terça-feira, 17 de junho de 2025

Odir Barni

 


Odir Barni - filho de Germano  Barni (conhecido como Manico Barni) e Ludovina  Brogni Barni -  nascido aos  14 de junho de 1947; 
 cônjuge Marilene (casados em 12.12.70); um casal de filhos: Oberda e Greci;  três netos: Maria Luiza, Guilherme Germano e Oberdan júnior e três bisnetos:  Felipe Barni Nascimento,
  Lívia Barni Nascimento e Yuri Nunes. Torce para o Palmeiras e Botafogo.

Dançando com a esposa na Fenarreco

Como foi sua infância?
Foi uma infância  feliz com muitas histórias  hilariantes. Na venda  de meus pais  vinha gente de todas as localidades, era como um supermercado daqueles tempos. Os alimentos vinham  de Brusque: Ambrósio Mafra, João  Archer, Joaquim Amâncio, Olegário Muller, Evaldo Ristow e Arthur Olinger.     Os tecidos  vinham de Blumenau: William  Sievert, Kander, Hering entre outros.

Uma vez por semana, a gente  matava porco  para fazer linguiça, morcilha e banha.

Fui batizado na Igreja Matriz em Botuverá-SC, pelo Padre  Bernardo, pároco.   Meus padrinhosd: Jose´Brogni e Olendina Barni Brogni..

Reafirmando, Minha infância  foi muito feliz.
Sou o primeiro filho  de minha família e primeiro neto  paterno de José  Luiz Barni e Maria Luiza Werner  Barni.  Pelo lado materno sou o primeiro neto de Ãngelo  Brogni e Vitõria  Colzani Brogni. 


Nasci numa casa onde moravam meus pais, meus avós paternos com um tio, Arnoldo Teodoro Barni, aleijado, que era acordeonista  e também trabalhava  na sapataria.

Fui criado com muito carinho, ficava no cólon  de duas empregadas: Clara  dos Sntos (Lala) e Celsa Golzani (Teta). Com minha  mãe tinha  muitso serviço, a Nona Lisa brincava comigo. Mais tarde minha mãe  teve o segundo filho, Ivo, sempre com 2 anos de diferença. Depois veio:  Nilo,  Jair, Vitória ., Santina, Elói, Nadir e Maria Teresinha Mamãe faleceu aos 37 ansos com 8 filhos e eu era o mais velho.
 Em 1965 sai de Ribeirão do Ouro para estudar em Brusque. Eu era  padeiro na casa comercial  de meus pais que tinhsa: armazém, farmácia e sapataria.

Eu ficava assistindo os garimpeiros  extrair ouro  e pirita no rio defrote nossa casa.


Primeira comunão de Odir e Ivo -10 de novembro de 1957 - toda comunidade esteve presente



Antônio Néco Heil entregando ao Odir o diploma ginasial


Meus tempos de gaiteiro  em Brusque3 no Schmicher

Primeira professora?
Minha primeira professora foi a Dona Eudora  Lopes Schaadt
 em 1954. A escola  era Ribeirão do Ouro, Maria Luiza  da Silva Dias.

Minha primeira professora - Eudora  -   entre Ludovina  Brogni Barni, conhecida como Dove ou Duvina pela comunidade  e eu .

Meu pai ficou viúvo e depois de três anos casou-se com a irã de minha mãe, por parte de pai, Valdiria 
 Lira Brogni- tiveram três filhos:  Sandra, Denise e Éder. Minha Valdíria teve um filho de solteira , Miguel Ângelo que veio compor nossa família.

Diversão?
Nossa maior dversão  era ver nosso time, Ourifico jogar aos domingos.


Equipe do Ourifico - fundado em 1947

curiosidades?
Nas festas de São João edra comum todos usarem um terno, comer  um churrasco e tomar cerveja;.
 Se for contar todas as histórias de nossa pequena localidade daria um livro. O povo de Ribeirão do Ouro, mesmo pertencendo à Botuverá, tinha uma forma mais festiva pessoal era mais gastador. Já Botuverá  vivia da produção do fumo que só tinha uma safra anual. Uma curiosidade desagradável: nunca passava uma festa  que não dava briga,  fato que ocasionou  a morte de pessoas  de bem da localidade

Nona Lisa , a Maria Luiza  Werner Barni - a pedido dela  o filho Zepe Barni, colocou o mesmo nome  na filha mais velha,m de apelido Nina que  mora em Blumenau, tsem 87 anos. Como minha neta  nasceu no mesmo dia  que a nona faleceu, colocamos o mesmo nome
Nosso filho Oberdan foi o primeiro batizado ana Igreja  Santa Rita  em 25 de jukho de 1972 pelo Padre Nelson Westrupp, sendo padrinhos meus lsogros Celeste dos Santos e Maria Hoeffelmann Santos.

