sábado, 13 de junho de 2015

Carlos Alberto da Silva, popular Rato - no prelo



CARLOS ALBERTO DA SILVA, popular Rato (faleceu aos 09.02.2018- enterrado dia 10)


  O entrevistado desta semana é Carlos Alberto da Silva, popular Rato,   nascido em Brusque aos 03 de julho de 1955; filho de Pedro Abílio e Edit da  Silva; cônjuge: Alvaci Maria da Silva; três filhos: Cleberson, Fernando e  Felipe. Torce para o Mengo.


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 Fernando, Avalci, Felipe, Carlos Alberto e Cleberson

 

Histórico escolar?
 Iniciei numa escola de madeira na Quintino Bocaiuva, Irmã Ludgéra, o  primário terminei no Osvaldo Reis, o ginasial no Feliciano Pires e  Contabilidade no Honório Miranda.

Primeira Professora?
 Cléia Rieg, na Escola Irmã Ludgéra

Como conheceu a Alvaci?
 Conheci a Alvaci na Lanchonete Rangal na praia de Perequê, há 42 anos  atrás.

Como surgiu o apelido?
 Surgiu devido eu ser rápido nas jogadas, quando atuava pelo infantil do  Santos Dumont.

Posição em que atuava?
 Eu era meio campista, sempre atuando pelo lado esquerdo.

Equipes em que atuou?
 Infantis do Santos Dumont, juvenis do CACR, Santos Dumont, Paulico Coelho,
 Portuguesa, Paquetá , Brilhante, Fluminense (Limoeiro), Penharol  (Ipiranga), Floresta e também em várias equipes de futsal.



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Portuguesa

Em pé: Adilson A Schmitz, Pubi Amorim, Pizza, Peixinho, Edson, Zoo, Bita, Valtinha e Pedro
Agachados: Tobata,....... ,Careca,..... ,Rato, Joel,.....



Grandes jogadores de futebol naquela época?
 Marcão (infantis do Santos Dumont), Rico Quindota (CACR), Zoo Amorim  (Paulico Coelho), Edson Luiz da Silva e Betinho Batista (Portuguesa),  Calito e Tatu (Paquetá), Beto Lira (Brilhante), Alcione Laurentino  (Fluminense), Galitski (Penharol), o saudoso Batista (Floresta).

Títulos?
 Lembro bem que levantamos o canéco em três oportunidades: Infantil do  Santos Dumnont, juvenis do CACR, idos de 74, pela LDB e com Paulico Coelho  em campeonato promovido pela AFAB.

Grande Dirigente?
 Paulico Coelho, tanto como dirigente, como treinador.

Mais um treinador?
 Mário Vinotti

Àrbitro?
 Alvir Rensi

Por que o futebol amador perdeu a graça?
 Porque antigamente se jogava por amor à camisa, hoje o futebol amador  tornou-se profissional

Três grandes nomes em Brusque?
Admiro três cidadãos, e os três do ramo da medicina: Dr Nica, Dr Fontana e  Dr Sílvio Nogueira. Destaque para o Dr Fontana que é inigualável.

Em que local reside atualmente?
No Loteamento Azaléia. Fui o primeiro morador do Loteamento Azaléia,  adquiri o lote do próprio César Moritz, há 37 anos atrás

Em termos de obras e/ou serviços o que falta em sua localidade?
 Falta uma área esportiva e de lazer. Hoje temos que atravessar a via – de  intenso movimento - para a prática esportiva e de lazer no Sesi

Um resumo de sua trajetória profissional
Um resumo de sua trajetória profissional
Iniciei aos 11 anos como vendedor de revista para a Banca Jardimn, aos 13, mecânica Afonso Belli, antes dos 14, como cobrador no Coletivo Santa Terezinha, aos 14, ingressei na Buettner, onde permaneci por 11 anos. Ao mesmo tempo que trabalhava um período na Buettner, aos 21, ingressei como vendedor na Casa Avenida, tendo ficado por 31 anos nessa tradicional Loja. Em seguida, por 6 anos como vendedor para os Três Veleiros, depois por 2 anos vendedor de tecidos Palhoça e 5 anos como vendedor de bebidas Red Horse. Há 3 anos obtive o benefíco previdenciário. Em 02 de março ingressei na Prefeitura Municipal de Brusque, como Agente de Serviços na Arena Multiuso.




