sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Osni Graf e esposa





 

OSNI GRAF: Filho de Augusto Francisco Graf (19.09.1919) e Olívia Jordani Graf (26.08.1929); natural de Pedras Grandes, Botuverá, nascido aos 08.07.65. São em dez Irmãos: Dirce, Osmar, Irlene, Vilmar, Ilma, Valmir, Terezinha, Margarida, Paulinho e Osni. Cônjuge: Marlene Dalcégio Graf (09.06.67), casados em 27.07.90; dois filhos: Carlos Gabriel e Hugo Daniel. Torce pelo C.A. Carlos Renaux e Palmeiras. Dirigiu o Conselho de Administração e Economia da Paróquia – CAEP – de Pedras Grandes por cinco anos. Sócio de Botuverá – Comércio de Alimentos.

Como foi sua infância e juventude?

Trabalhei na agricultura desde criança, mais precisamente no fumo, com minha família, sendo que na parte da manhã cursava o Primário, na Escola de Pedras Grandes e, depois, o Ginasial no Colégio Padre João Solfe; na juventude, atuava pelo Palmeirinhas.

Como surgiu Botuverá – Comércio de Alimentos?

Quando saí da Pamal – iogurte – que, deixou de atuar nesse ramo, abri Botuverá – Comércio de Alimentos.

O que é preciso para ter o espírito empreendedor?

É preciso ter coragem, dedicação e muito trabalho.

Como vai Botuverá – Comércio de Alimentos?

Botuverá – Comércio de Alimentos é uma sociedade com José Heinz Vargas, atualmente dispomos de quatro caminhões que trabalham na região, atendendo no ramo - atacado – de alimentos na região, procurando sempre atender com qualidade e satisfazendo o cliente.

Além do empreendimento?

Presido o Conselho de Administração e Economia Paroquial – CAEP, de Pedras Grandes desde 31.03.2000, tendo como tesoureiro: José Germano Bezel, secretariado por Marlene Dalcégio Graf e, tendo como conselheiros: Pedro Bezel, José Ademar Comper e Osnir Schaadt.

Quem antecedeu e quem seguirá o seu mandato no CAEP?

Fui antecedido pelo saudoso Gentil Comper, que foi o primeiro presidente, e que foi sucedido por Pedro Orlandi, e agora, o CAEP será presidido por Pedro Graf, mais as participações na diretoria de Bento e Fabrício Graf.

Houve alguma realização em termos de obras durante os cinco anos?

Sim, houve, com o apoio da comunidade construímos dois galpões, um para festas com 19 x 25 metros e um para dança com 19 x 30 metros, além de colocarmos 30 bancos na Igreja, mais 40 mesas com 160 cadeiras.

A administração Moacir/Taiá?

Nosso Prefeito Moacir está fazendo muitas coisas para as comunidades, destaque-se a rede de água em Pedras Grandes e em outras comunidades.

Ciro Marcial Roza?

Homem de coragem! Ciro Roza deveria ser o governador do Estado, aí a coisa andaria.

O Brasil tem acerto?

Acho que o Brasil tem acerto, no dia em que entrar pessoas honestas para comandar o país.

O que faz Osni Graf atualmente, além do Comércio?

Gosto de jogar uma bocha.



sábado, 22 de agosto de 2020

Osnildo da Luz, popular sapo

 


Filho de José da Luz e Erondina da Luz; natural de Brusque, nascido aos 30.05.44. São em quatro irmãos: Rocy – in memoriam, Renivaldo, Pedro Paulo e Osnildo. Cônjuge: Ivonete Zeferino da Luz, casados as 29.06.68; dois filhos: Cristiane e Cristiano Marconi; cinco netos: João Paulo, Jose Lucas, e Josué Felipe – Cristane e Ildefonso Marçal, e Arthur Vinícius e Carlos Eduardo –Cristiano Marconi e Rosamélia Bononomi da Luz. Torce para o S.C. Brusquense, São Paulo e C.R. Flamengo.