As paqueras?
Fiquei na minha terra natal até mues 18 anos. Comecei a namora cedo -foram mais de 30 namoradas - paqueras - . Quando vim para Brusque conheci a MarileneTeresinha dos Santos, filha do moveleioro Celeste dos Santos. Antes dela namorei  muitas, em 26 de novembro de 1967 fui eleito Rei da  Juventude  do Bairro Santa Rita. Comecei a namorar a Marilene em 196; noivamos  em 13 de junho de 1970 e casamos em 12.12.70. O celebrante foi nosso Diretor  sPadre Orlando Maria Marph, em Azambuja; quem nos confessou  foi o Padre F lávio Morelli na Igreja Matriz de Brausque.

A vizinhança?
Nossos vizinhos eram  a família Neco Lira, Ernesto Werner,  Enes Buzzani, José Bambinetti, entre outros que vinham brincar com bola, muitas vez\es feitas com bexiga de porco. Nossa proximidade  do rio fazíamos  pescarias no rio e nas valas  com balaio ea cove. Caçávamos de funda e com arapuca

E o paizão?
    Meu pai era conhecido como Manico Barni. Ficou viúvo e depois de três anos casou´se com a irmã  de minha mãe , por parete de paiValdíria Lira Brogni e tiveram 3 filhos: Sandra, Denise e Éder


E o esporte?
Tive uma grande  participação no esporte da bocha  em todo o Estado e no Brasil, como árbitro e coordenador. No serviço público tsrabalhei por 45 anos, com 17 prefeitos , entre os titulares e os interinos.


Foto com Teixeirinha no dia que fez 92 anos, com o Mazoca no Marambaia


Recebendo  a medalha por Camboriú nos Jogos Abertos da Terceira Idade


E a trajetória profissional?
Ingressei na Prefeitura de Brusque em 1965 na gestão de Ciro Gevaerd , amigo e correligionário  de meu pai (UDN), veio a eleição  no ano seguinte  e venceu Antônio Heil, o Néco,m nosso adversário; n´ps votamoss  no Alexandre Merico. Como NécoHeil era amigo  de meu pai , ele atendeu um pedido  - dar oportunidade para eu contsinuar os estudos. Foi uma benção: Néco foi  até opnde eu trabalhava  e no dia seguinte  me chamou em seu gabinete - conversou comigo  e disse que iria trabalhar na tributação, com o Zé Gonzaga. me pediu para vir todos os dias uma hora  mais cedo para treinar  na máquina de escrever.  Atendi seu pedido e após um mês  eu fui  encarregado do cadastro imobiliário  de Brusque. Néco foi meu professor  e conselheiro  na administração  pública. Depois  de Néco  Heil assumiu  a Prefeittura , José Germno me cololou no setor, onde tinha como contador Agenor dos Santos, Érico Habitzreuter e Dyuquinha Silveira. Na contabiliddade  eu fiquei encarregado  de fazer empenhos das despesa, fiquei por 5 anos fazendo o empenho de todas despesas, desde a folha de pagamento até as obras municipais. Com a eleição de César Moritz, eu fui um dos poucos servidores  a votar nele. Era uma expectativa  que eu tinha em conseguir um empregto para minha esposa que havia se formado  no Magistério. Com o passar dos meses  e nada se resolvia e  sempre sendo provocado pelos meus amigos;  o prefito foi para São Paulo para buscar a empresa Zen, eu fui até  ao RH  e pedi a conta. Hermes Morsch, chefe dos etor  bnateu a rescisão  e eu assinei minha demissão. Quando o Prefeito  chegou hoiuve  um protesto de Olíbio Baebi, onde morei com ele por 8 anos, era o maior cabxo eleitoral. César Moritz foi na AMMVCI, associação dos Prefeitos  e lá encontrou o Prefeito de Gaspar-SC, Osvaldo SAchneider , o POaca,  que pediu que eu fosse  até Gapar. Em Gaspar fui  técnico em Contabilidade  - contador - até  minha aposentadoria em 1994.
Além da Prefeitura , fui professor  de Conbilidade Pública; chefe regional da COHAB; Diretor de vários clubes epsortivos e fundador  do primeiro sindicato  dos servidores de     Gaspar-SC; Presidente por 4 gestões  e administrador interino do Hosapital em Gaspar.

