terça-feira, 24 de setembro de 2013

Andresa Pradella - Autismo e Libras

Andresa Pradella

Educadora Social

A entrevistada desta semana é a Educadora Social Andresa Pradella, nascida em Brusque, aos 05/03/1980; filha de Lurdete Soares.


Nossa entrevistada a educadora social Andresa Pradela

Quais as atribuições de seu cargo?
Meu cargo se baseia no acolhimento dos usuários da SASH - Secretaria de Assistência Social e Habitação- mas no momento estou atuando no Bolsa Família, atualizações de cadastros, busca ativa de famílias com dados cadastrais desatualizados.

Sonho de criança?
Pelo que lembro não tive um sonho específico em o que querer ser

Ainda cultiva amizades do tempo da infância?
sim, meus amigos são meu porto seguro, tenho amigos do tempo do jardim de infância, amigos são a família que nós escolhemos, então nada melhor que cuidar da nossa segunda família.

Como foi sua vida escolar?
Foi como a de um adolescente qualquer, com bagunças, turmas barulhentas....rsrsrs...Sempre me empenhei muito para ter boas notas, mas gostava mesmo de uma boa conversa no fundão.

Quais escolas frequentou?
Frequentei o Dom João Becker até o terceirão, Magistério no Honório Miranda e Educação Especial pela UDESC.

Pessoas que a influenciaram?
Minha mãe que sempre me mostrou que força temos, basta querer encontrá-la em nosso interior; Meu avô Antônio Pradella, dono de um caráter sem igual, me ensinou que ninguém é melhor que ninguém, e que se um ser humano não for humilde nunca chegará a lugar algum; Minha Biza que me mostrou que mãe não se tem só uma; minhas irmãs Ariana e Narjara que fazem parte do meu dia a dia me apoiando e me presentearam com os maiores amores da minha vida, que são os meus sobrinhos; e Dona Rita e seu Guido Sassi e família, com eles aprendi que ser grande não é ser alto, e sim é ter espirito são e alma limpa, que com nossos esforços podemos alcançar o que almejamos, mas nunca, em hipótese alguma, perca seu caráter no caminho.

Quando ingressou no Município? Concursada?
Em maio deste ano, concursada.

Tivemos um Prefeito que disse que só fica na Prefeitura os incompetentes. Você concorda?
Acho que se só ficassem os incompetentes a população já teria se manifestado, é a visão dele, na minha fica aqui quem quer, quem gosta. Temos um leque muito grande de concursos, mas sabemos que nossa cidade é um lugar maravilhoso para se viver, então, fica na prefeitura quem gosta do seu trabalho, gosta da sua estabilidade e da cidade.

O que poder-se-ia fazer para que os efetivos não fiquem tão convencidos de que são imexíveis?
Acho que não cabe a mim esta resposta, mas temos que estar conscientes de que estamos no serviço publico para bem atender nossa população, se eu sou efetiva e por conta disso não fazer meu trabalho com dignidade, quem deve me punir deve ser a minha consciência. Tanto os cargos comissionados quanto os efetivos devem ter a sabedoria de que ninguém insubstituível, e que se estamos onde estamos, é para dar o melhor de nós.
Como surgiu o "autismo" em sua trajetória?
Surgiu na APAE e depois disso me filiei ao AMA - Associação dos amigos dos autistas onde fiz vários cursos e especialização em autismo.

O que autismo?
O autismo é caracterizado como uma forma de transtorno de desenvolvimento global, também chamada de síndrome da Tríade, pois é caracterizada por três fatores fundamentais: Prejuízos qualitativos na Interação Social; - contato visual; expressões faciais; relação com os pares; compartilhamento de satisfações; reciprocidade emocional; Prejuízos qualitativos na Comunicação; aquisição da linguagem; iniciação e manutenção de conversas; linguagem repetitiva e estereotipada; jogos sociais (faz-de-conta); Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades; preocupação insistente em interesses restritos; resistência a mudanças na rotina; estereotipia motora repetitiva; preocupação excessiva com partes de objetos.

O autismo é um transtorno de nascença?
O problema é congênito, podendo ser notado quando o comportamento da criança se afasta do normal, levando à suposição de deficiência auditiva (não atende a ordens, vocabulário pobre, dificuldade de expressão verbal), fixação em atividades repetitivas, irritabilidade, geralmente por volta de 2 a 3 anos de idade. A variabilidade o quadro é muito grande, e a tendência é que um grande número de crianças sejam diagnosticadas como portadoras da síndrome autista antes que avaliações mais acuradas determinem problemas mais específicos, como surdez, dislalia, déficit de atenção e hiperatividade, déficit profundo do desenvolvimento, etc. Também à medida que a síndrome é melhor conhecida vão sendo descobertas e experimentadas terapias cada vez mais eficazes, com inúmeros casos de superação de deficiências específicas.