Como foi sua carreira?

Iniciei com aproximadamente, 15 anos no E.C Bahia (centro), depois no Expressinho do CACR, Grêmio Esportivo Nacional, Floresta E.C. (Agrolândia), Palmeiras (Blumenau), Britânia e União (Paraná), e por último atuei no futebol de salão, na equipe do Atlântico Sul (Balneário de Camboriú

Posição em que atuava?

Atuei como goleiro nas equipes do Bahia e Nacional e como meia armador  - camisa 8 – no Floresta, Palmeiras, Britânia e União e, ainda como ala direita, no Atlântico Sul, sendo que neste, fui artilheiro com 18 gols anotados.

Grandes atletas?

Edson Cardoso, Livino e Inácio Moresco, Antônio Zimmermann (in memoriam), Cará (Floresta), Zinho e Clodoaldo (Palmeiras), Rominha (Britânia) e Toninho (União).

Treinador?

O saudoso Norival Mosimann

Dirigentes?

Beto Schirmann (Palmeiras) Raimundo Zuicher (Floresta) e Arnoldo Zimmermann (Nacional)

Árbitro?

Alvir Rensi.

Vitória marcante?

Foi no jogo Palmeiras 4 x 1 no Guarani –Itoupava Norte, quando fiz o quarto gol, cobrando uma falta com cinco atletas na barreira... a bola fez uma curva e balançou a rede bugrina.a

Derrota que ficou atravessada?

Foi na partida entre os infantis do Bahia e do Paysandu. Coloquei a bola em jogo e estava, aproximadamente, na marca da grande área, o Edson Cardoso viu que estava adiantado, colocou por cima de mim.

Uma palhinha de sua trajetória profissional?

Iniciei a trabalhar como cobrador na telefônica aos catorze anos, permanecendo até aos dezessete. Em seguida, fui jogar no Floresta de Agrolândia, servi o exército em Blumenau, na sequência, atuei por dois anos, no Palmeiras, também em Blumenau. Posteriormente, fui para Curitiba, permanecendo por dois anos, retornei a Brusque, permanecendo por um ano, oportunidade em que fazia a imitação do ‘alemão’, nos Programas de Dario Silva, na Araguaia e todos os domingos à noite fazia Show na sede do Atlético Renaux – em torno de duas horas, sempre após a missa das 19 horas – o show era ‘Fritz’ e  o trovador Nhô Fubá’, com as participações dos alucinantes, Lauro Fischer, Iara, Luzia Zunino e Nega, ressalte-se, enchia a sede do CACR; em seguida, fui cm  Ciro para São Paulo, aproximadamente um ano e meio, retornei – o Ciro permaneceu em São Paulo. Na sequência, casei e fiquei por um ano trabalhando com projeto arquitetônico, elétrico, hidráulico e de cálculo estrutural de prédios até doze pavimentos. Aí fui para a Comercial Técnica Catarinense – COTECA, por nove anos, depois, Prefeitura de Balneário de Camboriú, por dois anos e pouco, autônomo até 89, quando vim trabalhar na Prefeitura de Brusque com  o Ciro – projetos do Fórum, Prefeitura, Rodoviária – fiquei quase dois anos, tendo em 91, retornado à Balneário, escritório, e agora, estou há um ano, novamente na Prefeitura de Brusque.

Formação?

Fiz  o Primário no Feliciano Pires, o Ginasial, no C.C. Carlos Renaux e São Luiz, o Segundo Grau, em Curitiba e Balneário Camboriú. Fiz curso de desenho no Instituto Universal Brasileiro, peguei seis meses de experiência em uma empresa de São Paulo e quanto ao desenho elétrico aprendi  com Dr Heinz Luper e com o saudoso Iury C. de Azeved.

sábado, 15 de agosto de 2020

Mário Botuverá





MÁRIO GIANESINI, popular MÁRIO BOTUVERÁ: Filho de Alexandre Gianesini e Matilde Tomazzia Gianesini, natural de Botuverá, nascido aos 24.05.54; são em 11 irmãos: Wilberto, Ivo, Isaías, Édio, Valentim, Mário, Lídia, Evelina, Lúcia, Infância e Inês. Cônjuge: Shirley Costa Gianesini, casados aos 19.10.82; três filhos: os gêmeos André Alex e Wandré Lucas (10.09.84) e Carla Marina (03.10.86). Torce pelo C.E. Paysandu, Santos e Botafogo. 
A família: Lucas Wandré, Shirley, André Alex, Mário Botuverá, Carla e Matilde (Mãe).
Como foi sua infância e juventude?