Se for contar  todas as histórias  de nossa pequena localidade  daria um livro.  O povo de Ribeirão do Ouro, mesmop pertencendo  à Botuverá, tinha uma forma mais festva  de vencer na vida. Como havia maior circulação de dinheiro, através  do cal e do ouro, o pessoal era mais gastador. Já  Botuverá vivia da pradução do fumo que só tinha uma safra anual. Uma curiosidade desasgradável: nunca passava uma festa que não dava briga, fato que ocasionou a morte de pessoas de bem da localidade.


   a casa de meus avós - que foi tão bem cuidada - hoje está destrui

Jornada politica?
Sempre fui do MDB. Fui candidato  em   Gaspar-SC   em 1982, fiz 219 votos e não fui eleito ´lançaram muitos candidatos na mesma área; em 1986 a pedido do Prefeito do PDC, Francisco  Hostin fui candidato nlvamente  e consegui 267 votos e fiquei suplente. Dí me desliguei  e não concorri mais. Mudando para Balneário Camboriu permaneci no PMDB, onde fui membro da executiva por muitos anos. Erguemos o Edson Renadoi Dias, o Piriquito a Prefeito e deputado estadual. Como acontece  na maioria dos partidos ele colocou na Prefeitura  muitos que foram  nossos adversários, resultando na derrota  em todas as eleições  que disputou. Como cabo eleitoral rabalhei e ajudei a eleger: Antônio Néco Hel, Boca Cunha,  Renato Vianna ,. Serafim Venzon, Ciro Roza . Jaime Mentelli, Mauro Mariani, Carlos Humberto da Silva, todos meus amigos pessoais.

Era Prefeito em Brusque: Alexandre Merico, César Moritz - votei no José Luiz Cunha - Boca, por ser amigo desde os tempos que trabalhavámos juntos na Prefeitura. Na última eleição trabalhei para o atual prefeito, André Vechi por confiar em mim, e me deixado no cargo de chefe no Parque das Esculturas. TTodos  os Prefeitos: Bóca, Rolf,Ari, Dr Jonas, e atualmente André Vechi me deixaram no cargo. Hoje estou afastado por problemas de saúde, coluna e outras doenças, mas com a confirmação do Prefeito que meu cargo não será preenchido até uma decisão médica.


      Meu amigo  Érico Zendron me visitando no Parque das Esculturas, onde fui chefe por 7 anos. Agora estou afastado por problemas na coluna e tendão.







Fotos que ilustram mais a matéria com ODIR BARNI 




Arcebispo, Dom Wilson Jong com Odir Barni no encontro dos acampamentos no Lageado Botuverá-SC 

Velhos amigos na festa de São João em Ribeirão do Ouro.


Eu e minha esposa com o Nilo no local o de brincávamos no Rio. 


Casamento de minha filha, Greicy com José Wilson Kailer Nunes, professor e diácono em Camboriú



Baggio Barni, o patriarca da família Barnique veio da Itália e casou-se  com Maria  Perezza.
Ivo Barni e João Lamim,o maior cachaceiro da região. Ivo foi levar uma cerveja na casa do João.


Escafrando na mina de ouro, pronto para mergulhar, na localidade de Ribeirão do Ouro, em Botuverá. Durante muitos anos, a exploração de ouro de lavagem teve  importância econômica no Município, bem como,  exploração de madeira  e a agricultura  de subsist|ência - a foto é de 1973

Acasa da Dona Francisca Bambinetti  Lamin, viúva que criou seus filhos sozinha. A casa foi desmontsada não um p´rego - poderia ser tombada.

José Lira com um menino que naõ lembo o nome.

O nosso Ribeirão do Ouro que já teve 200 famílias com um rio profundo hoje está assim. Triste! 