O que pode ser feito para amenizar a situação do autista?
Para amenizar situação do autista são dados medicamentos ansiolíticos, e tratamento pedagógico. Dentro do âmbito escolar e familiar, devemos trabalhar com dois métodos básicos e fundamentais: - O método TEACCH - Teacch (Treatment and Education ofAutistic and Related Communication Handicapped Children), que em português significa Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a Comunicação - são utilizados estímulos visuais (fotos, figuras,cartões), estímulos corporais (apontar, gestos, movimentos corporais) e estímulos audiocinestesicovisuais (som, palavra, movimentos associados às fotos) para buscar a linguagem oral ou uma comunicação alternativa . Por meio de cartões com fotos, desenhos, símbolos, palavra escrita ou objetos concretos em sequência (p . ex ., potes, legos etc.), indicam-se visualmente as atividades que serão desenvolvidas naquele dia na escola . Os sistemas de trabalho são programados individualmente e ensinados um a um pelo terapeuta. Quando a criança apresenta plena desenvoltura na realização de uma atividade (conduta adquirida), esta passa a fazer parte da rotina de forma sistemática. O método PECS: O Picture Exchange Communication System ou em Português, Sistema de Comunicação por Troca de Figuras, consiste em um método para ensinar com autismo, a comunicarem-se de forma funcional, por intermédio da troca de figuras. Existem outros métodos como o Programa Son Rise, mas basicamente usamos estes dois.

O autista é propenso à depressão?
O autista não é propenso a ser depressivo, pois vive "em seu mundo". A aprendizagem se dá através da repetição, e como não ensinamos o que é dor, raramente um autista vai chorar por conta dela, assim acontece com a depressão, ele não sabe o que é, então, não te como desenvolvê-la.

Como Surgiu a Língua Brasileira de sinais e sua carreira?
Também na APAE, achava encantador , então resolvi fazer curso na Feneis, fiz 3 anos.

Feneis?
Sim Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos - Feneis é uma entidade filantrópica, de cunho civil e sem fins lucrativos, trabalha para representar as Pessoas Surdas, tendo caráter educacional, assistencial e sociocultural).

Comente sobre a linguagem por sinais
A LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), que teve sua origem na língua de sinais francesa, é uma forma de comunicação das pessoas deficientes auditivas e foi reconhecida como a segunda língua oficial do Brasil pela lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002 pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, mas os surdos já se comunicavam através dela, pois existe no Brasil desde 1896. Cerca de 90% da população Surda se comunica através dela, porém muitos fonoaudiólogos descriminam a LIBRAS, pois surdos com implantes tem a possibilidade de desenvolver a fala por estarem escutando, mas eu acho que sem a LIBRAS não somos capazes de alfabetizar, pois mesmo com implantes os surdos escutam um som mecânico.

O Alfabeto é constituído por imagens?
As imagens não constituem um alfabeto, assim como temos o alfabeto digital, nas LIBRAS temos o alfabeto manual, que consiste em formar letras com as mãos.

Aproximadamente, quantas pessoas temos com problema de audição?
07- Os últimos dados que temos, são do senso de 2000 nacional que indicava que no Brasil haviam cerca de 5.750.805 surdos.

Existe uma técnica para apresentar uma frase usando sinal para cada letra?
Não. As letras surgem apenas para designar nomes, siglas, os sinais representam objetos, alimentos, vestuário, idade.....

Fale um pouco de sua trajetória profissional e da sua história de vida?
Minha trajetória profissional com crianças começa aos 9 anos de idade, quando comecei a trabalhar de babá, dos netos do Seu Guido. Depois trabalhei na panificadora Sassipan. Com educação comecei no SESI em 1997, fazendo estagio do Magistério, em 1998 além do SESI, comecei a trabalhar na APAE, onde descobri o amor pela educação especial. Meu primeiro momento no ISI (Instituto Santa Inês), popular APAE foi um pouco dificil, pois imaginava que APAE atendia apenas crianças com SIndrome de Down, quando me deparei com a realidade foi desesperador. Mas depois de uma semana, o desespero começou a dar lugar ao carinho e ao amor intenso que recebia e dava a aquelas pessoas. De 1998 a 2002, vivi um dos períodos mais felizes e gratificantes da minha vida, aprendi muito dentro da APAE, cresci como ser humano, comecei a ver o mundo com outros olhos e a encarar os fatos de outra maneira. Fiz amigos que conservo até hoje e os alunos ainda lembram de mim. Depois disso, meu trabalho passou para o ensino regular, onde fiquei até 2009 pelas escolas do nosso municipio. Em 2011 uma porta maravilhosa se abriu para mim, a Escola de Educação Basica Monsenhor Gregório Locks, onde pude por em pratica todo meu aprendizado para autistas, passei la dois anos e meio e o meu trabalho tanto com autista, como os demais alunos foi grandioso, me tornei amiga de muitos adolescentes com problemas sociais e sem problemas, desde o primeiro aninho até o terceirão, os alunos eram minha dose diária de alegria, amor e aprendizado. Hoje em dia, quando tenho um tempo ainda vou lá para dar um cheiro e ganhar abraços cheios de boas energias.