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Casa Avenida
Em pé: Gerson, Jamilson, Rato e , Edésio
Agachados:Jorginho, Cláudio  e Bento 

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Nosso entrevistado recebendo o troféu de Vice Campeão e artilheiro atuando pela equipe da Casa Avenida

Ronaldo Oliveria - tsa - no prelo


RONALDO OLIVEIRA

   
O entrevistado desta semana é Ronaldo Oliveira, nascido em Itabuna/BA, aos 02 de agosto 76;. filho de
 Lourival Santos e Ortelina B de Oliveira; filhos Ron Marcel Oliveira Gusmão e Icaro Santos.Torce para o "mengo" e teamsoccer Itabuna e ainda para o  Oeste SC. É Chefe Operacional na  Fundação Municipal de Esportes do Município de Brusque.




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Ron Marcel com Ronaldo


Como surgiu Brusque em sua trajetória?
Vim a Brusque pra passear ,e vi aqui um lugar tranquilo pra poder desenvolver meus projetos sociais e me apeguei muito aos amigos que aqui conheci que hoje destaco como minha família

Sonho de criança?
De ser um dia  “alguém” de suma importância em governar e ajudar uma cidade estado ou nação. Política é meu sangue ,ajudar o lugar onde vivo a ser mais desenvolvido.

Histórico escolar?
Formei em Contabilidade Geral na Bahia

Pessoas que influenciaram?
Minha mãe e amigos

Que esportes pratica?
Futebol e outros ,eu amo o esporte.

Como surgiu ser treinador em sua carreira?
Desde os 14 anos me dedicava a ensinar os guris no bairro, e liderava times formados e a 10 Anos lancei uma sociedade de amigos do futebol, hoje muito conhecida TEAMSOCCER SOCIEDADE DE AMIGOS -TSA  e hoje sempre estamos a frente de trabalhos junto a clubes intermediários no Estado e captando talentos pra grandes clubes do país.

Grandes atletas?
Zico e Ronaldo Fenômeno -  inigualáveis na minha opinião

Grande dirigente?
Delfim Peixoto de SC

Grande treinador?
Murici

Grandes árbitros?
Não me agrada nem um, precisa se de uma reformulação mundialmente do perfil da arbitragem brasileira.

Tem lido? O que mais gostou das leituras que fez?
A Bíblia é minha maior paixão em leitura.

O que esta lendo atualmente?
 E o que mais gostei é ficar a par de como sobreviver bem na vida e dominar os problemas através da ajuda de tal leitura.

Quais as matérias que mais gostava?
Matemática e  geografia

Quais as que detestava?
Química e física

Em que equipes atuou jogando?
Na equipe base do Itabuna.

E como treinador?
Na equipe do Oeste F.C. ( Era de Chapecó e instituímos em Canelinhas SC)
 

 Você esteve em em Canelinha?

 Estive em canelinhas em 2013 na estruturação do Oeste, pois formamos este clube lá em parceria. Foi uma parceria da TSA e o Oeste e levamos o clube aquela cidade .

 O que seria TSA
Então a Tsa (teamsoccer style actions) trata-se de um sistema de assessoramento esportivo formado há 10 anos no intuito de empreender o futebol em diversas áreas. Nosso inicio de atividade fora em parceria com O Cruzeiro BH, onde representávamos o clube de MG no Sul da Bahia e nossa tarefa é movimentar e incentivar o futebol pelas comunidades afora. E assim paramos em Brusque e região e se envolvendo tanto no social ,profissional bem como no amador ,sempre pelo futebol ,nossa área principal.