Professor,  Leni Gomes, minha prima, Maria Luiza Barni, a Nina; Dona Carmem e o zelador João Pedrini

Este Pinheiro tem mais de 100 anos, ficava defronte da casa de meu Nono Brogni

Escola Maria da Silva Dias de Ribeirão do Ouro, construída em 1950 e ampliada recentemente. Meu avô, Nono

Esta vaquinha meu pai comprou em Brusque de Rigon Krieger para atender as nossas crianças e do tio Zepe.

                                 
Com nossos bisnetos  Felipe e Lívia.
                                             
Minha neta Malu e seu filho Felipe - ambos palmeirenses.


Danilo Rezini; Luciano Hang; Odir Barni e Márcio Hang


Primeira comunhão de Odir e Ivo, em 10 de novembro de 1957, Toda  a comunidade esteve presente.


    Odir e Ivo Barni, perto do depósito de cal do Alexandre Barni
Ivo foi Secretário de Finanças na Prefeitura de Brusque desde a gestão de Bonatelli.;

 
Familia de Manico Barni:
Pela ordem: Odir,Ivo, Nilo, Jair, Vitória ,Elói e Terezinha; são os filhos de Manico com a Ludovina.
Em baixo: Miguel Ângelo, Sandra, Denise e Éder, filhos de Manico e Valdíria. 

Meus pais e sogros: Celeste Santos e esposa, noivos Odir e Marilene e  o pai de Odir  Germano Manico Barni e sua esposa, casados há 10 dias, Valdíria Brogni 

Pescaria nos finais de semana no Agrião. 

Casamento de minha filha, Greicy com José Wilson Kailer Nunes, professor e diácono em Cambori

Encontro da madastra, Valdíria com filhos, netos e bisnetos em Ribeirão do Ouro


O saudoso prefeito Osvaldo Schneider  o Paca. Fui seu contador na sua gestão, homem visionário que sempre me tratou com respeito e gratidão. Morreu dançando num casamento em Gaspar-SC.


Neste dia Elói fez a Primeira  Comunhão, agosto de 1967, minha mãe tinha falecido em 27 de junho. Um dia muito triste para todos nós. Mamãe já estava guardando avos para a festa. 

Antiga escola ,próximo do cemitério e da Igreja.



Dia da inauguração do asfalto do morro da Gabiroba-Ribeirão do Ouro que levou o nome de meu pai, Germano Barni.


Odir Barni e Edebar Deba Bozzani na festa de São João em Ribeirão do Ouro- idos de 1963

Dino Maestri, Edelcide B Gozzani, Itamar Rezini e Odir Barni - Festa de SãoJoão em Ribeirão do Ouro 




AINDA PARA ACERTAR 

Encontro da madastra, Valdíria com filhos, netos e bisnetos em Ribeirão do Ouro 


Os garimpeiros


 Minha madrasta , tia Valdíria Brgni teve um filho de solteira com Miguel Colzani- recebeu o nome de Miguel Ângelo  que veio morar  conosco e hoje vive em Blumenau.






terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Márcio Narbal Schlindwein - Dia D

 

Márcio Schlindwein - Dia D

O entrevistado desta semana é Marcio Narbal Schlindwein, nascido em Brusque a 20 de abril de 1967. Filho de Nivert Nilton Schlindwein e Eni Vanunci Schlindwein. Casado há 29 anos com Eliane Roseli Marchi Schlindwein, apenas um filho:Enzo Marchi Schlindwein.
Torcedor do Clube de Regatas Flamengo, contrariando o pai e irmãos, todos Botafoguenses.
Curiosamente, quando criança fui abordado por um flamenguista, em uma venda no Distrito de Arataca, que me ofereceu um casal de angulistas se eu virasse rubro-negro. Resumo da ópera: não ganhei os pássaros e troquei de time. Acertadamente sou achincalhado até hoje, "vendido por uma galinha-da-angola". Não recebida, para piorar.


Como foi sua infância ?
Minha infância foi no interior. Meus pais cuidavam da filial da Casa do Rádio de São João Batista, que era uma cidade pequena e pacata nos anos 60 e 70. Cresci correndo atrás de carroça para tirar cana-de-açucar, que ia para a USATI, usina que dominava a economia local. Depois meu pai migrou para o ramo madeireiro, com uma serraria no bairro Colônia, quase em Major Gercino. Aí era estrada de chão, mato, bezerro, o cheiro da tora recém cortada, os mergulhos na pilha de serragem fresca, pomboca de querosena à noite, pois não havia luz elétrica. Gerador, de vez em quando. Lembro bem quando era época de vaga-lumes, os bandos iluminavam a mata. Nunca mais vi nada parecido. 