Algo que você apostou e não deu certo?.
Apostar talvez seja muito forte, afinal não jogamos com a vida, temos o poder de tomar decisões e estas decisões valerem ou não nossos esforços. Já tomei muitas decisões erradas, mas nada que não tenha vindo acrescentar algo em minha vida.

O que faria se estivesse no inicio da carreira e não teve coragem de fazer?
Sempre fui muito objetiva, busquei as coisas, tracei metas. Algumas não alcancei, e acho que eu seria menos "bocuda", teria me preocupado mais comigo ao invés de defender as pessoas do meu convívio. Hoje me policio bastante para não defender as pessoas, apenas aconselhá-las.

O que você aplica dos grandes educadores, das aprendizagens que teve, no seu dia a dia?
Não digo que sejam grandes pensadores Piaget, Vygotsky, Frenet....na minha opinião são linhas comerciais que na teoria são lindas, mas que na pratica não funcionam muito. Prefiro aplicar a experiencia, também os métodos dos programas para autistas funcionam muito bem, mas tem que ser adaptados a realidade da família e ambiente escolar. Gosto muito de Friedrich_Nietzsche, pois tem uma visão realista e categórica de mundo em suas literaturas, podemos aplicá-las adaptando a linguagem para que o  mundo não assuste quando as crianças tiverem que lidar diretamente com ele.

Quais as maiores decepções e alegrias que teve?
Decepções temos todos os dias, seja com o pão que não estava com o sabor de sempre até a chuva que cai quando você acaba de sair do cabeleireiro. Algumas decepções são impossíveis de esquecer e irreparáveis, perder pessoas do seu convívio por falta de lealdade é uma das coisas que mais me chateiam, sou muito sincera, as vezes até demais, e espero isso das pessoas, mas nem sempre acontece. Mas acho que a maior decepção que tive foi quando escutei de um médico que não poderia ter filhos, sempre falei que não queria ser mãe, que não tinha  a maternidade aflorada e tal, mas entre não querer e não poder existe um abismo, e é ai que você se sente impotente perante a sua natureza, pois está indo de contra a ela, a natureza da mulher é ser mãe, e eu jamais poderei gerar outra vida dentro de mim, em contrapartida minhas maiores alegrias são meus sobrinhos, meus pilares, meus amores. Tenho três, mas a gravidez do primeiro sobrinho foi a mais acompanhada, a mais desejada e a mais alegre, participei de todos os momentos da gestação do João, cheguei a enjoar junto com minha irmã, e a emoção de vê-lo foi indescritível, parei na porta do quarto onde estava minha irmã deitada com ele do lado, eu não sabia se corria, se entrava no quarto, se chorava ou se sorria, pensei até que desmaiaria de tanta felicidade, de ver aquele ser tão indefeso podendo sentir tanta segurança nos meus braços. Todos os três nascimentos me deram alegria, mas acho que a emoção de ver meu primeiro sobrinho pela primeira vez não tem como ter outra. João hoje está com 12 anos, fase adolescente, mas meigo, muito companheiro, Henrique fez 5 anos, meu xodó, inteligente, engraçado e meu amorzinho, as vezes penso que se fosse meu, não seria tão parecido, minha irmã me propicia muita cumplicidade com eles, chego a me sentir um tipo de "mãe emprestada", que está ali para dar colo, chorar junto e dar broncas quando consigo. Minha irmã mais nova me deu outro presente, quando achei que pudesse ser mãe, sempre sonhei com uma menina, e ela veio, não de mim, mas da minha irmã, dez anos mais nova que eu. Minha Júlia, doce, meiga e 'espuletinha', tem 7 meses e é a minha menina.

Qual foi o maior desafio até agora?
Meu maior desafio até hoje foi ter que enfrentar a anorexia de frente, no âmbito pessoal. No profissional, todos os dias encontro novos desafios, afinal trabalhar dentro de uma Secretaria de Assistência Social nos leva a enfrentar situações que não estamos habituados, então cada pessoa que chega para ser atendida, tem sua história de vida, seus problemas e como estamos ali para acolhê-las sinto a obrigação de muitas vezes me colocar na situação da pessoa e ver que a minha vida abençoada.

Você se arrependeu de alguma coisa que disse ou que fez?
Varias vezes, o erro é passível do ser humano, e o erro traz amadurecimento.