Cite algum atleta que já está despontando?
Entre outros destacaria o Neto Berola (
Neto Berola esteve no inicio de nosso trabalho no Sul da Bahia, chegou a assinar com a TSA ,e depois disso de forma independente passou pelo Itabuna , Vitória da Bahia Atlético Mineiro e depois do exterior hoje se encontra no Santos SP)

Qual o maior desafio que enfrentou?
Professores com ciúmes devido a ser um técnico com diferente sistema de trabalho moderno

Quais são as suas atuais aspirações?
Coordenar um grande projeto ou Clube de porte

Grandes alegrias? O que entristeceu?
Casamento e tristeza pela separação

O que você acha que é imperdoável?
Nada ,tudo é perdoável
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Se você fosse descrever Itabuna - terra natal do escritor Jorge Amando, que a descreve em algumas de suas obras, como Gabriela, Cravo e Canela e Terras do Sem Fim - como descreveria?
Muito parecida com Brusque,localiza-se no sul do estado da Bahia. Possui uma área total de 432,244 km². Está localizada a cerca de 426 quilômetros da capital da Bahia 240 mil habitantes, próximo à Ilhéus,  com um nível médio de empresas e com governos variáveis muito semelhante a Brusque realmente

Grandes nomes em Itabuna e Bahia?
Cantor Luiz Caldas - Escritor Jorge Amado e da Bahia inúmeros: Caetano Veloso, Dorival Caimy dentre outros e  também por gostar de algumas obras dele - Euclides da Cunha/RJ.

Em termos de Índice de Desenvolvimento Humano?
O município de Itabuna apresenta o terceiro melhor Índice de Desenvolvimento Humano do Estado da Bahia, ficando atrás somente da capital baiana, Salvador e, do município de Lauro de Freitas.

E o nome Itabuna?
O nome "Itabuna" é derivado do termo tupi itáabuna, que significa "padre de pedra" (itá, pedra + abuna, padre). O nome é uma referência a uma formação rochosa que se assemelha a um padre. Essa formação rochosa veio a designar o terceiro distrito de Ilhéus, Cachoeira de Itabuna, ao qual pertencia a localidade de Tabocas, que veio a dar origem ao atual município de Itabuna.



E a economia?
Itabuna é um centro regional de comércio, indústria e de serviços. Sua importância econômica cresceu no Brasil durante a época áurea do cultivo de cacau, que, por ser compatível com o solo da região, levou-a ao 2º lugar em produção no país, exportando para os Estados Unidos e Europa. Depois de grave crise na produção cacaueira causada pela presença da doença conhecida como vassoura-de-bruxa, a cidade tem buscado alternativas econômicas, com a ajuda do comércio, da indústria e da diversificação de lavouras, e hoje se destaca com indústrias de grande porte como Nestlé, Kissex, Produtos Padim, Delphi Cacau, Cambuci S/A (Penalty) e TriFil, se consolidando como pólo médico, prestador de serviços e de educação.


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 Icaro



Fale de sua trajetória profissional até hoje?

Depois que me formei em contabilidade e iniciar um período como Professor de Matemática ,comecei minha jornada como um desportista criando um Projeto pra um clube de futebol de minha cidade Itabuna ,isso eu tinha 18 anos .E com o passar do tempo me tornei um amante do futebol em termos de administração e projetos ,e sempre envolvido com todos esportes sempre enfatizei o desejo de organizar em comunidades o futebol de base em especial .Foi quando formalizei uma Empresa de Esportes (TSA) e em parceria com O Cruzeiro BH Depois de um Estágio de aprendizagem neste clube, produzimos ali no Sul da Bahia um núcleo de captação de talentos, onde conduzíamos atletas da região ora Minas Gerais, mesmo com muitas dificudades o trabalho despontou e movimentou muito a juventude daquela região. Depois com alguns anos, em contato nao somente com o Cruzeiro mas também  com o  Atlético MG. E foi quando nos mudamos pra Santa Catarina onde a partir de 2011 reiniciamos nosso trabalho de condução de atletas a Minas Gerais e mais tarde damos inicio a um intercâmbio com os Clubes de Florianópolis (Avaí e Figueirense) e com clubes locais Marcílio Dias,Brusque e o próprio Oeste clube estruturado por nosso sistema ali em Canelinhas .Tambem envolvido na política local sendo membro oficial do PTdo B ,realizamos tarefas socio educativas (Movimento Teamsoccer" Nao dou bola as Drogas" )aqui no município de Brusque ,bem como atualmente tendo cargo comissionado na Fundação Municipal de Esportes .