Vida escolar?
No ginásio fui interno no Seminário de Azambuja por um período que não inteirou um ano, pois não foi uma opção vocacional, e sim uma alternativa para um estudo mais consistente, que se aprimora com a disciplina inerente. Mas foi uma boa experiência, com amigos que encontro até hoje.
Prestei vestibular para o curso de Licenciatura em Música pela Udesc, em Florianópolis, para onde me mudei para uma república de estudantes, onde já residia meu irmão mais velho, hoje biólogo da Universidade Federal de São Carlos-SP. Na universidade tive contato com grandes mestres, e envolvimento na cena musical da capital do estado, tocando em grupos de teatro, festivais, gravações de jingles e como músico de bares. Tive o prazer de poder viajar para me apresentar em Brasília, São Paulo, Pelotas, Curitiba e diversas cidades do país. Como meu curso era no mesmo prédio do de Belas Artes, adquiri o hábito de visitar museus e exposições, e conhecer outras expressões artísticas. Foi durante meu período acadêmico que entrei na idade de me apresentar ao Alistamento Militar, e consegui o impossível: para tentar não cumprir o serviço obrigatório, fui me alistar em São João Batista, onde não residia mais, e me informaram que se encaixaria em "excesso de contingente"; em outras palavras, se safava da empreitada. Ledo engano. Na metade do ano de 1985, estava fazendo um estágio pela Universidade em Praia Grande, no sul do estado, onde a UDESC possuía um Campus, quando recebi uma correspondência urgente para me apresentar à Junta Militar da Capital, onde constatei que meu genial plano havia sido obviamente descoberto. E assim engrossei as fileiras de nossas Forças Armadas por um ano, na 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, em Florianópolis, até hoje situada num belíssimo local na Rua Bocaiúva, Quartel General do Comando Militar do Sul, onde encerei muito o assoalho.

Como retrataria a experiência militar?
Ao contrário do que me parecia, a experiência do serviço militar nos apresenta oportunidades ímpares, seja no convívio, disciplina, organização, ou mesmo no contato de manejar equipamentos e armamentos específicos. Como era estudante de nível Superior, servi como Ordenança do capitão da Companhia e fui liberado para ir a Faculdade na parte da manhã. Desse período só trago boas lembranças, e amigos que organizam encontros até hoje. Provavelmente por este episódio, adquiri interesse pelos conflitos mundiais, nossas Grandes Guerras, que muitos historiadores afirmam ser uma só, com um intervalo grande no meio. Fui paulatinamente montando uma pequena biblioteca sobre o tema, entre meus favoritos "O Piloto de Hitler-A via e a época de Hans Baur", pois une minha outra paixão, que é a aviação. Sou plastimodelista aéreo militar estático, ou seja, monto e reproduzo aviões que participaram do conflito, em esquadras e períodos específicos, o mais fidedigno possível dentro das minhas limitações. Em viagens anteriores á Europa visitei alguns locais emblemáticos na Itália (subterrâneos de Nápoles), Áustria (Salzburg) e Alemanha (Munique, Nuremberg e Colônia), todos riquíssimos em acervo e referências.