Qual a sua maior aspiração?
Neste momento seria trazer um AMA (associação dos amigos dos autistas) para Brusque e região
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Henrique, Júlia e João, meus pilares! 

Publicado no EM FOCO aos 25 de outubro de 2013 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Gladis Helena Krieger Merico -Odontologia

Entrevista Gladis Helena Krieger Merico


Gladis com os filhos André e Rafael
GLADIS HELENA KRIEGER MERICO: Filha de Hilário e Maria Terezinha Merico; natural de Brusque, nascida aos 18.02.59; casada com Dagomar A. Carneiro, aos 21.03.81; dois filhos: Andre Felipe e Rafael Antônio Fale de seu projetos: familiares, educação recebida de seus pais, sonho de criança e escolas que freqüentou
Fui educada nos moldes antigos, com bastante severidade, e aprendi desde pequena a valoriar nosso semelhante. Meus pais sempre me incentivaram a estudar e a cursar faculdade. Então, tudo sempre na minha vida de adolescente girou em torno do fato de que eu devia estudar para passar no vestibular. Realizei este sonho, e estou realizada com meus feitos. Frequentei o Jardim de Infância Divina Providência, Colégio Sano Antônio, Colégio São Luiz, Universidade Federal de Santa Catarina, Odontologia e Pós graduação em Odontopediatria.
Quais foram os pontos positivos de sua infância e juventude?
Sempre fui muito religiosa, tocava violão nos dias de formação nos de 1975 e 1976; participei do Shalon, do Emaús, tocando em vários encontros e participando do folclore; dei cursos de Batismo na Paróquia por muitos anos. Deus sempre esteve presente na minha vida, junto com Nossa Senhora e tudo sempre aconteceu com suas bênçãos.
Como conheceu o Dagomar?
Conheci o Dagomar num encontro de estudantes de Odontologia, no Rio de Janeiro, em 1980. Fomos juntos no mesmo ônibus, e foi amor à primeira conversa. Desde lá não nos separamos mais.
Como se caracteriza sua especialização?
Sou especialista em Odontopediatria, o que sempre me possibilitou também ser dentista de adultos traumatizados. Tenho certeza de que fiz a diferença na vida dos meus pacientes, pela maneira como sempre tratei.
Quais as principais etapas que marcaram a evolução da odontologia, conhecido como dentista?
No princípio a Odontologia era bárbara, pois sem anestesia era duro para o paciente e para o dentista ‘arrancar’ os dentes estragados. Com o advento da anestesia, a dor controlada, foram cada vez mais evoluindo os tratamentos e a conservação dos dentes nas arcadas dentárias.
Que aspectos da evolução tecnológica – equipamentos e materiais – foram os mais relevantes para viabilizar uma melhor assistência aos pacientes?
O odonto de alta rotação também possibilitou maior evolução na Odontologia, pois as cáries puderam ser tratadas antes de chegarem a tomar todo o dente. Novos materiais, como resina fotopolimerizada e, tratamentos como os implantes são prova de que a Odontologia não pára.
É normal termos “receio” de ir ao dentista?
O medo está relacionado a dor, então se tivermos um experiência traumática na cadeira do dentista, certamente este receio vai nos acompanhar por muito tempo. É importante termos cuidado com nossos dentes para isto não acontecer.
Há quem acredite que existe um modelo ideal para a disposição dos dentes das pessoas. Até aonde essa opinião tem fundamento?
Na verdade, isto se chama oclusão. Sim existe um modo correto de ocluirmos – fechamento dos dentes – e há uma “lei estética” que rege a disposição de nossos dentes, para que nosso sorriso seja harmônico. Isto sem falarmos na cor dos dentes. Nossa época é voltada para a estética, e o sorriso é o nosso cartão de visitas.
Há algum relacionamento: saúde dos dentes com a saúde geral?
Cada vez mais se tem certeza de que a saúde começa pela boca. Temos estudos científicos que relacionam problemas no coração, rins, pulmão, olhos etc, com focos dentários até com a gengivite, a periodontitie. Não é só a estética que é importante. Dentes bem cuidados são sinais de saúde.
Muitos consideram os preços de tratamento dentários muito alto. Por que os preços mantêm-se altos, apesar da grande concentração de profissionais da saúde bocal?
Todo profissional para senta no mocho de touca, luvas, uniforme branco, no seu consultório, estudou muito. Foram anos nos bancos da escola, queimou pestana para passar no vestibular e, já na faculdade ficou noites em claro e finais de semana estudando. É uma profissão que exige conhecimento aliado à destreza manual. Tudo que é bom, que tem qualidade, tem um preço. Posso dizer que nosso sorriso não tem preço. Mas temos a odontologia na saúde pública ao alcance de toda população.
Com que idade os pais devem encaminhar as crianças ao odontólogo (dentista)?
Nós já temos inclusive a odontologia pra os bebês. Então, não espere, pois o conceito moderno não é deixar o dente cariar para procurar ajuda. Mas, sim prevenir através do conhecimento e, manter os dentes e gengivas saudáveis.
Qual a importância dos Agentes de Saúde? Como vê a atuação das Agentes de Saúde?
Com o PSF, vimos a chegada das Agentes de Saúde, que são, sem dúvida, a ponta que faltava na saúde pública do Brasil. Elas – eles – estão nas casas de toda população e lá detectam os vários problemas existentes e encaminham para os Postos, o que passa a ser resolvido. Então, desta forma, elas ajudam a prevenir as doenças e, levam aos doentes seus remédios, o médico, a enfermeira. Podemos chamá-las de Anjos da saúde, e sabemos que nossa população está mais saudável com a presença delas na nossa cidade.
O Brasil tem acerto?
Sim, com certeza! Somos um país gigante, trabalhador e no caminho para um país desenvolvido. Cada um deve fazer a sua parte.
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Referências