Cursei o Primário, no Bairro Salto de Águas Negras, aos 10 anos fui para o Seminário, tendo permanecido um ano em Rio Negrinho e dois anos em Corupá. Saindo do Seminário, iniciei a trabalhar na Marcquard, em Jaraguá do Sul, hoje é a Malwee. Nessa época iniciei a jogar futebol nas equipes de base do Juventus de Jaraguá do Sul.

Zico no jogo BEC x Flamengo.
Trajetória no futebol?

Com 16 anos, iniciei nas equipes de base do Juventus de Jaraguá do Sul, depois atuei no Cedrense, tendo na final do certame sagrado campeão em final disputada com o Santos Dumont, foi quando Darcy Pruner e o saudoso Nilo Debrassi foram convidar para que eu fosse para o mais querido da Pedro Werner; assim iniciei como profissional do C.E. Paysandu, em seguida atuei pelo C.A. Carlos Renaux, na sequência fui para o Goiás, onde atuei pelo Anapolina e pelo Goiás, posteriormente atuei pelo Guarani de Campinas – Brinco de Ouro, Juventus da rua Javari, o moleque travesso. Após fui atuar no Itabaiana –Aracaju, passei pelo Blumenau –BEC – e, finalmente, no Marcílio Dias, quando pendurei as chuteiras aos 38 anos.

A escolinha em Botuverá.
Posição em que atuava?

Meia direita e centro avante, tendo atuado por mais tempo como centro avante.

Equipe do Anapolina.
Gol inesquecível?

Na verdade foram três. Os dois anotados atuando pelo moleque travesso – Juventus/SP – no empate com o Palmeiras/SP em 2 x 2, ressaltando-se, que eu havia sido emprestado pelo Anapolina ao Juventus/SP e, logo após a partida o treinador Candinho, e também, José Teixeira Jandir, que era Presidente do Juventus e da Federação Paulista de Futebol, comunicaram que meu passe seria adquirido do Anapolina, tendo, posteriormente, sido adquirido por 5 milhões e eu recebi 1, 5 milhão de luvas; o terceiro gol inesquecível foi gol anotado pelo BEC, contra o Flamengo, oportunidade em que vencemos por 1 x 0.

Mário com a jaqueta do Anapolina. O goleiro é irmão da esposa Shirley.
Vitória memorável?

Foram dois jogos que marcaram muito a minha passagem pelo futebol: o 2 x 2 obtido, atuando pela Juventus/SP contra o Palmeiras e o 1 x 0 do Bec contra o C.R. Flamengo.

Títulos e troféus?

Duas taças de Prata com a jaqueta do Juventus/SP, o troféu da Revista Placar – Bom de Bola, no jogo BEC e Flamengo.

Grandes treinadores?

Entre outros: ... Lopes, no C.E. Paysandu, Candinho e Nelsinho Batista no Juventus/SP, registre-se o Nelsinho atuava conosco e era treinador, Renê Simões, no Guarani de Campinas, inclusive obteve a medalha de Prata – futebol feminino, nas Olimpíadas de Atenas 2004.

Grandes nomes no mais querido?

Entre outros destacaria: Darcy Pruner, Arthur Jacovicz, o popular Polaco (in memoriam), Machadinho, Urbano Kistenmacher (in memoriam), Bilo, Arthur Apppel, Gerhard Nelson Appel ( in memoriam), Ruy Carlos Queluz e Dr Jonas.]