Quanto ao dia D?
Neste ano de 2019, completaram-se 75 anos do Dia D, operação gigantesca de desembarque dos países aliados na tentativa de deter o avanço do nazismo na Europa. Um enorme contingente de admiradores estaria presente, além de autoridades e sobreviventes do evento. Com algum planejamento preliminar, após passar por Portugal e sul da França, desembarquei em Caen, na Normandia. Havia vindo de Toulouse a Paris em um trem noturno, em cabine privada com beliches, junto com minha esposa. Da capital francesa ao nosso destino mais duas horas nos trilhos. Após nos instalarmos, nossa anfitriã nos informa que teremos que conseguir um salvo-conduto, um tipo de "passe" para podermos circular, pois os presidentes americano e frances iriam estar na cidade, com inúmeras outras figuras e primeiros-ministros com seus guarda-costas. Após uma tarde de peregrinação na Prefeitura e Central de Turismo, descobrimos que o passe era apenas se fossemos visitar as praias do desembarque e locais das cerimônias no dia 06, o que logicamente abri mão. Helicóptero para lá, comitiva presidencial para cá, ficamos descobrindo os vinhos e apreciando o local. No dia seguinte, evento cerimonial no Castelo de Caen, com gaitas de fole e veteranos. Resumidamente,a cidade foi profundamente marcada pelo episódio de 1944, pois na época a arma mais eficaz eram os bombardeios aéreos, que não discriminavam os alvos. Se era necessário enfraquecer as defesas alemãs em determinado local, os efeitos colaterais para os residentes eram terríveis. O preço em vidas humanas foi altíssimo para todas as partes envolvidas. Alguns locais e igrejas não foram reconstruídos propositalmente, para se ter uma pequena noção da destruição. Uma visita ao MEMORIAL DE CAEN é um mergulho reflexivo na história, um aviso para as próximas gerações evitarem a guerra.
No dia seguinte, as famosas praias do desembarque, entre elas Omaha Beach e Utah Beach, todas codinomes usadas para a Operação Overlord. O dia estava belíssimo, e no Cemitério Americano em Colleville-sur-mer , aeronaves que participaram da segunda guerra e frotas modernas faziam sobrevoos a todo instante. Ao longo do litoral inúmeros veículos originais do conflito trafegavam, um evento inesquecível e tranquilo,  homenageando um momento de grande sacrifício em prol da liberdade. Para coroar a programação, a Patrouille de France, a esquadrilha da fumaça francesa, estava se apresentando em Longues-sur-Mer, onde estão as baterias costeiras alemãs. Fui embora com vontade de voltar. Otimo sinal. 












Finalizando
Há alguns anos adotei como hobby o plastimodelismo, ao qual dedico diariamente algum tempo, considerando que um modelo leva no mínimo 150 horas de trabalho para ser finalizado. Também concilio com amigos de longa data o gosto por um estilo musical não muito difundido, porém extremamente gratificante de executar, o chorinho, e aí se vão alguns anos de ensaio e diversão, nos encontrando semanalmente.
A passagem do tempo leva todos à reflexão: porque alguns já partiram, as vezes com tantos sonhos e responsabilidades? Qual o sentido de toda essa jornada? Como bom brasileiro, fruto da miscigenação de diversas culturas, fui apresentado a muitas crenças, da benzedeira ao Monsenhor; todos tem seu lugar na formação de minha fé e não descrimino nenhum caminho. O fim é sempre o mesmo, uma luz neste inevitável túnel que todos estamos atravessando.
Trabalhando há 29 anos na Lanchonete da Rodoviária de Brusque, tento tratar com respeito funcionários e clientes, como eu gostaria de ser tratado. Sempre consciente que tenho ainda muito a aprender, tento ser um bom exemplo para meu filho e um bom companheiro para minha esposa. 



Referências: publicado no blog luizgianesinientrevista.blogspot.com.br aos 12 de julho de 2019.

Márcio Narbal Schlindwein - MÚSICA



O entrevistado desta semana é Marcio Narbal Schlindwein, nascido em Brusque a 20 de abril de 1967. Filho de Nivert Nilton Schlindwein e Eni Vanunci Schlindwein. Casado há 29 anos com Eliane Roseli Marchi Schlindwein, apenas um filho:Enzo Marchi Schlindwein.

Torcedor do Clube de Regatas Flamengo,


Percussão Gica Pereira
Cavaquinho Márcio Narbal
Vocal Silvio Francisco Nunes
Violão FelixValle

 Como surgiu a música na sua trajetória?

Cresci numa cidade pequena,  final dos anos sessenta, em São João Batista.  Minha casa ficava a uma quadra da Rádio Clube, principal meio de acesso às músicas na época.  Frequentava os bastidores da emissora e o acervo de discos. O maior incentivo veio quando ganhei um violão,  aos 12 anos, presente de meu pai.  Sem acesso a informações,  tirava de ouvido as melodias mais simples,  como "menino da porteira" e outros sucessos da programação. Minha alegria foi imensa quando descobri que os discos de Padre Zezinho vinham cifradas para violão.  Tocava todas. Aos 15 anos fui aluno interno do Seminário de Azambuja, onde aula de violão era parte do currículo para os interessados.  Logo já era responsável pela música das missas matinais de terça feira,  além dos finais de semana.