  • Matéria publicada em A VOZ DE BRUSQUE, em .19.10.2008.

Dr Fernando Luís Machado - Medicina

  Fernando Luís Machado 

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Fernando Luís Machado.

Filho de José e Maria da Graça Machado, natural de Lages, nascido aos 13 de setembro de 1973; casado com Regina Cássia Ribeiro; torce para Flamengo. Especialidade: Cirurgia Geral do aparelho digestivo. Primeiramente fale de sua trajetória, onde nasceu, os familiares, a educação recebida de seus pais, como foi sua infância e juventude Nascido em Lages, cidade que muito me orgulha e onde ainda hoje mora meu pai e os pais de minha esposa. Brincávamos mais ao ar livre, nos movimentávamos mais e tínhamos muito mais contato com a natureza. Tínhamos menos brinquedos e quase nada automatizado. Quanto a educação recebida dos pais, sempre reforçaram os valores éticos, priorizando a amizade, a igualdade, a humanidade e a responsabilidade.

Formação escolar?
A formação primária foi no Colégio Diocesano de Lages – particular da Congregação Franciscana; a formação ginasial e secundarista no Colégio Industrial de Lages – exemplo de como a escola pública estadual pode ter muita qualidade; formação superior na Universidade Federal de Santa Catarina – referência da potência do ensino federal gratuito e de qualidade; especialização em Cirurgia Geral e Cirurgia do aparelho digestivo no Hospital Governador Celso Ramos de Florianópolis, atualmente, além da atividade profissional, sou aluno do Curso de pós-graduação em Auditoria-médica em Joinville e do curso de pós-graduação em Terapia Intensiva em Itajaí.

Como veio para Brusque?
Ao final de minha especialização foi feito contato por parte do Hospital Azambuja com o Hospital Governador Celso Ramos pela necessidade de cirurgião, então resolvi visitar o Hospital e depois decidi atuar nesta cidade.

Como surgiu a Medicina em sua vida? Antecedentes no ramo?
Acredito que a opção por uma profissão vem do amadurecimento do jovem que começa perceber sua importância no quadro social do país, define suas prioridades e planeja qual será sua posição para ser útil na construção de uma sociedade justa, igualitária, consciente e com pleno potencial para o desenvolvimento. Fiz minha escolha baseado nisso e na grande admiração por esta que considero não só uma profissão, mas também, uma arte. Em minha família, o primeiro médico foi meu primo, que hoje atua como pediatra. Eu sou o segundo e depois formou-se também meu irmão.

Fale de sua especialização
Na história da humanidade, a cirurgia como atividade, tem início antes mesmo da Medicina tradicional como a conhecemos. Hoje, mesmo com todo o avanço tecnológico e automatização, a atuação do cirurgião continua necessária e presente em nosso dia a dia.

Se o corpo humano é uno, o caminho não seria a Clínica Geral e não o médico especializado?
Acho importantíssimo que o médico generalista – clínico geral – tenha um conhecimento abrangente e qualificado o suficiente para resolver uma grande quantidade de casos, porém, a grande quantidade de informação existente hoje, exige a atuação de especialistas para que o atendimento seja mais eficiente e efetivo.

Com a especialização não ficou afastado o tradicional médico familiar?
Durante alguns anos isso foi realidade. Atualmente há uma tendência a valorização do médico de família devido à necessidade do atendimento básico de qualidade.

A globalização e a Medicina?
É importante tendo em vista a possibilidade de troca de informações e utilização dos recursos mais adequados em qualquer parte do globo.