Brusque com três equipes?

Sou a favor do retorno do Paysandu e do Renaux. Evidentemente, sabe-se das dificuldades financeiras para manter as equipes, contudo, poder-se-ia ser elaborado um plano em que todos contribuíssem para sua equipe de coração. A rivalidade mexe com a galera, faz com que comentamos, inclusive, discussões salutares nos bares, nas canchas de bochas.

Bate umas peladas?

Sim, atuo com os veteranos na Praia de Balneário de Camboriú, time do dentista Jorge Cherem.

O que faz Mário Botuverá, hoje?

Hoje integro o Magistério Municipal de Botuverá, como Professo de Educação Física; dirijo a escolinha de futebol de moleques do Município e, curto meu sítio localizado no Salto de Águas Negras; gosto de ler jornais.






 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

José Eurico Frota de Oliveira

 

                         Zurico recebendo a comenda do basquete de SC da FCB - Dr Fábio  Deschamps - presidente da FCB


                  Partida realizada no ginásio da colina entre SEB/Zen x Flamengo em Brusque - Oscar Schmidt, Zurico e  Felipe Hoffmann - filho de Zurico  


Partida realizada  no ginásio da colina entre SEB/Zen x Flamengo em Brusque - Oscar Schmidt, Zurico e  Felipe Hoffmann - filho de Zurico  



 Sul Brasileiro sub 17 em Brusque - Zurico com o Presidente da FCB - Oscar Archer (mais atrás Gastão -Diretor Técnico da FCB

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Amarildo Aparecido da Silva

 

O entrevistado desta quinzena é AMARILDO APARECIDO DA SILVA: Filho de João da Silva e Inácia Pereira da Silva; natural de Jundiaí/SP, nascido aos 15.10.62. São em oito irmãos: Wálter, Adriana, Márcia, Valéria, Sandra, Luzia, Hércules e Amarildo. Cônjuge: Isabel dos Santos da Silva , casados em 19.01.85; quatro filhos: Suelen Regina, Eloísa, Alessandra Elizabeth e Thais Isabel; um neto: Luan. Torce pelo Carlos Renaux, Palmeiras e Flamengo.




Uma palhinha da descendência


Suélen Regina casou com Cristiano de Vicenzo e Tum filho: Luan

Vida profissional?


Iniciei a trabalhar com Valdir Caetano – hoje WJ – aos 12 anos, depois fui para São Paulo, onde permaneci por uns três anos, trabalhando em comércio de automóveis, em seguida fui chefe de setor, por 8 anos na HM, na sequência, na Metalúrgica Zucco, durante 9 anos, como gerente comercial, atualmente em sociedade, já por 5 anos, temos duas empresas: Termo-mecãnica e a Maqtherm.

Como atleta, atuou em que posição e em que equipes?


Iniciei no América F.C em 86, como centro avante na equipe principal, depois passei a atuar como volante. No período em que o América F.C. não participou das disputas; atuei pela Farmácia Knihs, pelo União (Santa Terezinha), no campeonato promovido pela EUCAB e, pela equipe do Vila Nova (Águas Claras), no campeonato da LDB. Em 2002, retornei ao América e disputamos o Interbairros, quando ficamos vice-campeões de 2002, perdendo a final para o Poço Fundo.

Presidiu o América F.C. em que gestão?


Em 86, oportunidade em que o América F.C. foi reorganizado, o Arnaldo André Tórmena presidiu o clube na gestão 86/87, ai eu assumi no período 88/89, sendo seguido por Valmor Pinotti. Em 92/93, voltei a presidir o clube, tendo obtido o título da LDB em 92. O atual presidente é José Carlos Vieira.

Quais realizações destacaria de sua administração no clube?


Ampliação da sede que media 13 x 7, para duas vezes 20 x 7, construção do alambrado, dei continuidade a construção da nova sede, faltando ainda concluí-la.

Por que estádio Maria Steffen?

Foi em homenagem pelas contribuições da família Steffen, para com o clube.