terça-feira, 12 de maio de 2015

José Francisco dos Santos




JOSÉ FRANCISCO DOS SANTOS
Técnico Judiciário e Professor Universitário
O entrevistado desta semana é o Técnico Judiciário Auxiliar no Fórum da Comarca de Itajaí/SC - Professor Universitário na Faculdade São Luiz, Unifebe e Faculdade Sinergia (Navegantes) José Francisco dos Santos, com mestrado e doutorado em Filosofia na PUC/SP;  nascido em  Arapongas/PR- aos 05/05/1969; filho de  Geraldo José dos Santos e  Regina Ferreira dos santos; cônjuge Raquel Rosalia Adami. É Palmeirense

Exibindo Manifestação do Professor Doutor JOSÉ FRANCISCO DOS SANTOS, um dos expositores da Audiência Pública promovida pelo GRUPIA (1).jpgNosso entrevistado José Francisco dos Santos



 O que sonhava ser quando você ainda era criança?
Sonhava em ser Padre

O que marcou sua infância?
 A pobreza. Fui o décimo sexto filho de uma família de lavradores pobres. Meus pais vieram de Minas Gerais para o norte do Paraná na década de 1950, e vagaram de fazenda em fazenda nas lavouras de café, sempre apenas com o suficiente para a sobrevivência. Quando nasci meus pais já eram avançados em idade (51-47) e quando ainda era criança fomos morar numa casa muito humilde de um bairro de periferia da cidade de Arapongas. As condições econômicas eram limitadíssimas, mas todos sobrevivemos.

Ainda mantém amizades com pessoas que conviveram com você em sua infância?
Não. De minha cidade natal, além dos familiares, visito ainda poucas pessoas que conheci, mas não se aplica a palavra amizade nesses casos. Saí de lá muito cedo.

Como foi a educação recebida de seus pais?
Meu pai estudou dois anos do ensino primário no interior de Minas Gerais, na década de 1920 e minha mãe nunca frequentou escola. No mais, o espírito daqueles tempos era de uma educação familiar e religiosa muito rígida.

Pessoas que influenciaram?
 Lembro com muito carinho da minhas professoras da segunda e quarta série (Ana Brigida e Silvania Matsuo), mas fui muito bem educado por todas elas (Tive sorte de pegar uma educação tradicional e eficiente). Fui para o seminário com 14 anos e tive muito boas influências. Destaco o um diácono da minha cidade (Dorvalino Bertasso) em quem sempre me espelhei pelo seu modo de ser, sua cultura e sua polidez e do Padre Giorgio Pedemonte, do PIME, (entrevistado neste espaço aos 10 de outubro de 2014) que foi meu diretor espiritual na minha adolescência/juventude e que me deixou marcas muito positivas no meu caráter.

Histórico escolar?
Cursei o primeiro grau no Paraná (Arapongas e Apucarana). Concluí o segundo grau em Florianópolis, no colégio Coração de Jesus. Graduei-me em Filosofia pelo FEBE (Unifebe). Cursei pós graduação em Fundamentos da Educação em curso ofertado pela Furb e Mestrado e Doutorado em Filosofia pela PUC/SP.