A internet e a Medicina?
A internet é um recurso essencial não só na área médica, mas em toda atividade em que o conhecimento seja renovável com muita rapidez, pois, permite que profissional mantenha-se atualizado em sua função sem necessidade de deslocamento

Fumar faz mal à saúde?
Fumar faz mal à saúde em vários aspectos, causando lesões em vários sistemas orgânicos, como o sistema respiratório, sistema digestivo, sistema imune, além do sistema nervoso central.

A depressão é o mal do século?
Acredito que sim, pois a instabilidade psicológica influencia negativamente e possibilita o aparecimento de outras doenças em diversos órgãos.

O Brasil tem jeito?
Certamente o Brasil tem potencial para figurar entre as maiores nações mundiais, porém, existem diversos problemas em vários setores. Penso que o ponto principal a ser corrigido é a corrupção, pois ela atrasa e limita o desenvolvimento de todos os setores. Acredito que é necessária uma mudança de atitude nas pessoas, valorizando os princípios éticos, ressaltando as boas ações das pessoas, plantando no pensamento coletivo a idéia de bons valores e de um desenvolvimento coletivo, menos individualista.

Referências

  • Jornal A VOZ DE BRUSQUE - Edição nº  de 14 de novembro de 2008.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ana Soprana Leal -


Cinquentenário de Botuverá

CINQUENTENÁRIO DE BOTUVERÁ

Fragmentos pertinentes a Botuverá, meu avozinho

Superintendência Municipal de Brusque em 9 de janeiro de 1915.
O snr. Carlos Renaux, Superintendente Municipal em exercício etc -
Faz saber a todos os habitantes do município, que usando das atribuições que lhe confere a lei vigente nomeia para exercerem os cargos de Intendentes Distritais os Snrs. Antônio Gianesini para Porto Franco, Paulo Habirtzreuter para Peterstrasse, Francisco Kohler para Gaspar, Leopoldo Heil para Limoeiro, José Schlindwein para Guabiruba Sul, André Comper para Lageado, Antônio Bodemiller para Posso Fundo, Antônio Schlindwein para Margem Esquerda, João Hodecker para Cedro Pequeno, Leopoldo Day para Guabiruba Norte e Henrique Knihs para Águas Claras.”

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Antônio Gianesini


Em 1.945, Porto Franco foi elevado à categoria de Distrito e como primeiro Intendente Distrital foi nomeado o Sr. Adão Bonomini, que permaneceu no cargo até 1.952. Quem assumiu como novo Intendente foi o Sr. Augusto Ângelo Maestri, que governou a intendência até maio de 1.962.

Em 28 de abril de 1962, a Câmara Municipal de Brusque, sob a presidência do Sr. João Batista Martins, sancionou a Resolução de Nº 238, que criava os municípios de Botuverá e Guabiruba, desmembrados do território do município de Brusque. Em 7 de maio de 1962, a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, através da Lei Nº 821, homologou a criação dos Municípios de Botuverá e Guabiruba. Em 9 de junho de 1962, foi instalado oficialmente o Município de Botuverá, data oficial da emancipação política e administrativa do mesmo. Nesta data assumiu provisoriamente como prefeito, o Sr. Zeno Belli, até ser eleito um prefeito efetivo, o que aconteceu em 3 de outubro de 1962.

CINQUENTENÁRIO DE 28 DE ABRIL PARA BOTUVERÁ
Em finais de janeiro de 2002, fui visitar o saudoso Évido Bonomini e conversamos sobre os fatos ocorridos. Évido Bononomin, filho de Adão e Maria Maestri Bonomini, nasceu em Botuverá, aos 15.11.1932, era casado com Ana Tereza de Freitas Bonomini, com a qual teve dois filhos: Marco Antônio e Evenita Beatriz (em 2002 tinha 5 netos e 2 bisnetos). Era Funcionário da Malária, aposentado.

Teve alguma ligação com a instalação do Município de Botuverá?
Em 1945, Porto Franco foi elevada à categoria de Distrito de Brusque, tendo sido o meu pai, Adão Bonomini, nomeado o primeiro intendente distrital, permanecendo no cargo até 1952.

Algum fato ocorrido nessa época que poderia ser lembrado?
Vivíamos ainda o governo do ditador Vargas, e Brusque tinha como Chefe do Executivo, Paulo Lourenço Bianchini, e, em seguida Dr Carlos Moritz e já havia uma política ambiental, e meu pai fazia cumprir religiosamente. Dois pontos enervavam os cidadãos da localidade: a) A pessoa seguia o seguinte ponto: se o cervo nos rios para colocação de coves fosse de pedra, tudo bem, contudo se fosse de bambu, o pescador era multado – preservação da espécie ; b) as toras de madeira retiradas no mato deveriam ser observar um determinado diâmetro e o lenhador deviria retirar todos os ramos do local do corte e usá-los também, senão seria multado.