Grandes nomes no esporte amador?

Entre outros citaria: Arnaldo André Tórmena, popular Tito, Roland Fochner (in memoriam), Marcelino Pereira, Edgar Vicentainer, Adilson Martins, Werner Régis, Egon Maffezzolli, Valdir Caetano, Érico G. Morsch (in memoriam), Valmor Pinotti e Ari Steffen.

Tem participado atualmente do América F.C.?

Sim, inclusive na atual diretoria, sou vice-presidente.

Lembranças positivas?

Foi ter levantando o caneco em 92, campeão da LDB e, os três vices, também da LDB, todos pelo América F.C. e vice no inter-bairros.

Fatos marcantes?

Um fato que me marcou muito foi a dificuldade que passamos no início, quando íamos colher gramas em todos os cantos da cidade, para fazer o gramado do América F.C., foi uma verdadeira batalha.

Grandes atletas do esporte amador, na época em que você atuava?

Evair de Souza, o popular Vaíca, Tuchê, Tito, Risoleto, Marcos Farias, o popular Pardal, Gildo e Agenor – da equipe de 10 de junho, entre outros.

Grandes treinadores no futebol amador?

Vilson de Souza e Roberto Fuchs.

Grandes dirigentes no amador?

João Rosa, Valmor Pinotti, Arnaldo André Tórmena, Guto e Léco (o pintor).

Um jogo inesquecível que você assistiu em campo?

Brusque e Avaí na decisão do Estadual de 92.

Grandes atletas do Renaux?

Ronaldo (goleiro), Messias e Washington.

E do Paysandu?

Pereirinha, Edson Cardoso e Ayone.

Como deveria ser o retorno do Renaux e do Paysandu?

Sou favorável a um clube só, representando Brusque, até para facilitar a obtenção de patrimônio,

Politicamente?

Fui candidato a vereador pelo PL, obtendo aproximadamente, 186 votos.

Além da sede social o Clube está pensando em alguma outra iniciativa?

Estamos aguardando a contribuição do Prefeito Ciro em relação a um terreno ao lado do compo com 3 600 metros quadrados, ou seja, uma área de 60 m x 60 m..

O que faz Amarildo Aparecido da Silva, hoje?

Tenho as duas empresas em sociedade, sou vice-presidente do América F.C., e participo da Pastoral da Família e da Liturgia e Canto.




Em pé: Leto, Edson Batchauer, Schmidt, Fábio, Amarildo e Geraldo.

  Agachados: Denilson, Jaime, Cocão, Saudoso Touchê e Buiu










Cristóvão Maestri , popular Tóvo

 












quinta-feira, 2 de julho de 2020

Francisco José Battistotti


O entrevistado desta semana é o presidente do Avaí e do SC clubes,  Francisco José Battistotti, nascido em Santo Amaro da Imperatriz, em 09 / 10 / 1948 (72 anos). Torce para o Avaí Futebol Clube


Como surgiu o esporte em sua trajetória, notadamente o futebol?
Resposta: Desde pequeno peguei o gosto pelo Avaí. Na minha infância, em Santo Amaro da Imperatriz, cresci numa família de cinco irmãos. Eu e mais quatro que cresceram torcendo pelo Figueirense. Aliás, uma família de alvinegros. Eu era o mais velho. E cresci sem me afastar do futebol, sempre acompanhando tudo e torcendo pelo Avaí. 

Atuou como atleta? 
Resposta: Fui goleiro de futebol de salão, sempre amador. Jogava na minha região. Não passei disso. Mesmo com as dificuldades, sempre me dediquei mais aos estudos e onde construi minha carreira na área de gestão.  