 Que estilo o cativou?
Ao sair do seminário me interessei pela Música Popular Brasileira,  um vasto território de estilos e níveis de dificuldade.  Com alguns amigos e um irmão montamos um grupo de samba, onde me habilitei para tocar cavaquinho,  sem pretensão.  Ao concluir o ensino médio,  fiz vestibular para Educação Artística- habilitação em Música, na Udesc, em Florianópolis.  Morando lá e vivendo neste ambiente,  participei de grupos de musica para teatro, em Festivais nacionais, gravações de Jingles para publicidade e músico na noite.

Que instrumento  sedimentou sua vocação?
Apesar de iniciar no violão meu aprendizado,  o cavaquinho acabou se tornando meu instrumento mais usual.  Participo ainda de um grupo de choro,  com o virtuoso acordeonista Bruno Moritz, mais Rodrigo Erbs no violão de 7 cordas, e Didi Massaneiro no pandeiro e percussão.  Em outra formação tenho com grandes amigos o grupo Confraria da Bossa, aqui com vocal e instrumental. A participação do cavaquinho acrescenta um timbre diferenciado, que complementa muito bem.

Primeiras aparições públicas?
As primeiras aparições públicas foram em bares noturnos e Festivais de Música Universitária.  Tocar em trilha para teatro oportunizou ótimas viagens e amizades, um convívio prazeroso e de crescimento musical, pois compunhamos os temas conforme a exigência do diretor, mesclando outros instrumentos de sopro e cordas. Uma ótima experiência.

Quais músicas admira?
Minha admiração é  maior a choro e jazz. A arte de improvisar, comum aos instrumentistas, de  dois estilos,  requer uma dedicação e estudo constante.

Quais são as músicas que gosta de tocar?
Com amigos a MPB corre solta, onde faço o possível com violão folk de cordas de aço.  Mas o chorinho, pela tradição e  preservação do estilo, temas soberbamente compostos, me satisfaz enormemente; cada um contribuindo para uma harmonia única,  brasileira. Sempre brinco ao afirmar que quem toca choro se diverte mais do que quem ouve.

O que faria se estivesse no início da carreira e que não teve coragem de fazer?
 Se estivesse no começo sa carreira teria estudado mais e levado a sério a profissão,  seja de educador ou de músico.  Existe campo para prover sustento com essa profissão e acredito ser muito gratificante.

O que aplica dos grandes educadores'. Das aprendizagens que teve no dia ?
 Dos educadores sempre lembro de uma aula com Maurício Carrilho,  sobrinho do exímio flautista Altamiro, que frisava que o ensaio tem que  sair perfeito; na apresentação deixar acontecer.  Serve para a vida. Caprichar em todas as pequenas coisas. O resultado vem naturalmente.


Algo que apostou e não deu certo?

Arrependimento?

Quais as maiores alegrias  e decepções qe teve?
Minhas maiores alegrias são minha família, e viagens que fizemos juntos, principalmente para lugares históricos.  As decepções entram para nosso entendimento do mundo e das pessoas, que nem sempre pensam como a gente gostaria. Se alguém me influenciou foi principalmente através dos livros, hábito que cultivo diariamente, em particular sobre os grandes conflitos bélicos,  onde aflira o pior mas também o melhor de cada um. Outra grande alegria que tenho é meu hobby de modelismo militar aéreo,  um exercício de paciência e persistência; assim como a música,  um eterno aprendizado.









sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

César Gevaerd

 César Gevaerd, nascido em Brusque aos 27 de dezembro de 1949; filiaçao Edu e Felicidade Gevaerd; esposa Oriete Maria Vieira Gevaerfd; filhos: Fabrício e Ivan César.  Netos 1) filhos de Fabrício Maysa e Marina e 2) filhas de Ivan César:  Helena e Antônio.Torce para o Carlos Renaux, Brusque, Santos e Vasco da Gama. Ocupei cargo  - esportes -  no Carlos Renaux por 15 anos.


                                                                     A familia 
                                         

Um resumo da vida profissional
Comecei a trabalhar como engraxate (junto com meu irmão Júlio. Aos 14 anos  iniciei no Sindicato  dos Mestres e Contramestres (sindmestre, trabalhando na Secretaria. Aos 15 fui entregador  e fazia assinaturas  do jornal A Nação. Aos 16 (1966) iniciei no Cartório  Gevaerd, onde era Tabelião o Cyro Gevaerd e Gerente José  Germano Schaefer. Em 1988 fui nomeado Tabelião  até 1992, quando me aposentei.

