida boa é no fogão à lenha

  As criações: galinhas da raça Polonesa Laceada Prata


Ovelhas que poderão ser alimentadas com mamadeira pela criançada (para grupos agendados)

Maria Bernadete em ação preparando os ingredientes para o  delicioso café 





                      Maria Bernadete mostrando a diversidade dos apetitosos alimentos.

Contatos?
Pelos fones: (48) 3267-5075 e (47) 99905-6280 (whatsapp) ou pelo e-mail:



A imagem pode conter: árvore, atividades ao ar livre e natureza




A imagem pode conter: árvore, atividades ao ar livre e natureza

sábado, 11 de março de 2017

Sueli Maria Pantaleão

SUELI MARIA PANTALEÃO

Nascida em Brusque e morou aqui até se aposentar; filha de Irineo de Souza e Silva e Antônia Corrêa de Souza e Silva; cônjuge: Heraldo Pantaleão Filho; três filhos: Luiz Fernando, Maurício e Rafael; quatro netos: Gabriel, Mariana, Bruna e Arthur e em breve, nascerá o quinto netinho: o Joaquim:  Mora em Itapema e administra - junto com o marido, que é o síndico - o Condomínio onde moramos. Eventualmente, dá aulas particulares.


 Histórico escolar?
 Cursei o ensino fundamental, de 1ª à 4ª série, numa escola estadual de Santa Terezinha  e, de 5ª à 8ª série, no Colégio São Luiz. O ensino médio, cursei no Colégio Cônsul Carlos Renaux. A faculdade de Letras na FURB e pós-graduação em Língua Portuguesa na UNIVALI.

Primeiro/a Professor/a?
Áurea Dalago (Santa Terezinha)

 Grandes Professores?
Dário Deschamps – meu professor de Linguística e Pe. Orlando Maria Murphi – meu professor de Sociologia.

Como conheceu o Heraldo?
: Eu o conheci no centro da cidade de Brusque, onde morávamos. Era domingo à tarde e eu ia ao cinema. Encontrei ele e meu primo, amigos de longa data, conversando na calçada. A empatia foi imediata. Os encontros tornaram-se frequentes e, de uma amizade inevitável e intensa, surgiu o namoro.
Após 4 anos, casamos e somos felizes há 52 anos.

 Como surgiu a educação em sua trajetória?
A diretora de uma escola, lá no interior de Itajaí, era amiga da minha mãe. Um dia ela precisou de uma professora substituta e me convidou para o cargo. Minha mãe autorizou e eu me empolguei pela profissão.

Grandes nomes na educação?
 Darcy Ribeiro. Dedicou 50 anos de sua vida à educação. Recebeu o título de Professor Honoris Causa de Sorbonne e de várias outras universidades ao redor do mundo.

Quais os melhores livros que leu e qual está lendo?
“Senhora” – José de Alencar. “As Três Marias” – Rachel de Queiroz. “Gabriela Cravo e Canela” – Jorge Amado. Estou lendo “A Privataria Tucana” de Amaury Ribeiro Jr. Meu foco, agora, é entender a política do meu país. Li vários livros de autores estrangeiros, mas aqui, me limitei a mencionar somente alguns brasileiros.

 Livro de cabeceira?
“Orando em Família” (meditações diárias). À noite, a gente alimenta o espírito.

 Autor de preferência?
 Jorge Amado. Depois de ler Jorge Amado, a gente sente vontade de conhecer a Bahia.

O que você faria se estivesse no início da carreira e que não teve coragem de fazer?
 Todos os desafios que surgiram em minha vida profissional, eu os enfrentei com determinação.

O que você aplica dos grandes pensadores, das aprendizagens no dia a dia?
 Eu citaria o maior escritor da literatura inglesa, William Shakespeare. Sua obra Hamlet serviu de estudo até para Freud, por exemplo.  Vivemos numa sociedade agitada, cheia de conflitos, traições e vinganças. Um dia, explode “algo de podre no reino da Dinamarca”. Hamlet, o príncipe, com muita habilidade, paciência e arte (teatro), descobriu que, quem matou o rei (seu pai) foi o seu tio que desejava assumir o trono.
Assim, devemos agir na nossa vida também. Com cautela e inteligência poderemos viver em paz e harmonia. Sem estresse... sem depressão...

Você se arrependeu de algo que fez ou disse?
Não me aventuraria em lecionar em Navegantes, tão longe de casa.

Qual o maior desafio que enfrentou?
 Enfrentei inúmeros desafios. Citarei, aqui, uma verdadeira aventura: atravessar o rio Itajaí Mirim de canoa para dar aula. Em época de muita chuva, o rio transbordava e a balsa ficava sem condições de operar a travessia. Eu era, apenas, uma adolescente de 17 anos.