O que resultou da cobrança ao cumprimento das duas normas?
Augusto Angelo Maestri e outros provocaram a queda de meu pai da Intendência. Vale ressaltar que Augusto é irmão de minha esposa e de Ana Maestri Belli, a esposa do Zeno Belli.

A família aceitou os acontecimentos?
A história é um pouco longa, vou tentar resumir: Em 1950, fui trabalhar no estado de Paraná – em diversas cidades: Guaratuba, Paranaguá, Ponta Grossa, Curitiba, Jacarezinho, Londrina, Maringá e Guaíra, tendo permanecido por lá até os idos de 1986-. Todavia, por volta de 1957, tendo recebido as férias normais de 30 dias mais uma premiação correspondente a 30 dias , além de um salário de gratificação, resolvi passar em Porto Franco e tentar dar o troco no Augusto.

Em que consistia esse troco?
Conhecia bem os vereadores de Brusque, Pedro Morelli e Carlos Boos – isso já na administração de Cyro Gevaerd -. Solicitei que elaborassem um cabeçário para um abaixo-assinado no sentido da instalação do Município e com tal medida daria o troco no Augusto. Consegui 103 assinaturas, mas a de meu avô e de meu pai não valeram e uma de uma tia , por pressão retirou a assinatrua

Como efetivou-se essa pressão?
De toda ordem,a começar pelo Padre Carlos, um padre meio alemão, que numa missa me tachou de comunista, além de trabalhar encima das pessoas que tinham assinado a lista de adesão. De outro norte, o Augusto A. Maestri, o Dionísio Pedrini e o José Bonus Leite Carroso elaboraram novo abaixo-assinado, igualmente no sentido de instalar o Município.

Foi tomada alguma providência tendo em vista o novo abaixo-assinado?
Acelerei-me e junto ao Tabelionato Gevaerd reconheci todas as assinaturas, exceto as três que mencionei

Qual foi o desfecho de tudo?
Enviamos tudo para a Câmara de Vereadores de Brusque, resultando na aprovação.

Como se deu a escolha de Zeno Belli para presidir o novo Município?
Como não houve acordo entre os políticos envolvidos com a instalação e o Zeno era casado com uma mulher daqui, Cyro Gevaerd indicou e foi aprovado o nome de Zeno Belli, como o primeiro Prefeito, no caso foi nomeado.
Quanto ao nome do novo Município?
Como Porto Franco é o nome de uma cidade Paraguaia optou-se por Botuverá?

Como surgiu a denominação “Botuverá?
Na verdade antigamente surgiu o nome da mosca berneira, que era denominada botuverá, pronuncia-se botuvéra - mas foi feito uma campanha – como a localidade estava infestada de garimpeiros na perseguição do valioso metal ouro incansavelmente perseguido. Quanto ao acento foi uma questão de adequação à língua portuguesa.

Valeu a pena o esforço impregnado?
Valeu sim. Pelo que vinha caminhando a intendência nas mãos do Augusto e pelo fato de Brusque não proporcionar a atenção necessária ao então distrito, al´´em de todo imposto recolhido na localidade ficar com Brusque, valeu o troco que dei no Augusto.
















Os dois últimos atos administrativos do Município de Brusque em relação a Intendência de Botuverá

Lei 24/61
Autoriza o Poder Executivo Municipal a elevar os vencimentos do Intendente de Botuverá
Eu, Cyro Gevaerd, Prefeito Municipal de Brusque, faço saber a todos os habitantes deste Município que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º – Fica o Poder Executivo Municipal, autorizado a elevar os vencimentos do Intendente de Botuverá, para CR$ 7.200,00 ( sete mil e duzentos cruzeiros, mensais, a partir de 1º de abril do corrente ano 4.
Art. 2º – omissis
Art.3º – omissis
Prefeitura Munii4cipal 4, em 6 de abril de 1961.
Cyro Gevaerd
´Prefeito Municipal
Lei 84/62
Autoriza o Poder Executivo Municipal a proceder cancelamento de débitos”
Eu, Cyro Gevaerd, Prefeito Municipal de Brusque, faço saber a todos os habitantes deste Município que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º - Fica o Poder Executivo Municipal, autorizado a proceder o cancelamento dos débitos das Intendências de Botuverá, Vidal Ramos, e Itaquá, referente ao ano de 1956, assim discriminados:
Intendência Distrital de Botuverá …............35 015,00
omissis
Art. 2º omissis
Prefeitura Municipal, 07 de junho de 1962
Cyro Gevaerd
Prefeito Municipal 





Pedro Luiz Bonomini -Pequena história de Botuverá

RAPIDINHA COM O ESCRITOR E POETA PEDRO LUIZ BONOMINI


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Onde e quando nasceu e o que destacaria em sua vida profissional?
Nasci em Botuverá em 17.02.50, fui Diretor do Colégio Cenecista Francisco de Assis, no período de 84/99, hoje dirijo a J & P Confecção. Escrevi o livro:” Pequena história de Botuverá,  onde enfoco o processo migratório  dos italianos que chegaram à terra que eles denominaram de Porto Franco.