Em que legislaturas foi vereador ?
Elegi -me vereador em 1976/1982, um segundo mandato  de 1982/1988 e encerrei um terceiro de 1988/1992. Ocupei todos os cargos  da mesa e liderança  de governo e partido. Em 1981/82, eleito Presidente da Egrégia Câmara de Vereadores. tendo como  vice 
 Hélio Habitzreuter, Secretários Célio Fischer  e Dr Jorge Romeu Dadan.

                                                      Posso como Presidente do Lgislativo


Como  Presidente da Egrécia Casa Legislativa César Gevaerd (Presidente) entregando o título de cidadão Honorário ao Gothard  Oskar Pastor.  

   Sessão solene Centenário  - Emancipação Politica

Participou da União dos Vereadores do Vale do Iajaí Mirim de Vale Rio Tijucas?}
Em 1985 fui fundador e presidente da União  de Vereadores do  Vale do Itajá  Mirim e Vale Rio Tijucas, tendo permanecido no cargo por 3 anos

E a presidência da Fundação Zoobotânnica?
Em 1988 fui indicado  paara presidir a Fundação Zoobotânica, cargo que ocupei  até sua inauguração  em 1991. Renunciei o cardo dias  antes da inauguyração  por desvenças políticas com o então  Prefeito Ciro Roza 

Outras atividades/experiências? 
Em 1986/1990  junto com meu amigo  e radialista Nilson  da Costa  - fui apresentador do Programa  Tribuna Popular. Fui articulista  de diversos jornais  estudantis tanto  no Colégio Cônsul Carlos Renax e Honório Miranda. Iniciei meus estudos no Colégio Santso Antônio.

O que faria  se estivesse no início da carreira e que não  teve coragem de fazer?
Nunca tive receio ou falta de coragem  para qualquer ação  de minha vida. Sempre fui autêntico e decidido em meus  propósitos. 

O que faria se estivesse no iníco da carreira  e que não teve coragem de fazer?
A única frustação  e decepção  na vida foi acreditar em pessoas  que diziam ser amigos e que me conven ram a me aposentar como Tabelião. Hoje  não faria mais, Mas senti a dor de uma traição, E poderia estar exercendo o cargo atualmente. Muitas vezes você paga um preço alto por acreditar em pessoas sem caráter.

O que aplica dos grandes educadore. Das aprendizagens  que teve no dia a dia?
Sempre fui autodidata e apaixonada por leitura. Foi nos livrso que busquei minha formação intelectual. Não tive influência de nenhum educador e contesto os métodos de Paulo Freire.

Quais as maiores alegrias e decepções  que teve?
A maior alegria  de minha vidafoi o nascimento de meus filhos  e suas formações. E a chegada de meus netos  que impulsionarma  miha vida. Amigos são pouvos. Existem, mas é preciso saver e conhecer o que é a relação de uma verdadeira amizade.

E  a década e meia no vovô do futebol Catarinense?
Comece a colaboar  no Carlois Renaux em 1968, quando era Presidente o Cidinho Bauer. Depois fui  Secretário com Aurinho Silveira e Juca Loos . Com o seu Arno Gracger  fui do Departyamewnto de Futebol. Foram décadas ocupando todos os cargos  com exceção a da Presidência.

Pessoas que o influenciaram?
Pessoas que me influenciaram e conselheiros na vida pública  entre tantos: Arno Gracher, Pilolo, Cyro e meu tio Aires Gevaerd. 

                     Departamento de Futebol Carlos Renaux   César com Arno Gracher (Presidente)
                                               

O Tio Aires Gevaerd 


Ciro Gecaerd 


Dr Jorge Romeu Dadan



                                               José Gemano Schaefer - Pilolo



Primeira eleição  em 1976 (PDS) 
Célio Fischer, Dr Jorge Romeu Dadan, Luiz Hamilton Martins. Cesar Gevaerd. Libetrau Eccel,  Dr Celso Bonatelli , Helio Habitzreuter  e Estevaão de Oliveira.
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                                                    Netos: Marina, Maysa, Antônioi e Helena 


Dados complementares:
Fabrício era casa com  Cida Zucco ( divorciados)
Ivan lCésar é casado com  Aline Habitzreuter 

Partidos a que teve vinculado ARENA e PDS