Alegrias e decepções?
 Muitas alegrias. Minha carreira no magistério foi intensa e completa. Iniciei minhas atividades docentes em escolas rudimentares do interior e terminei como professora universitária da minha cidade.  E, como reconhecimento, condecorada na ALESC.

Maior medo é o de envelhecer ou de entristecer?
 É envelhecer e ficar dependente de outras pessoas.

Fale um pouco de sua trajetória profissional e da sua história de vida

Iniciei no MAGISTÉRIO ESTADUAL como professora substituta em escolas modestas e carentes no interior de Itajaí, na localidade de Limoeiro. Eram dois períodos de trabalho: de manhã, numa escola REUNIDA e à tarde, numa escola ISOLADA (denominações da época). A ISOLADA era a escola mais rudimentar que existia. Ali, numa pequena sala, funcionavam as quatro séries do ensino fundamental. Era preciso muita energia, determinação e, acima de tudo, muita vocação. À noite, a professora cursava, ainda, o ensino médio. Era uma rotina diária de 36 km percorridos de bicicleta em estradas de barro. Era uma adolescente de 17 anos desenvolvendo também uma atividade olímpica. Quando conclui o ensino médio, efetivou-se no MAGISTÉRIO ESTADUAL no município de Navegantes. Lá permaneceu por quase um ano. Transferida para Brusque, fui lecionar na Escola Básica “Santa Terezinha”.           Anos depois, transferi-me para o Colégio Estadual “Feliciano Pires”. Esse processo frequente de mudança, finalmente, trouxe-me para próximo de sua residência. Concretizava-se, assim, uma etapa importante de minha carreira. Mas os constantes desafios que a vida lhe reservava e a necessidade de aprimoramento, impulsionaram-na em busca de objetivos mais elevados.   Formei-me em LETRAS pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) e pós-graduei - me em LÍNGUA PORTUGUESA pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI).Em 1977 prestei CONCURSO PÚBLICO ESTADUAL em busca de habilitação para lecionar LÍNGUA PORTUGUESA. Este concurso trouxe-me a confirmação de que o sacrifício e a luta não foram em vão. Classificou-se em 1º lugar em Brusque. Poderia então, escolher a escola que desejasse trabalhar. E foi a voz do coração que falou mais alto: escolhi a Escola Básica “Dom João Becker”. Ali, integrei-me a um corpo docente de excepcional competência e contribui na formação intelectual de muitos jovens que hoje nos orgulham pelo que fazem e pelo que representam para a sociedade brusquense. Da escola Básica “Dom João Becker”,  não me afastou mais. Havia um elo afetivo e um sentimento de gratidão muito fortes. Aposentei-me do Magistério Público em 1.988, após 27 anos de ininterruptos trabalhos exercidos sempre em sala de aula. Paralelamente às atividades desempenhadas no Magistério Estadual, lecionei, também, no Colégio “São Luiz” (particular) e no Centro Universitário de Brusque (UNIFEBE).

Algum reconhecimento?
Em 17 de outubro de 2005, fui homenageada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina com a medalha de mérito Castorina Lobo São Thiago.

Valeu?
 Sim, foi uma carreira espinhosa, mas coroada de pleno êxito.



Referências: publicada no blog: luizgianesinientrevista.blogspot.com.br em março de 2017

sábado, 14 de janeiro de 2017

Aldo Maes dos Anjos - Cartum

 ALDO MAES DOS ANJOS


Nascido em  Curitiba – PR, em 10/11/1974, filhos dos saudosos Aldo Hamilton Pereira dos Anjos  e Marila Yêda Maes dos Anjos; cônjuge: Vanessa Hames dos Anjo; dois filhos: Igor com 16 anos e Alice com 4 anos; ocupações atuais: Quadrinista, ilustrador, editor da revista CARTUM e vendedor de publicidade. Torce para o Brusque e Flamengo.






                                        Embalando revista em mais um lançamento

Sonho de criança?
Ver circulando uma revista em quadrinhos de minha autoria.

Como foi sua infância e Juventude?
Vivi até os 12 anos em um apartamento em Curitiba-PR, e com o falecimento do meu pai (1986), mudei-me para Brusque, na casa dos meus avós, no Santa Terezinha, onde residi até os 26 anos. Casei-me em 2000 com a Vanessa e passei a morar na rua Nova Trento com a minha família até hoje.

Pessoas que influenciaram?
Em muitas oportunidades tive a sorte de viver próximo de pessoas incríveis que me transmitiram muito conhecimento. A lista seria imensa. E seria injusto não citar todos.

Como conheceste a Vanessa?
O destino colocou ela no meu caminho. Foi paixão a primeira vista!