Fale um pouco sobre Pedro Luiz Bonomini
Escritor Pedro Luiz Bonomini escritor não existe. O que existiu foi a vontade de conhecer mais sobre a história daqueles que da Itália para o Brasil vieram, mais precisamente, para Porto Franco. Esse livro estaria bem mais completo  se, na época de sua edição, não tivesse sido amputado ‘ por falta de apoio financeiro para imprimi-lo’. Contudo, foi feito um trabalho de pesquisa, um compilado de dados e apresentado ao nosso povo de Botuverá, um pouco mais sobre sua história e a de seus antepassados.

A época em que foi escrito o livro e a composição do Hino de Botuverá?
Esse livro foi feito na época em que nossa história completou seu centenário – 1976 – ano em que  para homenagear a data também compomos o Hino de Botuverá, executado em solenidades e festas até hoje, embora não oficializado.

O que mais define Pedro Luiz Bonomini?
Pedro mais foi  dramaturgo e poeta; escreveu várias peças teatrais premiadas em encontros culturais e poesias épicas e líricas.

E o segundo livro?
Pedro pensa escrever a nova história de Botuverá, mais completa e ilustrada com fotos e fatos, contudo, muito dependerá de custos e subsídios  públicos  e/ou particulares, afinal a história não e ‘ minha’ e, sim, de um povo.

Como você compararia a Administração Nilo/Moacir, iniciada há 6 meses com a de 89/92?
A administração pública atual, mesma que a anterior, vem demonstrando um bom desempenho, é aprovada pela opinião popular. Pelo que sabemos, as finanças públicas do município estão  saudáveis com equipamento e maquinário  em perfeita ordem, realizando obras como: asfaltamento, e apoio  a vários programas  de desenvolvimento social e industrial no município. Em suma, podemos dizer que a administração  Nilo anterior e Nilo/Moacir atual, fazem uma administração competente e voltada para as prioridades do povo.

Publicada em 13 de agosto de 2001.

Valério Imhof - família Imhof

RAPIDINHA COM VALÉRIO IMHOF

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Como surgiu a idéia do livro “Família Imhof, caminhando para a oitava geração”?
A idéia do livro ocorreu na curiosidade em saber quantos somos, quem era quem e, foi ali que surgiu a idéia de fazer a árvore genealógica.

Tempo que levou para lançá-lo?
A pesquisa levou em torno de 12 anos  de visitas a parentes, museus e cartórios e muitas ligações  telefônicas, onde me trouxe  o conhecimento de todos os meus ascendentes  e descendentes, bem como, de onde vieram e onde estão hoje, além de me sentir realizado com a execução desse trabalho.

Sentiu alguma expectativa durante o período em que compilava os dados?
Durante o período de compilação houve muita desconfiança, deboche, descaso, além dos problemas financeiros.

Contribuições positivas no andamento da obra? Escolha do Professor Nilo Imhof  para o Prefácio?
Na véspera do livro ser lançado, Nilo se prontificou em ajudar e, como não desfruto de escolaridade, em nível superior, fiquei grato.

Dificuldades enfrentadas? Você faria tudo novamente?
Apesar das dificuldades passadas, faria tudo novamente, aliás, estou no momento fazendo a atualização do livro: quem casou, quem nasceu, quem morreu, assim por diante, além do álbum de fotos dos familiares.

Como foi sua vida política? Como foi a experiência como vereador?
Minha vida política começou no ano de 1960, sempre trabalhando no serviço do bem estar social – embora ciente do não reconhecimento – minha experiência como vereador, sinceramente, foi uma escola. Aprendi como cidadão e conheci de perto a politicagem e foi aí que me decepcionei. Desejava ajudar o povo, mas para isto precisava ir contra todo um sistema.

Nós que somos testemunhas de sua luta diária nos gabinetes, teve o respaldo da Administração Hylário/Bonatelli e do secretariado a contento?
Nesse mesmo período de vereança, não tive apoio do governo 1997/2000, ao contrário, só tive indiferença, o Prefeito e algumas Secretarias não proporcionaram respaldo às inúmeras reivindicações, inclusive, fazendo pouco caso, vez que as solicitações eram para o povo brusquense e não para o vereador Valério Imhof.

Mas, nenhuma Secretaria se propôs a colaborar?
O mesmo não se pode falar das Secretarias de           Educação e da Saúde, uma vez          que as  solicitações era em nome dos cidadãos, que aqui residem e que eram prontamente atendidos , devido a competência dos Secretários.

Matéria publicada em 20 de setembro de 2001.