E a presidência do Avaí, foi consequência de sua atuação na área esportiva?
Resposta: Em 1973 eu passei a ser conselheiro do Avaí aos 25 anos. Em 1978, o presidente do clube era José Nazareno Vieira (o Zeno), mas o presidente do Conselho Deliberativo do Clube, José Matusalen Comelli, convidou-me para ser diretor de base do Avaí, ainda no antigo Estádio Adolfo Konder. Fiz meu trabalho até o meu casamento. A partir daí eu me afastei para formar minha família. Segui sendo sócio do Avaí. Em 2004, retornei ao Avaí após a aposentadoria, já no Estádio da Ressacada. Colaborando com a direção do clube. A presidência do clube praticamente caiu no meu colo. Eu tinha sido eleito vice-presidente na chapa do então presidente Nilton Macedo Machado, que renunciou. Assumi o clube em 15 de abril de 2016. Confesso que não foi fácil. Muitas pessoas queriam que eu não assumisse. Mesmo contrariando muita gente e sob oposição forte de alguns segmentos, assumi o clube. Minha primeira "conquista" foi evitar o rebaixamento no Estadual, com uma vitória sobre o Guarani. Depois seguimos com o nosso trabalho, com muitas dívidas. E o principal desafio foi alcançado no fim do ano, com o acesso à Série A. Conquistamos o vice da Série B e nosso do acesso foi a vitória de 1 x 0 sobre o Londrina, no Norte do Paraná. Foi uma corrente que fizemos com atletas e comissão técnica. E deu certo esta união pelo acesso. Depois, no final de 2017, fui eleito para mais quatro anos, com 92,44% dos votos. Sinal que houve reconhecimento pela boa gestão, pois focamos no saneamento do clube. Hoje estamos três anos seguidos com superávit contábil em nosso balanço anual. E aos poucos vamos solidificando o clube em busca do objetivo maior que é a permanência na Série A consolidada. 

Como ocorreu a presidência da SC Clubes?
Resposta: Com a renúncia do ex-presidente Nilton no Avaí, que era o presidente da SC Clubes, por direito quem deveria assumir seria eu. Mas em função de algumas mexidas no tabuleiro, alijaram o Avaí e colocaram outro presidente. Ano passado, Luiz Henrique, o presidente da SC Clubes renunciou e eu fui eleito presidente e estou no atual mandato. Buscando unir o futebol catarinense em torno da Associação, que envolve clubes das Série A e B do Estadual. Unidos somos mais fortes para lutar por um futebol mais estruturado para Santa Catarina. Este modelo, que é único no país e tem sido visto como uma grande alternativa. 

Por que os representantes catarinenses não conseguem permanecer na disputa da Série A do Brasileirão?
Resposta: Uma boa pergunta esta, pois é sempre motivo de preocupação em Santa Catarina. Mas eu posso dizer que a diferenciação financeira é um dos fatores primordias para dificultar a permanência dos clubes Catarinenses na elite. Há uma diferença abissal nas cotas de TV. Diferença em patrocínios, em número de sócios. Tudo é desigual para os clubes catarinenses. Dos 20 clubes que disputam a Primeira Divisão, pelo menos oito deles são os que formam o grupo do Sob e Desce todos os anos. Os demais 12 clubes são os que têm condições financeiras para permanecer praticamente todos os anos, com raras exceções. Todos estes oito clubes tem déficit enorme. Você só conseguirá fazer a permanência por mais tempo na Série A, quando tiver recursos, estabilizado. É o que estamos tentando fazer no Avaí. 

A que o senhor atribui a queda vertiginosa do Joinville da Série A para a Série D, sequencialmente?
Resposta: Eu posso dizer que a falta de recursos e a gestão temerária, com contratações equivocadas, que não deram certo, são ações que levaram o Joinville a este caminho de descida no futebol. Hoje, se você contrata um atleta errado, não pode dispensar antes do término do contrato. Então, contratou errado, é um prejuízo financeiro enorme e um prejuízo técnico que leva a um descenso. O Joinville é um grande clube, numa grande cidade. Aliás, uma cidade que é pólo industrial. Tem tudo para se reerguer. Eu como presidente da SC Clubes, quero muito que o Joinville dê a volta por cima no cenário nacional e volte a estar em destaque. Isso é bom para o futebol catarinense, com clubes fortes e saudáveis. 