Histórico escolar?
1ª a 6ª Série – Colégio Marista Santa Maria (Curitiba – PR)
7ª e 8ª Série – Colégio São Luiz (Brusque – SC)
2º Grau – Colégio Estadual Santa Terezinha (Brusque – SC)

Matérias que mais gostava? E as que detestava?
Sempre me saí bem em Língua Portuguesa, especialmente com as redações. Nunca tive conflitos com nenhuma matéria.

Primeiro (a) professor (a)?
Minha mãe, que me ensinou a ler e a escrever antes dos 4 anos e a jogar xadrez aos 5 anos.

Grandes professores?
São vários, mas vou citar as 2 professoras que perceberam em mim algum potencial criativo e me incentivaram nas práticas artísticas: a professora Gleusa Fischer, no São Luiz e a professora Marlene Campos Moresco, no Santa Terezinha.

Como surgiu Brusque em sua trajetória?
Meu pai é de Lages, minha mãe de Canoinhas, mas os pais da minha mãe residiam em Brusque. Minha avó era de origem alemã (Werner) e meu avô de origem belga (Maes). Eu nasci em Curitiba-PR e passei a grande maioria das minhas férias escolares vindo a Brusque, meu destino preferido. Aqui em podia jogar bola, taco, e outras brincadeiras livremente pelas ruas e não havia perigo de assaltos. Eu adorava tanto vir pra cá que, em 1986, com o falecimento do meu pai, nem tive dúvidas em aceitar a mudança definitiva para Brusque, onde minha mãe teria a segurança dos meus avós. Nunca me arrependi disso, pois aqui encontrei as condições ideais para desenvolver o formato da revista CARTUM.



Como surgiu os quadrinhos em sua trajetória?
Minha mãe lia para mim desde os 3 anos de idade, as tirinhas do jornal, logo após o almoço, e uma revista em quadrinhos inteira antes de dormir. Foi assim que eu me alfabetizei e, logo aos 5 anos já desenvolvia minhas próprias revistas em quadrinhos com personagens originais, desenhados com caneta Bic, em folhas sulfite. Já projetava na imaginação como ficaria uma possível publicação autoral.

                                                          Aldo produzindo quadrinhos.

Como veio ao mundo a Cartum?
Desde criança eu sempre tive o desejo de publicar uma revista com personagens próprios, o que na época parecia um sonho inalcançável. Mas segui praticando muito e acreditando neste objetivo. Com a primeira gravidez da minha esposa, surgiu a necessidade de obter uma nova fonte de renda que auxiliasse no orçamento familiar. Nessa época eu trabalhava com instalação de alarmes durante o dia e resolvi desenhar a revista nas madrugadas. Valeu a pena o esforço, pois em geral, muitas empresas nas quais eu instalei alarmes tornaram-se os primeiros anunciantes da revista, dando um imenso incentivo inicial. A revista foi seguindo aos trancos e barrancos e, por incrível que pareça, ela existe ainda hoje, 16 anos depois.

E o Cartum tem a ver com o Pasquim?
Tem muito a ver no sentido de que ambas as publicações botam o leitor pra refletir. Abordando temas diversos, a Cartum faz com que sua leitura torne-se um incentivo para se pensar a respeito de um determinado tema que não passaria pela cabeça normalmente: questões sociais ou mesmo comportamentos familiares são devidamente ponderadas, argumentados e replicados pelos personagens ao longo das páginas estimulando uma meditação mais profunda de como tal assunto se reflete em sua própria vida. A parte política eu deixo de lado porque a política deixou de ser piada faz tempo. Hoje em dia já se tornou um caso de polícia. O partido político que eu apoio é o bom senso e minha filosofia é da união nacional em torno da solução de tantos problemas, que, enfim, atingem a nós todos.

Como acontece os personagens?
Cada personagem apresenta uma peculiaridade da psicologia humana extremamente exagerada. Tem o pão duro, o pessimista, a fofoqueira, o esquecido, etc. O Pafúncio seria o estereótipo do malandro folgado. As atitudes e costumes de alguns personagens acabam associados a familiares e amigos dos leitores da Cartum.

Desde a abertura, quantas Cartum já foram publicadas?
Desde junho de 2001, até dezembro de 2016, foram publicadas 232 revistas diferentes, entre elas, 109 revistas CARTUM, 39 revistas LEITOR VIP, 20 revistas sobre a história local, 40 cartilhas temáticas, etc. Foram escritas e desenhadas 759 histórias em quadrinhos e foram distribuídos gratuitamente mais de 700.000 exemplares de revistas, incentivando o hábito de leitura em todas as idades.