Como surgiu a passagem pelo seminário em sua vida?
Desde criança queria ser padre e fui cedo para o seminário, com esse intento. O seminário foi fundamental  na minha formação. Foram sete anos ao todo, e fizeram toda a diferença na minha vida, positivamente.

Quais as matérias que mais gostava? E as que detestava?
Gostava especialmente de língua portuguesa, literatura e história.Nunca detestei nenhuma matéria especificamente, apenas algumas experiências de aprendizagem que não me pareceram muito educativas. Não gostava muito de educação física e educação artística, porque minhas notas sempre ficavam abaixo do meu padrão das outras disciplinas.

Como conheceu a Raquel Rosália? 
 Deixei o seminário do Pime no final do ano de 1989. Já conhecia a Raquel, mas nunca tínhamos nos falado. No ano de 1990, fui convidado a tocar violão com um grupo de jovens da comunidade dela, no Arraial dos Cunhas - estrada para Itajaí.Ali começamos a namoricar..... e a brincadeira já dura 25 anos.

Como surgiu Brusque em sua trajetória?
Vim a Brusque em 1987, como parte da minha formação no seminário do PIME. Fiquei por três anos morando no seminário. Quando o deixei, permaneci na cidade para concluir o curso de filosofia e resolvi permanecer para deitar raízes por aqui. Hoje moro no município de Itajaí, no Bairro Arraial dos Cunhas, que fica no meio da cominho entre as duas cidades. Mas as ligações com Brusque são muito mais significativas que com Itajaí.

Quais matérias leciona?
Leciono atualmente História da Filosofia Antiga e Leitura e Análise de textos Filosóficos na Faculdade São Luiz, Filosofia Geral e Jurídica nos cursos de Direito da Unifebe e da Faculdade Sinergia e Sociologia da Educação, no curso de Pedagogia da Unifebe.

Quais obras utiliza no seu trabalho no corpo docente?
Cada disciplina tem autores específicos, mas trabalho com Aristóteles, Norberto Bobbio e outros, inclusive alguns que critico, como o comunista Antonio Gramsci e seus seguidores brasileiros. Como os temas são muitos, o trabalho acaba passando por várias referências, pois não costumo adotar um único autor como base. 

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José Francisco dos Santos

 Qual o artigo que escreveu que teve mais repercussão?
Cito dois: "Para além das trincheira", que tratou do tema da intolerância e "O aborto volta à pauta", em que denuncio alguns argumentos favoráveis ao aborto.
 
Qual o artigo que não voltaria a escrever?
Eu sempre me incomodei em escrever artigos relacionados diretamente à política, especialmente os mais críticos.Nunca deixei de escrever, porque entendo que é minha tarefa esclarecer e denunciar, mas nunca senti prazer nessa tarefa.Mas continuarei a tratar desses temas, quando necessário. Alguns eu não voltaria a escrever porque ficaram pouco claros para os leitores, como "As abelhas e a essência do universo". Mas o pior mesmo é quando precisamos expor opiniões políticas,porque as pessoas sempre leem de modo enviesado, a favor ou contra.

Escreve por necessidade ou por hobby?
Escrevo tanto por necessidade quanto por hobby; Escrevo coisas que são necessárias para a minha vaidade de professor universitário, como artigos científicos para publicação em revistas especializadas e textos serem usados em aulas. Quanto aos artigos do jornal O Municipio Dia a Dia, é uma mistura das duas coisas. Adoro escrever e esse é realmente um hobby, mas eu dificilmente o desenvolveria semanalmente, se não houvesse o compromisso com o jornal. Assim, o convite para escrever a coluna semanal me foi muito útil, porque de certa forma me obrigou a escrever mais.