Acredita que a nova fórmula das finais do Catarinense é mais adequada? Não é pior para os perdedores das quartas de final? Não poderá ser injusta para uma equipe que aposta em grandes jogadores e chegando nas quartas ver tudo perdido por tropeço inesperado?
Resposta: A atual fórmula de disputa do Estadual, que ainda está por terminar, é a mais adequada, a mais atrativa e em sintonia com a nova realidade do calendário do futebol brasileiro. Com o enxugamento de datas, temos que ter um campeonato adaptado às datas e que seja atrativo. Só lamento é que levamos ao conselho arbitral a proposta de vantagem para os clubes nas fases finais, a partir das quartas. Hoje não existe vantagem algum a não ser jogar a segunda partida em casa. Eu vejo como interessante a equipe que ficou na frente ter pelo menos a vantagem de dois resultados iguais. Isso atrapalhou um pouco esta fórmula. Hoje, com jogos em meio à Pandemia, sem público, os estádiso viraram locais neutros. 

Em que a Pandemia poderá prejudicar as equipes?
Resposta: A Pandemia prejudicou demais. E ainda estamos sofrendo os reflexos disso. A finanças dos clubes ficaram prejudicadas e isso é fundamental. Os clubes perderam dinheiro das cotas de TV, parcelas ainda pendentes, alguns perderam patrocinadores, vamos ter de jogar sem público. Enfim, muito difícil. Entendo que nossa preocupação seja em salvar vidas, isso é fundamental. Mas o futebol é um negócio e precisa, como tal, sobreviver à Pandemia, ter vida própria. Ter segurança com seus Protocolos. O Futebol hoje é um local seguro, sem dúvida alguma. E precisa ser encarado como tal. Vai demorar bastante para todos se recuperarem deste prejuízo. Mas sou otimista, vejo um futebol ressurgindo no futuro, mais forte ainda. 

A Federação não faz nenhum trabalho para trazer de volta as equipes tradicionais que estão paradas no tempo, como por exemplo: CA Carlos Renaux, Paysandu, Olimpico, etc...  
Resposta: As comunidades têm que estar ao lado de seus clubes tradicionais, não tenho dúvida. Mas hoje a realidade é bem diferente. O futebol virou um negócio mundial e não há espaço mais para romantismo. Eu sou de um tempo em que os clubes tradicionais eram fortes, com o apoio de suas comunidades, que pegavam junto e ajudavam na sobrevivência. Geralmente eram competições regionais fortes. O futebol hoje tem uma dimensão mundial. O Avaí negocia atletas com a Europa. Jogamos com frequência a Primeira Divias e competição internacional como a Sul-Americana. Já recebemos na Ressacada jogos da Seleção Brasileira. Temos atletas convocados nas categorias de base, onde o Avaí é muito forte. Hoje, o lado econômico fala muito mais alto. Temos a criação dos "clubes-empresas", um caminho sem volta. As equipes tradicionais, respondendo sua pergunta, decidiram cuidar e bem dos sócios, manter suas estruturas preservadas, para terem uma sobrevivência duradoura. Lembro aí em Brusque a fortaleza que é a Sociedade Esportiva Bandeirante, um clube sólido. Temos em Florianópolis o Paula Ramos Esporte Clube, campeão catarinense em 1959. Mas hoje um clube social, que teve que dar um passo atrás para dar outros à frente. Destaco aí em Brusque, por exemplo, o Clube Esportivo Paysandu. Uma tradição desde 1918. Um clube mais antigo do que o próprio Avaí. Mas que está licenciado e com seu patrimônio preservado. Assim como Carlos Renaux, que estava afastado do futebol, desde o surgimento do Brusque, que uniu a cidade. Enfim, acho que o caminho é a sobrevivência num mundo em que o futebol virou negócio e não há chance para aventuras. A preservação das equipes tradicionais é fundamental para sua sobrevivência. Estão congelados na história pelo que deram de contribuição ao futebol.