E a ideia de personificar a cidade de Brusque?
Já foram apresentados quadrinhos sobre mais de 200 temas referentes à história de Brusque, ampliando os conhecimentos dos seus leitores, sempre com uma pesquisa resumida sobre cada assunto, feita por um historiador local, acompanhada dos quadrinhos divertidos, que ilustram ao mesmo tempo em que divertem. Tudo começou em 2010, quando por ocasião dos 150 anos da cidade, a então Secretária Municipal de Educação, Gleusa Fischer, desafiou este cartunista com um comentário despretensioso, ao sugerir uma revista Cartum falando sobre a história de Brusque. Em seguida, iniciou-se uma parceria inesquecível com o professor de história Robson Gallassinni (in memoriam) que resultou na Revista do Sesquicentenário, relembrando os 25 momentos mais significativos ocorridos na cidade. Ao todo, essa parceria gerou 8 revistas em 2 anos. Com o seu prematuro falecimento em 2012, as pesquisas da “Brusque Ontem” passaram a ser feitas pelos historiadores Marlus Niebuhr (ex-professor do Robson) e pelo Carlos Michel (parceiro e colega de faculdade do Robson), prosseguindo no objetivo de manter viva a memória local.

                                             Lançamento do mapa BRUSQUE EM CORES


Quais os melhores livros que já leu?
Na adolescência, gostei muito de ter lido “A Profecia Celestina” (James Redfield) e “A Erva do Diabo” (Carlos Castañeda), entre outros. Achei muito criativo “O Homem que Matou Getúlio Vargas” (Jô Soares). Os livros que mais me impressionaram, pela riqueza de detalhes e narrativas bem costuradas, foram a trilogia “Paulo e Estevão”, “Há 2000 Anos” e “Cinquenta Anos Depois”, psicografados pelo Chico Xavier. A lista é grande e diversificada... “Adonai “(Jorge Adoum), “A Yoga de Jesus” (Paramahansa Yogananda), “A Cura Quântica” (Deepak Choppra), "A Verdadeira História de Lilli Zwetsch Steffens” (Saulo Adami)

O que está lendo atualmente?
Yogananda Autobiografia de um Yogue

Grandes nomes na literatura?


Na minha área, histórias em quadrinhos, considero os autores que mais me influenciaram: os brasileiros Mauricio de Souza, Ziraldo, Laerte, Angeli e Glauco Villas-Boas, e os estrangeiros Walt Disney, Will Eisner, Frank Margerin e Jano.

De que sente orgulho?
De ter me sustentado através dos quadrinhos, durante 16 anos, de uma maneira totalmente ética e honesta.

Algo que apostou e não deu certo?
Na mega-sena.

O que você aplica dos grandes educadores, das aprendizagens que teve no seu dia a dia?
A necessidade de organizar a minha vida, esclarecer os meus objetivos, bem definidos, dividi-los em etapas, perceber onde estão os obstáculos que tentam me deter, além de ter uma imensa paciência.

O que faria se estivesse no início da carreira e que não teve coragem de fazer?
Teria participado de mais eventos ligados aos quadrinhos em outros estados.

Grandes alegrias e tristezas?
A alegria maior é estar junto da minha família, fazendo um serviço que me dá um grande prazer em exercer e ter o suficiente para poder viver e ser feliz. A tristeza é olhar em volta, para o nosso país e ver os abutres que estão pousados nele, em diversos cargos públicos, sem a menor noção das consequências do seu crime egoísta, rapando os cofres públicos, tirando tudo o que é possível se carregar e deixando para trás um rastro de miséria e destruição.

O que o incomoda?
Desonestidade, inveja, trapaça e más intenções, em geral.

Qual a sua ambição?
Ampliar o quadro de assinantes, quem sabe atingindo outros estados.

Um resumo de sua trajetória pessoal e profissional até aqui.
Desde os 3 anos desenvolvi uma paixão pelos gibis e meu passatempo favorito sempre foi desenhar histórias em quadrinhos. Cheguei em Brusque aos 12 anos, em 1986, com uma respeitável coleção com mais de 1200 revistinhas. Sempre acreditei que algum dia circularia uma revista em quadrinhos de minha autoria. Em 1996, ao trabalhar no Stop Shop, o Ninho da Moda, tive uma feliz oportunidade de exercer a função de quadrinista remuneradamente, fornecendo charges e tirinhas para o jornal interno, que circulava nas lojas do shopping e incentivando uma produção mais constante do meu trabalho. Com o nascimento do meu primeiro filho, Igor em 2000, resolvi montar a primeira revista CARTUM utilizando as ideias acumuladas ao longo dos anos. A princípio, a revista foi trimestral, ficando bimestral a partir de 2005. Só se tornou mensal em 2007. Em 2010 houve o I Salão de Humor de Jaraguá do Sul, quando ganhei o prêmio de melhor História em Quadrinhos, concorrendo com artistas de alto nível técnico de todo o estado.

Costuma ler jornais?
Acompanho o Jornal Município Dia-a-Dia e os portais de notícias.


Referências: entrevista publicada no blog; luizgianesinientrevista.blogspot.com.br