Como busca as inspirações para escolher os assuntos dos artigos que publica?
Procuro extrair os temas do artigo do dia a dia, das situações que envolvem a todos e que nem sempre são devidamente refletidas. Sempre senti, como professor, a falta de textos introdutórios que pudessem ensinar filosofia sem um linguajar técnico e temas extremamente abstratos. Ninguém vai começar a filosofar (refletir a partir de uma linha de argumentação) sem considerar um tema que seja capaz de compreender minimamente. Então, eu escolho temas que tocam a vida da maioria das pessoas, como acontecimentos políticos, ideias econômicas, questões jurídicas e especialmente temas relacionados à ética e ao comportamento, e procuro raciocinar a partir deles, extraindo deles o potencial filosófico que têm; Assim, o leitor comum pode refletir comigo sobre aquele tema, pode analisar meus argumentos e verificar o que onde são bons, onde falham, etc. Não escrevo para que as pessoas concordem comigo, mas que reflitam a partir do meu ponto de vista. Se discordarem com argumentos bem construídos, melhor ainda, porque eu posso assim rever meus pontos de vistas e aprender mais.

Quais as melhores obras que já leu?
 Entre as que mais me influenciaram, poderia citar "O homem à procura de si mesmo", de Rollo May e a Ética a Nicômaco, de Aristóteles, que considero o livro mais importante já escrito, sem contar os livros sagrados. Na literatura,destaco "Os irmãos Karamazov", de Dostoévsky e  "O homem que ri", de Dostoiévski.Também fui muito influenciado pela obras, tanto literárias como musicais, do Padre Zezinho. Claro, li muitas obras técnicas da filosofia,especialmente de Karl Popper e Charles Sanders Peirce, os dois autores que nortearam minha tese de doutorado.

 O que está lendo atualmente?
 Recentemente descobri um autor que me agrada muito,por seu estilo direto de linguagem e pelo raciocínio primoroso. Chama-se Gilbert Keith Chesterton. Li recentemente a biografia escrita por ele de São Tomás de Aquino e São Francisco de Assis. e estou começando a ler a obra "Ortodoxia". Mas o tempo para leituras anda demasiado curto! Vale registrar que além de muitas provas e trabalhos dos meus alunos, tenho lido Chesterton e textos esparsos necessários ao meu trabalho.
 
Quais os livros que leu recentemente?
Cito dois mais recentes,além dos que falei anteriormente:"Como vencer a guerra cultural", de Peter Kreef e "Maquiavel Pedagogo", de Pascal Bernardin.

Pretende escrever outros livros?
Além dos que citei acima, projeto, junto com um colega,um outro sobre Educação, que já está alinhavado, mas o tempo para escrever é escasso no momento.

Grandes nomes na filosofia?
Há muitos grandes filósofos,mas eu admiro alguns em especial; Aristóteles, São Tomás de Aquino (talvez seja a mente mais brilhante que tenha habitado entre nós) e o norte-americano Charles Sandres Peirce, que foi objeto das minhas pesquisas no mestrado e doutorado em filosofia. Há outros muito bons, mas esses me parecem ser os "top".

Grandes educadores?
Sou grande admirador da educação que se fazia na Idade Média, que era imensamente superior à nossa em termos metodológicos, Lá o "ensino básico" se chamava "Trivium", e por ele os estudantes aprendiam lógica, gramática e retórica, ou seja, aprendiam a pensar, escrever e falar com propriedade. Na Idade Média encontramos o verdadeiro método "dialético" de discutir e aprender. Basta abrir qualquer página da Suma Teológica, de São Tomás de Aquino para perceber como os temas eram tratados e investigados. Desse período, admiro especialmente um grande dois grandes professores medievais, Pedro Abelardo e Santo Alberto Magno, que foi professor de Tomás de Aquino e um dos precursores do pensamento científico moderno. Destacaria também Comenius, no início da Idade Moderna. Dos educadores contemporâneos, não vejo nenhum com essa envergadura. Basta ver a situação caótica do ensino hoje para ver que as novas ideias sobre educação, especialmente aquelas baseadas no marxismo e chamadas de "críticas", são um desastre. Mas dominam amplamente os círculos educacionais e as instâncias decisórias^.
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O que levou a largar o Seminário
Como disse, entrei no seminário aos quinze anos. Depois de sete anos, comecei a colocar em dúvida se era isso mesmo o que queria. Ademais, a década de 1980 foi uma década muito difícil nos meios eclesiásticos, com disputas ideológicas e políticas bastante acentuadas, e eu fiquei um pouco perdido nessa confusão. Como pessoa, precisava também ter mais segurança para fazer uma escolha tão radical quanto o sacerdócio. Eu tinha então vinte para vinte e um anos, queria viver uma vida mais "normal", trabalhar, me virar por conta própria, namorar, para poder ter um contraponto melhor e fazer a escolha certa. Estou certo de que a fiz!

O que você aplica no dia a dia das experiências que teve?
Já sou naturalmente pouco falante ( a não ser quando ministro aulas!),mas aprimorei muito essa arte de ser ponderado, não ser explosivo, tomar decisões com a devida calma.Por outro lado, aprendi também a ser mais combativo quando é necessário, o que foi mais difícil, porque minha natureza tende à conciliação.O Padre Giorgio (entrevistado neste espaço em 10 de outubro de 2014) Pedemonte sempre dizia que"ninguém se improvisa", e que, por isso, era preciso preparar hoje o que seremos amanhã. Tenho tentado seguir esse preceito,embora nem sempre do modo como gostaria.

O que faria hoje, que não teve coragem de fazer?
Não me lembro de ter deixado de fazer nada importante por falta de coragem. Deixei, sim,de fazer muitas coisas por falta de oportunidade. Especialmente, se pudesse voltar no tempo, estudaria grego, latim e piano.
 
 Uma palhinha de sua trajetória
 Desde criança,sempre me dediquei muito aos estudos.Pretendia ser padre e ingressei no seminário aos 14 anos, em Apucarana/PR.Dois anos mais tarde vim para Santa Catarina, para estudar no Pontifício Instituto das Missões Exteriores - PIME, o que acabou me trazendo a Brusque.Deixei o seminário no meio do curso de Filosofia e permaneci na cidade,exercitando a profissão que escolhi:professor. Além de lecionar, trabalhei também no Banco Meridional e, desde 1996, sou funcionário do poder judiciário. Nesse ano também realizei o sonho de ser professor no ensino superior, onde continuo e não pretendo parar tão cedo. Cursei mestrado e doutorado na PUC/SP e passo as semanas me dividindo entre as salas de aula, o Forum e muita estrada. Publiquei dois livros:minha rese de doutorado (Realismo e Falibilismo: um contraponto entre Peirce e Popper) e uma coletânea dos meus artigos do jornal Município Dia a Dia (Para Refletir: artigos para reflexão e discussão em filosofia, ética e temas transversais).

Grandes alegrias e quais tristezas viveu?
Minha ida ao seminário foi momento de grande alegria, pois era a realização de um desejo forte na época. Sair de lá e recomeçar a vida, 7 anos depois, também foi ocasião de alegria pelas novas experiências e polo aprendizado. Outra imensa alegria foi quando a Raquel e eu terminamos a construção da nossa casa e finalmente nos casamos, e também a conclusão do mestrado e do doutorado,feitos com indizível sacrifício. As tristezas mais marcantes foram as terríveis dificuldades econômicas da década de 1990, quando estava tentando me firmar profissionalmente.Sempre era necessário abandonar alguma aspiração para poder realizar o que era mais urgente e necessário.O que sonhava ser quando você ainda era criança?
Sonhava em ser Padre

Qual é a sua aspiração?
Desejo contribuir para uma elevação do nível educacional brasileiro, naquilo que me for possível, especialmente denunciando os inúmeros equívocos que dominaram o pensamento e a prática educacional das últimas décadas. Como uma aspiração mais pessoal, desejo ainda poder fazer um bom curso de teologia.

Costuma ler jornais?
Com alguma frequência, mas especialmente pela internet.



Referências: Publicado no Jornal Em Foco aos 15 de maio de 2015